| PsyTrance: história, filosofias e ideais Sabe como tudo começou? Quer entender? Participe e divida seus conhecimentos! |  | | 
22-07-2007, 15:36
|  | Sigo o Som | | Registrado em: Apr 2007 Localização: Goiânia
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| | Psytrance sobrevive à popularização, dizem especialistas Psytrance sobrevive à popularização, dizem especialistas por Giselli Souza Nove especialistas ouvidos pelo Psyte nesta última semana se dispuseram a analisar a cena psytrance pelo mundo. Para surpresa, o gênero que muitas vezes é descrito como “ultrapassado, pop e sucateado” mostra-se cada vez mais forte e, em alguns casos, até nascente. Países como Espanha e Austrália sentem o “boom” do psy há pouco mais de seis meses. Nos vilarejos onde são realizadas as festas, a população comemora a chegada dos festivais devido à tamanha movimentação no comércio local. No entanto, em países berço – tais como Israel, França e Alemanha – o gênero já enfrenta um período de estagnação. Porém, ao contrário da primeira impressão, a fase de mudança é encarada com tranqüilidade por organizadores e produtores. O motivo é que assim como no Brasil, a cena cresceu de forma desenfreada. Centenas de festas com público semelhante ao dos concertos de rock dos anos 80 e queda na qualidade musical. Assim como os outros gêneros musicais, o psytrance está em evolução. Sobreviverão aqueles que conseguirem se adaptar a essa mudança musical e também de comportamento. Para entender melhor toda essa transformação, leia o que dizem os porta-vozes da cena nos países França, Alemanha, Israel, Espanha, Austrália, Japão e, é claro, no Brasil. França Por Philippe Dean aka Dj Aden Organizador, DJ e comentarista do site IsraTrance “Os organizadores enfrentam hoje um problema de público. Fica complicado investir em um evento sem saber se vai haver retorno. Um grande exemplo foi o fechamento do núcleo Gaia, um dos maiores e mais antigos núcleos trance da França, por falta de retorno financeiro. Artistas como Skazi e Infected Mushroom não podem ser considerados psytrance porque fogem completamente a essência do gênero. Prova disso é que sequer são chamados em eventos grandes, como o Antiworld. Somente nas locais onde a cena engatinha é que eles são considerados. O público psytrance de hoje é bem menor e mais jovem. Para atender a essa demanda os organizadores precisarão se unir e também se profissionalizar ainda mais. Para isso, é mais do que natural uma união entre os gêneros musicais.” Alemanha Por Sam Jankowski Responsável pelo Chaishop.com, portal de cultura trance referência no exterior “A cena psytrance na Alemanha é muito grande. Temos em média 10 grandes festivais por ano e 20 festas pequenas toda a semana. O auge da cena foi há dez anos mas hoje ela se mantém de forma estável. Nos últimos anos se tornou mais fácil realizar festas trance em clubs devido a estagnação dos outros gêneros. No entanto, eu não acho que artistas como Skazi possam ser denominados psytrance... O Fullon continua sendo o verdadeiro psytrance e o DarkTrance uma espécie de antídoto a tudo isso. As festas pequenas se enquadram nesse estilo, desenvolvendo e acreditando em vertentes fora do circuito mainstream” O outro lado Por Liese Hamburg Editor-chefe da Mushroom Magazine “O futuro da Alemanha talvez seja a linha progressive. Cada vez mais, eventos que sigam essa linha, tal como o electro, tem feito bastante sucesso. Acredito que os eventos psicodélicos vão continuar, porém, mais restritos ao underground.Temos que ver como serão as festas do verão deste ano. Acho que o futuro é feito com base nas experiências musicais de hoje. Fica difícil prever.” Brasil Por André Ismael Criador e um dos responsáveis pelo Zuvuya.Net “A cena no Brasil cresce rapidamente, sem nenhuma união entre produtores e formadores de opinião. É a corrida do ouro psicodélico onde qualquer jovem sem estudo ou preparo profissional se torna um produtor de eventos do dia para a noite. A “mensagem- resgate” passado ao público é tão fraca que a cena psytrance virou um palco de palhaçadas e absurdos. No Brasil, com exceção de raros indivíduos, a cena/cultura psytrance não existe. O que existe são jovens da modinha procurando diversão superficial da moda. São menininhas vestindo as mesmas botinhas e sainhas, gatões