| Espiritualidade Se você se interessa por Hinduísmo, Calendário Maia, Xamanismo, etc...
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10-07-2008, 00:58
|  | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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| | Kumbha Mela De acordo com a mitologia hindu, o Kumbha Mela surgiu depois de uma briga entre deuses e demônios: milhares de anos atrás, eles procuravam nos oceanos o néctar da imortalidade; assim que o pote foi encontrado começou uma guerra.Neste período, que durou 12 dias, o néctar foi escondido em quatro lugares da Índia: Allahabad, Haridwar, Nasik e Ujjain – transformando estas cidades em locais sagrados. Desde então, quando os planetas se alinham em determinadas posições, acontece o Ardh Kumbh Mela.  O satélite mostra o chamado Sangam, o encontro dos rios Ganges, Yamuna e Saraswati, considerado sagrado. Na imagem, a mancha avermelhada às margens do rio é a multidão de fiéis
Sangam, Thums-up, Prayag, Allahabad, Naga Baba, Bisleri, Saddhu, Mauni Amavasya, Ganga, Yamuna, Saraswati, Akhara, Kumbha Mela, Chillum, Juna Akhara, Lingam, Charas, Chalo, Trisul, Shiva, Vishnu, rupee, Gurudi, mantra, Moksha, namaste, Nirvana, Maya, Karma, Hanuman, Kaliiiiiiiiiiiiiiiii. Which Countr ? Índia. Você, leitor, aventureiro e curioso, tem noção do significado destas estranhas e enigmáticas palavras?Talvez o relato deste escrivão espirituoso o ajude a desvendar este imenso caleidoscópio, mergulhando e ressuscitando no maior festival religioso do planeta onde circularam, durante 44 dias, na cidade de Allahabad, norte da Índia, 70 milhões de almas à procura de respostas. Não existe um poder central no hinduísmo, não existe um livro sagrado, nem um fundador. Os vedas, as escrituras seguidas pelos hindus, não foram escritos sob inspiração divina: são resultado de muito debate entre sábios e monges em encontros como o Kumbha Mela.O festival é aberto para todas as linhas do hinduísmo. Cada barraca abriga um guru, um líder de uma destas linhas que durante dias participa deste grande intercâmbio religioso.“A raridade desta festa contribui também para sua importância. Se você tivesse uma festa a cada ano, as pessoas diriam ‘então, eu vou ano que vem’”, diz o cientista da religião Frank Usarski. “E a massa também contribui, todo mundo vai pra lá e cria uma mega onda de pensamento, o sagrado se manifesta porque elas estão abertas para essa experiência”.
Para quem está acostumado aos ritos introspectivos das religiões ocidentais, o Kumbha Mela parece até uma festa profana. Mas os teólogos não vêem contradição entre fé e o clima alegre, quase carnavalesco. “Alguns chegam, inclusive, a dizer que o hinduísmo não é uma religião, que ele é uma expressão cultural que vive na Índia e que tem manifestações religiosas, artísticas, estéticas, filosóficas, éticas, de conhecimento, mas não chegam a compor uma religião. Porque, afinal de contas, é um conjunto de manifestações na qual a pessoa que pratica o hinduismo é alguém que não tem religião, ela é a religião”, afirma o teólogo e filósofo Mário Sérgio Cortella.Quando o Kumbha Mela acaba, as barracas, as pontes e as pessoas desaparecem; é um encontro marcado apenas pelo ritmo do universo. 
Para receber essa multidão, é construída uma cidade temporária. São traçadas ruas e montadas barracas semelhantes às usadas pelo exército. Outros lugares simplesmente apresentam um espaço livre –um pedaço de terra sob as árvores– que as pessoas podem usar para montar suas barracas ou simplesmente colocar alguns panos no chão e cobrir-se com alguns cobertores para dormir. A maioria das pessoas que participa das Melas vem dos vilarejos indianos.
