plurall


Voltar   plurall > Plurall.doc > Reviews

Reviews Aqui a equipe do Plurall e convidados fazem reviews exclusivos sobre eventos no Brasil e no mundo

Resposta
 
LinkBack Ferramentas do Tópico Pesquisar no Tópico Modos de Exibição Translate
  #1 (permalink)  
Antigo 07-01-2010, 18:47
Avatar de Roosevelt Soares
poesia ou morte!
 
Registrado em: Mar 2005
Localização: Celtx
Posts: 2,200
Valeu: 2,365
Recebeu 3,607 valeus em 931 Posts
Enviar mensagem via Windows Live Messenger para Roosevelt Soares Enviar mensagem via Yahoo para Roosevelt Soares
Padrão Universo Paralello #10

A noite

dos corpos

fluorescentes


Faltavam 20 minutos pra meia noite e eu ainda caminhava pela praia toda iluminada por uma lua cheia, brilhantemente linda, iluminando a noite de reveillon.
A minha volta, centenas de seres fluorescentes caminham na mesma direção. Vestindo roupas na cor branca e muitos empunhando garrafas de champanhe, em nosso horizonte, luzes piscavam e sons distorcidos envolviam um bumbo inconfundível que se repetia e parecia marcar os passos e o coração daquela massa andarilha; Tuntz, Tuntz, Tuntz, Tuntz, Tuntz, Tuntz, Tuntz, Tuntz.



Ao se aproximar das 00 horas do dia 31 pro dia 01, a energia que envolvia o dancefloor era impressionante – arrepiava todo meu corpo e as pernas bambeavam de tanta excitação. Sem saber pra onde olhar – tantas luzes, projeções, movimentos, performances, música – eu dançava, como se fosse um pecado ficar imóvel e como se mover fosse a mais sagrada das tarefas.

Fecho os olhos e sinto que meus pés não estão mais a tocar o chão. Em um breve momento vejo toda a minha historia, todas as sete edições que estive envolto nessa energia viciante, comemorando a virada do ano com esse festival e me vejo dançando em varias fases da minha vida - sinto pensamentos perdidos retornarem, sinto felicidades esquecidas, vejo sorrisos apagados e tento dançar como eu dançava no passado.

Das enormes caixas de som, a vários metros a minha frente, o canto dos índios, guiava todo o filme que se passava no interior de minhas pálpebras. A música tocada pelo Swarup era a mesma que ele tocou na virada de 2003 pra 2004, ano em que vivi o Universo Paralello pela primeira vez – e uma bomba atômica explodiu dentro do meu coração e lagrimas fugiram de dentro de meus olhos multicoloridos.

Abro os olhos e em um gesto sutil, limpo meu rosto e meus olhos, como se limpasse uma miragem grudada na retina. Olho a minha volta e não é ilusão; mais uma vez estou de pé e a flutuar nessas terras psicodélica.

Mesmo longe dos meus pais, estranhamente, me sinto conectado com eles e com todo o Cosmos. A minha volta, uma massa de estranhos parece tão surreal com suas roupas brilhando de forma tão viva diante das potentes luzes fluorescentes que apenas acredito que eles existem, quando percebo o sorriso de meus amigos, que dançam ao meu redor se contorcendo como se algo quisesse sair de dentro deles.

E assim dançamos...

... pulamos... OS FOGOS , OS FOGOS – estão explodindo no céu.
- CARALHOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, puta que pariu, CARALHOOOOOO
“era tanta energia vertendo de dentro de min, que milhões de palavrões saltavam da minha boca enquanto eu abraçava meus amigos,
enquanto os fogos explodiam,
enquanto eu desejava coisas boas,
enquanto os índios dançavam,
enquanto a música tocava,
enquanto os flash das maquinas pipocavam,
enquanto, enquanto, enquanto o mundo girava eu,
EU PULAVAAAAAAAAA e girava o MUNDO”
>>>>>> e abraçava a TODOS a ponto de quase quebrar seus ossos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A espera,

o mar,

o sol,

o paraíso




A sete anos organizando excursão rumo ao festival através da Conexão PSY, posso dizer que se antes era um sacrifício, que tirava meses, noite e noites do meu sono, nos últimos anos, a experiência me trouxe poderes quase que mágicos – um toque aqui, outro ali e voalà - TUDO PRONTO E PERFEITO.

Eu e mais 49 pessoas, entre eles vários amigos, tivemos uma ida e uma volta de ônibus espetacular.
Nossa chegada no festival aconteceu como previsto no amanhecer do dia 28. O dia estava clareando, por tanto o sol ainda estava longe de nossas cabeças e assim pudemos entrar no festival sem filas, sem stress, sem suor.
Após colocar a pulseira, a mesma pessoa nos entregava o livreto, com toda a programação do festival, entregava também um porta bitucas e desejava um ótimo festival.

Já dentro do UP tivemos a primeira impressão do local – muitas sombras, uma espécie de lago que se formava por causa do encontro do rio com o mar e que passava diante de vários campings, chillout, pista goa e alternativa.

Incrivelmente os campings já estavam lotados, mesmo com a nossa excursão chegando 6 horas antes do anunciado pra abertura oficial dos portões.
Com isso, tivemos que procurar um local apropriado pra acampar, então resolvemos dividir nosso grupo e enquanto a maioria ficava sentada em baixo de um ótima sombra, um outro grupo saiu por entre os campings andando e procurando um espaço amplo que pudesse receber mais de 30 barracas e assim montarmos uma vila só com a galera da excursão.




