
13-03-2011, 14:21
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 | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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gaivotas  .................meio que sem ar girava as mãos puxando um sopro – completamente sem meio, inicio ou fim - oco, atacado num pálido bombardeio lacrimogêneo devassando sem fim medos que não decifro tão fundo em seus olhos sem brilho perdidos desvios que já não encontram minhas fugas a galope em tardes aos goles pinotes e dois dedos de gin alcaçuz, do verde ou azul seu das tardes de todos os tons de felicidade que estalam o céu e nos prendem a terra alegre que hoje venta chorosa em salgueiros que socam o chão dessa mesma vida faminta que evoca seu corpo e ignora almas curvas que imploram em ordens pra que se levante, caminhe, sorria e dance comigo mais uma vez e mais uma vez... prisão sorrateira, quinquilharias que não salvam ninguém de tubos profundos e que me afastam desse olhar sem brilho que tanto amei e onde talvez imagino agora esteja sorrindo escondido brincando no mesmo momento onde um dia fomos maestros sem nem perceber a banalidade de nossa alegria roubada tão veloz que me vejo de braços abertos despencando sem fim de tão alto prendendo inutilmente essa respiração que te falta e me empurra em dor absurda no meio de toda essa nevoa amarga de lagrimas sufocantes e tremores internos que me explodem matando o ultimo encantamento de nossa certeza eterna tão frágil, tão jovem, tão pó - desses que distraidamente varremos do acumulo de nossos dias vividos em dó bemol. Entre o si e o dó só há meio tom. Sua voz ainda me diz e eu lamento tanto, tanto... ...gaivotas ... e mais gaivotas voam pra alguma direção que desconheço sem traço roteiro seguindo aquilo que encontra um breve momento de segurança em meu peito ...gaivotas ... e mais gaivotas.
Última edição por Roosevelt Soares; 13-03-2011 às 14:25.
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