| Papo Cabeça Assuntos interessantes e não necessariamente relacionados ao trance. |  | 
16-10-2006, 05:49
|  | Mixar é uma ARTE | | Registrado em: Jun 2004
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| | O Caso do Dossiê Sobre uma Outra Ótica: Reportagem da Revista Carta Capital Vou ser direto: Muito se ouviu e se falou sobre esse caso do dossiê contra Jose Serra. Para os mais atentos, alguma coisa parecia estar errada. Por mais que nos saibamos que o PT é mestre em colocar os pés pelas mãos, não parecia crível que eles fossem tentar armar uma dessas, com as eleições praticamente ganhas. Algum tempo depois, alguns fatos novos começam a aparecer. Um delegado com interesses partidários, uma mídia conservadora e retrograda e um partido político com as eleições quase perdidas (psdb) e que não aceita isso de forma nenhuma: Pronto, temos os ingredientes básicos pra um golpe de estado! Essa é a reportagem de capa da revista Carta Capital. Quem acompanha os blog sobre política já deve saber como esse assunto esta sendo tratado. É obvio que nenhum grande veiculo envolvido no escândalo (Folha, Estadão, O Globo e radio Jovem Pan) divulgou uma única notinha, nem mesmo num pé de pagina dos classificados. Leia, e quem se interessar, uma vez que o texto abaixo é apenas uma parte, compre a revista nas bancas. Os fatos ocultos (Esta é a transcrição da maior parte da reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira, com a colaboração de Antônio Carlos Queiroz, publicada na edição de número 415, da revista Carta Capital, data de capa de 18 de outubro de 2006)
OS FATOS OCULTOS A mídia, em especial a Globo, omitiu informações cruciais na divulgação do dossiê e contribuiu para levar a disputa ao 2º turno
1. Pode-se começar a contar a história do famoso dossiê que os petistas teriam tentado comprar para incriminar os candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin pela sexta-feira 15 de setembro, diante do prédio da Polícia Federal, em São Paulo. É uma construção pesada, com cerca de dez pavimentos, de cor cinza-escuro e como que decorada com uma espécie de coluna falsa, um revestimento de ladrilho azul brilhante, que vai do pé ao alto do edifício, à direita da grande porta de entrada. Dentro do prédio estão presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ligados ao Partido dos Trabalhadores e com os quais foi encontrado cerca de 1,7 milhão de reais, em notas de real e dólar, para comprar o tal dossiê. Mas essa notícia é ainda praticamente desconhecida do grande público.
É por volta das 5 da tarde. A essa altura, mais ou menos à frente do prédio, que fica na rua Hugo Dantola, perto da Ponte do Piqueri, na Marginal do rio Tietê, na altura da Lapa de Baixo, estaciona uma perua da Rede Globo. Ela pára entre duas outras equipes de tevê: uma da propaganda eleitoral de Geraldo Alckmin e outra da de José Serra.
Com o tempo vão chegando jornalistas de outras empresas: da CBN, da Folha, da TV Bandeirantes. E a presença das equipes de Serra e Alckmin provoca comentários. Que a Rede Globo fosse a primeira a chegar, tudo bem: ela tem uma enorme estrutura com esse objetivo. Mas como o pessoal do marketing político chegou antes? Cada uma das duas equipes tem meia dúzia de pessoas. A de Serra é chefiada por um homem e a de Alckmin, por uma mulher. As duas pertencem à GW, produtora de marketing político. Seus donos foram jornalistas: o G é de Luiz Gonzales, ex-TV Globo, e o W vem de Woile Guimarães, secretário de redação da famosa revista Realidade, do fim dos anos 1960. Entre os jornalistas, logo se sabe que foi Gonzales quem ligou para a Globo, avisando do que se passava na PF.
E quem avisou Gonzales? Foi alguém da Polícia Federal? Foi alguém do Ministério Público, de Cuiabá, de onde veio o pedido para a ação da PF? Uma fonte no Ministério da Justiça disse a Carta Capital que as equipes da GW chegaram à PF antes dos presos, que foram detidos no Hotel Ibis Congonhas por volta da 6 da manhã do dia 15 e demoraram a chegar à sede da polícia. Gente da equipe da GW diz que a empresa soube da história através de Cláudio Humberto, o ex-secretário de imprensa do ex-presidente Collor, que tem uma coluna de fofocas e escândalos na internet e que teria sido o primeiro a anunciar a prisão dos petistas.
