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Papo Cabeça Assuntos interessantes e não necessariamente relacionados ao trance.

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Antigo 19-04-2011, 17:52
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Padrão Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Quase que me sentindo um pecador assustado dentro de um confessionário escuro úmido e empoeirado confesso que não sou muito chegado ao mundo virtual que dominou as cabeças (ocas?) desse mundo moderno.
Há alguns anos atrás quando me perguntavam sobre o meu Orkut eu achava graça. Coisa de Nerd mesmo. Hoje a pergunta evoluiu, o Orkut passou a ser coisa de gente atrasada e o novo mantra progrediu no mesmo tema, porém sem sair do tom:

- Qual o seu FAICE?

E diante da naturalidade em que respondo que não gosto disso sou obrigado a responder a segunda pergunta:

- Como assim você não tem FAICE?!

Evidentemente a segunda pergunta vem acompanhada de um olhar fuzilador, uma careta estranha e um ar de decepção.

Mas vocês acham que esse diálogo de profundo mau gosto para por ai? Evidente que não. A seqüência dos fatos se da numa combinação de golpes que vem da direita, da esquerda, por cima.... Até golpe baixo rola!

- Cara você tem que fazer um FAICE urgente. Nele eu reencontrei meus amigos de infância (que amigos são esses que você ficou 10 anos sem ver e sem falar? São amigos mesmo?). Já arrumei 450 empregos com ajuda do FAICE e por conta dele conheci 990 mulheres. Todas querem me dar!! Virtualmente já comi várias delas, mas ainda não conheci nenhuma delas no plano real.

Novamente confesso que a seqüência desse tipo de conversa resulta em uma profunda sensação de não saber o que se passa na cabeça desses viciados em FAICE, espanto e, por fim, um pouco de enjôo. Como poderia ficar diferente ao perceber que o individuo acha que uma rede social virtual é a saída do mundo moderno, a chave para abrir todas as portas, o caminho para o sucesso?

Na moral, ainda bem que estou ficando velho. Ainda bem que o que me diverte é o toque, a fala, o carinho, a realidade real...

Interessantíssimo é perceber que nesse mundo virtual do amigo de toda hora FAICE, o mundo é de faz de conta, todos são felizes e tudo da certo. As fotos são sempre no melhor ângulo e escolhidas a dedo. Fotos em que eu apareço todo amassado, com cara de sono ou com cara de poucos amigos é terminantemente proibido, afinal nesse mundo de faz de conta a realidade é outra. No FAICE não existe nada além da minha perfeição virtual. Só entra quem eu deixo entrar ao mesmo tempo em que eu fuxico a vida de tudo e todos. O que mais eu posso querer? To no meu direito de viver minha perfeição e ainda por cima determinar quem pode ou não usufruir de minha perfeição.

É lindo, é maravilhoso é FAICE, é internet!!!

Mas vocês acham que acabou por ai? Vocês acham que eu vou viver meu mundo dos sonhos apenas entre 4 paredes?
Não!! O mundo não é o bastante para mim e eu quero é mais!! Agora eu tenho em mãos um super, hiper, mega celular que tira foto, tem agenda, jogatina, teletransporta, serve café, entra no FAICE e, dependendo do lugar, pode completar uma ligação.

Mais uma vez convido ao raciocínio.

O cara vai pra rua, pra festa, pro cinema, vai viver o mundo real. Mas isso não mais interessa. O que vale é o virtual. Portanto quando eu saio pra rua, eu levo minha passagem pro mundo virtual. Resultado: o Mundo real virando um resquício de virtualidade idiota. Agora meu amigo está na minha frente, mas eu não falo com ele, eu mando um post no FAICE. Muito melhor! Pra que gastar minha voz se eu posso mandar um recado muito mal redigido acompanhando de um vídeo que vale mais do que mil palavras?

Que esse mundo ta muito louco D+ agente já sabe. O que não sabemos é o limite de tanta distorção.

Juro que achei possível imaginar aonde vai dar tanta superficialidade junta, mas após uma campanha de uma empresa de telefonia celular desisti de qualquer prognóstico.

“ela é uma gatinha, mas é ruim de internet”

PQP! Para tudo! Freia essa porra que eu quero descer!

Os malucos, adeptos preferencialmente do mundo virtual, conseguiram o inimaginável!
Hoje é mais importante você ser bom de internet do que bom de cama. Melhor ser bom de internet do que bom de papo. Melhor ser bom de internet do que viver verdadeiramente.

Será o fim dos tempos? Claro que não, isso já aconteceu tem algum tempo. Tire a rede mundial da mãos de muitos e veja o que acontece.