Coisa chata #01
- estilo curral e sombras privada -

Encontramos um bom lugar pra acampar, entre a pista goa e a pista alternativa, porém um enorme pedaço de terra, cheia de sombra,, sem duvida um dos locais mais sombreados estava completamente cercado por uma cerca feita de pano e troncos de arvores. Esse espaço tinha sido cercado pelo grupo ESTILO ESPIRAL.

Fomos procurar saber o que era isso e descobrimos que é uma loja paulista e que aquele local havia sido comprado por um grupo de pessoas que pagaram pra que uma equipe da loja fosse antes para o festival, escolhesse o melhor local, com mais sombras e assim cercasse esse local, montasse uma portaria com segurança e tudo, pra que assim, esse cercado, virasse um camping privado. Bem no estilo condomínio de luxo.

Nota ZERO pro Estilo Espiral e pra organização do festival em deixar isso acontecer.
O camping deveria ser para TODOS de forma igual. Ninguém deveria poder entrar antes pra lotear terras e cobrar por isso.
No final das contas, o cercadinho ficou cheio de espaços vazios, com sombras que não foram usadas, enquanto as barracas de fora do cercado ficavam derretendo no sol.

Natureza,

caranguejos

e escorpiões




As paisagens naturais desse novo local são incríveis e muito mais deslumbrante aos olhos do que o local anterior em Pratigi.
Tem praia calminha, rio, piscinas naturais, coqueiros e vários outros tipos de arvores, o que conseqüentemente criava muito mais sombras, que alias, era praticamente inexistente em Pratigi.

As sombras possibilitavam dormir até mais tarde e acordar 8, 9, 10 horas da manhã e ainda dava pra tirar um cochilo a tarde por volta das 16, 17 horas. Muito bom. O lado ruim é que eu dormi muuuuito mesmo =]

Em praticamente todos os campings se via buracos pelo chão, que a primeira vista, pra leigos como eu, pareciam buracos de cobras, mas logo descobrimos ser casa de caranguejos. Com isso, era impossível ficar com a barraca aberta nem por 5 minutos, pois os caranguejos pareciam atordoados, e com razão, andavam desgovernados a todo momento pelo camping, invadido varias vezes a barraca.

Três vezes eu acordei com um caranguejo maior do que as minhas mãos, ou subindo pelas minhas pernas ou já dentro da barraca fazendo uma barulheira por causa das suas patas andando sobre a lona.

No primeiro caranguejo, foi um baita susto. Eu e meu irmão acordamos achando que fosse uma aranha gigante, pois só escutávamos a movimentação de suas patas.
Com mais medo do que cuidado, fomos tirando as coisas de dentro da barraca até que avistamos, pra nossa tranqüilidade, um caranguejo e não uma aranha. Jogamos a toalha em cima dele e facilmente o tiramos da barraca, mas a aflição em imaginar que ele poderia ter mordido a nossa orelha (ou outras partes) durante a noite, o que fazia o clima ficar mais tenso do que de fato era.

Depois nos acostumamos e as visitas dos caranguejos se tornaram menos tensas.
Mas vimos algumas vezes e até tivemos que interceder em algumas invasões nas barracas vizinhas, pois muita gente só tirava o caranguejo da barraca depois de sentar chinelada no pobre caranguejo atordoado com aquela invasão de humanos.

Nem só caranguejo passeava por entre o camping. Cobras, lacraias e escorpiões apareciam a todo o momento e seus ataques era comentado em varias rodinhas de bate papo e boatos parelellos.
Uma amiga, que estuda biologia, pegou um escorpião e me mostrou dentro da garrafa. Uma outra menina, que conheci com o pé enfaixado, me contava em tom de quem ainda não havia caido a ficha, que um escorpião tinha picado seu pé enquanto calcava o chinelo na porta de sua barraca.



- E ai, o que você fez quando o escorpião te mordeu? – perguntei com aquela visão urbanoide, achando que se um escorpião mordesse alguém essa pessoa morreria em pouca horas e pelo contrario a garota mordida ainda estava ali, viva e na pista de dança.

Ela então me contou que o escorpião era pequeno e que o veneno dele não era perigoso mas que era a pior dor que ela já havia sentido, principalmente somado as 5 injeções de anestésico que foram aplicadas dentro da mordida.

Bom, acho que qualquer pessoa ficaria com medo de ser picado pelo escorpião, e como não sou qualquer pessoa, fiquei é apavorado com essa possibilidade. Mas fazer o que ... já estava ali mesmo – relaxei e fui dançar enquanto podia.

Coisa chata #02
- lixo, xixi, cocô e porquinhos dançarinos -

Como dito pelo festival, não havia coleta de lixo nos camping. A ideia era distribuir saquinhos de lixo pra todo mundo na entrada do festival, e assim cada um se responsabilizaria em juntar o lixo produzido enquanto permanecia acampado, até encher o saco e levar esse lixo até algum lugar especial pra depositar os sacos. Porém eu não recebi esse saco, nem havia nenhum local pra depositar os sacos cheios. O que me salvou é que sempre levo sacos de lixo comigo.

Não é preciso ser pessimista, pra ter a certeza de que esse sistema não iria funcionar. Primeiro porque os 30% de pessoas conscientes (se é que chega a essa porcentagem), que cuida do seu lixo, mesmo sem receber os sacos na entrada e mesmo sem ter nenhum lugar especial pra depositar os sacos cheios, representam uma minoria, incapaz de fazer a diferença diante de tantos porquinhos, mesmo se esses 30% começassem a recolher o lixo alheio.

