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PsyTrance: história, filosofias e ideais Sabe como tudo começou? Quer entender? Participe e divida seus conhecimentos!

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Antigo 22-12-2005, 11:21
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Padrão Raves e Festivais (diferença do público estrangeiro)

Acho que a maioria já reparou como eu, como o público dos festivais e raves lá de fora são diferentes daqui do Brasil...A galera lá é bem mais velha, se a gente analisar de uma forma geral...

É claro que uma das coisas responsáveis por essa diferença, é a febre de rave que tá rolando aqui no brasil, porém, sei que essa não é a única coisa responsável por essa diferença de público...

Sei que é um tópico meio idiota, mas eu queria entender mais um pouco sobre o porque dessa diferença, e tenho certeza que tem gente aqui que pode explicar...

Abraço,
T.Dietzold.
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Antigo 22-12-2005, 13:42
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Eu acho interessante analizar essa situação. Se a gente for comparar o Brasil com os outros países vamos ver que tem muita diferença.

Brasil, um dos únicos que não é desenvolvido culturalmente, socialmente e economicamente como os outros.
Aqui, a cena está vindo de cima para baixo. O trance está sendo jogado na cabeça da galera pelos produtores...ou seja, mas um produto do nosso mundo capitalista. E quanto mais vende, mais é moda e mais pessoas alienadas fazem parte desse ciclo.
Em países europeus onde a cena começa de baixo...onde é a conquista, a busca, o interesse do indivíduo por ele próprio, não é uma imposição.
Tem uma coisa tbm q acho que rola bem diferente, é o culto ao físico que o brasileiro tem, que se sobrepõe a outros interesses mais nobres...tipo, que a galera reclama muito aqui dos bombados se achando e as biscatrances...por lá vc vê a galera se vestindo conforme se vestiu...e não há quem ache isso ou aquilo outro, como aqui rola, quem se denomina rootz que não liga e tal, mas não pode ver uma mulher toda produzida que começa a falar.
Acho que a diferença está na cabeça das pessoas, e no interesse que elas tem ao fazer parte desse grupo. E desse pensamento coletivo é que se frazem as características da cena de cada país ou região.
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Antigo 22-12-2005, 15:58
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Postado Originalmente por mary_jane
Eu acho interessante analizar essa situação. Se a gente for comparar o Brasil com os outros países vamos ver que tem muita diferença.

Brasil, um dos únicos que não é desenvolvido culturalmente, socialmente e economicamente como os outros.
Aqui, a cena está vindo de cima para baixo. O trance está sendo jogado na cabeça da galera pelos produtores...ou seja, mas um produto do nosso mundo capitalista. E quanto mais vende, mais é moda e mais pessoas alienadas fazem parte desse ciclo.
Em países europeus onde a cena começa de baixo...onde é a conquista, a busca, o interesse do indivíduo por ele próprio, não é uma imposição.
Tem uma coisa tbm q acho que rola bem diferente, é o culto ao físico que o brasileiro tem, que se sobrepõe a outros interesses mais nobres...tipo, que a galera reclama muito aqui dos bombados se achando e as biscatrances...por lá vc vê a galera se vestindo conforme se vestiu...e não há quem ache isso ou aquilo outro, como aqui rola, quem se denomina rootz que não liga e tal, mas não pode ver uma mulher toda produzida que começa a falar.
Acho que a diferença está na cabeça das pessoas, e no interesse que elas tem ao fazer parte desse grupo. E desse pensamento coletivo é que se frazem as características da cena de cada país ou região.
O grande problema é a qualidade de juízes da vida que os brasileiros tem.
Enquanto no Brasil pessoas perdem o tempo comentando sobre "bombados" e "biscatranceiras" na Europa o diálogo é sobre assuntos mais relevantes.

No Brasil você diria que um cara de dread locks é maconheiro, "roots" e sequelado. Na Europa o mesmo você brasileiro não diria nada. Só pediria um gole de água para ele que dança ao seu lado.

No Brasil as pessoas perguntam umas para as outras que drogas elas tomaram. Na Europa oferecem um trago do pólen marroquino dentro do chillum uns aos outros.

A grande diferença entre a cena aqui é que as pessoas vão para a festa para comentarem sobre as pessoas da festa, as mulheres que por serem gostosas vêm a ser desinteressantes, os caras fortes vêm a ser usuários de anabolizantes e os mais à vontade que vêm a ser hippies ou simplesmente vagabundos.

A diferença entre Brasil e Europa são anos de evolução, menos opiniões incisivas sobre os outros, mais respeito e menos preocupação com a opinião alheia.