Pra ilustrar vou exemplificar:

Estava eu curtindo o mundo real no carnaval. Estava eu no Bagalafumenga curtindo muito. Bebendo, namorando, conversando e conhecendo gente nova. Show de bola! Vida de verdade! Até que tenho que me deparar com o ridículo virtual.
Fui comprar uma cerveja em um dos bares da Antártica no bloco (era um bar sobre rodas no formato de uma grande lata de Antártica). Estava seco para beber uma latinha. Chegando ao bar vi que todos estavam pedindo cerveja e o vendedor gritando que acabou. Como eu vivo no mundo real, mundo das pessoas de carne e osso, cheguei perto do vendedor e falei baixinho, quase que mimando o cara: Pó, irmão, acabou mesmo a cerva? Não tem nenhuma? E o vendedor confirmou a seca. Entretanto como eu falei com jeito ele brincou comigo e fez uma piada qualquer que não lembro. Começamos a rir juntos, pois era carnaval e tudo era festa! Nesse exato momento me chegou um paulista com um celular na mão (acho que paulista e celular na mão não é mera coincidência) ameaçando o vendedor por estar me dando atenção.

- Ai, a cerveja acabou? To vendo a conversinha ai! Se liga mané, arruma uma cerveja pra mim também se não vou tuitar (sei lá como se escreve esse verbo virtual)!!

Acreditem, ele falou em um tom extremamente ameaçador.

Não pude evitar e num deboche danado falei:

- Ai amigo, bate uma foto nossa (minha com o vendedor) nesse celular fodão, manda pro meu e-mail e depois disso para de encher o saco!

O paulistinha de faz de conta entendeu que estava no mundo real, meteu o rabo entre as pernas e saiu fora resmungando para ele mesmo.

Acredito que nesse mundo moderno o paulistinha é o cara e eu sou o “ruim de internet”.

Graças a Deus!!

Antes uma pessoa real do que ser “bom de internet”.

Antes a paudurescencia real e antiga do que a broxiche moderna do “bom de internet”

Será que a mulherada e todo o resto do mundo ta preferindo o “bom de internet”?

Melhor rir pra não chorar.....

Desculpa ai se doeu em você, mas desse mundo moderno que promete a vida sem limite só posso entender que a internet está cada vez mais afastando as pessoas de seu destino.


PAZ
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Antigo 19-04-2011, 20:49
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Belo post Jan!! Ótimo momento pra postar isso!
Mas eu penso de uma forma uma pouco diferente...

Pra mim internet eh como o dinheiro e como as drogas, são neutros!
Vai da forma como cada um conduz isso na sua vida...
E acho q a palavra mais importante nesse contexto é PRIORIDADE!
Qual a prioridade que vc dá pra internet na sua vida??

A internet eh um meio de comunicação sensacional!!! Hoje vc pode trocar informações com um kra do outro lado do mundo em tempo real!! Isso acelerou e MUITO o desenvolvimento da tecnologia moderna e td o resto!! O movimento democratico do egito foi mobilizado, pasmem, pela internet! (Até onde tem dedo da CIA ai não vem ao caso). Vc mesmo Jan, eu conheci na internet, ja nos encontramos pessoalmente varias vezes, e pela internet podemos estreitar nossos laços...

Mas tudo em excesso faz mal, TUDO!
As pessoas tem akele eterno desejo conduzido pelo ego de se fazer importante e ser reconhecido como tal. Precisam expor seus pensamentos, e precisam de reações quanto a isso. Muitas pessoas são tímidas na vida real, enquanto na internet podem se expor sem pudor, e outras simplesmente não vêem graça no mundo físico, real, simplesmente preferem o virtual...

Só acho q devemos ter cuidados, com tds esses atrativos q a internet nos oferece, e dar prioridade ao que realmente eh fundamental no nosso dia-a-dia. A internet pode ter retardado muita gente, mas eh akilo como falei, vai de cada um conduzir sua vida virtual sem afetar sua vida real...
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"Se cada um fizesse a sua parte, ao invés de tentar mudar o mundo inteiro; que bem isto realmente seria em prol do mundo."
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Antigo 20-04-2011, 13:25
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Fala Flek

É isso mesmo que tu falou. Tudo tem que ser bem dosado.

Ninguém fica sem internet hoje, mas tudo tem limite. E acho que esse limite já se perdeu tem tempo.

É aquilo né. Te conheci pela net, mas a primeira coisa que falei foi:
Vamos nos encotrar? Bora trocar uma idéia de verdade?

Longe de mim achar que eu posso ser amigo de verdade de alguém que so conheço através do monitor de um computador.

