| E-Music Pra falar sobre chill out, postar entrevistas com artistas, letras de músicas, perguntar qual é a música e outros assuntos relacionados ao Psytrance e que não se encaixam nos demais fóruns. |  | | 
23-11-2004, 10:30
| | | Posição política dos produtores de trance Oi povo Me respondam uma coisa, se vcs puderem e quiserem... Qual vcs acham que deveria ser a posição política dos produtores vindos de Israel, um lugar super marcado e tumultuado por guerras e infinitos problemas? (Ou produtores de qq outro lugar do planeta, pois naum existe hoje, um só lugar sossegado...) Vcs acham que o trance serve mais para fazer algum tipo de protesto ou serve mais para esquecer os problemas do mundo? Ou nenhuma das alternativas? Está lançado o tópico. Bjos, Alexandra. | 
23-11-2004, 10:42
|  | Membro Avançado | | Registrado em: Jun 2004 Localização: Campinas-SP
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o trance pra produtores de israel, principalmente (por uma questão de modinha atual, ou seja, a coisa tá boua pro lado deles), serve pra ganhar bastante dinheiro e pra se divertir com festas, drogas e mulheres em países estrangeiros nos quais eles são idolatrados. o brasil é um dos principais países nesta categoria.
e eles tb são beneficiados pelo fato de que em israel o trance é bastante popular, toca nas rádios, ocupa páginas de jornal, atividade bem lucrativa mesmo e tal.
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23-11-2004, 11:08
|  | Klatu Barada Nikto | | Registrado em: Jul 2004
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| | Isso mesmo
Assino embaixo do tfp.
Com RARAS excessões, é apenas mais um business.
Aki no Brasil ainda existe o deslumbramente com a e-music, e lá já rola a mais de 10 anos.
Se voce for conversar com produtores de Israel, 90 % da opinião é " não tô nem aí pra política". Aliás, opinião de uma GRANDE maioria que vive por lá.
E vou te dizer o que eles todos pensam : " a gente quer paz".
De resto, não vejo conexão nenhuma entre o trance e a política, aliás, em nenhum lugar.
O que tá errado, pq uma das únicas formas ( senão a única ) de haver aceitação do trance é o envolvimento político - social.
Mas esse é um assunto beeeeeeeeem longo e polêmico.....
Abraços,
Fabio
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23-11-2004, 11:14
|  | ------ | | Registrado em: Sep 2004
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Então amore, além de todos esses citados pelo nosso amigo aí t.f.p, não só a galera de israel logicamente... Mas acredito que é como em todos os outros gêneros musicais, existem produtores e produtores, uns estão ligados ao que se passa no seu mundo (trance) profissional e em sua sociedade, e outros são apenas aqueles cavalinhos que andam na rua com aquele tapa olhos pra nao se assustarem com o que se passa a sua volta :thumbdown e só olham pra frente, mas não creio isso ser algo que acontece especificamente no trance...Como eu já disse existem produtores e produtores e na hora de contratarem não vão querer saber se ele é politicamente correto :no:
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23-11-2004, 11:53
|  | Membro Avançado | | Registrado em: Jun 2004 Localização: Campinas-SP
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| | Citação: |
Postado Originalmente por Dj Cau Mas acredito que é como em todos os outros gêneros musicais
...
mas não creio isso ser algo que acontece especificamente no trance...Como eu já disse existem produtores e produtores e na hora de contratarem não vão querer saber se ele é politicamente correto :no: | c tem razão em ambas as questões:
1-a posição política ou até mesmo o caráter de um artista não preocupam em nada aos orgs que o estão contratando.
2-o trance não tem exclusividade neste tipo de coisa, obviamente.
PORÉM, o trance é um estilo que se auto-intitula ideológico, o que gera em pessoas da cena, uma expectativa por uma atitude mais fiel a um tipo de ética defendida por algumas pessoas que curtem o trance. daí a criação de tópicos como estes que dificilmente teriam sido criados por gente envolvida com outros estilos musicais. o grande problema é que esta ideologia não se reflete na realidade prática da cena, embora mtos ainda insistam em ver magia dentro de certas mediocridades. Citação: |
Postado Originalmente por Xandrix Vcs acham que o trance serve mais para fazer algum tipo de protesto ou serve mais para esquecer os problemas do mundo? Ou nenhuma das alternativas? | seria protesto se ele fosse algum tipo de alternativa ao sistema. no entanto, o trance está tão inserido e é tão adepto do sistema qto qualquer outra atividade que envolva entretenimento com fins lucrativos. micaretas, cinemas de shopping,festas patrocinadas por grandes marcas (coca-cola, skol, tim, etc) e raves de psy, entre outras mtas atividades obviamente, são tdo farinha do mesmo saco. Citação: |
Postado Originalmente por Fabio O que tá errado, pq uma das únicas formas ( senão a única ) de haver aceitação do trance é o envolvimento político - social.