sem camisa, com peitinho estufado e passinhos de dança ridículos. Graças ao trabalho de raros indivíduos, que eu não preciso citar pois sabem quem são, o verdadeiro psytrance ainda persiste, nas mãos de pessoas que batalham e muito pra manter a chama acesa” O outro lado Por Erick Dias Sócio No Limits, responsável pelas festas XXXperience, Orbital e GrooveAttack “O Brasil é sem dúvida o maior público psytrance. No entanto, o psy aqui é diferente do ouvido lá fora. Nossa cultura e clima influenciam bastante a cena. O som aqui é mais forte e alegre... Não concordo com a idéia que o psy seja comercial. Se ser comercial é ter vocal e batidas alegres, então Ibiza e Amsterdam – que tem uma cena house bem forte – também são comerciais.” Israel Por Space Buddha Produtor e responsável pela gravadora Agitato Rec “A popularidade de artistas israelenses tem contribuído para o crescimento da cena no circuito mainstream. O trance faz parte do nosso futuro e eu acho que a evolução disso só tende a melhorar a própria vertente. A nova geração está sendo construída dentro de uma cultura totalmente high tech, que une tecnologia e cultura.” O outro lado Por Dj Beto S – BNE/Psyzone “A nova geração tranceira em Israel é formada basicamente por soldados jovens que estão no exército. Assim como no Brasil, Israel já teve épocas onde todos os finais-de-semana as festas reuniam cinco mil pessoas. Hoje os eventos estão mais filtrados e a tendência e que a cena volte a ter um tamanho “normal”. Com um menor público, porém, com mais qualidade.” Espanha Por DJ Ruhl Co-fundador do Sinergia Collective, atua em realização de eventos, associação de artistas e site de psytrance “Estamos vivendo o auge da cena agora. Desde o Existence Festival, há seis meses, as festas cresceram uma média de 60%. Estamos tendo um grande cuidado para que a cena se torne uma grande massa vazia. Artistas como Infected Mushroom conseguem sucesso por tornar o psytrance mais popular. Esse público não está acostumado com música eletrônica e de uma certa forma, as mega-apresentações passaram a suprir o vazio deixado pelos concertos de rock. A parte ruim de tudo isso é que a cena passa a ser dividida entre as pessoas que realmente gostam de trance e as outras que estão ali apenas pelo modismo.” Japão Por DJ Roger Jordan Brasileiro que atualmente vive em Tóquio, Japão “O psytrance hoje seria um divisor de águas dentro da música eletrônica. Não há como negar que foi um ritmo que revolucionou vários países do mundo e trouxe a tona o gosto pela música e o culto à natureza. Electro é uma conseqüência da desaceleração global. Foi uma feliz opção para aqueles que sentiam falta do bom e velho house e não tinham a oportunidade de ouvir as festas caracterizadas pelo psytrance.” Fonte: Psyte.com.br
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22-07-2007, 16:37
|  | Proghedelic | | Registrado em: Aug 2005
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Foda!!!!
Concordo com mt coisa q foi dita ai, senaum tudo...
Dps q a moda passar, qd surgir outra por ai, veremos uma desaceleração no numero de festas e na sua popularização, e so realmente ficará na cena quem tem profissionalismo e faz a coisa pq realmente gosta!
E em termos de anos, não acho q isso vá demorar mt pra acontecer...
Vlw pelo texto!!
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22-07-2007, 18:57
| | Membro Avançado | | Registrado em: Jun 2004
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Tópico muito interessante...
Tirando o comentário do sócio da no limits, totalmente viciado e tendencioso, tem muita informação e reflexão util ai...
__________________ Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém (Rousseau) | 
23-07-2007, 10:56
|  | Moderador/Comercial | | Registrado em: Feb 2006 Localização: Rio de Janeiro
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Pelos depoimentos dá pra perceber que essa transformação é mais ou menos igual em todos os países.
Vemos que na Espanha, onde a cena está no auge, tem os mesmos problemas que no Brasil. Muita moda e pouca cultura. E assim como ocorreu por aqui Infected Mushroom e Skazi só conseguem certa popularidade em locais que a cena está começando. Já na França e Israel a cena diminuiu de tamanho e só irão sobreviver as pessoas que realizam um trabalho sério.