Pode ser que sim, o que apenas leva à pergunta mais para a frente: quem avisou Cláudio Humberto? Mesmo sem ter a resposta, continuemos a pesquisar nessa mesma direção: a de procurar saber a quem interessava a divulgação da história do dossiê e como essa divulgação foi feita. Para isso, voltemos à região do prédio da PF duas semanas depois.
2. É 29 de setembro, vésperas da eleição presidencial, por volta das 10h30 da manhã. Sai do prédio da PF na Lapa de Baixo o delegado Edmilson Pereira Bruno, 43 anos, que estava de plantão no dia 15 e foi o autor da prisão de Valdebran e Gedimar. Ele convida quatro jornalistas para uma conversa: Lílian Cristofoletti, da Folha de S.Paulo, Paulo Baraldi, de O Estado de S.Paulo, Tatiana Farah, do jornal O Globo, e André Guilherme, da rádio Jovem Pan. Bruno quer uma conversa reservada e propõe que ela seja feita a cerca de um quarteirão dali, na Bovinu's, uma churrascaria. Um dos jornalistas argumenta que ali "só tem policial". O grupo acaba conversando perto da Faculdade Rio Branco, que não se avista da frente da PF, mas é também ali por perto. Ficam na rua mesmo. O delegado não sabe, mas sua conversa está sendo gravada.
Bruno diz que quer passar para os jornalistas cópia das fotos do dinheiro apreendido com os petistas, que estavam sendo procuradas há muito, por muita gente. Leva um CD com as imagens; 23 fotos; e três CDs em branco para que eles copiem as imagens de modo a que cada um tenha uma cópia. Fala que eles devem dizer "alguém roubou e deu para vocês", para explicar o aparecimento das fotos. Diz que ele próprio vai dizer coisa parecida a seus chefes na PF, que os jornalista é que roubaram: "Doutor, me furtaram. Sabe como é que é, não dá para confiar em repórter". Recomenda que as fotos sejam editadas em computador com o programa Photoshop para tirar detalhes, como o nome da empresa na qual as cédulas foram fotografadas,a fim de despistar a origem do material.
Algumas pessoas têm a fita de áudio com a conversa do delegado Bruno com os quatro repórteres. Mais pessoas ainda a ouviram. Uma delas é o repórter Luiz Carlos Azenha, que tornou público vários de seus trechos no seu site pessoal na internet "Vi o mundo, o que nunca você pode ver na tevê" ( http://viomundo.globo.com/ ). Azenha, que é repórter da TV Globo, não quis dar entrevista a Carta Capital. Pediu para que se procurasse a emissora. Para o que mais interessa ao desenrolar da nossa história, dos trechos da fita, deve-se destacar a preocupação de Bruno em fazer com que as fotos chegassem no dia ao Jornal Nacional. "Tem alguém da Globo aí?", pergunta ele. Um dos quatro responde: "Não é o Tralli? O Tralli está muito visado", Bruno diz, referindo-se a César Tralli e ao incidente, conhecido de muitos, de esse repórter da TV Globo ter podido acompanhar, praticamente disfarçado de Polícia Federal, a prisão de Flávio Maluf, filho de Paulo Maluf.
Mas a preocupação principal de Bruno é a que ele reitera nesse trecho: "Tem de sair hoje à noite na TV. Tem de sair no Jornal Nacional".
3. As fotos são divulgadas, como veremos no capítulo seguinte, com imenso destaque, no dia 29, vésperas das eleições, repita-se, no JN. Mas não apenas no JN. Veja-se a Folha de S.Paulo, por exemplo, Lá também a divulgação foi, pelo menos na opinião de alguns, espetacular: "Que primeira página mais linda, a de 30/9. É por isso que eu não consigo me separar da Folha", escreveu o leitor Euclides Araújo, no dia seguinte. "A glosa, a irreverência, a fina ironia falaram mais alto, mostrando aquela montanha de dinheiro em cima e, embaixo, Lula, sendo abraçado por uma mão morena e cobrindo o rosto, como se fosse um meliante, conduzido ao distrito, tentando esconder a identidade. O que eles querem, o Pravda ou o Granma? Valeu, Folha!"
A Folha publicou, com grande destaque na primeira página, a foto na qual o dinheiro está empilhado de forma que as notas apareçam com a frente voltada para cima, que é a que mais dá a impressão da "montanha de dinheiro" citada pelo admirador do jornal. E não divulgou que as fotos lhe tinham sido passadas por um policial visivelmente emprenhado em fazer com que elas tivessem um uso político claro, de interferir no pleito de 1º de outubro.