Aqui cabe esclarecer que as pessoas das grandes cidades –Delhi, Mumbai, Chennai, etc– vivem de forma mais próxima ao estilo ocidental e pouco participam dessas festas (estão demasiado ocupadas ganhando dinheiro!). As pessoas do interior, muito religiosas e até mesmo supersticiosas, percorrem longas distâncias vindo em ônibus, em caminhões, em carros de todos os tipos, numa peregrinação fervorosa e comovente. Nas fotos você pode vê-las carregando os seus pertences sobre a cabeça, amarrados num pano ou numa sacola. Ali elas levam alguns alimentos e cobertores.
Eu aluguei um carro com um guia que falava um bom inglês e era brâmane (o grupo das pessoas tradicionalmente mais religiosas). Isso foi ótimo porque ele conhecia bem o tema das Kumbha Melas e respondia prontamente às minhas muitas perguntas. Além disso ele estava eufórico porque, graças à minha presença, ele também podia ir na Kumbha e isso lhe soltava a língua e lhe aumentava a vontade de dar todo tipo de detalhes.
Chegando em Allahabad, uma cidade típica do interior do norte da Índia, comecei a ver as colunas de gente caminhando ou deslocando-se por todo tipo de meio de transporte. Mas, foi ao atravessar uma ponte alta que tive uma visão que me impactou sobremaneira. Era o entardecer, estava quase escuro. Perguntei ao guia: “Dada, o que são essas luzes?” “São a Kumbha, senhor”. Confesso que fiquei estatelado. Pedi para parar e poder ver, ou melhor, assimilar o que estava vendo.
Uma coisa é falar de mais de três milhões de pessoas –um numero abstrato para mim. Outra coisa é ver um acampamento que talvez tenha uns dois ou três quilômetros quadrados iluminado por pequenas lâmpadas que se estendem até onde alcança a vista. Não tinha idéia da dimensão da coisa. Perguntei de novo ao guia se todas essas luzes eram mesmo da Kumbha e o guia sorrindo disse: “Sim, senhor. Foi tudo construído para receber a Kumbha. Daqui a alguns meses não haverá mais nada.” Precisei mais um longo tempo até assimilar o conceito. E isso, de alguma forma, me colocou num outro estado, mais aberto, respeitoso e receptivo a tudo que iria ver.Como escrevei antes, a Kumbha Mela habitava um lugar muito romântico da minha mente desde que li sobre ela na minha adolescência.
Como toda idealização, ela estava repleta de sinais mágicos.É claro que amadureci muito em minha forma de pensar a espiritualidade, convivendo com pessoas verdadeiramente espirituais. As fantasias de pessoas super-poderosas ou super-sábias ou super-corretas ou super-transcendentais ou “super-qualquer-coisa” cedeu faz tempo à constatação madura de que super-homens e super-mulheres existem apenas nas revistas de quadrinhos. Mas estar na Kumbha, desepertava aqueles neurônios que tanto sonharam com os Sadhus e Swamis e Yoguis –todos homens santos e muito reverenciados na Índia– e eles colocavam minha mente num estado de prazer e excitação.
Assim que me instalei (isso quer dizer, fazer o registro na recepção e estacionar o carro), sai sem demora, com meu guia, a caminhar pelas ruas apinhadas de gente. As ruas eram quase todas de terra. Por causa disso, a multidão caminhava numa nuvem de poeira. A cada momento cruzava com centenas de pessoas indo e vindo em todas as direções. As ruas eram apenas caminhos virtuais entre algumas áreas onde havia barracas de comida, outras onde havia vendedores ambulantes e pedintes, outras onde havia barracas muito simples. Muita polícia estava presente orientando o fluxo da multidão.