Salve a tecnologia, mas salve em dobro tudo aquilo que é verdadeiro.
Mundo de faz de contas não me seduz.

PAZ
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Antigo 20-04-2011, 18:29
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Pô, eu discordo Jan! (apesar do excelente texto)
Acho que tem hora pra tudo, até mundo de faz de conta. Concordo que se isso começa a ser mais importante do que a vida real aí ja é doença mesmo, mas os méritos da web são inquestionáveis... Principalmente para artistas, pessoas com gostos estranhos e/ou deslocadas na vida real. A web oferece oportunidades destes se encontrarem, trocarem e até criarem juntos. Coisa antes completamente impossível! Para estes a vida virtual trouxe oportunidades unicas!

Me lembro da época que eu comprava CD de Metal baseado em review de revista gringa que demorava meses para chegar (sem contar o próprio cd, que uma vez comprado demorava mais ainda). Hoje não só eu posso comprar digitalmente (e ter na hora) como eu posso conhecer um mundo de novas bandas e musicos que antes seria improvavel de ter contato. Não só isso como eu posso entrar em contato com o próprio musico da banda louca, o que antes parecia inatingível. Sim, existe uma perda de romantismo nesse processo, mas acho que é uma troca justa.

Enfim, sou meio suspeito tambem, sou um amante da web! ;-)

abx
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Antigo 21-04-2011, 10:16
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Fala ai Fict

O texto não aborda as reais funções da rede mundial.
Quanto à isso não tenho nada contra. Claro que eu compro um CD raro pela net, claro que uso e-mail para trabalhar.

Esse é o papel da rede...

O que o texto aborda é essa intenção de boa parte da sociedade de deixar a vida real de lado por acreditar que o plano virtual substitui o que necessariamente deve ser palpável.

Achava que era obvio, sexo virtual não existe. Mas a empresa de telefone me provou que tem muita gente que acha melhor transar pela webcam......

Faço questão de continuar a ser "rum de internet" e não depender de computador para ser o que sou.

PAZ
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Antigo 24-04-2011, 13:23
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Não vejo as coisas assim tão drásticas. Uso internet desde minha adolescência e ela me ajudou muito, muito mesmo. Mas entendi que você se refere exatamente ao abandono do “real”. Eu questiono um pouco isso, o que é real pra você talvez não seja real pra mim e acho que inclusive a internet, o virtual, ajuda a equilibrar algumas dessas diferenças e cria uma realidade mais real até. Escrevi um pouco sobre isso em 2009 depois de ler uma matéria interessante Geração [Ne].3s2.3p2

Mas é claro que tem seus males. Conheço gente que só se socializa, por exemplo, com pessoas de mesmo padrão de comportamento, pensamento e que principalmente concordem sempre um com o outro - um estreitamento. Gente que tem medo de não saber das coisas, de ficar sem o google e cair mofado no chão tipo jaca podre..

No Festival do Rio vi um documentário (We Live in Public) sobre o Josh Harris, um dos precursores do voyeurismo virtual, em que na virada do milênio ele constrói cerca de 300 cápsulas num espaço subterrâneo no coração de Nova York e convida pessoas ilustres, tipo a diretora do MOMA, para viver lá por 30 dias, tendo toda a vida dessas pessoas exibida na internet e na TV, 24 hrs por dia. Tipo que o cara distribui drogas lá em baixo, porque lá existem regras próprias, ele da festas, cria ambientes tipo uma área cheia de armas pra galera sair metralhando as coisas quando ficasse com raiva ou por puro entretenimento e com o tempo as pessoas surtão muito com todo esse exibicionismo. É tudo muito doentio.


Sei lá. Gosto de viver nesse tempo, por mais que não concorde com muita coisa. Agora, o que está me chamando atenção não são os jovens que estão trocando o mundo real pelo virtual não, são os mais “velhos” invadindo o mundo virtual. Tenho parente de 80 anos com facebook. Eles não sabem lidar com isso... se chocam com fotos, com frases, vídeos, referencias, eles definitivamente não sabem interpretar emoções como “brincadeira, ironia, maldade” através de letras amadoras. O contato que eles têm com letras é através de grandes escritores, profissionais em conduzir o leitor ... o que tenho visto de brigas, fofocas, inimizades, ressentimentos, por coisas bobas, jamais tinha mesurado o quanto eles estão despreparados e vulneráveis nesse meio. O irônico é que eles antigamente queriam receitar os filhos, diagnosticar alguma doença, só por ele viver intensamente o mundo virtual, agora eles estão na mesma posição.
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Antigo 26-04-2011, 21:29
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Fala Roos

Perder a noção da realidade é perder humanidade.

