
25-04-2010, 20:35
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 | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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O silêncio das zero hora
Já reparam como todo mundo hoje em dia usa fones de ouvido na rua? É uma epidemia. É desde o mendigo até aquela vovozinha que você jurava que não sabia nem lidar com um controle remoto. O som das cidades esta insuportável. A música, ou seja la qual som que esta sendo reproduzido nos fones de ouvido. É um antídoto sonoro, que ironicamente, silencia a todos. A cada dia experimentamos mais e mais, um isolamento saboroso. Perceba. Nunca atingiremos o futuro nem podemos voltar como era no passado. E ocupamos o presente desejando exatamente essas duas coisas. Compramos xampu e condicionador à vida inteira acreditando que ao encontrar o ideal pro nosso tipo de cabelo, ele ficará igual aqueles que aprecem em comerciais. E isso nunca acontece. A futilidade de nossos esforços é como o vício em morfina. Desejar sem ser satisfeito é nossa mais estimulante auto-sabotagem. Tudo que é tocado. Perde o valor. O belo. O perfeito. O ideal. É sempre o sacrifício. A estrada. Os espinhos. A batalha. O valor nunca vem de dentro. Jamais esta ao nosso alcance. Nunca teremos descanso. Só encontramos o Nada. E o próprio nada é transitório. Por tanto nesse exato momento já não esta mais onde imaginávamos. O mesmo silêncio que nos vem ao pensar no estado de não-existência. De onde surgimos e repousaremos, após um breve estado de consciência. Esse em que o silêncio cede lugar aos incontáveis sons que nos atravessa até pelo tato. Barulhos vomitados, como trilha sonora de um filme ao qual passamos a maior parte do tempo atrás das câmeras. A não-paz. A inquietude. O movimento. A constante. A correria. O tempo. São agentes corrosivos. Viver é corrosivo! A felicidade; nós a inventamos pra ser admirada. Quando tocada. Evapora... Por Roosevelt Soares
Última edição por Roosevelt Soares; 25-04-2010 às 20:48.
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