Fomos direto até uma parte da feira onde havia barracas iluminadas com luzes coloridas. Eram as barracas onde estavam os principais Sadhus, Swamis e Yoguis. Caminhando por elas, vi o Sadhu que anos atrás levantou o seu braço direito para nunca mais abaixá-lo, numa prática de ascetismo difícil e dolorosa mas que, sem dúvida, faz com que quem a assume venha a ganhar uma enorme capacidade de não se deixar manipular por impulsos e sensações corporais. Numa outra barraca tinha um outro Sadhu que nunca se deita ou se senta. Ele fica em pé o tempo todo. Na sua barraca, uns panos pendurados de um poste serviam para ele manter o corpo na posição vertical às noites, enquanto dormia. Esses votos são formas de se obrigar a superar condicionamentos físicos, mentais, sociais, biológicos. Certamente sua necessidade e valor merecem uma discussão profunda (que transcende as possibilidades deste espaço).
Em outras dessas barracas centrais aconteciam diferentes coisas: entoavam-se bhajans (cantos devocionais), algum Swami falava em hindi, apresentava-se um teatro com cenas do Ramayana (um épico religioso), servia-se prasada (alimentos), etc.
Então chegamos a uma área com barracas semelhantes às usadas pelo exército onde, próximo à entrada tinha uma barraquinha feita de bambu com teto de palha. Dois grupos de Sadhus estavam reunidos em torno de dois fogos que ardiam dentro de respectivos quadrados feitos de tijolos. Eram os Naga Babas, os Sadhus que vivem nus quase o tempo todo. Eles são da elite dos Sadhus e as vedetes da Kumbha Mela. Normalmente eles vivem em locais de difícil acesso e, por isso, raramente são vistos. Mas durante as Kumbhas, eles saem para se mostrar e abençoar as pessoas. 
Fiz a minha saudação respeitosa juntando as mãos sobre o peito e eles me convidaram para sentar-me em torno do fogo. O cabelo tipo rastafari de um deles, que ultrapassa a linha da cintura quando solto, estava enrolado sobre a cabeça. O corpo totalmente nu estava coberto com cinzas (vibhuti). A aparência nada convencional desperta admiração e temor nas pessoas que pouco entendem de espiritualidade. Eles são vistos como pessoas muito poderosas. De fato para estarem nus na noite de Allahabad, onde a temperatura cai para menos de 10 graus, eles têm que ter um grande controle sobre o corpo e a mente.
Alto falantes, espalhados por toda a extensão da Kumbha, falavam alto mesmo, o tempo todo. Ao tentar conciliar o sono percebi que eles não cessavam de falar nomes de pessoas perdidas ou entoar cânticos.Na manhã seguinte, ao amanhecer, encontrei o guia (que dormiu no carro) e fomos até a beira do Ganges. Allahabad é chamada de Prayag nos textos antigos. Prayag é o nome dado ao lugar onde rios se unem. Esse é um lugar sagrado pois simboliza a união da dualidade, a reconciliação dos opostos.
Allahabad é um prayag muito especial pois ali se reúnem três rios: o Ganges e o Yamuna (aquele que passa ao lado do Taj Mahal) se unem ao Saraswati. Esse último rio hoje não mais existe. Os indianos dizem que ele flui subterraneamente. Então este lugar simboliza o ponto de reunião da trindade. Por isso é um lugar muito especial. Somado a isso, aKumbha Mela acontece num momento astrologicamente muito especial e benéfico, em que as forças curadoras do Prayag se multiplicam. Por isso, os peregrinos desejam mergulhar nessa confluência de águas.
Depois disso, meus passos nos levaram sem rodeios de volta à barraca dos Sadhus. Eles me receberam com um sorriso e eu pude ficar com eles mais um pouco. Outros Sadhus chegavam, sentavam-se um tempo em torno do fogo, conversavam alguma coisa e se retiravam, dando lugar a outros que vinham para se aquecer em torno do fogo. Numa panela fervia-se leite com café ou com chá preto e açúcar.Distribuía-se a bebida quente aos que chegavam. Um fluxo incessante de peregrinos chegavam num misto de curiosidade e assustada reverencia, se curvavam aos pés dos Sadhus e recebiam sua benção. Alguns ocidentais também passavam por lá. Eles vinham e iam, eu ficava.
