
23-11-2007, 11:32
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Igreja Veta A Camisinha IGREJA VETA A CAMISINHA
Evento do Dia Mundial de Luta contra a Aids será no Cristo, sem menção a preservativos Rio - O Dia Mundial de Luta contra Aids reunirá soropositivos, autoridades, representantes de diversas religiões e de organizações não-governamentais no Cristo Redentor, dia 1º. No evento, no entanto, não haverá distribuição de preservativos ou menção à prevenção da doença. Militantes afirmam que foi essa a condição da Igreja Católica para liberar o santuário para o encontro, e criticaram o Ministério da Saúde, que ontem divulgou o Boletim Epidemiológico da Aids no Brasil. “Isso é um absurdo. Como os representantes do Ministério da Saúde aceitam fazer um evento no dia de luta contra a Aids sem falar da importância da prevenção? Sem fazer qualquer menção ao uso de camisinha? É contraditório, inaceitável”, diz o presidente do Fórum Estadual de Ongs e Aids do Rio, Roberto Pereira. “O ministério não deveria aceitar essa imposição da Igreja. Seria melhor escolher outro local para o evento”, completou. Diretora do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão evita a polêmica. Mas confirma que não ocorrerá distribuição de preservativos ou atividades de prevenção no Cristo Redentor. “O ato será voltado para a solidariedade às pessoas que vivem com Aids. Será um evento ecumênico. O ministério jamais se furtou em discutir a questão do preservativo, mas há hora e lugar para tudo. Mas isso não quer dizer que não haverá atividades educativas e de prevenção em outros pontos do País”, diz Mariângela, que nega que a Igreja tenha proibido o tema no Cristo. A Arquidiocese foi procurada pelo DIA, mas ninguém foi encontrado para comentar a polêmica. MENINAS EM RISCO Mariângela afirma que o preservativo continua sendo um dos pilares do Programa Nacional contra a doença. E ressalta a importância do evento no santuário. “Será um marco relacionar a imagem do Cristo Redentor à luta contra a Aids”, diz. Segundo o boletim epidemiológico, um dos aspectos mais preocupantes envolve adolescentes do sexo feminino. Segundo o levantamento, na população geral existem 16 homens com Aids para cada 10 mulheres. Já na faixa de 13 a 19 anos, são seis garotos com Aids para cada dez meninas. “É reflexo do uso de preservativos. Nas relações sexuais eventuais, 80% dos meninos usam preservativo e apenas 40% das meninas exigem a camisinha. É natural ver um garoto com preservativo na carteira. Entre as garotas é raro”, diz. “Se o homem não quiser usar preservativo, na maioria das vezes a mulher aceita”, afirma, acrescentando que o ministério lançará dia 27 campanha nacional. Diferenças entre regiões do Brasil Diferenças regionais e o diagnóstico tardio tornam prognóstico dos soropositivos diferentes no País, diz o levantamento. Os maiores índices de sobrevivência estão na região Sudeste. Já os de mortalidade, no Norte. Em homens acima de 13 anos, houve crescimento em heterossexuais e estabilização entre homossexuais. Outro dado diz que, em 1985, havia 15 casos em homens para um em mulher. Hoje, a proporção é de 1,5 para uma. Fonte: Jornal O Dia http://odia.terra.com.br/ciencia/htm...nha_136029.asp
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