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24-04-2008, 13:41
|  | Membro Avançado | | Registrado em: Feb 2008
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| | Zuenir Ventura lança livro Opa galera, sei q o título não parece muito adequado, mas vocês veram o porque coloquei aqui! º/
O jornalista Zuenir Ventura (mesmo autor do livro '1968 - O Ano Que Não Terminou') acaba de lançar um outro livro, entitulado de '1968 - O Que Fizemos de Nós'
...e ontem (23.04.08), ele fez uma entrevista no Jô;
e incrivelmente, acho que pela 1ª vez depois desse 'boom' das festas raves (essa imagem super negativa que foi criada sobre as festas) alguém fala bem sobre elas!
vejam vocês mesmos...
aqui está o link pra entrevista! º/
Fiquem na Paz! :thumb:
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24-04-2008, 15:32
|  | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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| | Eu vi a entrevista ontem. Foi irado. Pena o Zuenir não ter ido a um festival se não ele iria ficar apaixonado. Se em uma rave no rio centro daquela produtora que não vou citar o nome (já que não sou fã) ele já curtiu imagina em um festival.
Na época que eu comecei a freqüentar “raves e festivais” toda minha família pensava igual a ele, que rave era uma “orgia de sexo e drogas” . Com o tempo fui apresentando a cara SÉRIA da festividade e todo mundo hoje em dia passou a defender a coisa toda, ajudando a reverter esse imagem negativa...
Enfim... o Livro é irado...ainda não li... mas já estou providenciando apesar do livro na verdade ser contra toda essa filosofia que surgiu a partir dos anos 60 e tratar disso como uma “herança maldita”. Como o caso das drogas psicodélicas passarem a ser encaradas como responsáveis por "expandir a consciência" quando na verdade são apenas drogas como qualquer outra carregada de males.
Mas sem duvida deve ser uma excelente leitura . |  
25-04-2008, 15:03
|  | F&K | | Registrado em: Jan 2005
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| | Eu vi a entrevista no Jô e me interessei bastante pelo livro.
1968 realmente foi um ano de grandes impactos na sociedade brasileira.
Em relação a sua analogia de raves e festivais dos anos 60 eu achei muito válida, a transformação da cultura hippie através do movimento psicodélico se propagou no que hoje existe, só que tal cultura foi massificada e explorada de maneira inadequada. Citação:
Postado Originalmente por Roosevelt Soares
Enfim... o Livro é irado...ainda não li... mas já estou providenciando apesar do livro na verdade ser contra toda essa filosofia que surgiu a partir dos anos 60 e tratar disso como uma “herança maldita”. Como o caso das drogas psicodélicas passarem a ser encaradas como responsáveis por "expandir a consciência" quando na verdade são apenas drogas como qualquer outra carregada de males.
Mas sem duvida deve ser uma excelente leitura . | Vou ter que discordar parcialmente de você ai Roosevelt,
Não sabia que o livro era contra a filosofia que surgiu a partir dos anos 60, acho até estranho isso ser verdade, já que o Zuenir é um escritor com uma mente super aberta.
Mas enfim, se você avaliar a história dos hippies e a história do LSD, vai ver que suas linhas de tempo de cruzam. De fato pode-se afirmar que as drogas psicodélicas tiveram uma forte influência no movimento hippie, na época eram usadas largas quantidades e o acesso era muito fácil, a sua popularização permitiu a disseminação dos sentimentos de liberdade revolucionária característico do movimento hippie. É indiscutível que todas drogas tem seus males, mas nenhuma é como qualquer outra como você disse. Mescalina, LSD e Cogumelo são diferentes de Ecstasy, Crack e Cocaína.
E as drogas psicodélicas, tem sim um poder de expansão da consciência. Cientificamente falando elas atuam na maioria das vezes nas terminações nervosas, nas sinapses, a troca de informação dos neurônios. Estudos demonstram que seus efeitos permitem uma maior percepção dos sentidos externos e internos, não é a toa que as cores ficam mais fortes, o som mais bonito, e tudo parece estar bem melhor. Tais efeitos como esses demonstram que essas drogas psicodélicas façam com o que os seres-humanos possam atingir diferentes níveis de percepção, como diria Aldous Huxley.
Não estou querendo fazer apologia e muito menos induzir alguém a ingerir drogas, não acredito que seja bom para o físico e mental de nenhuma pessoa.
Estou apenas expondo a minha opinião que tenho formada em base de estudos que já fiz sobre esse assunto. Se alguém quiser saber mais sobre essas relações das drogas psicodélicas com a cultura hippie e neo-hippie sugiro as seguintes fontes:
Beyond Within (BBC Documentary)
History of LSD (History Channel Documentary)
The History Channel's "1968" (Série Documentária)
A Geração Hippie (History Channel Brasil)
As portas da percepção (Aldous Huxley, livro)
Flashbacks - Timothy Leary (livro)
LSD - John Cash (livro)
Valeu galera, abraçs! |  
25-04-2008, 17:45
|  | poesia ou morte! | | Registrado em: Mar 2005 Localização: Celtx
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| | Salve grande Ruy. Irado sua visão das coisas. Concordo plenamente.
Mas como tinha dito ainda não li o livro (esse será o próximo passo). Por enquanto só vi a entrevista e li algumas matérias.
Zuenir Ventura é mestre ele jamais iria se fechar dessa forma sobre as drogas psicodélicas. Na própria entrevista (na versão inteira) ele fala sobre essa “herança maldita” de consciência e idéias utópicos que tiveram inicio a partir de 60 tendo seu auge ali em 68/70.