O que se viu então foi uma imundice em todos os campings que pude passar por entre eles.
Latas, garrafas, pacotes de tudo quanto é tipo de coisa e até garrafas e garrafões de 5 litros, cheios de xixi, pois o povo estava urinando dentro de garrafas, dentro de suas barracas e tacando por entre o camping já que os banheiros estavam imundos. Outra coisa bizzara, era gente cagando em saquinhos plástico, dentro de suas barracas, novamente, e depois tacando esses saquinhos recheado pelo camping.

Por toda a praia, o lixo era visível. No inicio do festival e no amanhecer de cada dia, a visão era apavorante. Com o passar dos dias, catadores foram surgindo, mas a produção de lixo era mais rápida do que eles. As bingas de cigarro, praticamente não eram recolhidas pelos catadores, que se focavam em latinhas, garrafas e copinhos.
Era inevitável a angustia de perceber que após o termino do festival, ainda haveria muito lixo impregnado naquele ambiente.

Pista Goa



Se antes era a pista mais especial pra min, esse ano, foi a menos apreciada.
A pista ficava no caminho de tudo, e em vários momentos bombava de cadeirinhas de praia e até de menininhas maquiadas.
A tenda da pista era fantástica. Tinha uma espécie de hélice no centro, que girava com o vento e tinha muitas luzes negras e objetos de arte bizzara, como uma mulher aranha com cerca de um metro e meio, mau encarada e feita de sucata, além de ter outras coisas interessantes espalhadas pela pista.



O palco, ou cabine de dj, era o mais atraente. Uma Kombi toda fluorescente, no estilo flower power, onde o dj tocava de dentro dela.

De dia, ao olhar pro dj dentro daquela Kombi, o sentimento era de pena, pois o sol escaldante da Bahia, com certeza deveria estar derretendo o dj que estava ali dentro, porém a noite, a imagem da kombi flúor era linda.

De goa, nada se ouviu por ali. O som progressivo foi o mais tocado durante o dia e nas noites, um dark barulhento, que só era psicodélico se o sujeito estivesse com a mente possuída por químicas poderosas. De cara limpa, o som era irritante.

Fiquei pouco por ali. Ouvi e curti o live do Demonizz, depois toquei com meu amigo Flek, com o projeto Karmatron na madrugada de 29 pra 30 e logo em seguida ouvi um pouco do live Ikpeng.
No entardecer do dia 31 curti do inicio ao fim o maravilhoso live do Erotic Dream. E esse foi o momento que mais curti a pista Goa. Depois disso apenas passei por ela.

Chillout



Eu esperava uma estrutura orgânica gigantesca, conforme as duas edições anteriores do festival, e me deparei com uma cobertura gigante, porém feita com um tecido que a olho nu parecia lycra. A cobertura parecia flutuar sobre o chillout, como uma gigantesca água viva. Tudo na cor branca, o que dava ao chillout um ar “clean”, que nunca havia visto nesse espaço. sempre cheio de coisas penduradas. Porém a cobertura não era muito eficiente contra o sol nem contra a chuva. Quando choveu, o tecido que cobria o chill deixava a água passar e molhava tudo.

De inicio não achei legal o visual, mas depois me acostumei e acabei curtindo o novo visual. Só acho que merece um tecido impermeavel na pra próxima.



O melhor que ouvi no chillout foi: Oood, Peaking Goddess Collective, Ajja e o Máster Margheritta. Destaque total pro Peaking Goddess Collective. Todos eram LIVES com letras maiúsculas. Tudo ao vivaço e psicodelia extrema além da sinpatia dos MÚSICOS, que era um show a parte.

Alternativa



Essa pista ficava totalmente a beira mar e assim, completamente exposta ao sol. As cores dessa pista eram o negro e o prata e apenas um domo de metal ficava no centro fazendo uma pequena sombra pra quem conseguia se espremer ali dentro.
Na parte de trás do domo, outra pequena tenda preta, presa com bambus pintados de prata e com um cercadinho de madeira, muito lembrava uma área vip de boate.

Na parte da frente do domo, um palco todo negro e prata, onde o dj tocava sobe um fone gigante.

Devido a falta de sombra e falta de tezão minha com o som da pista durante o dia, o que ouvi de bom ali foi: Jamie Blonde, James Monroe, Luthier, Maelstrom, Emok VS Lenny Ibizzare, Anderson Noise e ouvi muito falar, mas perdi, o Phantazma.



Esse ultimo tocou na madrugada de 3 pra 4, fim do festival e fez um estrago. O cara levou varias mascaras bizzaras e tocava com uma maquina de sampler enquanto cantava. O dj-cantor fazia música com tudo, e com refrões do tipo: “essa música vai pros manés que enchem a cara de droga e vem pra pista chupar pirulito TumTum-Ta, TumTum-Ta - ito-i-i-ito vem chupa pirulito, ito-i-i-ito vem chupa pirulito, TumTum-Ta, TumTum-Ta, TumTum-Ta, TumTum-Ta”.

Nem preciso dizer que o cara causou sentimentos controversos na pista. Um frito aborrecido e de pirulito na boca, não se aguentou e tacou um chinelo na cara do dj que tirou a chinelada de letra e fez música sobre a situação arrancando risadas da pista inteira. Ali, ao vivo. Enquanto uma parte vaiava a outra parte aplaudia e morria de rir com a animação do dj esquisito mas que marcou fortemente sua presença no festival. Mesmo sem ver, virei fã!!!!!!!