Mas esse é um assunto beeeeeeeeem longo e polêmico..... | não entendi exatamente o que vc quis dizer, mas parece ser algo interessante. qd achar que é a boua, abre um tópico ae pra poder desenvolver mais o assunto... |  
25-11-2004, 10:43
| | | Citação: |
Postado Originalmente por t.f.p "no entanto, o trance está tão inserido e é tão adepto do sistema qto qualquer outra atividade que envolva entretenimento com fins lucrativos. micaretas, cinemas de shopping,festas patrocinadas por grandes marcas (coca-cola, skol, tim, etc) e raves de psy, entre outras mtas atividades obviamente, são tdo farinha do mesmo saco." É... Mas não tem mesmo como escapar do sistema! Tudo o que existe sobre a face da Terra precisa se enquadrar no sistema... porq do contrário é facilmente exterminável. Então, o modelo seguido hoje é dar dinheiro. Se o trance por ideologia não estava funcionando, então fazemos grandes festas que atraiam vários tipos de pessoas que paguem para escutar o trance e vê-lo acontecendo. Infelizmente muitas coisas se desvirtuam de suas essências assim, pois eram justamente para serem resguardadas aos seus poucos "seguidores", as pessoas que estão ali pelo puro prazer de estar ali, neste exemplo claro. "não entendi exatamente o que vc quis dizer, mas parece ser algo interessante. qd achar que é a boua, abre um tópico ae pra poder desenvolver mais o assunto... | " Eu concordo... Coloco uma pilha para esse tópico ser aberto e melhor explicado... Abraços, Alexandra. |  
25-11-2004, 10:53
| | | É, eu abri esse tópico porque tive a oportunidade de conversar com um produtor de trance, infelizmente muito rapidamente e não o suficiente para explorar minha percepção a fundo... Mas ele era de Israel e eu perguntei num gesto simpatético (simpático?) "- ... E como está Israel?" E ele respondeu que estava beeeeaaaauuuuuutiful. Q ele morava longe de toda confusão e que passava muito pouco tempo em casa, já que vive viajando, tocando pelo mundo. E o pouco tempo que passava em casa, se trancava no quarto e ficava fazendo música... porque ele simplesmente não liga para o que estava acontecendo. Bem, ele pode ter várias motivações para ter dito isso e eu não tive nem tempo nem oportunidade para investigar mais a fundo. Mas é uma posição comum, e comumente encontrada no trance que é um meio de fácil fuga para as pessoas que assim desejam. Fugir dos problemas escutando musica ou fazendo música, ao invés de usá-la para apresentar os problemas e ajudar na conscientização das pessoas... Mas vai saber o que é realmente importante... às vezes a posição pode naum ser nada e eu estar falando besteira... porque pode ser q a pessoa experimente uma entrega muito grande ao fazer uma música... Vai saber, realmente, não tenho como julgar... Simplesmente não bateu bem na hora, que nem aqueles goles que caem malzão. heheheheeh Well, keep on. Abraços, Alexandra. |  
25-11-2004, 11:50
|  | Klatu Barada Nikto | | Registrado em: Jul 2004
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| | Pingo de conhecimento
Oi, Alexandra, deixa tentar explicar uma coisa aki.
Pelo que entendi, o tópico caiu bem pro lado da posição política dos ISRAELIS, né?
Não vi ninguém questionando sobre o conflito entre a ìndia e o Paquistão ( TEM MUITO trance na índia), nem o conflito das Coréias, nem sobre a posição política dos produtores sobre a Al Qaeda.
Sendo assim, vamos ao que eu posso comentar.
Ao contrário do que parece, essa alienação política ( e religiosa, por incrível que pareça) não é exclusividade de quem ouve trance ou house em israel.
