Para responder a essa pergunta creio que, primeiramente, devemos conceituar "consciência" senão caímos no equívoco de falar sobre coisas que, efetivamente, não sabemos do que se tratar.
Consciência nunca pode ser explicado de maneira absoluta, tendo em vista que toda consciência é consciência
de alguma coisa. Há a necessidade portanto de algo distinto dela mesa. Mesmo a semântica entende da palavra latina
conscientia um conhecimento de algo partilhado com alguém.
Existe uma
consciência psicológica que é uma percepção imediata do sujeito do que se passa nele ou mesmo fora dele. É dita a consciência espontânea.
Por outro lado existe a
consciência reflexiva, do retorno do sujeito a sua impressão primeira, o que lhe permite distinguir seu Eu de seus estados psíquicos.
Freud estipula na sua teoria do inconsciente como a consciência é imcapaz de conhecer a si mesma, engendrando a
consciência como mentira.
Citação:
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A questão aqui é a ambigüidade e idolatria radical de uma realidade simulada que tende a se tornar indiscernível da realidade “real” ou realidade que predomina.
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Nesse caso temos a dificuldade do sujeito em seu campo psicológico de refletir, de discernir razoávelmente a respeito do conhecimento de si e do que está ao redor.
Hegel fala da idéia de consciência infeliz, do homem que apesar de pensar, ter idéias, sobre o divino não conseguir pôr em
prática esse conjunto de idéias para vivê-lo. Aqui a consciência esta fazendo uma reflexão,isto é, uma volta sobre si mesma.
Citação:
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Um jargão então é apresentado pelos especialistas como uma percepção objetiva cujo qual ninguém é realmente capaz de argumentar e que ao mesmo tempo é intraduzível para a experiência comum. O sujeito é chamado a decidir, mas novamente, ao mesmo tempo, recebe a mensagem de que não está em posição efetiva de decidir, de pesar objetivamente os pros e contras, ficando as “teorias paranóicas”, como medida desesperada de resgatar um mínimo de mapeamento cognitivo, e de imediato, o ato ritualizado da ingestão compulsiva de substâncias, cada uma com seu fetiche mágico de expansor.
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Essa colocaçao acima para mim está perfeita, e acho que responde da melhor maneira a pergunta do tópico.
Ai está a profundidade da questão: Será que o uso de psicotrópicos ou qualquer outra alteração da minha consciência primária ou psicológica me permite ter consciência reflexiva, tendo em vista que é causada, isto é, o sistema nervoso é usado passivamente, provocando distúrbios na capacidade mesma de refletir - racional. Como posso, então, refletir conscientemente se as ferramentas, a logística para tal está deturpada.
Bom, poderíamos argumentar que
depois, do processo alucinatórico, eufórico ou depreciativo poderia-se relacionar os estados psicológicos e fazer uma reflexão cognitiva do sujeito sobre si mesmo. Nunca durante.
Mesmo assim é complicado, pois discernir o simbólico a partir de um conjunto de formas, ou sistemas descolado, quero dizer, posterior,
próprio, é impossível. Não se pode visualizar signos descolados de seu contexto microcósmico, determinado. É como querer entender os aborígenes de um ponto de vista acadêmico-ocidental(judaíco-cristão).
Não vamos entender nunca, realmente, o que se passou, e a questão aqui não é simplesmente entender, mas acima de tudo relacionar, pois informação descolada de contexto, nesse caso, psicológico, nunca irá produzir conhecimento.
Citação:
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o problema é que a realidade esta se tornando paranóica, que se baseia numa ficção simbólica.
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Creio que, na verdade, a realidade sempre foi uma "ficção simbólica" já que você colocou nesses termos. A realidade é a
própria consciência seja ela em seu sentido mais primitivo ou mais relexivo. Cultura é a
própria representação simbólica, muitas vezes não-reflexiva (nas sociedades mitolócias), outras mais objeviva-demonstrativa (sociedade moderna-científica).
Talvez o grande problema hoje seja da apropriação da objetividade como verdade e a necessidade, digamos, mítica do indivíduo estar nas mãos da mídia que cria os mitos modernos e os artifícios de pertencimento simbólicos que nos atraem (ex: princesa Diana, super-homem, propagandas etc, etc).
Citação:
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Expansão da consciência é percepção e direcionamento.
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Quando o Orion diz isso, entendo, que a dita expansão de consciência não esta relacionada, necessariamente, com o conceito reflexivo de consciência, tendo em vista de que percepção pode ser alterada e direcionamento é algo subjetivo, isto é, depende de um para quê, para onde, e esse pode ser qualquer coisa, até instintivamente.
Mas se ele está falando do conceito de consciência reflexiva, creio que seja impossível alguma finalidade através dos meios de alteração de consciência. Não que seja impossível promover uma finalidade positiva(quando digo isso entendo como positiva algo que desenvolve o humano individualmente e socialmente no sentido daquilo que promove a espécie e a
manutenção da vida) através de alteração de consciência, mas nunca em um sentido reflexivo, mas sim primário,
pré-lógico, o que pode se tornar lógico. E aí sim pode-se promover transformação, finalidade positiva, sempre através do pensamento concatenado, linguagem.
Cabe saber que para quê é esse, que finalidade é essa. Como ele colocou no início do post:
Citação:
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A função da expansão da consciência depende da finalidade primária pela qual você a busca.
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A minha idéia como explicitei anteriormente vai ae encontro a essa reflexão:
Citação:
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Em seqüência, esse sujeito se torna consciente de que é capaz de vagar por entre realidades, de uma para a outra, como um fantasma consciente.
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Coloco: Será que eu posso discernir reflexivamente experiências "alteradoras da percepção"? Creio que não. Elas não são discerníveis pela função racional, logo, estaria em uma primeira fase de consciência, uma consciência psicológica.
Posteriormente, se a memória permitir, posso fazer uma reflexão a partir dessa experiência, no entanto, sem bases seguras, tendo em vista que a experiência às vezes não pode ser traduzida por uma linguagem lógica, a base de qualquer reflexão. Fica somente uma experiência, uma imagem mental.
É perfeito a imagem de "fantasma consciente" tendo em vista que esse "vagar pelas realidades" não permite discernir racionalmente elas mesmas.
Fica difícil achar a
Citação:
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função que ela exercerá na execução do plano.
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se a imagem no espelho é distorcida. Se a minha
própria capacidade consciente está em um nível
pré-lógico, ou proto-consciente(perdoem o neologismo).
Fica sem um para quê. Que só é dado quando passo a pensar reflexivamente, criticamente.