Mainfloor



Essa era a pista mais longe de tudo. Ao chegar no festival eu ouvi que a pista ficava a 4 quilômetros de tudo. Fiquei assutado até que resolvi fazer a jornada até ela e conclui que a pista ficava no máximo a 20 minutos e que caminhando pela beira da água, onde a terra é mais dura, não parecia tão longe. Porém indo pela areia fofa, realmente se tornava uma jornada cansativa.

Era a pista mais linda e decorada de todo o festival e diria até, mais bonita de todas edições. Parabéns aos Piratas Paralello, Piratas de Ibiza, Lugutestarea, Dalycra, Artfluor e Pintura.



Logo que você chegava, na entrada da pista, encontrava um parquinho pra adultos, feito com bambus, onde era possível sentar em bancos de molas, mesas de molas, descansar em uma redes que pareciam cama elástica, de frente pro mar e a noite, globos espelhados, pendurados nas arvores em torno do parquinho e com luzes direcionais, faziam os pedaços de espelhos ficarem refletindo no chão pedacinhos de luz, que balançando com o vento dava a impressão de que todo o chão do lugar estava em constante movimento.

Esse ano, eu fui apenas pra descansar, então nenhum som era realmente importante pra min exceto o Oood, Texas Forggot e o Goasia. Esses foram os nomes que mais me fizeram curtir e pra min, são os nomes do festival.


Oood foi o som mais louco, divertido e diversificado que vi e ouvi. É um som que me identifico tanto, que eu diria que é o tipo de trabalho de produção que eu faria com muito prazer e tezão.

Goasia fez o dancefloor levitar. O tempo estava perfeito, fresco, com uma leve chuva que caia e logo sumia. A pista estava repleta de freaks, sem aglomerações, cadeiras e tendas. Tudo perfeito pra ouvir e dançar um goa de primeira qualidade.

De quebra ainda curti bastante o Max Grillo, Xibalba, Flooting Groves, Fearsone Engine e o Chicodelico.

Perdi muita coisa e muita coisa que vi e ouvi, apenas meu corpo estava presente e se mexia de forma mecânica, sem prestar atenção a nada.

Coisa chata #03
- cocô giratório e banho de gato -

Muitas pessoas saíram de suas casas, após esperar meses pelo festival e ao chegar la, encontram um ambiente sem água, poucos chuveiros pra tomar banho e dos pouquíssimos banheiros, TODOS imundos. Muitos não pensaram duas vezes e abandonaram o festival.
Eu só não fiz isso, primeiro porque organizei uma excursão pra la, e precisava permanecer e segundo, que já passei perrengue bem piores em outros festivais.

Após passar o primeiro dia dentro do festival mergulhado no rio que havia na frente do meu camping, relaxando e batendo papo com meus amigos, a ideia de não ter chuveiros suficientes pra tomar banho e banheiros limpo, passou a não me incomodar tanto. Afinal eu estava em um paraíso, cercado por amigos e totalmente submerso em uma água deliciosa, porém salobra. Pensei comigo – pra que banho de água doce se posso mergulhar aqui sempre que me sujar?
E foi exatamente assim que fui fazendo durante todos os dias.
Tomei banho com água doce, apenas 3 vezes, e nessas 3 vezes, eu paguei por eles. Caminhei até fora do festival e tomei banho na casa dos moradores que cobravam de R$ 3 a R$ 10 pelos banhos.

O chato disso tudo, é que eu não sou mais o mesmo cara de sete anos atrás, que curtia os festivais mesmo passando por um milhão de perrengues. Eu fiquei chato e PRECISO de um banheiro sem fila pra tomar banho, pois não enfrento fila de forma alguma. PRECISO fazer minhas necessidades em um banheiro limpo e quando digo limpo, estou apenas pedindo que ele não tenha cocô nas paredes, no chão, em cima da privada e ate no teto. O que alias é um grande mistério pra min. Como ágüem consegue cagar nas paredes e no teto? Como álguem caga girando?

Isso me deixou muito irritado e assim não curti totalmente o festival. Ouvi varias e varias historias pela falta de água, mas o que me ficou de impressão foi que rolou um descaso por parte da produção.
Os banheiros deveriam ser os de fossas e não os químicos que são mais dificeis de limpar e a produção teve meses pra planejar e construir os mesmos. A mesma coisa em relação aos chuveiros. Ta certo que não chove na Bahia a meses e ate acredito que rolou alguns boicotes contra o andamento da infra estrutura do festival, mas dava pra colocar bombas sugando água do rio e alimentar os chuveiros e a limpeza dos banheiros.


Não sou hippie, não sou rasta, nem playboy, nem místico, nem idiota. Sou uma pessoa muito simples e que vejo as coisas como elas são e as coisas que não consigo ver, recorro a um raciocínio lógico. Por tanto essa historia de que existe festivais piores por ai, e que por isso deveria é me sentir feliz, NÃO COLA. Essa é a pior desculpa que poderia ouvir, pois é uma desculpa oportunista, que se nivela por baixo na hora que lhe convém. Também a historia de que a água esta acabando no planeta inteiro e que o fato de não haver água no festival, ser apenas um reflexo dos tempos atuais, é outra péssima desculpa. Sei que nada disso foi dito pela produção, então espero que no comunicado oficial dessa produção que há anos eu admiro e confio a ponto de colocar minhas mãos no fogo, eu possa ler algo lógico, sem apelos místicos, fugas filosóficas ou papinho do tipo: se sinta abençoado porque poderia ser pior.