Existe uma ENORME faixa da população que realmente vive sua vida, seu dia a dia, e o único contato que tem com a violência ( que é muito mais direcionada e localizada do que aqui) é através de jornais e televisão.
Claro que existe uma pressão e medo que envolve a população de uma forma geral, evidenciando isso até na cultura do país, que tende a ser muito fechado, agressivo, auto defensivo (bastante comreensível).
Em nossa cabeça, achamos que TODOS estão interessados e envolvidos com a política (ou religião) pq é somente isso que vemos como notícia vindo de lá. O que é um grande engano.
Um dos motivos ( vejam bem, UM DOS) do trance ter se desenvolvido por lá, e ter o FULL ON como "berço", é o fato da cultura israelense ser realmente pesada, agresiva como demontra o som vindo de lá. Essa "agressividade" é algo existente na SOCIEDADE (e não venham com coisas como " ah, eu viajei com fulaninho de tel aviv que era um doce!!!" pq isso é besteira.) e teve um impacto no desenvolvimento da linha de produção que teve por lá, e ao mesmo tempo uma AMPLA receptividade do público que está sempre atrás de válvulas de escape, e o trance caiu como uma luva.
Por mais doces que os israelenses sejam (e eu conheci uma tonelada deles), sempre haverá traços dessa "agressividade" na personalidade dos que lá vivem.
Isso não é uma crítica, é um comentário.
Hoje, o trance tem uma abertura muito maior na mídia israelense, ao mesmo tempo que existem (ainda) perseguições ao movimento e festas.
Não pense, Alexandra, que a situação política de um país define o interesse e o envolvimento dos cidadãos. Pergunte aqui quantas pessoas sabem dizer 3 ministros do governo, ou algum questionamento básico sobre política local, e veja quantos estão por dentro.
Acho que vamos achar tanta gente aqui que vai dizer " sei lá, eu me tranco no quarto e ouço trance o dia todo, não tenho tempo pra telejornal" quanto em Israel ou qq outra parte do mundo.
Tem mais:
A percepção da juventude israelense sobre o conflito local e posição política, pode variar entre a total alienação, às posições mais radicais existentes. Posições que a gente não tem como imaginar / entender / compreender sem estar vivendo no ambiente que eles vivem, com a situação e pressão que eles vivem.
Particularmente, não acho que a violência seja resposta para conflitos, mas aprendi que essa minha opinião ( ou qq outra) é absolutamente inútil, pois não vai mudar em nada. Nem o conflito, nem a mentalidade de quem tá envolvido nele. Aliás, essa opinião minha foi totalmente induzida pelos padrões da "sociedade" israelense que se mostra ( generalizando) alheia a opiniões externas.
Sendo assim, achq oue nossos conflitos de violência são muito mais importantes de discutir do que os de lá. Entendo e respeito o interesse e curiosidade dos que questioname e perguntam, como voce Alexandra, mas entenda, que eles nao se importam, e muitas (MUITAS) vezes não respeitam.
Espero que tenha podido dar uma visão um pouco melhor sobre isso, apesar de não ser (tnx god) israelense.
- quanto ao tópico sobre participação social e política dos organizadores......bem, tô pensando num modo de COMO abrir isso em discussão sem que a gente desvalorize ou minimize a importância disso apenas com "curiosidade" sobre o assunto.
Em breve falo com mais detalhes sobre isso ok?
Abraços !!
Fabio
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25-11-2004, 17:23
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| | Citação: |
Postado Originalmente por Xandrix É... Mas não tem mesmo como escapar do sistema! Tudo o que existe sobre a face da Terra precisa se enquadrar no sistema... porq do contrário é facilmente exterminável. Então, o modelo seguido hoje é dar dinheiro. Se o trance por ideologia não estava funcionando, então fazemos grandes festas que atraiam vários tipos de pessoas que paguem para escutar o trance e vê-lo acontecendo. Infelizmente muitas coisas se desvirtuam de suas essências assim, pois eram justamente para serem resguardadas aos seus poucos "seguidores", as pessoas que estão ali pelo puro prazer de estar ali, neste exemplo claro. | não confunda as coisas, eu não estava questionando isso que vc escreveu, eu estava falando num outro sentido.