Trocar o real pelo virtual, para mim, também é perder a humanidade.

O mundo virtual não te proporciona a troca direta entre os seres, só entre "perfis".

Um maluco é capaz de ficar 8 meses se relacionando com o mundo pela rede, perdendo o referencial da realidade, se munir de informações e conecções e por fim matar 12.

Crime religioso? Sim. Maluquice de um abandonado? Evidente. Entretanto um crime que só aconteceu com muito suporte da internet e com as consequencias no ser humano que só a falta de referência real pode criar.

Eu tenho 70 Kg e me considero leve, mas não um peso pena. Só posso ter essa noção depois de conviver em sociedade e ver que tem gente de 120 kg e gente de 45kg.

Tranporte esse raciocínio para um questionamento:
Eu sou calmo? Eu sou tolerante? Eu sou engraçado, arrogante?

Só tem um jeito de se saber isso. Através da comparação entre meus semelhantes. Esse é o conceito social mais velho do mundo e hoje em dia o mais esquecido....

O que acontece é que no mundo virtual não temos como nos enteder (nos comparando). Ai a realidade escapa de nossas mãos em fração de segundos.

Nesse mundo que está virando virtual as relações estão acabando, as referências estão indo pro espaço e, consequentemente, a capacidade de se enteder também.

Estamos vivendo um colapso social e nego postando fotinha no melhor ângulo e dizendo ser o mais feliz do mundo. Mesmo sem conhecer o mundo.

A questão é complexa D+. Nem quero entrar no mérito de como essa nova ordem vai afetar a cabeça de crianças que ja nasceram dentro de uma realidade paralela sem a menor ferência para se entender.

Vai dar merda......

Veja só Roos, você acaba de me citar um cara que diz fazer arte metendo uma galera num sub-solo e filmando 24 horas por dia. Isso não é um BBB tamanho família? Virou arte isso? BBB é arte? Voyeurismo virtual agora é arte?
Nossa senhora... Vou mandar a diretora do MOMA (um dos meus museus preferidos. Toda vez que vou lá volto com uma camisa) apreciar uns Mondrians que tem por lá pra ver se ela se sente mais feliz...
Realmente é doentio.... Já ja, nesse contexto, a pintura, literatura, música fica pra depois. O que vai valer é a "arte" virtual.

Estamos nos distânciando do teriamos que ser....

Salve o virtual! O real fica pra depois....

PAZ
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

As vezes eh necessário um 'tapa' na kra pra perdemos menos tempo com o virtual e aprendermos a apreciar mais o sensorial(real é mt relativo).

Mas se isolar da rede só é funcional pra quem não depende de relações sociais crescentes pra viver...

Volto a dizer q a internet como as drogas e o dinheiro são neutros, nós damos os rumos, e numa sociedade onde pouco se investe no fortalecimento da personalidade de uma pessoa, estamos caminhando para um mundo cada vez mais mecanico, fútil e fugaz...
Sobre tds esses pontos que vc citou, pra mim o buraco eh mais embaixo, a internet não é a vilã da história...

Jan, ja leu Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley?? Ele parece q está descrevendo o nosso futuro!! E olha q na época q ele escreveu o livro nem existia internet ainda!!
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Antigo 27-04-2011, 11:54
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Eu tenho uma relação nem íntima com a internet. Sou usuária a anos, boa parte dos meus amigos reais de hj vieram dela.

Acho ótimo o uso da internet móvel, me quebra galho todos os dias. Faço parte dessa galera que posta só as fotos bonitas no facebook e relata o dia a dia no twitter. Mas acho lamentável perder o olho no olho, deixar de curtir as risadas audíveis pra rir somente rsrsrs...

Acho meio bizarro quando estou no meio de uma roda de amigos e vejo as pessoas conversando via twitter, em vez de conversar ali mesmo na mesa... rs E acreditem, eu vejo isso todos os dias. Semana passada fui a um show com amigas e acho q elas mal viram o show, de tanto que ficaram com o celular na mão, fazendo sabe se lá o que...

Mas é bom saber que ainda existem pessoas que valorizam o real, sem desdenhar das boas facilidades do mundo real.

To adorando o debate.
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Antigo 28-04-2011, 12:24
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Padrão Re: Mulherada prefere o broxa ao “ruim de internet”

Flek

É isso mesmo. Internet sozinha não faz nada. O problema é do ser humano que está agregando valor d+ a uma ferramenta.

Gi

Essa situação de pessoas no mesmo local e conversando pela internet, assim como pessoas que passam a noite toda de celular na mão, como se fosse seu melhor amigo acontece toda hora.
É bizarro mesmo, surreal.....

PAZ
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