Alguns Sadhus falavam inglês e ai, podia fazer perguntas e contar coisas minhas também. Assim fiquei sabendo o nome dos Sadhus, que um deles -o que estava vestido era o guru- de todos os outros, que no acampamento havia uns sete gurus e que os estudantes eram discípulos de todos eles (nada a ver com essa errônea e exclusivista idéia ocidental de ter apenas um guru). Ao amanhecer e ao entardecer, no momento em que tradicionalmente realizam-se as pujas (cerimônias religiosas) os estudantes percorriam as diferentes barracas tocando com suas testas os pés dos diferentes mestres, uma vez que eles são o fogo vivo da espiritualidade. 
A forma como eles se apresentam, nus e cobertos de cinzas, faz com que não sejam interrompidos em suas práticas por pessoas que buscam conselhos mundanos, faz com que sejam valorizados e assim sustentados, faz com que possam continuar a ser manifestações vivas de que a mente é muito mais poderosa do que o corpo, de que o transcendente supera o mental e de que a plenitude da vida pouco tem a ver com a satisfação de desejos físicos ou da personalidade. Eles radicalizam em algumas coisas e assim, muitos fumam uma mistura de tabaco com ervas (entre as quais a marijuana), outros levam praticas ascéticas a extremos psicologicamente perigosos.
Tudo isso construiu em torno deles, no decorrer dos séculos, uma aura de profundo mistério e mágicos rumores.No dia seguinte, de madrugada, o guru me chamou e me deu uma insígnia (nada discreta, bem indiana!) que me permitia circular à vontade durante a procissão dos Sadhus, tirando fotos sem qualquer restrição. Era uma forma de me fazer parte da família. Isso foi muito mais do que eu imaginei nos meus melhores sonhos –meus neurônios adolescentes e românticos eram tomados por ondas de uma emoção extraordinária.
Antes da procissão, mesmo os Sadhus que normalmente usam roupas, ficaram nus, tomaram um banho numa torneirinha e cobriram o corpo molhado com cinzas. Dessa forma, elas grudam no corpo e apresentam esse visual fantasmagórico que aparece nas fotos. Eles imitam Shiva, aquela representação de Deus como asceta, rei das disciplinas e austeridades, senhor dos instintos, dos impulsos, dos condicionamentos, livre de toda ilusão, de todo apego, de toda ilusão. Na sua forma radical com a sua forte presença eles gritam às pessoas, sem dizer uma única palavra: Você não é um corpo! Você não é uma mente condicionada! A vida conforme os padrões hedonistas e consumistas é nada! Viver atendendo a desejos, instintos e impulsos é ser um mero animal insignificante! Você é muito mais do que a sociedade lhe permite ser! Você pode! Você é! Sacuda o pó dos medos e conceitos aprendidos e voe, e viva, e expresse seu poder, sua luz!
A procissão dos Sadhus é protegida por policiais que mantém a uma certa distância a multidão impressionante que se reúne para vê-los, para reverenciá-los, para receber a benção de ter estado perto deles. Eles caminham lentamente, numa fila dupla, de mãos dadas. Na frente, alguns levam bandeiras dos diferentes grupos ou ashrams de Sadhus, outros vão numa posição de destaque, montados à cavalo, outros usam objetos e roupas que representam diferentes aspectos de Shiva. Eles são acompanhados por uma banda que toca uma música absurdamente estridente –nada semelhante a qualquer som new age!.
Depois de uma caminhada de aproximadamente um quilômetro, chegamos à beira do rio. Os Sadhus cantam e gritam dando-se coragem para mergulhar nas águas enquanto aguardam a chegada do amanhecer (são mais ou menos as cinco da manhã e está um frio cortante). De repente todos pulam nas águas escuras e frias dos três rios. Alguns momentos depois, ao saírem eles se cobrem de cinzas (trouxeram as cinzas em saquinhos plásticos). A volta é mais demorada. Alguns Sadhus de maior destaque sobem em enfeitadas carruagens puxadas por tratores, encabeçando a procissão. A banda continua e aturdir com seus sons enquanto os Sadhus dançam sem qualquer passo coerente… livres de qualquer esquema estético – caóticos como a própria vida.