é importante entender que o dinheiro não é uma entidade que funciona de forma isolada, e é responsável único pelo que chamamos de sistema. junto com o dinheiro, há toda uma ideologia, uma cultura, uma mentalidade que definem o funcionamento de nossa sociedade.
o individualismo e a alienação são alguns dos itens que formam esta cultura e não há pq imaginar que estas características tb não façam parte do comportamento daqueles que curtem trance. a não que o trance fosse um movimento de contestação a elementos fundamentais que estruturam nossa cultura, o que não é o caso.
o post do fabio esclarece bastante a respeito do caso dos israeli. como falei aqui em individualismo, acrescentarei um exemplo:
um jovem israelense com boa situação econômica naturalmente pode pensar, se é que pensa, que se tivesse sido gerado numa família residente a alguns kilômetros de sua casa, seria palestino e estaria na merda. mas já que este não foi o caso, blza, vamo curtir que a vida é curta...
por favor, tb não to aqui criticando nada, só tentando deixar claras algumas maneiras de pensar bem características de nossa cultura. embora no caso de um israelense é até possível que a esse pensamento seja acrescentado algum tipo de preconceito e ódio em função das origens desses 2 povos historicamente rivais. Citação: |
Postado Originalmente por Fabio Um dos motivos ( vejam bem, UM DOS) do trance ter se desenvolvido por lá, e ter o FULL ON como "berço", é o fato da cultura israelense ser realmente pesada, agresiva como demontra o som vindo de lá. Essa "agressividade" é algo existente na SOCIEDADE (e não venham com coisas como " ah, eu viajei com fulaninho de tel aviv que era um doce!!!" pq isso é besteira.) e teve um impacto no desenvolvimento da linha de produção que teve por lá, e ao mesmo tempo uma AMPLA receptividade do público que está sempre atrás de válvulas de escape, e o trance caiu como uma luva.
Por mais doces que os israelenses sejam (e eu conheci uma tonelada deles), sempre haverá traços dessa "agressividade" na personalidade dos que lá vivem. | bem interessante isso... juro que na época que eu ouvia tocar "one good" do alien project numa pista aberta ensolarada, aquilo me fazia imaginar campos de batalha no oriente médio das épocas antigas daquelas guerras narradas na bíblia e tal. auehauehauha:laugh:
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26-11-2004, 19:24
| | | [QUOTE=Fabio] "Existe uma ENORME faixa da população que realmente vive sua vida, seu dia a dia, e o único contato que tem com a violência ( que é muito mais direcionada e localizada do que aqui) é através de jornais e televisão." "Em nossa cabeça, achamos que TODOS estão interessados e envolvidos com a política (ou religião) pq é somente isso que vemos como notícia vindo de lá. O que é um grande engano." "Não pense, Alexandra, que a situação política de um país define o interesse e o envolvimento dos cidadãos. Pergunte aqui quantas pessoas sabem dizer 3 ministros do governo, ou algum questionamento básico sobre política local, e veja quantos estão por dentro. " Eu concordo com vc nos ptos de vista mencionados, mas não acho que envolvimento político esteja apenas relacionado ao que se lê nos jornais. É bem maior que isso. Vc pode experimentar o funcionamento da sociedade apenas observando o seu dia-a-dia. Como as instituições funcionam; como circula o capital e aonde; como tudo é vendido hoje em dia e como empregam o marketing; como se relacionam as pessoas, ETC! Existe muita violência experimentada no nosso cotidiano, e foi isso o que eu achei terrível essa ou qq outra pessoa querer ignorar na sua realidade política. Porq isso nós sentimos na pele. Em qq lugar do mundo. Além disso, claro que muitos se fecham em apenas uma realidade, a q definem para si mesmos como sendo a única existente e esquecem de se manter abertos às infinitas possibilidades, o que eu tb chamaria de política. Poucas pessoas frequentam morros e favelas. E nem toda violência vem de lá. Aliás, as violências maiores vem de lugares privilegiados, mas enfim... Esse é outro papo. são várias realidades dentro de uma mesma realidade, eu sei. Msmo assim, todo mundo tem que andar pelas ruas e o comportamento da população, suas ações e reações, ao meu ver, tb estão relacionados à política de um país. Não à política como ciência social, mas como fenômeno humano. Esse comportamento humano, sua ética e sua moral (suas leis e suas regras) é o que eu chamo de política. E não dá pra ser ausente a isso. Não sei se consegui expor meus pensamentos direito... Abraços, Alexandra. |  |
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