Os movimentos interpretando o som. O som do fogo,
próximo ao ouvido, revela um código. Admiro a velocidade, destreza, habilidade. Procuro a perfeição, e encontrarei...
Suspiro de fogo, um vórtice de calmaria e destreza. Nas correntes de fluxos e movimentos, os dendos não oscilam, não se confundem, sincronizam. É o momento de juntar as mãos, crescer a chama e torná-la meu guia, meu corpo, meus sentimentos. Quando os sentimentos se misturam às chamas, o elevado contato interno expande-se ainda mais, até o sonho de nã acordar no meio da festa, de não acordar do que desejei profundamente, de realizar os movimentos certos, impressionar meu intelecto, transformar meu ser, na luz de onde vim.
Fato divisor. As pessoas estão olhando difrente, eu estou de lado para elas, esperando cada palavra que as chamas pronunciam, esperando o tilintar das correntes no meu estado de percepção, para executar o giro que leva ao chute na tocha, que mudará de direção, fazendo um movimento contrário e paralello. É o momento de girar o corpo em uma rota contraditória mas não menos eficiente, pois o que paresse impossívelé só um patamar mais elevado, uma concentração construída, um senso de direção que as tochas, a cada giro, cantam nos meus ouvidos. É por isso que nao erro, as tochas susurram direções, susurram velocidades, gritam em chamas.

na dança, na expressão, na ansiedade que não transpassa os olhos quando estão fechados, momentâneos lampejos, figuras ilumináticas, fragmentos de percepção abstrata. São os caminhos que sigo de olhos fechados. São imagens tolhidas na presença de amigos. Colunas de fogo e bainhas flamejantes. Espadas e correntes.