O PMDB cobra a fatura do Planalto. De acordo com a cobertura dos principais jornais, o maior partido da base aliada se rebelou na Câmara, onde
exigiu nomeações de cargos para aprovar a CPMF. Já no Senado, sob o comando de Renan Calheiros, o
partido derrubou a MP que instituía a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, destinada a Mangabeira Unger. Nota do
Painel (Folha) divulga a piada que se faz do caso: a secretaria de Mangabeira virou de curto prazo.
Na Câmara, segundo noticia a manchete do
Estadão e matéria no
Globo, os aliados só avançaram com a votação de emendas da CPMF após o governo
prometer uma das diretorias da Petrobras ao PMDB. De acordo com as reportagens, o nome mais indicado é do mineiro João Augusto Fernandes. O Estadão ressalta que, com a promessa do cargo, a bancada governista se esforçou em diminuir ao máximo o número de votações necessárias (de 36 para 11) e de destaques para concluir o primeiro turno.
O golpe mais duro, no entanto, foi no Senado. Reportagem do
Valor sustenta que o veto à MP que instituía a secretaria de Mangabeira e provia outros cargos, foi um
ato de desagravo e demonstração de força de Renan Calheiros, em
retaliação à postura da bancada petista nos processos contra o presidente do Senado.
Outra motivação para a rebelião está na aprovação pela CCJ do projeto que acaba com o voto secreto para sessões de cassação de mandato. Segundo matérias no
Valor e
Estadão, o tema passa agora para discussão em plenário e
faz parte do acordo entre oposicionistas e aliados, sem a participação de Renan, para suspender a obstrução na Casa.
A CCJ também iniciou ontem a análise do projeto que propõe o
afastamento de senadores em investigação da Mesa Diretora, da presidência de comissões, do Conselho de Ética e da corregedoria. De acordo com o
Estadão, porém, um acordo entre os parlamentares adiou a discussão do projeto para a
próxima semana, após o pedido de vista coletivo
fonte: Termômetro de Poítica e Economia
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O que dá mais raiva além dessa contribuição provisória eterna é que esses políticos não votam pq são a favor ou contra a CPMF, eles votam pq recebem cargos. Pra mim é a mesma coisa que o mensalão, mas ao invés de receberem dinheiro, eles recebem cargos em estatais, ministérios etc