| Papo Cabeça Assuntos interessantes e não necessariamente relacionados ao trance. |  | | 
26-06-2008, 19:36
|  | Roberto | | Registrado em: Oct 2006
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| | Osho A semente de mostarda volume 2
__________________ "Tudo o que você diz sobre os outros nunca diz respeito aos outros e sim a você mesmo" Osho | 
27-06-2008, 13:15
|  | Força e Honra | | Registrado em: Aug 2004
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| | "Comandante CHE" Comantante, líder e estrategista, 1956-1967 Paul J. Dosal Editora Globo Não é mais uma biografia do Comantante, apenas um estudo detalhado do guerrilheiro como estrategista e comantante. Estuda seus feitos e erros que o levaram a morrer na Bolívia.
__________________ Ao nascer, uma parede é posta sobre nossos olhos, para que não possamos ver além dela. É onde a verdade de todos nós fica. Quebre-a !! :matrix: Não ha vitória sem sacrifício! | 
06-11-2008, 17:35
|  | C'est la vie! | | Registrado em: Jul 2007
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| | O Colecionador de Ossos Jeffery Deaver Criminologista brilhante, Lincoln Rhyme é um gênio da investigação médica forense. No entanto, sua carreira é interrompida por um terrível acidente, que o deixa tetraplégico. Mas mesmo completamente arrasado física e emocionalmente, ele acaba se defrontando com o maior caso de sua vida- um assassino diabólico que ataca vítimas inocentes nas ruas de Nova York. Rhyme é o único que pode detê-lo, mas para isso terá de colocar todos seus conhecimentos à prova. Para ajudá-los, ele conta com a bela detetive de polícia Amélia Sachs, que o ajuda a desvendar um labirinto de pistas para tentar evitar o próximo crime hediondo do Colecionador de Ossos. ********************************* Já terminei há umas semanas, mas achei válido postar aqui. É uma leitura bem interessante, que cumpre seu papel de entreter. Após ver o filme Seven, há anos atrás, que inaugurou esse estilo "policial fodão atrás de um assassino em série louco, cruel e inteligente", todos os outros se tornaram repetitivos. Mas antes eu só havia apreciado esse tipo de trama no cinema. Esta foi a primeira vez através da literatura. E gostei bastante. :thumbsupu
__________________ (`'·.¸(`'·.¸ ¸.·'´) ¸.·'´) ««`'·.¸.¤ Vivi ¤.¸.·'´»» (¸.·'´(¸.·'´ `'·.¸)`' ·.¸) "Um trancer sabe que é livre para escolher: passa noites de insônia, interroga-se pelo sentido da vida, sobre o que é definitivo e o que é passageiro, questiona as aparências, as fórmulas, as opiniões dos outros, se vale a pena tanto esforço... é, então, capaz de largar tudo e correr para a aventura porque resiste a viver um papel que os outros escolheram para si. As suas decisões são sempre tomadas com coragem e loucura, inventando novas coreografias, ao sabor dos ritmos cósmicos, de noite ou de dia, à luz ou às trevas, no inverno ou no verão... dança, dança..." :¤:•.¸¸.• A Arte de Ser Trancer •.¸¸.•:¤: |  
06-11-2008, 20:52
|  | Sawabona Shikoba | | Registrado em: Mar 2007
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| | Os Sete Minutos - Irving Wallace “Descrever um assassinato não é crime. Cometer um assassinato é. Fazer sexo não é crime. Descrever o sexo é.” A trama em si gira em torno da prisão de Ben Fremont , um livreiro acusado de vender material obsceno, no caso o livro Sete Minutos, de J J Jadaway, considerado pela Igreja Católica e os sensores da década de 30 como o mais pornográfico e pervertido livro já escrito. Para defendê-lo, entra na roda o advogado Michael Barrett, secundado pelo seu sócio Abe Zelkin. Sua missão: provar que o livro não é nada do que a censura prega. Contra ele está o promotor público Elmo Duncan, apadrinhado pelas maiores companhias de comunicação do estado, que querem fazer dele um novo senador dos EUA.
