- Entrevista com Analog Drink -
Live nacional emplaca tracks em compilações gringas
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Nos últimos dois anos o projeto Analog Drink conquistou muitos admiradores, tanto em clubs pelo Brasil como em festivais do porte do Universo Paralello.
Criado no Rio de Janeiro pelo produtor Júnior, o live Analog Drink explora sonoridades hipnóticas do trance progressivo, sempre com melodias inteligentes e um groove que movimenta a pista.
O artista possui um background musical que começou na infância, algo que certamente influencia na qualidade de suas produções.
Analog Drink integrou o line up da última edição da festa
Respect, e também está confirmado para se apresentar na edição paulista do maior evento simultâneo do mundo, a
Earthdance, marcada para o
próximo dia 26 de setembro.
Em pouco tempo, o projeto Analog Drink conquistou um importante espaço na cena eletrônica nacional. Como surgiu o projeto, há quanto tempo você está envolvido com música?
Júnior: Minha história na música começou quando eu fiz 6 anos (hoje tenho 24), ganhei um violão e comecei a ter aulas de música clássica. Durante toda a minha adolescência fiz parte de várias bandas, tocando guitarra e violão e num momento crítico da minha vida, dos 20 aos 22 anos eu não estava fazendo nada relacionado a música, trabalhando numa grande empresa, fazendo faculdade de administração, produzindo sem nenhuma pretensão, então no meio de todo esse caos decidi produzir o Analog Drink. Em dezembro me desliguei da empresa e desde então estou full time produzindo.
Como você analisa a cena progressive no Brasil, você acha que falta espaço para o progressivo psicodélico no line up das festas e clubs?
Júnior: Logo que eu comecei o AD a situação estava bem mais critica, sou do Rio de Janeiro e por aqui era difícil encontrar até DJSET de progressivo nas festas. Mas até que as coisas foram fluindo e após o Universo Paralello #9 várias portas se abriram e tenho me apresentado em diversas festas pelo Brasil, tem muita gente boa por aqui produzindo e fazendo djset de progressivo, essa galera que não deixa a chama apagar.
Muitas pessoas gostam de trance progressivo por causa do estilo de baixo a da atmosfera psicodélica. Levando em consideração estes dois pontos, como você define a linha de baixo e a atmosfera criada pelo Analog Drink?
Júnior: Eu curto fazer uma linha de baixo forte, muitas vezes fugindo do groove padrão, gosto de som pra frente e com atmosfera hi-tech espacial, esse é o tema que costumo seguir.
Como está equipado seu estúdio ou home estúdio? Do que você precisa para produzir uma boa track?
Júnior: Em março mudei do Rio para Petrópolis, na região serrana e agora tenho um espaço dedicado para o estúdio, ainda falta trabalhar legal a parte acústica, mas já é bem melhor do que antigamente, quando eu dividia quarto com o meu irmão. De equipamentos um computador Apple, monitores Yamaha, não tenho nenhum sintetizador ainda e faço música utilizando apenas software, por enquanto. Acredito que boas tracks vem de boas idéias.
Você emplacou tracks em diferentes selos e compilações, quais serão os
próximos lançamentos do Analog Drink? Já apareceu alguma proposta para lançar um álbum?
Júnior: Vai sair uma música na Synergetic Records da Alemanha, VA compilada pelo Ovinimoon, outra em uma compilação da HeadStick Digital da Grécia e mais uns 3 Eps em boas labels que recebi convite, só falta enviar as tracks. Sobre o álbum nenhuma proposta, de qualquer forma até certo tempo atrás não me sentia maduro pra fazer um álbum, mas agora já estou com muitas idéias e pretendo terminar o trabalho até a metade de 2010.
Quando você começou a produzir progressive, quais produtores ou projetos serviram como referência musica? Atualmente, estas referências mudaram?
Júnior: Sempre escutei muito Freq, Andrômeda, Ticon mais antigo, SonKite, escutei muito som deles antes de começar a produzir. Hoje em dia tenho escutado mais Suntree, Ritmo, Ovinimoon, Protonica, Strange Doctor, Tetrameth, enfim muita coisa.
Quem são os representantes do trance progressivo nacional? Existem muitos projetos que ainda são desconhecidos pelo público? Quais?
Júnior: Da galera que eu conheço e curto posso citar o Strange Doctors, Tacit, Jumpers, Abstract Sunrise, Erotic Dream, Disfunction, Minimal Criminal, Onion Brain... Já tem muita gente boa produzindo por aqui e o que eu acho mais legal é que cada um tem a sua característica.
Você está confirmado para se apresentar na Earthdance São Paulo, o que você acha da proposta deste evento? O que você está preparando para o live? Gostou do line up da festa?
Júnior: Estou muito animado com a Earthdance, a proposta desse ano é maravilhosa (ajudar as crianças que necessitam) e fazer parte desse evento, que pra mim é muito mais que uma festa, é incrível e realizante. Fiquei muito feliz com o convite! Pra minha apresentação com certeza vão ter algumas novidades, estou terminando algumas músicas novas que pretendo “estrear” lá. Sobre o line up, sem comentários, muita qualidade, a nata da psicodelia.
Para terminar, deixe uma mensagem para o público do Balada Planet, principalmente para os que gostam de trance progressivo!
Júnior: Dancem bastante, curtam a vida e busquem paz interior! Espero que gostem da minha apresentação na Earthdance, eu faço música pra vocês, freaks!
Mais infos: www.myspace.com/analogdrink www.4ideas.com.br
por Paulo Henrique Schneider
foto: divulgação
BaladaPlanet - Entrevista com Analog Drink