Mais de uma hora depois do banho, chegamos ao acampamento. O fogo continua a arder e todos buscam sua proximidade. O leite com chá é rapidamente preparado. Há uma sensação de alegria e dever cumprido. De alguma forma, essa demonstração, que ocorre apenas uma vez a cada três anos, representa uma forma de retribuição à sociedade que os ampara e sustenta. Pode ser que de cada cem Sadhus apenas dois ou três se transformem em pessoas de extraordinária luz e sabedoria. Mas a influencia benéfica desses dois Sadhus sobre toda a sociedade, vale o investimento feito ao sustentar todos os outros noventa e oito. É pensando assim, que a sociedade indiana, desde há milênios, ampara e protege todos os Sadhus, sem exceções ou restrições.
O retorno foi com a mente cheia de imagens e sensações. A alma mais tranqüila do que nunca. Mesmo nos momentos da maior êxtase dos meus neurônios adolescentes, espiritualmente românticos, a serenidade interior de que só há uma Única Presença, uma Única Inteligência, um Único Poder manifestando-se através de tudo esteve ardendo em meu interior, estável como a fogueira dos Sadhus. Nessa apreciação reside a segurança e a satisfação estáveis.
Aqui está amanhecendo. Escrevi sem parar revivendo momentos muito lindos. Agora tudo está feito. O objetivo deste pequeno relato, está cumprido. Dá para entender a minha necessidade ao criá-lo? Dá para sentir que tanta coisa precisa ser compartilhada? Que é forte demais para ficar presa num único coração? É claro que há mil coisas que ficaram sem ser ditas pela falta de tempo ou de habilidade ao escrever. Mas fiz o que foi possível e estou feliz com isso.
Última edição por Roosevelt Soares; 24-06-2009 às 20:50.
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10-07-2008, 10:32
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| | AaaaH ! F*daaa ! Vlw ³¹²³²¹²³³ sr. rooseveLt ! Para quem nunca ouviu falar, ou mesmo quem ja ouviu e tem vontade de conhecer mais, vale a pena nao ter preguiça e ler o texto todo ... Apesar de, como todo relato de um não-hindu, ter algumas ideias meio questionaveis, o relato passa pra gente uma imagem perfeita da sensação que deve ser entrar nesse caldeirãozinho maluco ai...fala serio, até eu me senti vendo as tais luzinhas de longe enquanto chegava perto do festival rs... quando vi a foto fiquei todo arrepiado ! Aaah, se deus quiser um dia vou com o corpo físico nessa parada, mas por enquanto tenho que me contentar em ir com o corpo astral msm rs... BoL ! *
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Quem é o autor?
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15-07-2008, 11:00
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| | Pois é... Gosto muito de ler sobre o Kumbha e sobre toda essa mística hindu. Já estava com a idéia de falar sobre o Kumbha aqui no fórum, mas não tinha material pra poder passar isso por texto. Nisso de pesquisar textos acabei salvando esse relato, mas perdi a fonte. Sei que foi retirado de um blog. Já dei uma caçada na net e realmente perdi a fonte. Vou ficar devendo essa. | 
24-06-2009, 20:50
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| | Re: Kumbha Mela Em 2010, a cidade de Haridwar vai receber um dos mais esperados eventos do calendário indiano: a primeira Maha Kumbh Mela do século 21. Considerado o maior encontro espiritual do planeta, ele reúne em quatro meses cerca de 70 milhões de pessoas.
De acordo com o governo Indiano, o Kumbha Mela em Haridwar acontecerá em Março e Abril de 2010. Mas para os hindus o Kumbha Mela na realidade começa com o festival “Makara Samkranti” (quando o sol entra em Capricórnio, o que acontecerá em 14 de janeiro de 2010), quando milhões de peregrinos e sadhus começam a chegar na cidade. O Kumbha Mela oficialmente termina no dia do banho mais sagrado, que acontecerá em 14 de abril de 2010.