Particularmente eu prefiro andar com pessoas interessantes, bem informadas, bonitas, inteligentes que não passem o tempo reclamando das pessoas desinteressantes, alienadas, vulgares ou seja lá o que for. Mas não vou passar a vida reclamando porque estas existem!

Alienados existem no mundo inteiro, em todos os festivais.
Drogados ao extremo existem em todas as festas no Brasil e no mundo inteiro.
Galera roots existem aqui e lá.
Fortes e gostosas idem.

Mas eu prefiro ouvir a música, beber a cerveja ou quem sabe curtir a onda em vez de perder meu tempo discutindo sobre o certo ou o errado.

Agora me dêem licença porque tenho que voltar ao trabalho para ganhar meu dinheiro para comprar o ingresso da próxima festa comercial que irá trazer o meu Live Act preferido. Ainda bem! :thumb:
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Antigo 22-12-2005, 16:41
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Fala galera, bom concordo mais com o ponto de vista da mary.

Badtrip, sem babação de ovo, gosto do que você escreve, você com certeza é um cara inteligente com bom senso crítico (apesar de termos opiniões totalmente diferentes a respeito da Tripe-SP, hehehe, mas deixa isso pro tópico lá ), mas eu discordo do que você falou, comparando o Brasil a outros países em termos de "evolução no tato pessoal", de "falar mal", etc.

Eu vejo esse lance de no Brasil as festas encherem de gente mais nova relacionado simplesmente ao fato de que o psy está bombando, está na moda. Qualquer coisa que esteja na moda atinge em sua esmagadora maioria o publico jovem que é mais facilmente influenciável. Provavelmente vou ser bombardeado pela galera mais nova por estar dizendo isso, mas a gente sabe que é verdade. Basta olhar pra propagandas de cigarro, cerveja, etc, são todas direcionadas pra galera jovem, em alguns casos para mais "adultos".
Todos os eventos de rock, musica, etc, são sempre direcionados pra jovens, isso é estampado.

Por que? Por que é jovem que tem energia pra se despencar pra casa do caralho pra ver o ídolo e gastar fortunas com drogas, cerveja, camisas, penduricalhos, merchandising, etc. EEE, jovem é mais influenciável, isso também não se discute, ainda não está com personalidade totalmente formada e provavelmente ainda não possui tantas responsabilidades que lhe impeçam de comparecer aos eventos, se drogar e gastar rios de dinheiro com o que quer que estejam vendendo.

MODA se traduz em JOVEM. Psy aqui é moda, alguem não concorda com isso? Portanto é isso. Enquanto o psy for moda por aqui, vai estar lotado de gente jovem. ME como um todo nem moda virou, ninguem conhece direito ainda, mas talvez um dia vire.

Quando a moda passar, podem ter certeza que as festas vão deixar de ter tanta maioria de galera novinha e teremos um publico mais parecido com o da galera do exterior.

Agora falando sobre a diferença que o badtrip apontou. Acho realmente que ela não existe. Europeus, chineses, árabes, o que for, só por que tem alguns séculos de cultura a mais que nós, não os tornam mais "legais". Pelo contrário. Todos sabemos da notória arrogância e frieza do povo francês e inglês. Da brutalidade do povo alemão, etc, etc. Gente reclamando, enchendo o saco tem em tudo que é lugar.

Mais uma vez, a diferença está na média de idade. Temos muitos adolescentes (as vezes, pré-adolescentes - tenho certeza que vi uns dois mulekes que não podiam ter mais de 14 anos na Tribe-SP) nas festas, e muitos que acabaram de sair dessa fase. Psicologicamente falando, é a fase na qual a personalidade está no auge e quer se firmar no mundo, logo está louca para exprimir opiniões a respeito de tudo e todos.

Depois desse post posso ficar sendo conhecido com "O velho", "o sabichão", hehehe, mas fazer o que? Eu falei alguma mentira? Eu também ja tive 17, 18 anos e sei exatamente como pensam tais cabecinhas, a diferença é que naquela época não tinha internet pra gente ficar escrevendo e escrevendo e escrevendo, a gente passava mais tempo batendo papo mesmo.
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Antigo 22-12-2005, 18:18
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Eu teria muito a escrever, o assunto é legal, válido.

Mas é tanta coisa para escrever que dá certa preguiça e acabo não citando diversos pontos importantes.

O que Diribuf escreveu é coerente e razoável. Ao meu ponto de vista correto. Mas outros fatores são importantes. E eu também não os mencionei.

Acho o jovem brasileiro imaturo no quesito respeito e no quesito "comparações".

O brasileiro vive um mundo relativista!
Ele age conforme o ambiente que vive.

