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E-Music Pra falar sobre chill out, postar entrevistas com artistas, letras de músicas, perguntar qual é a música e outros assuntos relacionados ao Psytrance e que não se encaixam nos demais fóruns.

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Antigo 19-10-2009, 19:46
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poesia ou morte!
 
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Padrão Entrevista com OOOD

Live britânico virá pela 1ª vez ao Brasil em dezembro



Referência quando o assunto é música psicodélica, Out Of Our Depth, ou apenas OOOD, virá pela primeira vez ao Brasil no próximo verão e está confirmado para tocar no aniversário de 10 anos do festival Universo Paralello. Sem dúvida, um convidado a altura da ocasião.

Formado há mais de 15 anos no Reino Unido, o OOOD compõe músicas ecléticas e definitivamente psicodélicas. Não se trata de um único estilo de trance, mas sim da combinação de diferentes sonoridades, da difícil relação harmônica entre o analógico e o digital.

Seus integrantes são: Colin, Steve, Ramsay e Ryokan, todos com amplo conhecimento musical e eletrônico. Um show para apreciar (e dançar), com seus músicos realmente executando e interferindo ao vivo na música.

Nesta entrevista exclusiva o quarteto revela detalhes sobre o quinto álbum e fala sobre a cena no Reino Unido, explicando também como funciona o live da “banda psicodélica”.

Baixe agora live set e mixes do OOOD .





Para começar vamos falar sobre o nome do projeto, OOOD, que significa “Out Of Our Depth”. Quem criou este nome? Quando?

Colin:
Eu apareci com este nome durante uma festa em Londres chamada Pagan, em 1994. Eu estava viajando e conversando com meu amigo Dave (do live “old school” chamado The Secret) sobre como eu me sentia em relação ao mercado musical naquele tempo, contratos e aparatos legais. Quando eu disse as palavras “Nós estamos um pouco fora de nossa profundidade”, foi como se as iniciais flutuassem em frente meus olhos uma por uma, formando uma nova e estranha plavras – “OOOD” – que ficou pendurada e vibrando em minha frente da maneira como eu ouvi em minha mente, como se fosse “comida” (food) mas sem o “f”... ”OOOD”... Eu corri em direção ao Steve e disse, “Steve! Steve! Eu já tenho um nome para a banda! É OOOD! OOOOOOOOD!”

Quando foi que vocês se conheceram e começaram a produzir música juntos? Por favor, falem um pouco sobre o conhecimento musical de cada um.

OOOD: Colin e Steve se conheceram em Oxford em 1994, quando junto com Nigel formaram o OOOD. Rama já conhecia o Steve há alguns anos, quando estudavam em Londres. Nós conhecemos Ryo em 1995, quando ele estava estudando em Oxford, nesta época Colin vivia em uma grande casa compartilhada, sendo que entre os moradores estavam Djs e organizadores de festas. Colin e Ryo fizeram a primeira música juntos em 1999 e Rama se juntou ao grupo alguns anos depois.

O “background” musical completo de todos nós é muito longo para colocar aqui! Ryo toca violino (desde os 5 anos) e bateria (desde os 12); Rama toca um pouco de violão e disseram para ele desistir do gravador aos 5 anos; Colin toca piano (desde os 5 anos) e teclado (desde os 15); Steve toca guitarra (“Eu nunca aprendi a tocar guitarra, apenas comecei desde pequeno) e um pouco de teclado. Steve e Colin também tocam um pouco de percussão, e ambos trabalharam em estúdios de gravação quando eram mais jovens. Todos estivemos em bandas antes do OOOD, mas nada nos preparou para isso!

Depois de um longo período produzindo música psicodélica, como a música do OOOD evoluiu durante os anos?



Rama:
Para nós, psicodelia significa continuar pegando novas influencias do vasto mundo da música... Eu acho que esta é a chave e beleza do trance psicodélico, você pode colocar todas estas influencias nele que irá funcionar.

Colin: O ponto principal da psicodelia é expandir sua consciência, acima de tudo. Nós sempre fomos diferentes, mas isso definitivamente ficou mais forte desde que Rama e Ryo se juntaram ao grupo.