Então o Kumbha Mela na realidade dura pelo menos três meses (de meados de Janeiro até meados de Abril).
Algumas agencias de viagem especializada em peregrinação hindu já estão aceitando reservas pra quem pretende vivenciar todo o ritual do Kumbha.
Por curiosidade estou sondando os preços e vou postar aqui quando receber. | | O seguinte usuário disse valeu para Roosevelt Soares por esse post: | | 
24-06-2009, 22:58
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| | Re: Kumbha Mela Citação:
Postado Originalmente por Roosevelt Soares Por curiosidade estou sondando os preços e vou postar aqui quando receber. |
Faça isso ! (=
haha quem sabe vale a pena$ trocar UP por isso ai
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10-10-2009, 23:52
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| | Re: Kumbha Mela
Sei que poucas pessoas sequer sabem o que sao saduhs e muito menos ouviram falar em Kumbah Mela. Eu adorei o relato, pois tenho uma grande amiga que atualmente mora na França, ela viveu 10 anos na India e sempre me falava da kumbah Mela pois o marido dela ( um frances que ela conheceu lá e na epoca era DJ ) tinha virado saduh e me mostrou videos e fotos, achei o relato muito legal e parece bem aquela idea que temos quando menos informados e mais jovens, da realizaçao de um sonho. E poe sonho nisso... estar numa Kumbah Mela nao é pra qq um... A mente tem que estar pronta e aberta para poder absorver tudo.
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19-03-2010, 14:16
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| | Re: Kumbha Mela
A-há !
sabia que esse tópico ainda existia...
então, lembrei desse tópico essa semana quando recebi por email umas fotos do que tá rolando por lá nesse momento...
Vou botar aqui algumas Kumbha-mela é o maior festival religioso da Índia e, certamente, do mundo. Este festival acontece em quatro locais de peregrinação: Haridvar, Alahabad, Ujjain e Nashik. Ele acontece de doze em doze anos em cada um desses tirthas, isso quer dizer que de três em três anos acontece um Kumbha-mela nos diferentes lugares de peregrinação. Centenas de linhas espiritualistas que seguem o sanatana-dharma, princípios religiosos védicos, têm a oportunidade de se reunir num local e apresentar para a multidão de milhões de pessoas que lá comparecem suas propostas de vida espiritual e auto-realização. Os acampamentos que abrigam os diferentes ashramas somem de vista numa área enorme às margens de diversos braços do rio Ganges. A organização desses festivais Kumbha-mela é de uma eficiência impressionante para atender milhões de pessoas ao mesmo tempo. Em todo lugar há eletrificação, água potável, saneamento, segurança, limpeza total e outros serviços. Dentre os acampamentos do Kumbha-mela, alguns são bem simples e outros opulentos. Esse grande acampamento de um ashrama dos Himalaias foi muito bem elaborado com materiais naturais: bambu e palha dourada. No interior do grande recinto, um interminável agni-hotra conduzidos por brahmanas era executado simultaneamente em 108 arenas! Esse é o yogi mahanta do ashrama dos Himalaias que conduzia o agni-hotra_ Balak Yogesvara Das. O Das de seu nome indica a orientação Vaishnava. Aí vemos a fachada do bem montado acampamento dos Brahma-kumaris. Uma das muitas atrações do acampamento dos Brahma-kumaris era esse enorme boneco que respirava, roncava, se mexia, levantava e falava. A princípio estava dormindo em tama-guna. Após receber boas instruções, ficava desperto e iluminado. Bem interessante.
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20-03-2010, 17:23
|  | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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| | Re: Kumbha Mela Esse tópico me lembra muitas coisas boas! | 
20-03-2010, 21:39
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| | Re: Kumbha Mela Kd as fotos ????
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