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Antigo 27-07-2005, 20:23
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Padrão Chill-Art: Índias Ocidentais

Galera!!!
achei esse texto na internet mto interessante!!!

eh grande mas vale a pena ler todo!!!

eh mtoooo irado!

mta coisa aí vcs ja sabem.. mas achu legal postar ele aki!
espero que gostem!!!

bjuuussss!!!

"Chill-Art: Índias Ocidentais
Um flutuar e ondular da corrente da vida que sempre flui

A música indiana não é apenas uma obra ou produto contemplativo e mercadológico, ela se mistura com as vidas cotidianas, espirituais e emocionais, com a natureza e o universo. A música tradicional e clássica indiana está situada em outra dimensão, e proporciona estados de consciência jamais alcançados na música ocidental, onde as ragas têm um papel fundamental.

As ragas são a forma milenar de estrutura musical da Índia, poderíamos dizer para nossos ouvidos ocidentais que as ragas são escalas modais, onde a nota principal o “Sa”, estaria como nota base, soando sempre durante toda execução musical, elas têm ligações com a natureza, deusas, períodos do dia e noite, colorações específicas de cada uma. As ragas se estruturam basicamente em três partes: O Alap, parte introdutória da música, suave e lenta, sem pulso e ritmo, com poucas notas, ali se dá toda a forma e dimensão que a interpretação da raga vai se desenvolver no seu restante. O Jor seria a segunda parte, onde se introduz um pulso, a tabla (percussão tradicional indiana) entra com uma tala, onde se desenvolve até a terceira parte, o Jalla, que é quando o pulso vai acelerando naturalmente e os músicos podem mostrar todo seu virtuosismo e sabedoria, ate chegar em um clímax máximo.

A música clássica indiana se divide por região, escolas de influências diferentes, a Carnático do sul e a hindusthani do norte da Índia. A música carnática é a música milenar indiana, mais clássica e antiga, não sofreu influências de outras culturas como a hindusthani do norte da índia, que foi invadida por mongóis e sofreu influências árabes, onde as principais religiões se dividem em mulçumano e hindus, além do colonialismo inglês ter se fixado em cidades como Calcutá e Delhi, no norte da Índia.

Na música clássica indiana, as ragas, bem como na música tradicional, popular de raiz, não são normalmente utilizadas harmonias e acordes, apenas nas ultimas décadas que isso vem sendo explorado, além de timbres e instrumentos ocidentais, como guitarra, bateria, teclado, contrabaixo e recursos eletrônicos; isso nos mostra uma nova música popular indiana, como os Bhangras, músicas de periferia tocadas nos clubes de grandes cidades urbanas.

Desde a metade do século 20 este tipo de música exerce não apenas grandes influências sobre a música do ocidente como também a de outros países do oriente. John Coltrane, um dos maiores revolucionários do jazz moderno, afirmou certa vez que concebera seu jazz modal, após um sistemático estudo da improvisação hindusthani. Grandes compositores eruditos da música contemporânea como Messiaen, Stockhausen, John Cage e Philip Glass foram por ela influenciados. Inúmeras universidades americanas e européias contam com cadeiras dedicadas a seu estudo. A música clássica da Índia, também deu ao ocidente, as claves mais profundas de compreensão da música céltica, nossa mais antiga tradição, cuja origem remonta aos povos arianos vindos à Europa do norte da Índia durante a antiguidade.

Em 1945 criou-se na Índia a AIR, a All India Radio, que com sua programação cultural passou a cobrir todo o país. Pela primeira vez o norte começou a ouvir de maneira sistemática o sul e vice-versa. Descobriu-se que muitas das peças clássicas embora com nomes diferentes, possuíam escalas comuns. A interação se intensificou com o passar dos anos e atualmente é comum músico do hindusthani incluírem peças carnáticas, como também os do sul interpretarem a música do norte da Índia. Esta rádio fundou uma sinfônica que começou a orquestrar a música clássica da Índia, compostas por Ravi Shankar.

Hoje percebemos que a musica eletrônica, ambient e trance, tem grande influencia da música indiana, não é por menos que o trance nasceu em Goa, na Índia, e foi a primeira vertente do trance o “Goa Trance”. Vemos experimentações magníficas como a do tablista e produtor Talvin Singht, que há alguns anos já vem explorando de maneira única à música indiana com recursos eletrônicos, como beats e tablas processadas com efeitos, uma fusão realmente incrível, outros como o tablista Zakir Hussain, que gravou grande parte das tablas do álbum “Tabla beat science”, um cd realmente que experiementa os beats e a tabla em uma roupagem contemporânea. Podemos também enfatizar o trabalho do percussionista Trilok Gurtu que faz fusões maravilhosas com jazz.

A criação do Universo deu-se através do som. O som se constitui na primeira manifestação do absoluto. O cosmo é concebido como uma vibração sonora que em ciclos de bilhões de anos se expande e se contrai em Brahma. Grandes intervalos de som e silêncio constituem seu eterno movimento. O som torna-se a base compreensível de toda a criação."



Crédito: Luciano Sallun - Graduado em Musicoterapia. Executa instrumentos como o sitar (Índia), alaúde (países árabes), samissen (Japão) e os de sua própria criação, como a viola oriental (instrumento de cordas feito de cabaça e cabo de bambu). Como compositor, articula as criações e arranjos, bem como a produção de música eletrônica. As várias possibilidades timbrísticas e a exploração de instrumentos milenares na interpretação contemporânea expressam as criações musicais plurais que envolvem seus grupos, como o Pedra Branca e o Liquidus Ambiento; os núcleos Inspira e Epifanika de performances áudio-visual e corporais; e o projeto de estúdio Pindorama (Trotter Production). E na instalação sonora do projeto GEM (Grupo Experimental de Música), com o músico e lutier Fernando Sardo.
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chillart , Índias , ocidentais


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