Como agravante, Jerry Grifft, o filho de um conhecido herói local, se envolve em um crime de estupro e põe a culpa no livro pornográfico que havia lido recentemente. Adivinhem de que se trata. Sim, o próprio Sete minutos. A obra fictícia de Jadaway que relata os pensamentos de uma mulher durante os sete minutos de uma relação sexual. Cada capítulo corresponde a um minuto do ato. Durante a obra, em pleno êxtase, a protagonista imagina-se transando com figuras ilustres, inclusive o filho de Deus e Lincoln. Aos mais animados, essas cenas não estão descritas no livro em si, apenas citadas durante seu julgamento.
Mas engana-se quem acha que os Sete Minutos é um livro apenas sobre sexo, jurisprudência e advogados inteligentes. É antes de tudo, um livro sobre a liberdade de expressar-se. O autor, Irwing Wallace, coloca claramente sua opinião sobre a censura burra e puritana que imperava nos EUA na época, e que lentamente está assombrando nossa propaganda e mídia nos dias de hoje, aqui no Brasil.
É impossível ler e não se indignar quanto as atitudes tomadas pela mídia em favor da acusação, as inúmeras boas provas que se perdem por cobiça e corrupção dos envolvidos no julgamento, e com o pré-conceito que todos carregam quando o tema exposto está além do conveniente. Se tiverem chance de correr os olhos sobre essa obra, agarrem. Respirem fundo e mergulhem no mundo sórdido de os Sete Minutos.
__________________ Feliz é quem tem a oportunidade de sentir o silêncio e buscá-lo através dos atos de sua vida. |  
06-11-2008, 23:03
|  | Dura Lex Sed Lex | | Registrado em: Jul 2005 Localização: Fugi de casa . Só que eu já morava sozinho !
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| | Memória de minhas putas tristes “Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio.” GARCÍA MÁRQUEZ, Gabriel. Memória de minhas putas tristes. Record. 2005.
__________________ Plurallis "Qui desiderat pacem, praeparet bellum". |  
07-11-2008, 13:19
|  | MODERADORA | | Registrado em: Mar 2007 Localização: Neverland
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| | Hannibal - Thomas Harris O Dr. Hannibal Lecter, personagem interpretado por Anthony Hopkins, em 1991, em O silêncio dos inocentes, reaparece em Florença, na Itália, onde retoma a série de crimes marcados pela brutalidade e pelo canibalismo. HANNIBAL, livro de Tomas Harris, parte da última imagem do filme - Lecter, foragido, em um paraíso tropical. Na seqüência, descobrimos que o país fora escolhido pelo doutor não só pela fama de receber criminosos, mas por ter excelentes cirurgiões plásticos: o Brasil. ================================================ Estou chegando na metade do livro, mas já identifiquei que é o tipo de leitura Elma Chips, impossível ler um só hehehe. A riqueza de detalhes do livro supera e muito o que já foi visto no filme e leva o leitor para dentro da história de uma maneira surpreendente, para quem gosta deste tipo de livro/filme é uma ótima opção para o FDS chuvoso rS*
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>>O maior erro do ser humano é tentar tirar da cabeça quem não sai do coração<< A vida é um eco. Se não gosta do que está recebendo, observe o que está emitindo. ______________________________________________ O Plurall.org é a nossa casa virtual. Tem dúvidas? Use a ferramenta pesquisar. Não achou o que procurava? Pergunte, fale com a moderação ou traga o assunto. Interaja. Não tenha medo de expor sua opinião. Somos todos UM! paula@plurall.org |  
13-11-2008, 16:37
| | Junior Member | | Registrado em: Apr 2005
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Ae galera,
Faz muito tempo que não entro aqui no forum, mas dando uma fuçada cheguei nesse tópico, ótima iniciativa! :thumb:
Eu sempre fui devorador de livros. Acabei de ler '1876', de Gore Vidal (é histórico, impressionante a semelhança com a roubalheira da eleição do cowboy Bush..), que estava dando mole aqui na estante.