A Folha também tinha a fita de áudio, que foi levada por sua repórter. A editora-executiva do jornal, Eleonora de Lucena, não quis responder por que omitiu as informações dessa fita, a nosso ver tão relevantes. Alguns dos quatro repórteres que receberam as fotos do delegado Bruno, ouvidos para esta matéria, disseram em defesa da tese de que o áudio não deveria ser divulgado, com o argumento de que o jornalista deve preservar o sigilo da fonte, com o que concordamos. Mas perguntamos a Eleonora: por que ela não deu a informação de que se tratava de uma intervenção política no processo eleitoral, publicando os trechos da fita de áudio, que tornam isso explícito, mas sem citar o nome da fonte?
O mais curioso, para dizer o mínimo, é que a Folha publica, junto com as fotos do dinheiro, uma matéria ("Imagens foram passadas em sigilo à imprensa") na qual conta o que o delegado Bruno disse depois, na tarde do mesmo dia 29, ao conjunto de jornalistas, na frente da PF. No texto, assinado pela repórter do jornal que recebeu as fotos de Bruno pela manhã, se diz: "O delegado Bruno disse, ontem, em coletiva à imprensa, que o CD com as fotos havia sido furtado de sua sala, na PF - e que ele estava sendo injustamente acusado de ter repassado o material aos jornalistas". Pergunta-se: qual é o sentido de publicar uma informação que a jornalista sabia que é evidentemente mentirosa e, no caso, ainda ajudava o policial a tentar enganar a própria imprensa? O Estado de S.Paulo do dia 30 publica a mesma foto, das notas em posição de sentido. E com um texto, assinado por Fausto Macedo e Paulo Baraldi, ainda mais incrível, também para dizer o mínimo. O texto é praticamente uma diatribe contra o PT e em defesa de José Serra. Diz que a publicação das fotos é a abertura "de um segredo que o governo Lula mantinha a sete chaves". Diz que o dinheiro vinha de quem "pretendia jogar Serra na lama dos sanguessugas". É também uma espécie de defesa do delgado Bruno, em favor do qual são ditas algumas mentiras. O texto diz que as fotos foram feitas por "um policial da Delegacia de Crimes Financeiros (Delefin)", na sexta-feira dia 15 de setembro. E que o delegado Bruno comandou uma perícia nas notas, a serviço da Polícia Federal, na sala da Protege AS, Proteção de Transporte de Valores, em São Paulo. De fato, como se saberia no mesmo dia 30 em que o texto de Macedo e Baraldi sai publicado, as fotos foram feitas pelo próprio delegado Bruno, depois de enganar os peritos que analisavam as notas, dizendo-se autorizado pelo comando da PF. Pela infração, o delegado está sendo investigado por seus pares.
4. Tanto o Estado como a Folha dividem a primeira página do dia 30 entre a notícia das fotos do dinheiro e uma outra informação espetacular: a da queda do Boeing de passageiros da Gol com 154 pessoas, depois de um choque com o Legacy da Embraer, o jatinho executivo a serviço de empresários americanos. No dia 29, no Jornal Nacional, da Globo, no entanto, não há espaço para mais nada: a tragédia do avião da Gol não entra; o noticiário eleitoral, com destaque para a foto do dinheiro dos petistas, é praticamente o único assunto.
É uma omissão incrível. O Boeing partiu de Manaus às 15h35, hora de Brasília. Deveria ter chegado a Brasília às 18h12. Quando o JN começou, a notícia do desastre já corria o mundo. No site Terra, por exemplo, às 20h10 uma extensa matéria já noticiava que o avião da Gol havia desaparecido nas imediações de São Félix do Araguaia, na floresta amazônica; e a causa apontada era o choque com o avião da Embraer.
Qual a razão da omissão do JN? A emissora levou um furo, como se diz no jargão jornalístico, ou decidiu concentrar seus esforços no que lhe pareceu mais importante?
Qualquer que seja o motivo, o certo é que a questão da divulgação das fotos mobilizou a cúpula do jornalismo da tevê dos Marinho. Como vimos, Bruno fora informado pelos jornalistas que Bocardi, da TV Globo, estava entre os jornalistas diante da PF no dia 29. Bocardi é Rodrigo Bocardi, repórter da TV Globo, que atendeu Carta Capital com muita má vontade. Disse que a matéria acabara sendo apresentada por César Tralli e não por ele; e não quis dar mais informações. De alguma forma, no entanto, tanto a fita de áudio como a conversa de Bruno com os jornalistas quanto ao CD com imagens do dinheiro foram passados à chefia de jornalismo do JN em São Paulo e de lá foram levadas a Ali Kamel, no Rio.
