
15-06-2011, 21:22
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 | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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Faça a eternidade durar  palavras embaçam o olhar onde se movem plácidos vermes que me devoram de dentro pra fora avolumando-se bem na altura do peito preenchido com suas vidas ditosa. neste breve rito sufocante afundo minhas mãos na terra engolidora de memórias e ti escavo em poeira orvalhada em lágrimas até libertar deste jardim contornos de cura apodrecida. ao chão, desapareço em frieza catatônica num descontrole asfixiante das melodias de cordas e suavemente florescem semitons de piano onde te reencontro atrás das engrenagens cósmica. deixo-me deslumbrar dormente neste ronco do leão que canta junto as montanhas onde nascem os rios sem pressa destes milênios símios. tempo menino príncipe de paisagens suculentas em que nosso elixir explode; morremos e vencemos a morte. numa esquina da via láctea entre o teu respirar e meu febril tesão os astros estremecem e me engolem penetrando a loucura absurda desta alucinação onde tudo se ousa intraduzível em cada letra que aqui escrevo opaca sombra de gloriosas faíscas - agora vertigem. até quando? no embalo deliciosamente bucólico uma brisa de palavras em silêncio e uma xícara de chá; teus lábios são feitos de relâmpago e mel. há toques que são eternos. e desses não tenho nenhum outro depois dos teus. porque tudo isso é escândalo. versos. lembranças empilhadas nesta solidão perversa em que reinventei o mundo e reaprendi a viver só com suas papoulas azul. penso que sou distância um quase estranho de coisas novas ajoelhado no meio desse soberbo concerto. e quando descem a lua ao ritmo de passos solitários minha condição de mera criatura entra em harmonia porque tudo lá fora é escuridão e nenhuma luz da terra brota, apenas refletem esse fogo que arde nos céus em que te encontro incrédulo. altos sonhos. agora e avante que o futuro tem de ser de esperança. é, as vezes pergunto-me até quando ... |