Agora achei um tal de "Dentro da Companhia - Diário da CIA" de Philip Agee. È do Circulo do Livro (de 76), não sei é veridico (ou sofreu censura tupiniquim), mas é um suposto diário de um funcionário da CIA agindo nos anos 60 na AL, até onde li no Equador. Mostra como eles influenciavam (influenciam?) a política, a mídia, etc: tudo contra os comunistas russos comedores de criancinhas.
Assusta que ao pensar na história brasileira recente (golpe milico de 64, eleição globeleza do Collor, etc) a paranóia vai longe... :wacko: O livro em si, de tão detalhado (organogramas, nomes, etc) chega a ser meio lento, beirando o chato. Mas sabe-se lá que curiosidade minha já me levou até a pag 197 (de 600, + 50 de Apêndices!)
Só agora reparei que ando numa fase meio 'histórica'. Antes desses li "Memorial do Convento" do Saramago. Estranho... :blink:
Não sei é é contra as regras do forum (sorry se for), mas sempre tive essa mania estranha de escrever. Quem quiser dar uma olhada: rafaisthematrix.blogspot.com Tenho tb um espaço no 'Recanto das letras'...
Paz!
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19-11-2008, 17:31
|  | ADMINISTRADOR | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Plurlândia
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Terminei de ler agora: Entre Quatro Paredes - Sartre
É uma peça de teatro que parte da idéia de que o inferno não possui lava, diabo ou grilhões, são simplesmente 3 pessoas dentro de um quarto, onde a vida segue sem interrupção, não dormem, não comem e não fazem necessidades.
O tormento está na consciência uns dos outros, nos questionamentos, nas conversas e na tortura que a propria consciência representa pra cada um. A frase famosa do livro é? "O inferno são os outros" e no livro fica bem claro que são mesmo....
Pra que lava, tridente e chicote se a consciência de um pode atormentar o outro por toda eternidade?
Enfim, pequeno, fácil de ler .... vale a pena...
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21-11-2008, 10:14
|  | Sawabona Shikoba | | Registrado em: Mar 2007
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| | Ainda não comecei a ler, mas deixo aqui um resumo de um livro que parece ser muito interessante.
Os Paraísos Artificiais (CHARLES BAUDELAIRE) Os etéreos “néctar e a ambrosia” eram bebida e alimento dos deuses.
Ao mortal que ousasse os ingerir era destinada a glória dos olímpicos
ou, em desmedida, a bestialidade humana. O uso freqüente de substâncias que alteram a percepção consiste num perigoso exercício que aniquila a liberdade, tão cara a dignidade humana. Traremos as impressões de um espírito refinado e singular, que fez uso dessas emanações vegetais nos legando, numa lúcida experiência, a análise dos efeitos misteriosos e dos inevitáveis riscos que resultam de seu uso prolongado. O poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867), famoso por sua magnífica Obra “As flores do Mal”, reunindo-se com os amigos no luxuoso Hotel Pimodan, desfrutou do haxixe (cânhamo indiano, cannabis), do ópio e do vinho. As propriedades excitantes do cânhamo eram bem conhecidas do Antigo Egito e seu uso era muito difundido, sob diferentes nomes, na Índia, na Argélia e na Arábia Felix. Em “Paraísos Artificiais”, o poeta relatará sua aventura sem, no entanto, deixar de falar sobre os “esforços sobre-humanos de vontade que lhe foi necessário empregar para escapar à danação a qual ele, imprudentemente, se havia devotado”. Baudelaire considera que é mais importante conhecer a ação do veneno sobre a parte espiritual do homem: “Se naturezas grosseiras e embrutecidas pelo trabalho diário e sem encanto (refere-se a “embriaguez mais repugnante dos suburbanos que, com o cérebro carregado de fogo e glória, rolam ridiculamente nos lixos da rua”) encontram no ópio