Kamel é uma espécie de guardião da doutrina da fé, o Ratzinger da Globo, como dizem ironicamente pessoas da organização dos Marinho, que criticam o excesso de zelo deste que é um editor em última instância de todo o noticiário político da emissora carioca. A crítica lembra o papel do cardeal Joseph Ratzinger, atualmente papa Bento XVI, no papado de João Paulo II.
Compreende-se por que a decisão sobre o que fazer com o áudio e com as fotos tivesse de ser tomada pelas mais altas autoridades da emissora. Se divulgasse o conteúdo exato das duas informações, a Globo estaria mostrando que o delegado queria usar a emissora para os claros fins políticos que manifesta e que a emissora tinha feito a sua parte nesse projeto. A saída de Kamel - aparentemente, segundo relato de terceiros, ouvidos por Carta Capital, já que ele mesmo não quis se manifestar - foi a de omitir qualquer referência à existência do áudio: "Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos, não a temos", teria dito Kamel. A informação complicava a Globo. A informação sumiu. Esse texto foi retirado do Blog do Mello, que foi onde eu encontrei a maior parte da rportagem na net, mas varios outros blogs e sites estão dando destaque! http://blogdomello.blogspot.com/2005...s-ocultos.html Abraços e informem-se!
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16-10-2006, 10:47
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Pra mim já ficou claro que o caso do dossiê foi usado como manobra política contra o PT, com a mídia, claro, do lado do PSDB. Basta questionar-se sobre o porque não se interessaram pelo conteúdo do dossiê. Afinal, o Serra tava ou não estava metido no esquema das sanguessugas? Isso tá sendo investigado?
Agora, o que não ficou claro pra mim é o seguinte:
Tanto o Valdemar quanto o Gedimar são pessoas ligadas diretamente ao partido, e foram pegos em flagrante.
Qual seria a conclusão dessa história? Eles caíram numa armadilha? O PT meteu os pés pelas mãos?
Porque, por mais que a globo, por exemplo, esteja se utilizando do caso pra favorecer o Alckmin, os caras foram flagrados, por mais que o dossiê seja fajuto e, ainda, ter sido uma loucura correr esse risco às vésperas da eleição, o fato aconteceu, a intenção de comprar o dossiê existiu.
E uma coisa deve ser ressaltada, o PT, assim como os demais partidos fizeram no poder, luta com todas as armas podres pra manter a qualquer custo seu partido no poder.
Por isso fica minha dúvida. Qual seria então a conclusão dessa história?
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16-10-2006, 11:07
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meu maior medo é não saber para onde vamos diante desse caos político pró Lula, pPró Alckmim é uma vergonha essa nossa história política, acordos, desmandes, comprar, subornos e a verdade, a coerência que deveria existir estão se extinguindo a cada dia.
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16-10-2006, 13:57
|  | Mixar é uma ARTE | | Registrado em: Jun 2004
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E ae TD...
Saudades das discussões politicas por aqui! Citação: |
Postado Originalmente por tdietzold Agora, o que não ficou claro pra mim é o seguinte:
Tanto o Valdemar quanto o Gedimar são pessoas ligadas diretamente ao partido, e foram pegos em flagrante.
...
Porque, por mais que a globo, por exemplo, esteja se utilizando do caso pra favorecer o Alckmin, os caras foram flagrados, por mais que o dossiê seja fajuto e, ainda, ter sido uma loucura correr esse risco às vésperas da eleição, o fato aconteceu, a intenção de comprar o dossiê existiu. | Bom, alguns detalhes interessantes. Gedimar se filiou ao PT no final de 2004, portanto não é um "petista nato".
Os fatos dão conta de que a primeira coisa que que Gedimar falou ao delegado Edmilson Bruno foi: -"Sou filiado ao PT". Fato, na minha visão, no minimo curioso.
Os Petistas estavam ha 3 dias no mesmo quarto de hotel com o dinheiro, e só foram presos no plantão do dileto delegado Bruno. Diga-se de passagem, em uma operação não programada!
Depois todo esse espetaculo que esse delegado arrumou. Vazou as fotos e avisou aos jornalista que iria forjar um BO, pra sustentar seu alibi de que teria sido roubado! hahahah, dentro do predio da PF? onde já se viu?