Acho que a tendência é que no Brasil ocorra a mesma coisa com o passar do tempo. Menor público, porém com mais qualidade, como foi dito acima.
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24-07-2007, 04:43
|  | Junior Member | | Registrado em: Jul 2007
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Vejo coom bons olhos isso que anda acontecendo, precisamos amadurecer nossos mesmos, empresarios e dj's, para que um curto espaço de tempo esse cenario ridiculo de "moda", saia e tenhamos bons organizadores interessados em fazer raves de qualidade trazendo quem realmente toca.
deeixando crescer o psy e trazendo maiis pessoas intereçadas no plura. pq qntidade tbm interessa, mas sempre acompanhada de quaLidade.
__________________ # " TudO vaiii passaR" # | 
25-07-2007, 13:56
|  | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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| | Concordo com tudo que foi dito e principalmente com as palavras do André Ismael. Uma ótima matéria que mostra bem esse movimento previsível e que em minha opinião será o que vai salvar e reviver o pouco que existe de “cultura trance/ cultura psy-trance”. Observe seus amigos, o publico das festas e ate mesmo através dos próprios usuários aqui do plurall. Muita gente veio pro psy-trance atraído pelo “brilho do neon” (artificial) e charfundo na lama psicodélica ate não ter mais o que sugar. Hoje com a desculpa de uma suposta “evolução” sonora e comportamental (em sua maioria esquizofrênica e medíocre) seguem a tendência que de fato não é ruim. Progressive, house, electro, minimal e etc... Porem o caminho pouco importa (se vc veio do psy pro prog ou do house pro psy) um se insere e se constrói no outro. Não existe uma luta ou disputa. Essa corrida pra evolução que vemos a cena seguir não passa de uma ferramenta que a maquina do “mainstream” usa pra continuar guiando os “cegos”. Que de fato NUNCA estiveram interessadas na informação e na vivencia que o psy-trance (culturalmente falando) possibilita experimentar. E foi isso que me fez apaixonar-se pela “cultura trance/ cultura psy-trance”. A evolução que era oferecida não vinha através de um flyer, nem dos nomes impressos nele em negritos e com cores berrantes. Não estava em nenhum site que pudesse ser só discutido sem ter vivenciado. Não estava nos óculos, na roupa, no cabelo, na cartucheira ou em qualquer outra parte estética. A evolução não podia ser oferecida ou comprada ela tinha que ser vivenciada. Um processo pessoal e revolucionário, diferente do puramente evolucionário que se busca hj. E esse é o mecanismo de correção de erros que diferencia o psy-trance da maioria das vertentes eletrônicas. Essa experiência NÃO PODE SER MASSIFICADA!!! O bom e velho psy-trance (full-on /trance/ dark..que seja) vai resistir e existir com muito mais qualidade principalmente pra quem de fato é apaixonado por esse movimento. Enquanto isso o restante dos mochileiros intergalácticos irá seguir seu caminho pela musica eletrônica, cuspindo pro alto e repetindo baixinho em seu pensamento o lema da viagem (vazia e clichê): “em busca da festa e da batida perfeita”. Bom topico |  
26-07-2007, 17:48
| | Member | | Registrado em: Jul 2006
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Mto interessante o texto, mas na moral, querer comparar a cena do Brasil com Alemanha, França, Japão ? As tendencias sao as mesmas ??
galera, isso aqui eh Brasil ok ? BRASIL
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27-07-2007, 01:08
|  | Membro Avançado | | Registrado em: Mar 2005
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| | Citação: Brasil Por André Ismael Criador e um dos responsáveis pelo Zuvuya.Net “A cena no Brasil cresce rapidamente, sem nenhuma união entre produtores e formadores de opinião. É a corrida do ouro psicodélico onde qualquer jovem sem estudo ou preparo profissional se torna um produtor de eventos do dia para a noite. A “mensagem- resgate” passado ao público é tão fraca que a cena psytrance virou um palco de palhaçadas e absurdos. No Brasil, com exceção de raros indivíduos, a cena/cultura psytrance não existe. O que existe são jovens da modinha procurando diversão superficial da moda. São menininhas vestindo as mesmas botinhas e sainhas, gatões sem camisa, com peitinho estufado e passinhos de dança ridículos. Graças ao trabalho de raros indivíduos, que eu não preciso citar pois sabem quem são, o verdadeiro psytrance ainda persiste, nas mãos de pessoas que batalham e muito pra manter a chama acesa” | Na minha humilde opinião, traduziu perfeitamente o cenário nacional !!! :clap:SEM MAIS PALAVRAS ! Abraços a todos !:thumb: |  
09-11-2007, 13:55
|  | Junior Member | | Registrado em: Nov 2007
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Gostei do tema que você abordou. Hoje em dia fala-se muito isso, em modismo, em fazer festas pelo simples fato de que gera lucro ...