Quando digo que as drogas psicodélicas são na verdade igual a todas as outras carregadas de males, estou generalizando por pura preguiça de escrever sobre as diferenças entre uma e outra (são muiiitas), mas que no final todas trazem algum mau se for usada de forma errada, com experiências ruins, efeitos tóxicos de superdosagem e por ai vai.
Pelo que sei o livro apresenta em forma de verbetes o que terminou e o que não terminou dessa geração de 68. A “herança maldita” não esta no livro de forma descrita e sim subjetiva... Ninguém vai encontra nesse livro o Zuenir Ventura dizendo isso, mas a idéia do livro é deixar que o leitor conheça os frutos de 68 e analise por si mesmo o que não passou de utopia e o que de fato foi real e palpável.
Ao sair do simpósio sobre LSD “Espírito da Basiléia”, realizado na Basiléia, Suíça em 2006 ano em que Albert Hofmann completava 100 anos e que participou fazendo uma incrível palestra. Uma jornalista descreve o seu encontro com o Hofmann: “Hoje ele completa cem anos e passa bem, é conselheiro do Nobel, um cientista respeitado, não flutua, tampouco atira flechas com os olhos fechados. Não dá muito crédito para a cultura psicodélica e vê com desconfiança o consumo de ácido pela juventude – até porque, muito do que se vende como LSD é só anfetamina, não tem nada do original.”
A relação que fiz entre “herança maldita” e drogas psicodélicas vem da idéia de que após terminada as revoltas, as passeatas, conflitos, e festividades psicodélicas de 68 era preciso retomar a vida. Como ainda é. A magia ficou só enquanto a droga se intensifica em efeito... Lógico, quem sabe usar volta das viagens trazendo a magia pro mundo real, ai que entra a “expansão de consciência”. Porem isso não é uma verdade pra todos como se acreditava naquela época. Pode ser algo extremamente perigoso se não houver respeito e intenção alem do “barato”.
O efeito do pós-68, foi uma grande depressão, pois os jovens que lutaram de forma tão apaixonada por causas sociais importantes com palavras de ordem e em milhares de casos embalados por drogas psicodélicas, tiveram que largar tudo, envelhecer e lidar com as frustrações do dia-a-dia. Pois o final sempre será esse. O dia-a-dia. E nesse NOSSO dia-a-dia não deixaram muito espaço pra sonhadores passivos. Hoje só tem direito de sonhar quem pagar por eles. Repara nesse próprio fórum quantas pessoas que passaram por aqui expondo seus sentimentos e amor a essa cultura. Onde elas estão agora? No dia-a-dia!
Esse ano de 2008, venho falando isso desde que voltei da UP pois foi la que entendi isso. É um ano de comemoração e resgate da cultura de 60 no mundo inteiro. As principais cabeças se movimentaram e estão se movimentando pra entregar a essa geração mais um pouco desse ano de utopias onde muitas viraram realidade sobre os braços de quem ousou sonhar e carregar o sonho nas costas de baixo das pancadas da vida real. “John Lennon e Paul McCartney escreveram “Revolution”, parte do álbum The Beatles (também chamado de The White Album), inspirado nos eventos de 1968 – exatamente o ano em que o disco foi lançado. A letra casa com o espírito da época: - Você diz que quer uma revolução/ Bem, você sabe/ Nós todos queremos mudar o mundo”.
Já repararam no termino da apresentação do festival Trancendence 2008? "Você sabe! Vamos recordar?" Jamais poderia fazer um discurso contra as drogas psicodélicas ou estaria fazendo um discurso contra meu próprio eu. Falei isso, mas na intenção de lembrar (e por isso quero ler o livro) que tudo tem um fim até o mais lindo sonho. E que cabe a nos não deixar que os frutos dessa geração que mudou nossa maneira de ver o mundo, continue a se perder como vem se perdendo. Concordo plenamente que as drogas psicodélicas podem sim “expandir a consciência” mas isso vai muuuuito além do que simplesmente usa-las e esperar que você volte delas com outra percepção. Ainda mais quando 90% (ou mais) do que rola por ai é química barata e descartável. Abraços ai. |  
26-04-2008, 12:40
|  | poi spinning girl | | Registrado em: Nov 2006 Localização: Rio de Janeiro, RJ
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| | YouTube ih, nem vi que esse tópico já tinha sido aberto e acabei postando outro igual, que já foi devidamente deletado. enfim, eu gostei tanto desse vídeo que peguei a parte que realmente importa (sobre o assunto "rave" em si) e botei no youtube, pra ficar mais fácil. quem quiser assistir direto de lá: http://www.youtube.com/watch?v=inR2sTojTfQ
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05-05-2008, 19:11
|  | poi spinning girl | | Registrado em: Nov 2006 Localização: Rio de Janeiro, RJ
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| | gente, eu acho que esse tópico não tá tendo a atenção que merece. talvez pelo título, "zuenir ventura lança livro" - que não chama muita atenção pro QUÃO importante e reveladora essa entrevista é. o vídeo no youtube tá bombando! é a primeira vez que alguém da mídia, e alguém de renome como o zuenir, fala alguma coisa positiva sobre rave. acho que isso poderia estar fazendo muito mais sucesso aqui no plurall e fora daqui. não teria como a gente divulgar mais? tanta gente reclama que a mídia só fala mal... aí alguém falando bem! vamos divulgar isso também! :thumbsupu
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