Vale uma resalva: O Procurador da Republica, não sei o que Avelar, o que esta cuidando desse caso, por "coincidencia" é a mesma figura que em 2002 cuidou para que apreendessem 1,5 milhão de reais em dinheiro na empresa Lunus, que pertencia a Roseana Sarney e seu marido. Não custa lembrar que esse caso foi notadamente articulado pelo pessoal da "inteligencia" da candidatura de Jose Serra, que ficou com o espaço livre pra ser o segundo colocado.
Bom, acho que fica claro que em SP existe sim uma parte da PF que é Tucana, e uma outra parte, que eu não diria ser petista, mas sim governista. Citação: |
Postado Originalmente por tdietzold E uma coisa deve ser ressaltada, o PT, assim como os demais partidos fizeram no poder, luta com todas as armas podres pra manter a qualquer custo seu partido no poder. | Mais me diga voce:
Sera que isso é ser vendido ou é ser pragmatico?
Todos fizeram, e enquanto o sistema eleitoral for assim, não tem jeito. O dia que o PCO chagar ao poder, ou joga o jogo ou não dura uma semana!
Ate concordo com quem diz que a escolha esta entre o ruim e o pior. Mas democracia tem dessas coisas. E se Lula é ruim, Alckmin é o pior.
O Slogan é simples:
Lula sim, porque não penso só em mim!
Esta claro que o governo Lula governou pros mais pobres e pros mais ricos. A classe (media) na qual eu me incluo em nada foi beneficiada, aliais foi ate sufocada. Mas, de novo, entre um que governa pros ricos e pros probres e um que governa pros ricos, fico com o primeiro.
Sei lá, o tema aqui nem é esse. Se algum mod quiser editar essa parte do post fique a vontade. Mas por favor não distorçam o conteudo!
Voltando ao assunto principal! A quem esse dossiê favoreceu? e não me venham com esse papo de "de onde veio o dinheiro?", porque ate eu que sou mais bobo sei que não há outra resposta a não ser caixa 2. Mas sejamos sinceros, se usarmos esse parametro não sobra um! E Isso não desculpa esfarrapada, não. É uma desculpa muito aceitavel, na minha visão
Houve ou não houve má fe da Dona Globo quando ela, às 8h30m da boite não da a noticia da queda do boing da Gol, que ja era divulgado ate no site da AlJazeera, pra destinar mais tempo às fotos do dinheiro? Houve ou não má fe quando o diretor de jornalismo da Globo diz que "pra todos os efeitos, nós não temos essa fita"?
Abraços
João
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17-10-2006, 10:08
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Concordo com todo o conteúdo do seu post Thoth, na íntegra mesmo.
Realmente, o Gedimar só faltava estar com uma camisa do PT estampada...hehehehe
Mas a dúvida ainda continua cara: será que eles foram induzidos a comprar o dossiê? Será que houve uma traição de alguém de dentro do PT?
Eu acho que na verdade é o seguinte: existiu sim a intenção do PT em comprar o tal dossiê, até mesmo porque, essa história de dossiê não é novidade, isso já rolou outras vezes, contudo, mais uma vez o PT tá pagando o pato. E repito, o PT faria de tudo pra manter o partido no poder, já por isso pagou mensalões etc, ou seja, seguiu a mesma cartilha dos Governos anteriores.
Em contrapartida, resta evidente que mídia vem manipulando as informações, fazendo com que o povo se preocupe tão somente com a origem do dinheiro e da intenção anti-democrática do PT ao tentar comprar o referido dossiê.
A idéia do complô dos adversários políticos do PT é bem plausível, mas a estratégia de defesa do PT também é bem óbvia, dizer que não havia necessidade de correr o risco para comprar um dossiê e houve uma armação da oposição.
Meu voto vai pro Lula, sem sombra de dúvidas, mas sou sincero em dizer que tá foda de aturar, ruim com o Lula, pior com o Alckmin, isso é fato, mas tá foda de continuar raciocinando dessa forma, tá tudo contaminado, o PT foi a maior decepção pra muita gente como minha mãe, que sempre foi de esquerda, e agora se vêem numa situação onde não há opção, triste...
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18-10-2006, 08:00
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Eu to meio sem tempo agora, vim rapidinho so pra deixar dois links...
- esse link é pro youtube, tem a famigerada gravação dos reporteres da folha, estadão, globo e jovem pan com o delegado Edmilson Bruno da PF. Ouçam!! http://www.youtube.com/watch?v=1m2vWg8WS08
- esse é mais ou menos uma trancrição do audio. Não captou tudo, mas quem tiver um bom fone de ouvido pode entender melhor. http://conversa-afiada.ig.com.br/mat.../395126_1.html
Abraços..
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