Eu entendo perfeitamente que o festival esta em um novo espaço e que os desafios são também novos e complexos. E nesse sentido as falhas são completamente compreensíveis. Agora qualquer outra desculpa que desmereça minha necessidade de banho, e a importância de um banheiro limpo, merece ser ridicularizada de forma energica e revoltante.

Sinto muito, mas eu não me sinto a vontade sujo, não consigo fazer contorcionismo pra conseguir fazer um simples cocozinho dentro de um buraquinho e não utilizo mais substancias psicodélicas pra me sentir plenamente feliz e satisfeito.

Belezura paralella

Passando esse momento de desabafo tenso por causa da falta de água e limpeza dos banheiros, o festival foi como sempre um espetáculo.
Sotaques de todos os cantos do Brasil e línguas de todo o planeta continuam a constrir o som que se ouve por toda parte ao andar pelo festival.

Os bares estavam super ágeis e tudo, absolutamente tudo vinha bem gelado.
O sistema de ficha esse ano alcançou a excelência. As bebidas eram compradas por fichas que possuíam até código de barras e a comida era paga em dinheiro, diretamente na barraquinha. O que diminuiu as filas nos bares, mas em momentos de pico, as barraquinhas de comida tinham senhas de espera de ate 1 hora e meia, porém dessa vez não mais por causa das fichas e sim da lerdesa no preparo das comidas.



Um dos lugares que virou parte da minha rotina na área de alimentação foi o espaço Café do Mato. La você podia tomar capuccino, café normal e expresso, frozen de chocolate e de vários outros sabores, além de poder comer pão de queijo, sanduíches de parmesão com tomate seco e varias coisas que eram uma delicia e tinham ótima aparência. Esses que citei são os que eu mais comprava. Espero que tenha em vários festivais, pois virei fã.
Outra coisa gostosa era o Caberet Drinks que ficava na esquina da pista Alternativa com a Feira Mix. Um bar só de destilados e drinks, mega gelados e saborosos.



O Circu Lou ficou mais visível. Exatamente no caminho da pista principal, e assim recebeu mais participação do que todos os anos anteriores. La rolou inúmeras oficinas, workshops, palestras, apresentação de capoeira, teatro, danças, poesia e muita coisa interessante como a palestra do coletivo Balance: “balas, doces e guloseimas” - redução de danos para uso de substancias psicoativas.

O público

Esse é um ponto complexo de se analisar, pois o público é formado por humanos e todos muito diferentes entre si. Entre os motivos que fazem com que toda essa diversidade de público se reúna em perfeita harmonia, sem conflito de gostos e interesses, esta o também diversificado conjunto de atrações simultâneas que o festival oferece e que agrada até mesmo quem odeia música eletrônica.

Eu parei de me importar com o público, desde quando percebi que estava virando um puritano extremamente chato. Logo eu, que adoro diversidade, estava começando a acreditar que festivais e psicodelia é algo que deve ser somente pra pessoas selecionadas e especiais. Quanta besteira ...

No festival era possível ouvir pessoas que se diziam super conscientes, que cuidavam do destino de seu lixo, se preocupavam com o planeta, comiam comida vegetariana, mas enchiam a cara de drogas sem a menor cerimônia e tomavam suquinhos de latinha.
Tinha aquela turma de pirulito na boca, que passa longe dos espaços culturais e que só consegue ler as letras em negrito, que compõem o line-up, e que ficam saltitando pelo festival pronto pra abraçar todo mundo. Tinha os místicos que parecem que vão ao festival pra rezar por aquelas almas perdidas, servirem de guias iluminados e evoluirem como pessoas. Tinha também os visitantes, que estão ali apenas admirando a paisagem e que não ligam, nem sabem ao certo quem esta tocando - e esses estão sempre felizes e achando tudo um máximo.

E como todo festival, não falta aquela galera que adora seguir a risca o line-up, virando noites e dias se sacudindo feito zumbis, testando seus corpos e mentes como se fossem ganhar um premio de resistência ao final do festival.

E lógico, tinha os céticos, que como eu, já não dão muitos créditos pra maioria daquilo tudo (como um dia ja deu), mas misteriosamente ainda é atraído por toda essa atmosfera.

Resumindo

UP#10 foi o caos de todo fim que se inicia, como um ciclo que completa uma volta inteira e que ainda tem que conseguir forças pra continuar a girar.
Quem foi e sobreviveu, voltou cheio de historias, fotos lindas e momentos mágicos. Quem foi e sobreviveu só de pirraça, esta até agora reclamando. E quem não foi, eu diria muito confiante, que não perdeu mais do que uma ou outra coisa como o live do
Peaking Goddess Collective.

Sabe...estou velho pra isso e apesar de ter me supriendido com meu otimismo, por ter levado tudo numa boa, estou pendurando minhas chuteiras.
De qualquer forma, nos vemos por aqui. Por letras ou nos trombamos em algum momento marcado pra isso!


Beijos e abraços.

Obs.: Esqueci de comentar no meu review o live do Analog Drink que foi top, master, mega ultra bom. Eu, infelizmente perdi, estava fora do festival tomando banho, mas ao voltar todo mundo comentou e o proprio Junior do Analog Drink comentou que foi a maior pista que ele ja tocou, tendo quase 5,000 pessoas la. Que irado né. Mais do que merecedor. Orgulho de ser amigo do Junior e fã desse projeto lindo e de qualidade que é o Analog!
__________________
. . .