Acho que realmente isso acontece, mas infelizmente, isso é inevitavel nesse mundo tão capitalista em que nós vivemos. Claro que sempre vão existir os verdadeiros adoradores da CULTURA psytrance; mas nem todo mundo é igual. E o fato de o psy vir se tornando modinha, acho que é fase. Quando você organiza uma festa com a inteção de lucrar com ela, você a divulga incansavelmente, fazendo com que ela atraia diferentes tipos de pessoas. Não que isso seje ruim, até por que ninguem nasceu admirador mutuo do psy e muito menos sendo seguidor da sua ideologia .. Mas quando isso acontece, a festa passa a ser mais uma "noitada", uma "balada" com os amigos, do que o que ela realmente deveria expressar. Então, acho eu que grande parte da "culpa" dessa onde de modinha psytrance toda, é em função dessa questao lucrativa. Quando o olho grande em cima do dinheiro baixar um pouquinho, a modinha vai embora (= Citação:
No Brasil, com exceção de raros indivíduos, a cena/cultura psytrance não existe. O que existe são jovens da modinha procurando diversão superficial da moda. São menininhas vestindo as mesmas botinhas e sainhas, gatões sem camisa, com peitinho estufado e passinhos de dança ridículos. Graças ao trabalho de raros indivíduos, que eu não preciso citar pois sabem quem são, o verdadeiro psytrance ainda persiste, nas mãos de pessoas que batalham e muito pra manter a chama acesa.
A parte ruim de tudo isso é que a cena passa a ser dividida entre as pessoas que realmente gostam de trance e as outras que estão ali apenas pelo modismo.
| Muito importante isso. Atualmente, o que nós encontramos nas raves, são essas figuras citadas ai ! Citação: |
Assim como os outros gêneros musicais, o psytrance está em evolução. Sobreviverão aqueles que conseguirem se adaptar a essa mudança musical e também de comportamento.
| E DISSE TUDO ! quem realmente não está na cena por puro modismo, conseguirá atravessar essa fase sem problemas ..
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“...Lembre-se que os únicos limites de sua mente, são aqueles que você acredita ter...e, cada um de nós flui em tempos diferentes, mas em universos paralellos...” - PLUR . ૐ Never stop the Muuuuuusic e Dance Floor !
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09-11-2007, 14:43
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quero saber quem vai produzir um evento sem visar o lucro?
meio hipocrita esse pensamento pq nao so aqui como em qualquer lugar do mundo qualquer tipo de evento é visando o lucro.
afinal é um investimento!
quantos aos trajes
acho que falar de botinhas e sainha sei la acho isso normal e nao questao de modinha atual
pois ha 5 anos atras as meninas ja iam assim pras festas, ainda mais com o clima daqui
é uma festa de classe media alta (obviamente) e decorrente disso ninguem se veste mal né!
acho q a modinha mesmo esta se dando por pessoas que nao tem nada a ver com a cena eletronica que estao comparecendo a rave, mandando aqueles passinhos putz isso so acontece pq ta na midia muita gente quer conhecer e bastante gente que nao tinha nada a ver foi e gostou.
Porem acho que essas pessoas dificilmente vao parar de ir as festas a nao ser por questoes financeiras.
So sabem falar: Crimfildi vai te infected!
Nao acho q a cena esteja horrivel, só cresceu...daqui a uns tempos vai evoluir e volta ao normal, a galera do pagode volta pro pagode, da micareta pra micareta, etc
So acho q as festas grandes vao continuar lotando de paraibas e fanfarroes e isso nao tem jeito.
***
O que esta acontecendo na verdade é que as pessoas estao indo para as festas na verdade so pra dizer que foi e o que tomou.
por isso ta morrendo gente
ridiculo
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