Um europeu quando vem ao Brasil não faz merdas, assim como na Europa ele não faz.
O jovem brasileiro que faz merda aqui vai pra Europa e vê todos agindo sob ideais e ele adota esses ideais...

Não encontrei jovens brasileiros - mesmo que alucinados! - nas festas lá fazendo as coisas que fazem aqui.

Eu acho que o brasileiro é muito sujeito ao meio que ele está.. e aqui, com nosso povo com um nível de educação e respeito muito baixos acontece o que vemos nas festas.

Quantos jovens você conhece que precisam acordar as 7h da segunda feira para trabalhar para pagar as próprias contas após uma rave onde ele tomou 5 comprimidos de ecstasy?

Me enrolei nos argumentos.. mas to indo tocar deep house pros coroas que trabalham comigo :laugh: Mostrar para eles que eletrônico não é "bate estaca" ou "tudo igual".

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Antigo 22-12-2005, 18:46
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Postado Originalmente por thebadtrip

Acho o jovem brasileiro imaturo no quesito respeito e no quesito "comparações".

O brasileiro vive um mundo relativista!
Ele age conforme o ambiente que vive.

Um europeu quando vem ao Brasil não faz merdas, assim como na Europa ele não faz.
O jovem brasileiro que faz merda aqui vai pra Europa e vê todos agindo sob ideais e ele adota esses ideais...

Não encontrei jovens brasileiros - mesmo que alucinados! - nas festas lá fazendo as coisas que fazem aqui.

Eu acho que o brasileiro é muito sujeito ao meio que ele está.. e aqui, com nosso povo com um nível de educação e respeito muito baixos acontece o que vemos nas festas.


Eu acho que o que rola é que o brasileiro tem uma imensa necessidade de auto-afirmação... principalmente quando ele é jovem, pq quer fazer parte daquela galerinha etalz...andar na moda pq os amigos andam...e isso acontece muito mesmo no psy....meu proprio irmão, ele nem conhece muito saca, mas já está todo bobo pq fez 18 mês passado e na próxima festa que rolar ele tá amarradão de ir, assim como vários amigos dele.

Aí eu acho que depende muito tbm de como vc vai entrar de cabeça nessa "moda", filosofia como cada um encara. Depende de como vc tbm enxerga essa filosofia, pq a sua visão vai influenciar a visão de quem está começando e por aí vai...uma pena que esse pensamento que seria um antidoto a um tempo atrás não conseguiu segurar o boom ($) das festas aqui no brasil. E seria mto dificil segurar, pq pra cada 1 consciente existem 1000 alienados (sem preconceitos).

Vou até citar um exemplo da REMF. A fritalhada a mil por hora na pista...não aguentamos ficar lá por muito tempo...demos um rolé e fomos assistir Marky, curtimos bagarai...depois de um tempo cansado da pista, fomos pra o chill...cara, que maneiro, encontramos uma galera boa, tranquila, amiga, que se importa de estar junto, que nao repara na tua roupa, no teu cabelo, se vc está frito, afogado, descabelado nem pohha nenhuma...

Eu prefiro aguardar a evolução natural....
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Antigo 23-12-2005, 03:17
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Muitos pontos bons e bem expostos nessa discussão. Gosto do post do Bad trip e concordo com o ponto dele.

"Quantos jovens você conhece que precisam acordar as 7h da segunda feira para trabalhar para pagar as próprias contas após uma rave onde ele tomou 5 comprimidos de ecstasy?"

Gosto especificamente desse ponto. Enquanto eu estava crescendo tive a oportunidade de ter contato com jovens de diversas etinias, numa espécie de colônia de férias internacional destinada a promover a paz entre culturas (C.I.S.V.) e o que pude notar é a cultura da responsabilidade que que alguns paises têm, principalmente na europa ocidental e a escandinávia (talvez fruto da ética protestante) que é muito maior do que a nossa e em certo ponto, até um maior respeito pela autoridade.

Mas é uma amostragem pequena e esse argumento é de modo algum definitivo, mas foi a experiência que eu tive.

O ponto em que eu concordo com o Diribuf é no fato de que os jovens são mais sujeitos à pressão da mídia e dos colegas, a boa e velha "peer-pressure" e estão também sujeitos a seguir os passos daqueles que admiram e respeitam.

O que eu vejo em outros e sinto em mim mesmo é insegurança. Sou jovem e novo numa cena que conheço pouco. Vivo ouvindo lendas e relatos "dos velhos tempos que não voltam nunca mais" e ao mesmo tempo sinto a necessidade de aprender e descobrir para poder me afirmar como um canal da energia e das correntes de pensamento que considero relevantes. Porém sei muito pouco.