Última edição por Roosevelt Soares; 12-01-2010 às 21:08.
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
  #2 (permalink)  
Antigo 07-01-2010, 20:46
Avatar de Sililil
MuNdO SeM VoLtA
 
Registrado em: Mar 2007
Localização: Realengoélongepracaramba!
Posts: 1,237
Valeu: 1,935
Recebeu 1,519 valeus em 434 Posts
Enviar mensagem via Windows Live Messenger para Sililil
Padrão Re: Universo Paralello #10

Éééééé Roos...
OFFTOPIC:

Gostei mto do seu review, faço de mtas palavras suas, minhas.
E quem sobreviveu, tem é história pra contar.

Minha ÚNICA lamentação não descrita aqui: Não ter esbarrado com vc... HUNFT
__________________
Sil ill ill



>>"TeMos a aRtE
pARa quE a VerDadE
nãO noS DeStRua"
NiEtZsChe <<

Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
Os seguintes 2 usuários disseram valeu para Sililil por este post:
  #3 (permalink)  
Antigo 07-01-2010, 23:54
Avatar de Flict
a m b i e n t
 
Registrado em: Jul 2006
Localização: Dark side of the moon
Posts: 977
Valeu: 790
Recebeu 1,664 valeus em 472 Posts
Enviar mensagem via Windows Live Messenger para Flict
Padrão Re: Universo Paralello #10

Excelente review, Roots! Me diverti muito lendo, parabens! :-)

obs1: PQP, o que deve ter sido o PEAKING GODDESS?!?!?!
obs2: Sobre o cocô no teto, um conhecido meu já desenvolveu diversas teorias. A mais plausivel envolve um tanto de coca-cola e uma capsula de substancia desconhecida...
__________________

Flict DJ Sets (Soundcloud)
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
Os seguintes 4 usuários disseram valeu para Flict por este post:
  #4 (permalink)  
Antigo 08-01-2010, 15:44
Avatar de ProgMind
Membro Avançado
 
Registrado em: Sep 2009
Localização: 100 anos, tarja Preta!
Posts: 145
Valeu: 373
Recebeu 327 valeus em 107 Posts
Padrão Re: Universo Paralello #10

belo post ross, ótimo review!

Rí muito da historia do phatazma...huaouihaiuhiahiuhia...imagina aquilo!!!

oq mais me impressionou foi a posição do festival em não recoler o lixo do camping...sendo q ainiciativa era de distribuir os sacos para cada um recolher o próprio lixo...
muito mal pensado, exatamente como disses se 30, 20% das pessoas tivessem essa consciência, mesmo assim não daria vazão, e a preocupação da adm do festival em deixar o local limpo foi 0 mesmo...

penso com desgosto, ainda bem q não fui...
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
Os seguintes 2 usuários disseram valeu para ProgMind por este post:
  #5 (permalink)  
Antigo 09-01-2010, 09:39
Avatar de wienskoski
Membro Avançado
 
Registrado em: Feb 2005
Posts: 703
Valeu: 11
Recebeu 21 valeus em 7 Posts
Enviar mensagem via Windows Live Messenger para wienskoski
Padrão Re: Universo Paralello #10

Você conseguiu descrever uma boa parte das coisas que eu pensei sobre o festival, maneiro!
Só não consegui entender como um festival que se diz tão a favor do ambiente (se é que dizem isso, pelo menos dão a entender), se preocupou tão pouco com isso. A área foi extremamente devastada e queimada, ficou aquela poeira preta nojenta que contribuiu ainda mais na sensação de imundice das pessoas.
Me senti muitas vezes desconfortavel, se continuar desse jeito vai faltar bem pouco pra me aposentar...
__________________


Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
Os seguintes 3 usuários disseram valeu para wienskoski por este post:
  #6 (permalink)  
Antigo 09-01-2010, 17:11
Junior Member
 
Registrado em: Jan 2010
Localização: Aracaju-SE
Posts: 5
Valeu: 2
Recebeu 6 valeus em 3 Posts
Padrão Re: Universo Paralello #10

Faço das suas as minhas palavras! Vamos dizer 99% pra ter o meu toque de personalidade hehe..

Só uma (talvez) correção, eram guaiamuns e não carangueijos.

Review maravilhoso!
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
Os seguintes 2 usuários disseram valeu para mvfm56 por este post:
  #7 (permalink)  
Antigo 10-01-2010, 23:17
Avatar de Janzito
DJ
 
Registrado em: Mar 2009
Posts: 253
Valeu: 618
Recebeu 947 valeus em 222 Posts
Padrão Re: Universo Paralello #10

Fala ai grande Ross

Antes de mais nada apenas um momento filosofia...
Há 5 anos atrás indo para o UP em 2005 tomamos uma dura em Campos (ficamos uma hora parados!), sofremos um acidente na BR101, passamos uma noite num posto de gasolina dos mas terríveis, seguimos viagem num busão que nem tinha ar condicionado, tomamos mais uma dura na Bahia, seguimos mas várias horas até chegar em Pratigi e nada disso me abalou para curtir intensamente e festival. Eramos outros.... mais novos.... mais empolgados... mais tolerantes.... e menos criteriosos e exigentes com qualidade do som e nível de produção do evento.
Mas posso te dizer que o processo é natural.... ficamos mais "maduros" pra não dizer outra coisa... Ja to nessa de e-music há um tempinho grande e te digo, apesar de você saber, que é inevitável que seu posicionamento em relação a tudo que envolve esse nosso microuniverso tranceiro mude conforme você envelheça. Há pelo menos 8 anos convivo com essas sensações......É duro, mas algo nos mantém seguindo nessa....

