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11-08-2009, 23:31
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| | Dançar em transe – individual ou coletivamente Grau de Dificuldade – Havendo disposição e energia física não haverá dificuldades em ao menos tentar começar a dançar. O que será mais difícil é dançar com liberdade e por tempo suficiente até que o transe comece a ser formado, pois isso pode levar desde alguns minutos até muitas horas. Técnica – Dançar até entrar em transe. Normalmente isso ocorrerá após longos períodos, mas também poderá ocorrer já no começo do processo algumas vezes caso a pessoa já tenha passado por essa experiência e especialmente se já se encontrar em um momento de forte sensibilização emocional e encontrar uma situação propícia para absorver sua necessidade de descarga emocional e/ou elevação. De qualquer forma, mesmo que o transe venha no começo de um processo, sempre irá se tornar ainda mais intenso com o decorrer do tempo. Para quem nunca experimentou esse tipo de situação, ela poderá ser despertada a partir de trabalhos rituais e terapêuticos específicos envolvendo técnicas com danças, como a biodança e as danças sagradas circulares, ou em Festivais Trance. Dançar com um propósito terapêutico ou de expansão de consciência é muito diferente de se dançar numa festa, numa boate ou numa demonstração de um determinado tipo de dança, com estilos e passes previamente definidos, conectado com o que os outros podem estar pensando ou como podem estar sendo afetados/influenciados por nossa dança. A dança aqui referida é totalmente livre. Livre de estilos, tipos e ligações com o que os outros podem estar achando, podendo inclusive ser livre e desconectada até mesmo da música que estiver tocando... Neste tipo de proposta não há movimentos pré-definidos, muito pelo contrário, é um espaço para se experimentar realizar movimentos que normalmente a pessoa não os faria no dia-a-dia, ou até mesmo para testar movimentos que nunca havia feito antes, combinações que se quer havia pensado ou visto até então. Vale misturar os passes da dança com sons diversos e íntimos, com cantos, com gritos, com batidas pelo próprio corpo, dançar atento, dançar entregue, de olhos abertos ou fechados e tudo o mais. O único direcionamento é o de procurar estar harmônico com o meio externo, evitar quebrar as coisas (salvo a exceção de se estar num ambiente e contexto previamente preparado e adequado pra isso), machucar ou desconfortar outras pessoas. Olhe bem: a harmonia deve ser com o meio externo, respeito ao meio físico no qual se encontra inserido e principalmente com os outros. Vale estar desarmônico consigo mesmo e com o ritmo da música, fazendo movimentos descompassados, “feios”, guturais, viscerais, animalescos, se for esse o seu tipo de necessidade no momento e não atrapalhar, sob aspectos amplos e irrestritos, ninguém. Predomínio Sutil / Físico-denso – O transe será bastante sutil e gratificante, mas o grau de envolvimento e extenuamento poderá ser bastante intenso. Propósitos Intrínsecos – Dançar em transe é uma das melhores tentativas para se dissolver sentimentos negativos, especialmente a tristeza. Em casos com cenários adequados, como dentro dos Festivais Trance, sentimentos mais intensos como raivas, angústias e repressões profundas também encontrarão lugar para se manifestar e serem dissolvidos com uma ótima dose de harmonia. Dançar em transe também pode abrir vivências místicas de intenso prazer com profunda sensação de conexão com tudo o que existe e sentimentos de intensa positividade ante aos inúmeros desafios e desapontamentos com os quais nos deparamos ao longo da vida. Efeitos relacionados possíveis – Prazer e integração consigo, com o outro e com as naturezas humana, terrestre e universal. Um dos efeitos mais impressionantes e gratificantes, mas também difíceis, será o de sentir o corpo dançar absolutamente sozinho, sem seguir qualquer comando ou questionamento mental, momento a partir do qual a pessoa se percebe apenas como um observador e experienciador da própria dança que está manifestando a partir de si própria, sem identificar o que ou de onde exatamente está fluindo sua energia, força e movimentos. Quando realizada em transes coletivos, esse tipo de prática pode gerar profundo sentimento de conexão com todas as demais pessoas, inclusive com as que não se está vendo e ainda também com aquelas com as quais não se tem afinidade, sabendo percebê-las como uma parte importante de tudo o que existe. Sugestão de intensidade – Sempre que possível e/ou necessário. Dançar assim coletivamente por vários dias seguidos, sem horários e sem ninguém para ficar ditando regras e comportamentos, como acontece num festival trance, ao menos uma vez na vida. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver sentimentos negativamente acumulados. Pode agregar amor, paz, comunhão e ainda se manifestar como uma ótima oportunidade de autoconhecimento e expansão de consciência. Relação com a percepção: fácil percepção / difícil percepção – Extremamente fácil de ser percebido, especialmente no caso de se ter atingido o transe. A pessoa não terá dúvida que esse tipo de estado tenha ocorrido no caso dele se manifestar. Requisitos Desejáveis – Uma mente livre e solta ou mesmo imbuída de um profundo senso de busca e entrega. Variações – Fazer movimentos repetitivos diversos até entrar em transe. O contato e improvisação também oferece um excelente contexto para esse tipo de propósito.
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