Ryo: Eu acho que definitivamente ficou mais dinâmico e experimental da maneira que estamos indo. Nós nunca perdemos a motivação inicial de fazer música em primeiro lugar, algo que surgiu nos velhos tempos em festas como a Pagan. A cena mudou muito ao nosso redor, mas nós continuamos produzindo a música que faríamos de qualquer maneira. Mais do que a banda, nós somos um bando de amigos e saímos muito, o que significa que só fazemos música juntos quando estamos realmente nos sentindo inspirados, em vez de criar uma rotina.

Steve: Zzzzzz… (é seu aniversário hoje e ele está dormindo neste momento)

Já que falaram sobre mudanças na cena, vocês acreditam que ela estava melhor nos anos 90? Qual é a opinião de vocês sobre a cena trance atualmente?

Ryo:
A cena trance para mim – eu não sei se é porque eu era jovem – mas eu realmente gostei dela durante o curto período Goa...

Rama: Ela era tão fresca...

Steve: Zzzzz…

Colin: Nós éramos jovens da galáxia e exigimos nossa liberdade! Agora ela parece estar definitivamente mais baseada em torno do hedonismo.

Rama: Antes, você tinha que ir em uma missão para encontrar músicas, mas agora está tudo ali na internet. E onde outras formas de dance music surgiram e se limitaram a plataforma comercial, o psytrance parece ter se mantido borbulhando e diversificando.

Você poderia por favor explicar como funciona um live complete do OOOD? Quem faz o que no palco? Que tipo de equipamentos, instruentos e softwares vocês utilizam para tocar ao vivo?

Colin:
OK, aí vamos nós.... Resumidamente, nós improvisamos com instrumentos e samples em cima do playback com todas as fixas. Em mais detalhes... Rama controla o playback e samples com o Ableton Live e acrescenta ruídos trêmulos com o Kaoscillator. Eu toco teclado – tenho um Nord Modular e utilizo o Ableton rodando alguns instrumentos VST, que são processados para encaixar na mixagem. Eu posso controlar filtros, envelopes, reveb, delay, tudo com o teclado que utilizo. No momento eu uso um Evolution MK225C mas ele não é grande o bastante. Dependendo do show, Ryo toca um kit completo de bateria, ou um Handsonic e alguns cymbals. Steve toca guitarra e algumas vezes o SH101, além de um outro teclado. Para nossas apresentações no Reino Unido nós temos um Korg Karma já customizado com presets, mas também utilizamos os teclados Nord e Vírus, assim como o JP8000, e tudo mais que pudermos ter em nossas mãos. Em Moscou nós usamos um grande piano Korg Triton com 76 teclas, que por um lado foi incrível, mas muito difícil de tocar rapidamente. Tudo é mixado por mim (algumas vezes com ajuda do Steve) utilizando qualquer mixer que os organizadores conseguirem. O setup completo utiliza em torno de 24 canais.

O tempo chegou… OOOD está confirmado para apresentar seu live completo no festival Universo Paralello. Vocês já estiveram no Brasil antes? O que vocês ouviram sobre o evento? Quais as expectativas? O que vocês estão preparando para nós? Já sabem o “time-table”?

OOOD:
Não, nunca estivemos no Brasil apesar de estar em nossa agenda por um longo período. Ouvimos muito sobre o festival – tudo positivo e não podemos esperar para descobrir por nós mesmos se a realidade coincide com as fotos! Nós não sabemos muito o que esperar, mas podemos imaginar uma pista de dança massiva e cheia pessoas bonitas dançando e se divertindo sob o sol da praia... Sobre a nossa participação, vamos levar um monte de músicas novas e algumas de nossas favoritas dos últimos dois álbuns e talvez alguma coisas mais antiga ainda. Nós não sabemos o horário ainda, mas esperamos um bom horário.

O ultimo álbum do OOOD foi “Fourthought”, muito impressionante e cheio de boa música como sempre. Como está o trabalho em estúdio agora? Já possuem planos para lançar o quinto álbum?
Rama: Estamos a três quintos do caminho para o novo álbum...