Quanto ao review....

Show de bola... como de costume. Muito bem escrito...


Cheguei no festival com minha mulher (terceiro ano seguido que vamos juntos) e até montar minha barraca foi tudo um mar de rosas. Não houve o transtorno do ano passado para pegar as pulseiras, revistas, além disso não ter pau-de-arara foi ponto positivo. Fui de carro e o estacionamento era do muito perto da entrada. Show!

Como cheguei dia 27 umas 13 horas, o festival estava vazio e escolhi um local legal perto do chill e perto do rio. De cara minha mulher notou que não havia água no banheiro, mas até então achávamos que no dia 28, como todo ano, estaria tudo OK. Engano. O problema rolou sério até o fim do festival. Pra mim que já sou cascudo de festival, homem (nessas horas ajuda) o problema do banheiro foi superado. Com algum esforço, mas foi. Porém pra minha mulher que já estava indo pro terceiro UP, muito mais por mim do que por ela, e infelizmente chegou naqueles dias de "sinal vermelho", não ter água era muito sério. Mas agradeço a ela por ter levado o festival até o fim sem ter deixado a peteca cair.... na verdade sem surtar. Acreditem, vi muita mulher pirar, chorar, pedir pra ir embora...

Sistema de fichas, bares, alimentação estavam ótimos. Variedade, preços razoáveis e praticidade. Alguma fila em horários de pico, mas pra quem ta ligado nos horários era mole fugir de fila.

A decoração do chill desse ano caiu em relação ao ano passado. Até pelo fato do chill do ano passado ter sido algo fora do normal (um caracol de tenda em bambu em torno do um grande coqueiro). Quanto as outras pistas, achei que a decoração esse ano melhorou muito. Main Floor, Goa e Alternativa estavam lindas!

No CircuLou recebi um presente de fato! Quem comandava os treinos e rodas de capoeira era simplismente o mestre COBRINHA MANSA! Uma lenda da capoeira angola. Ponto positivo total! Ainda no CircuLou numa das noites vi o show do Freak Garcia, mas achei muito fraco!HEHEHE.. Não é minha praia mesmo....

Quanto ao local e sua natureza, achei lindo! No local do evento a junção do rio com o mar rolava na altura do chill, local que acampei, mas a água não era doce como todos esperavam. Por 5 reais (quebrava por 3 reais) rolava um barquinho de nativos que levava mais acima no rio já com água doce. Muitos faziam isso para tomar banho.


Quanto ao que mais interessa, O SOM, vamos lá...

Talvez a exigência de anos e anos escutando e-music te faça a ficar um tanto criterioso e se emocionar com o som fique algo um pouco mais raro... Concorda Roos? ........Filosofando?

Do que de fato me agradou no festival foi o Rica no chill (como sempre). As noites sempre com Dub, Reggae, e algumas tardes com Black, Soul também caiam bem. Mas acho que o chill ta cada vez mais fugindo ao seu propósito de descansar o corpo e ligar a mente... Agora o chill cumpre outro propósito, mas faz parte.... filosofando outra vez...??

Pouco fui na Goa e Alternativa. Na Goa vi sua abertura o Aerophobia, o meu amigo Max Gillo com o Jumpers e só.... Ja na alternativa fui dar uma moral pro meu amigo Bruno e seu techno que quebrou tudo! Kriminal Groove top! Além disso umas passadas esporádicas... Não sou fã do som da Alternativa.

Quanto ao coração do festival o Main Floor, posso dizer que 70 % do meu tempo ativo foi lá...vai vendo. Mesmo assim não vou perder muito tempo pra dizer o que me chamou a atenção de fato.
Com a galera do psy em primeiríssimo lugar a estréia do live do Men II Deep (Rica Amaral e Pragmatix). Ali senti o trance....D+! Live do The First Stone, OooD, Avalon, Sonic Species também foram muito bons. Na turma do prog (minha preferida) citaria com destaque o Allaby, Time in Motion, Eclipitic, Xibalba, Liquid Soul, Max Lafranconi (que na hora substituiu o Lish, que não foi, no dia 1º tocando Prog!) e Atmos fechando o Main Floor já no início do dia 4. Nosso amigo Junior com o 1º Live do Main Floor dia 29 também foi de primeira.

Com certeza esse ano vou dar um tempo de UP, entre pontos positivos e negativos ainda acredito que o festival seja uma ótima pedida para o ano novo, mas esse ano o UP me mostrou que devemos seguir em frente, pois o tempo nos empurra. Devo reconhecer que ver minha mulher passando o perrengue que ela passou e mesmo assim curtir ao máximo que pode o festival me fez refletir sobre o quanto devemos olhar com saudosismo o passado, mas não esquecer do que vem à frente para que o agora seja sempre o melhor e mais equilibrado possível.

Valeu UP! Quem sabe um dia agente ainda não se vê..... Por hora vou dar um tempo..... Mais filosofia....

Valeu Roosevelt

PAZ
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
Os seguintes 9 usuários disseram valeu para Janzito por este post:
  #8 (permalink)  
Antigo 12-01-2010, 16:46
Junior Member
 
Registrado em: Oct 2005
Posts: 2
Valeu: 1
Recebeu 1 valeu em 1 post
Padrão Re: Universo Paralello #10

Excelente este texto!!!!