Aí que tropeça o jovém que quer se afirmar e acaba falando besteira (e é aqui que concordo novamente com o Badtrip). Dentro de algum tempo, o resultado do grande influxo de fritos e mal-informados na cena pode ser sim, positivo.

Aqueles de fato se informarem, correrem atrás e tiverem o verdadeiro intento do aprendiz (que eu espero descobrir em mim mesmo, cada dia mais) vão estar lado a lado com os "dinossauros" construindo uma cena melhor.

Isso sou eu me permitindo um pouco de otimismo. (e escrevendo demais pra variar)

Por favor, se discordarem, discorram... é assim que a gente aprende!
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  #8 (permalink)  
Antigo 23-12-2005, 11:23
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Postado Originalmente por mary_jane
Eu acho que o que rola é que o brasileiro tem uma imensa necessidade de auto-afirmação... principalmente quando ele é jovem, pq quer fazer parte daquela galerinha etalz...
O brasileiro tem necessidade de auto-afirmação porque vive numa sociedade relativista.
O lance aqui é que a maioria não tem renda própria, não sabe DE FATO o valor das coisas e por isso o valor que ele dá na verdade é o do glamour e do status e não o da "recompensa" por ter trabalho, por exemplo. Isso que gera o relativismo.

"Se eu tenho um fusca e no meu meio social andam de bike, eu estou bem."
ou
"Se eu tenho um terno Ermenegildo Zegna, mas no meu estágio andam vestidos de Vila Romana, estou bem".

As pessoas precisam de auto-afirmação porque elas de fato não são auto-confiantes. Porque? Porque na maioria das vezes com 20 e poucos anos no Brasil ainda não tiveram realização alguma na vida! Nunca tiveram renda, nunca trabalharam, algo assim.

Procure pessoas de 23 anos que são competentes. Um cara que entrou pra uma faculdade foda, seja aluno TOP, esteja formado, trabalhando numa empresa foda, com uma função foda. Agora me diga se essa pessoa costuma FALAR sobre esse assunto.. auto-afirmação, etc, etc.. Essas pessoas não estão muito ligadas nesse assunto.. Têm coisas mais importantes para falar, sacou?


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Postado Originalmente por mary_jane
andar na moda pq os amigos andam...e isso acontece muito mesmo no psy....meu proprio irmão, ele nem conhece muito saca, mas já está todo bobo pq fez 18 mês passado e na próxima festa que rolar ele tá amarradão de ir, assim como vários amigos dele.
Quando você foi a sua primeira rave você conhecia quantos projetos? Já conhecia quantas músicas? Já sabia a distinção entre os gêneros?

Quando eu fui a minha primeira rave de psytrance eu conhecia música eletrônica porque meu irmão (DJ MArcelo Abreu) já toca eletrônico há muitos anos. Tirando isso.. caí de pára-quedas.


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Aí eu acho que depende muito tbm de como vc vai entrar de cabeça nessa "moda", filosofia como cada um encara. Depende de como vc tbm enxerga essa filosofia, pq a sua visão vai influenciar a visão de quem está começando e por aí vai...uma pena que esse pensamento que seria um antidoto a um tempo atrás não conseguiu segurar o boom ($) das festas aqui no brasil. E seria mto dificil segurar, pq pra cada 1 consciente existem 1000 alienados (sem preconceitos).
Porque segurar o BOOM das festas? A cama de cada um que fala do crescimento da música eletrônica no Brasil com aversão continua intacta, quentinha e macia.

Cada um escolhe o melhor para si. O que eu não acho justo são pessoas que reclamam da mesma coisa após cada festa, porém estão em todas.



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Postado Originalmente por mary_jane
Vou até citar um exemplo da REMF. Fomos pra o chill...cara, que maneiro, encontramos uma galera boa, tranquila, amiga, que se importa de estar junto, que nao repara na tua roupa, no teu cabelo, se vc está frito, afogado, descabelado nem pohha nenhuma...
Eu prefiro aguardar a evolução natural....
Mas você reparou isso neles...


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Postado Originalmente por Bhikkhu
Aí que tropeça o jovém que quer se afirmar e acaba falando besteira (e é aqui que concordo novamente com o Badtrip). Dentro de algum tempo, o resultado do grande influxo de fritos e mal-informados na cena pode ser sim, positivo.