Colin: Estamos compondo coisas malucas em todas as combinações desde que Rama, Ryo e Steve se mudaram de volta à Bristol em Maio. Um conjunto de tracks um pouco diferentes de psytrance, uma faixa non-prog electro psy, uma exuberante e retorcida minimalista... Tem sido fantástico. Eu gostaria de lançar mais algumas tracks em compilações, mas nosso ponto forte é que sempre fomos baseados em álbuns, então isso não é a prioridade.

Ryo: Eu deveria dizer dois terço do caminho... Eu gostaria de fazer mais uma faixa “slow minimal tech” e talvez uma mais break. (Nesta hora, Rama e Ryo iniciaram uma discussão sobre BPMs e gêneros...)

Você poderia nos contar sobre o outro projeto de música eletrônica chamado Voice of Cod, qual seu conceito? Algum lançamento em vista do Voice of Cod?



Colin: Voice of Code é formado por mim e Andrew Humphries… Andrew vive em Melbourne agora, então não conseguimos escrever músicas juntos no último ano. Mas antes dele partir nós escrevemos nosso segundo álbum, “Gone Fission”, durante um período de seis meses. Andrew é um excelente gerente de tempo! E ele também tem um monte de boas idéias. Nós nunca tivemos realmente um conceito para o Voice of Cod, nós apenas queríamos escrever o melhor psytrance possível. Nosso primeiro álbum, “We Are Free”, foi nosso caminho no full on melódico, funky e positivo. Mas com “Gone Fission”, nos permitimos mais liberdade com o estilo, então existem tracks mais calmas e reflexivas. Sentimos que o album foi orientado para capturar mais emoções do que o primeiro. Andrew está vindo para o Reino Unido no próximo verão, para então escrevermos alguma coisa nova... Mantenha os ouvidos abertos no próximo outono.

A cultura eletrônica está sempre em mutação, vocês poderiam nos dizer como está a cena psytrance no Reino Unido atualmente?

Ryo:
Eu penso que se você olhar de maneira global, a cena no Reino Unido está bem saudável.

Rama: Me parace que o que acontece aqui com a música eletrônica, acontece em todo lugar alguns anos depois... Parace que os britânicos possuem uma real habilidade de colocar diferentes estilos em domínio público. Olhe para o Glade Festival por exemplo, praticamente todos os estilos de música eletrônica foram representados lá, mesmo com as autoridades determinando que o festival seja feito da maneira mais estranha possível.

Colin: Está indo bem... Muitos promotores dedicados e foliões entusiasmados e algumas das melhores equipes de decoração no mundo. Locais às vezes são um problema, e sempre há política, mas quando nos lembramos de que a coisa toda é feita para as pessoas na pista de dança, estamos OK.

Steve: (que acabou de acordar e comer uma tigela de cereal) crocante, úmido, doce, leitoso.

Para terminar a entrevista, por favor, deixem uma mensagem para os fãs brasileiros do OOOD, especialmente para aqueles que aguardam há muito tempo uma apresentação desde lado do Atlântico.

Ryo: Estamos completamente satisfeitos e honrados em poder ir até aí conhecê-los... venha “Cheeky” conosco!

Rama:
Totalmente ansioso para ver algo que só ouvi falar a
respeito, fazer novos amigos e “cheeky cheeky”...

Ryo:
E para experimentar a energia brasileira...

Colin
: Sim, como eles disseram. Honrado e ansioso para isso... Vejo vocês na pista de dança!

Steve:
Muito amor para todos os fãs brasileiros!


Vídeo do OOOD ao vivo no Glade Festival (UK)


Mais infos: OOOD on MySpace Music - Free Streaming MP3s, Pictures & Music Downloads


por Paulo Henrique Schneider
fotos: divulgação
Link: BaladaPlanet - Entrevista com OOOD



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Antigo 19-10-2009, 21:46
Avatar de Sililil
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Padrão Re: Entrevista com OOOD

Que venham os rapazes.
Serei a fã mais fervorosa na frente do palco... hahahaha
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entrevista , oood


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