
07-01-2012, 22:58
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 | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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o tempo te devolve ... 
escrevo exatamente Agora, nas horas que você vê os números marcarem um tempo – como relâmpagos incessantes, acendem a memória vestígios de sonhos que querem esconder-se das nuvens sombrias. olhe o relógio e já estamos no depois de outros segundos - mas a noite te leva na vertigem desses tons do que vem adiante - despidos de poesia passeamos então no refúgio deste instante, indescritivelmente belo porém um tanto estranho. vamos direto ao ponto, afinal temos que concluir o que estávamos pensando ao começar esse assunto, lá, bem antes do que veio a seguir. . . me de um minuto, por favor, logo tudo ficará muito claro – precisamos apenas deslizar um pouco mais essa realidade estática para conseguir enxergar o obvio. enquanto isso deixe-me te contar um pressentimento que tive outrora, em que acreditei que tu procurava carícias nos meus versos, e assim, quase por acaso; vi a enorme beleza que emanava do seu olhar - no silêncio do seu pensar entoava magia profunda e, como explicar os murmúrios dessa melodia sideral das estrelas? não quero ser atrevido, nada disso; mas nos seus olhos havia cintilações coloridas num misto de prazer e um sofrimento qualquer - alguns ritmos de outra dimensão. o presente do verbo não conjuga nosso tempo e quero aproveitar esse instante para lhe devolver as chaves de um portal que procuramos abrir cá de baixo, nu abraço de silêncios de gritos estrangulados - pode ser que eu te sinta. já viu que horas são? ... qualquer coisa chame por mim, amigo! Por Roosevelt Soares |