grande consolo qual não será então o seu efeito num espírito sutil e letrado, numa imaginação ardente e cultivada?” A atmosfera que permeia a análise do sensível poeta não tem absolutamente nada em comum com o degradante ambiente ao qual estão expostos nossos jovens abandonados e desorientados, tanto pelas famílias quanto pelo Estado. Só para termos uma idéia da diferença dessas realidades, recomenda o aristocrata: “... submeter-se à sua ação apenas em ambientes ou circunstâncias favoráveis. Sendo toda alegria e todo bem-estar superabundantes, toda dor e toda angústia são imensamente profundas. Não se submeta a uma experiência como esta se tiver qualquer assunto desagradável a tratar, se seu espírito se encontrar entediado, se você tiver uma conta a pagar. Tenha (...) alguns cúmplices cujo talento intelectual se aproxime do seu. Suponho que você teve a precaução de escolher bem o seu momento para esta expedição aventurosa. Você não tem deveres a cumprir que exijam a pontualidade e a exatidão; nenhuma tristeza de família; nenhuma dor de amor. É preciso ter cuidado. Esta infelicidade (...), esta lembrança de um dever que reclama sua vontade, sua atenção a um momento determinado envenenarão seu prazer. A inquietação será transformada em angústia; a tristeza, em tortura. Se observadas todas estas condições preliminares, o tempo estiver bom, se você estiver em um ambiente favorável, como uma paisagem pitoresca ou um apartamento poeticamente decorado se, além disso, você puder contar com um pouco de música, então tudo é para o melhor”. Ele descreve minuciosamente os sintomas de todas as fases pelas quais passam os usuários, desde os iniciantes aos veteranos: “As palavras mais simples, as idéias mais triviais tomam uma fisionomia nova e estranha; Semelhanças e aproximações incongruentes, impossíveis de serem percebidas, jogos de palavras intermináveis, tentativas de comicidade jorram continuamente de seu cérebro. O demônio o invadiu; é inútil resistir (...). De vez em quando, você ri de si mesmo, de sua ingenuidade e de sua loucura, e seus companheiros, se você os tem, riem igualmente de seu estado e do deles; mas, como eles não têm malícia, você não tem rancores”. O adepto tem seus nervos abrandados, torna-se apático e é tomado por uma benevolência preguiçosa. O desejo é de imobilidade absoluta. Empreende esforços sobre-humanos para parecer igual aos outros. A percepção do tempo se altera completamente pela múltiplas sensações corpóreas e de idéias. Quanto a apatia que o invade e paralisa, o poeta atesta: “Horrível situação! Sentir o espírito fervilhar de idéias, e não mais poder atravessar a ponte que separa os campos imaginários do devaneio das colheitas positivas da ação! (...) um bravo guerreiro, insultado no que ele tem de mais caro e fascinado por uma fatalidade que lhe ordena que fique na cama, onde se consome numa raiva imponente!” Diversas substâncias que hoje enquadraríamos como sendo “psicotrópicas” foram usadas desde os primórdios para fins religiosos ou terapêuticos (fármacos). Diz-se que as pitonisas, sacerdotisas do Templo de Apolo, em Delfos, as inalavam para conectarem-se mais facilmente com o divino. Às parturientes também eram administradas, a fim de aliviar suas dores. O fato é que Dioniso (Bacco) está entre nós há muito tempo. E hajam aspas! É Charles Baudelaire quem escreve: “Existe um deus misterioso nas fibras da videira. Como são grandes os espetáculos do vinho, iluminados pelo sol interior! Como é verdadeira e abrasadora esta segunda juventude que o homem dele retira! Mas como são, também, perigosas suas volúpias fulminantes e seus encantamentos enervantes. E, no entanto, digam, do fundo da alma e da consciência, juízes, legisladores, aristocratas, todos vocês a quem a felicidade torna doces, a