Aqueles de fato se informarem, correrem atrás e tiverem o verdadeiro intento do aprendiz (que eu espero descobrir em mim mesmo, cada dia mais) vão estar lado a lado com os "dinossauros" construindo uma cena melhor.
Isso sou eu me permitindo um pouco de otimismo. (e escrevendo demais pra variar)
Ouvi falar da parada desse intercambio e acho alucinante. Entrevistei uma menina para vaga de estágio onde trabalho e é notável que a mentalidade da pessoa é BEM desenvolvida com relação a média do jovem por aí.

Back to topic:

Temos que ACEITAR que ninguém nasce sabendo. Nem a cena eletrônica. Como tudo na vida ela também depende de insumos.
Fortões que bêbados pegavam 50 numa micareta podem ser o futuro da produção musical.
A matéria-prima da cena são pessoas e estas vêm de realidades diferentes e se transformam quando se identificam com a parada!

O que eu noto é que muita gente que se diz parte da cena reclama dos 'intrusos' quando estes deveriam festejar o crescimento da cena, dos eventos, das atrações, dos novos produtores de música e principalmente relembrar o passado quando estavam colados na caixa, pelúcia em punho e achando as guitarras do Skazi "alucinantes!!!".

Agora eu aguardo alguém para comentar tudo que já falamos, mas com as próprias palavras.. haha para se auto-afirmar.. expressar para o mundo que TAMBÉM concordar com o que já dissemos no thread... porque isso é a coisa que mais acontece em tudo que é thread aqui no PlurAll.
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Antigo 23-12-2005, 11:45
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Uma outra parada também que colabora pra esse "pirralhamento" da cena e que é mais suposição minha do que realmente experiência é que o jovem brasileiro se mantém jovem por muito mais tempo do que deveria.

Na Europa, EUA, etc, é comum um muleque de 18 anos sair de casa pra fazer facul em outro estado e ter que se virar lá, arrumar emprego, etc. Logicamente, amadurece muito mais cedo.

Eu nunca morei fora e nem sou tão viajado assim pra afirmar isso, mas é uma coisa que eu percebo da maneira que consigo, por favor, colegas plurallicos com larga experiência no exterior, confirmem.

Lógico que aqui também rola isso. Pessoas indo fazer facul em outros estados, jovens emancipados e donos do proprio nariz. Mas em comparação com Europa e EUA o número é irrisório. Lá é normal isso acontecer, aqui é "as vezes". Se você mora numa cidade grande, ou até numa média, quantos amigos seus foram morar em outro estado pra fazer facul? Quantos sairam de casa antes dos 20 e poucos (ou muitos) anos. A maioria esmagadora dos meus amigos ainda moram com os pais.

Sem querer generalizar, LÓGICO, não sou tão obtuso assim, pessoas altamente inteligentes, maduras e responsáveis ainda moram com os pais, mas convenhamos, a partir do dia que você passa a pagar aluguel e se preocupar em como a roupa passa de suja para limpa dentro da sua gaveta, muitas coisas mudam na sua perspectiva do mundo, da vida, do futuro.

Sendo assim, ALÉM da média de idade da cena la fora ser maior, aqueles que tem a MESMA idade já estão um passo a frente em maturidade, cultura e responsabilidades. Pagam as festas, as viagens, o transporte e as drogas que consomem com o proprio dinheiro, e isso, pode não parecer, mas muda MUITO os conceitos.
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Antigo 23-12-2005, 11:55
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É...a questão é não generalizar...mas vc ainda consegue ver muita gente com mais de 23 que ainda estão parados no tempo.


Citação:
Quando você foi a sua primeira rave você conhecia quantos projetos? Já conhecia quantas músicas? Já sabia a distinção entre os gêneros?


Não conhecia nenhum! Quase nenhuma! Tbm não!


Citação:
Quando eu fui a minha primeira rave de psytrance eu conhecia música eletrônica porque meu irmão (DJ MArcelo Abreu) já toca eletrônico há muitos anos. Tirando isso.. caí de pára-quedas.


Então....mas vc teve o diferencial, que é seu irmão que é dj...mtos não tem esse acesso. Eu não tive....

Citação:
Porque segurar o BOOM das festas? A cama de cada um que fala do crescimento da música eletrônica no Brasil com aversão continua intacta, quentinha e macia.


Não seria segurar o Boom das festas, mas a consequência que o mesmo trouxe...e que é parcela do que estamos discutindo aqui...a diferença entre as festas aqui e em outros países fora.




Citação:
Mas você reparou isso neles...


Claro! Que bom que reparei nisso...não olho as coisas com crítica em tudo...reparar pode ser de uma maneira positiva....
Se fosse assim, não reparo no lugar, que pode ser maravilhoso, com uma bela floresta e um belo nascer do sol, com belas pessoas.... essa forma de ver é de admiração e não de julgamento.
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