Me diverti lendo este texto e REVIVI o festival novamente....Concordo plenamente.
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
O seguinte usuário disse valeu para Miri por esse post:
  #9 (permalink)  
Antigo 12-01-2010, 20:47
Avatar de Roosevelt Soares
poesia ou morte!
 
Registrado em: Mar 2005
Localização: Celtx
Posts: 2,200
Valeu: 2,365
Recebeu 3,607 valeus em 931 Posts
Enviar mensagem via Windows Live Messenger para Roosevelt Soares Enviar mensagem via Yahoo para Roosevelt Soares
Padrão Re: Universo Paralello #10

Citação:
Postado Originalmente por Janzito Ver Post
Quanto ao que mais interessa, O SOM, vamos lá...

Talvez a exigência de anos e anos escutando e-music te faça a ficar um tanto criterioso e se emocionar com o som fique algo um pouco mais raro... Concorda Roos? ........Filosofando?

. . .

Com certeza esse ano vou dar um tempo de UP, entre pontos positivos e negativos ainda acredito que o festival seja uma ótima pedida para o ano novo, mas esse ano o UP me mostrou que devemos seguir em frente, pois o tempo nos empurra. Devo reconhecer que ver minha mulher passando o perrengue que ela passou e mesmo assim curtir ao máximo que pode o festival me fez refletir sobre o quanto devemos olhar com saudosismo o passado, mas não esquecer do que vem à frente para que o agora seja sempre o melhor e mais equilibrado possível.

Valeu UP! Quem sabe um dia agente ainda não se vê..... Por hora vou dar um tempo..... Mais filosofia....

Valeu Roosevelt

PAZ
Pois é Jan.

Pior do que se incomodar com a deficiência de alguma parte da infra, (que pode até incomodar, mas pra falar a verdade não impede que a gente si divirta) o tempo é o que faz mais estragos na percepção de tudo. Digo estragos no sentido bem ambíguo.

Como você, sou um cara do mainfloor. É la que sempre passo a maior parte do meu tempo.
Curto mesmo é basslines gordo, aquele som galopante que te faz socar o chão com vontade, trance feito pra explodir, cheio de barulhinhos pra você seguir com a imaginação. E o som desse ano foi excelente, como todos os anos!
Mas dizer que me emocionei, talvez só no ano novo, com a música que tem a introdução das crianças indigenas cantando, que o Sawrup sempre tocava antigamente...me emocionei porque essa música fez parte de um dos maiores insight que tive na minha vida, no primeiro ano de UP com essa mesma música (e uma bomba quimica na cabeça).

Não sou de forçar "vibe". De sorrir só pra fazer parte da moldura paralella. Então muita coisa ali me surpriendeu pois me tocou mesmo, me transportou pro passado, pro futuro, me fez sentir aquela coisa de "sentir o trance". Mas não da pra negar que fiquei mega seletivo e esses momentos ficaram mais raros.
Ficar perseguindo essa sensação, é bom pra caramba, mas é hora de seguir em frente, acordar do transe...

Mas sempre da pra voltar =]


Obs.: Esqueci de comentar no meu review o live do Analog Drink que foi top, master, mega ultra bom. Eu, infelizmente perdi, estava fora do festival tomando banho, mas ao voltar todo mundo comentou e o proprio Junior do Analog Drink comentou que foi a maior pista que ele ja tocou, tendo quase 5,000 pessoas la. Que irado né. Mais do que merecedor. Orgulho de ser amigo do Junior e fã desse projeto lindo e de qualidade que é o Analog!

__________________
. . .


Última edição por Roosevelt Soares; 12-01-2010 às 20:52.
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
Os seguintes 4 usuários disseram valeu para Roosevelt Soares por este post:
  #10 (permalink)  
Antigo 13-01-2010, 00:23
Avatar de celinhaps
Progressive Life
 
Registrado em: Dec 2005
Localização: Rio de Janeiro
Posts: 321
Valeu: 1,005
Recebeu 749 valeus em 187 Posts
Enviar mensagem via Windows Live Messenger para celinhaps
Padrão Re: Universo Paralello #10

Fala galera! Apesar de eu não ter ido ao UP, vi um video aqui agora que achei mto maneiro e queria compartilhar com vcs! Para os que nao viram ainda, segue:
Creio que mtos vao se emocionar apesar dos pontos negativos existentes nesta edição do festival. hehe




OBS: Roosevelt, meus parabéns ao seu review! Ficou show!
Digg this Post!Add Post to del.icio.usBookmark Post in TechnoratiTweet this Post!
Responder com Citação
Os seguintes 3 usuários disseram valeu para celinhaps por este post:
Resposta

Favoritos

Tags
#10 , paralello , universo


Usuários Ativos Atualmente Vendo Esse Tópico: 1 (0 membros e 1 visitantes)
 
Ferramentas do Tópico Pesquisar no Tópico
Pesquisar no Tópico:

Pesquisa Avançada
Modos de Exibição

Regras para Posts
Você não pode postar novos tópicos
Você não pode postar respostas
Você não pode postar anexos
Você não pode editar seus posts

Código [IMG] Sim
Código HTML Não
Trackbacks are Sim
Pingbacks are Sim
Refbacks are Sim




plurall.com - plurall@plurall.org - 2004-2009



Content Relevant URLs by vBSEO 3.5.2