quem a fortuna torna a virtude e a saúde fáceis, digam quem de vocês terá a coragem impiedosa de condenar o homem que bebe o gênio?” Atento, chama a atenção para o fato de que “há bêbados perversos; são pessoas naturalmente perversas. O homem mau torna-se execrável, assim como o bom torna-se excelente.” E indaga: “Não é razoável pensar que as pessoas que nunca bebem vinho, ingênuas ou sistemáticas, são imbecis ou hipócritas; imbecis, isto é, homens que não conhecem nem a humanidade nem a natureza; hipócritas, isto é, comilões reprimidos, impostores da sobriedade, que bebem escondidos e têm algum vício oculto? Um homem que só bebe água tem um segredo a esconder de seus semelhantes”. A análise de Baudelaire não tangencia o universo do usuário esporádico, daqueles que tornaram sagrado o profano hábito do cálice de vinho, da cerveja ou do whisky após o expediente ou mesmo do socializante e hilariante “baseadinho” ao pôr-do-sol. Estes, não se queimam, se bronzeiam. Mas o descontrolado habituée “irá apreciar os frutos apodrecidos de sua escravidão: (...) Todos os hábitos se transformam logo em necessidade. Aquele que puder recorrer a um veneno para pensar, em breve não poderá mais pensar sem veneno. É possível supor o terrível destino de um homem cuja imaginação paralisada não soubesse mais funcionar sem o recurso do haxixe ou do ópio?” Salienta que o haxixe não produz em todos os homens os efeitos que descreve, mas que se ateve aos espíritos artísticos e filosóficos. Que há temperamentos nos quais se desenvolvem apenas uma loucura tumultuada, danças e gargalhadas. Segundo ele, essas pessoas tem um haxixe “muito material” e essas personalidades provocam escândalo: “Vi uma vez um magistrado respeitável, um homem honrado, como dizem de si próprios os aristocratas, um desses homens cuja gravidade artificial impõe-se sempre, no momento em que o haxixe o invadiu, pôr-se bruscamente a dançar um can-can dos mais indecentes. Revelou-se o monstro interior e verdadeiro. Este homem que julgava a ação de seus semelhantes, este togado havia aprendido can-can em segredo. O desenvolvimento do espírito poético, nunca será encontrado no haxixe destas pessoas”. Como é a vontade, o órgão mais precioso que é “atacado” (sonhar e não realizar, não é nada), o poeta afirma conhecer bem a natureza humana para saber que um homem que pode, através de um atalho, “alcançar instantaneamente todos os bens do céu e da terra, não ganharia jamais a milésima parte destes bens pelo trabalho”. Hesiódico atesta: “É preciso, antes de tudo, viver e trabalhar”. Baudelaire alerta que um Estado racional jamais poderia subsistir com o uso do haxixe: “Este não produz nem guerreiros nem cidadãos. Na verdade, o haxixe é proibido ao homem sob pena de degradação e morte intelectual, de transformar as condições primordiais de sua existência e romper o equilíbrio de suas faculdades com o meio. Se existisse um governo interessado em corromper os seus governados, bastaria encorajar o uso do haxixe. É possível imaginar um Estado onde todos os cidadãos se embriagassem de haxixe? Que cidadãos! Que guerreiros! Que legisladores!”. Hipócrita, omisso e perverso, ao se esquivar de discutir os inevitáveis “Paraísos Artificiais”, nosso Estado apresenta-se conivente aos “Infernos Reais”.
__________________ Feliz é quem tem a oportunidade de sentir o silêncio e buscá-lo através dos atos de sua vida. |  
21-11-2008, 12:52
|  | UNiT | | Registrado em: Jun 2006
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| | A saga Luz e Escuridão da escritora norte-americana Stephenie Meyer.
São quatro livros: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer...
Termino de ler o ultimo nesse final de semana e recomendo.
:biggrin2: | |
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