Globalidades, Surrealismo & Expressividades Eletro-Conteporâneas.
7 nov
Queridos psiconautas, é com imenso prazer que apresentamos…

Das trevas nasce a verdadeira resistência psicodélica, feita por amantes da lisergia especialmente para as insanas e carentes mentes cariocas! Prepare-se para ser tele transportado para um mundo de sons estranhos e loucas imagens onde a única regra é esperar o inesperado.
****ATITUDE SOLIDÁRIA!!****
Aqueles que levarem 1kg de alimento não perecível irão ganhar UMA cerveja, refri ou água!!!
Valida apenas UMA doação por pessoa!!
Quando:
Na madrugada do dia 14 de Novembro de 2009.
Cardápio:
22:00 - Linux X Rope [Night]
00:00 - Flict [Suomi]
01:30 - Roosevelt [Dark / Forest]
03:00 - Flek [Prog Dark]
04:30 - FIM…?
Coordenadas:
Espaço Marum
R. do Catete, 124 (próximo a saída do metrô)
19 ago

No post anterior da série Segredos do Transe falamos sobre a união de Musica Eletrônica Psicodélica com Espiritualidade, surgindo o Goa Trance. Falamos de um movimento pré-histórico, o Brutismo ou Ruidismo que visava transpor os ruídos do quotidiano para a música, sinalizando que a musica eletrônica é totalmente influenciada pela época e pela região em que é produzida. O Brutismo ou Ruidismo foi influenciado pela época das grandes fabricas, fonte principal da economia de vários países. E o pisicodelismo que foi sendo sugado pra Musica Eletrônica?
A geração que começou a criar musica eletrônica psicodélica pra pista nos anos 80, no formato 4/4 como a conhecemos atualmente, cresceu sobe o impactado da onda gerada nos anos 60, do Turn on, tune in, drop out, slogan máximo do psicodelismo, criado por Timothy Leary.
Após todo aquele rebuliço dos anos 60 onde uma multidão enchia a cara de acido lisérgico e descobria que precisava se libertar de tudo, as décadas seguintes foram épocas de repressão contra estilos de vida alternativos e as drogas foram eleitas inimigo número um da Civilização Ocidental.
Substâncias alteradoras do funcionamento da mente são cada vez mais malvistas. Para a geração que cresceu sob a ofensiva antidrogas de Reagan, é inimaginável o fato de que há pouco menos de trinta anos a utilização de alucinógenos como expansores da consciência era defendida com unhas e dentes por uma fração razoável da elite científica do planeta.
A psicodelia — “manifestação do espírito”, em grego — tem raízes milenares. Praticamente todas as civilizações de que se tem notícia usaram um ou outro tipo de alucinógeno, quase sempre com fins religiosos. Mas a maneira como o movimento psicodélico floresceu no início dos anos 60, principalmente na costa oeste dos EUA, tem uma base distinta no New Deal, politica de realinhamento econômico promovida nos anos 30 e 40 pelo presidente Franklin Roosevelt.
A América pós-New Deal foi pautada por quatro explosivos elementos: o maior desenvolvimento econômico da história, a maior distribuição de renda, a maior expansão da rede de comunicações, a maior explosão demográfica. O termo baby boom é perfeito: entre 1946 e 1964, 86 milhões de crianças foram colocadas numa sociedade superafluente, em meio à uma explosão informacional inédita. A televisão colocou o mundo ao alcance de todos e forneceu a essa geração uma fortíssima ilusão de livre arbítrio.

O material humano para a aventura psicodélica já estava, portanto, em ponto de bala. O material químico também: já em 1938, o bioquímico suíço Albett Hoffman havia sintetizado o vigésimo-quinto derivado do ácido lisérgico, mais conhecido como LSD.25. Em 1958, sintetizou a psilocibina, princípio ativo dos “cogumelos mágicos” mexicanos. E a maconha, claro, já era consumiria nos circuitos jazzísticos.
26 jun
O quem vem primeiro; O Goa ou o Trance?

Pra continuar a nossa viagem através do transe e do Trance como um fenômeno que vem conquistando milhões e milhões de pessoas ao redor do globo, precisamos de um breve flashback do momento em que se cria a Trance Music, já que muitos textos na internet divergem sobre a sua criação e real ramificação dos subgêneros.
Falando musicalmente, consta que nos primeiros registros, o Trance surgiu como uma combinação de Acid House com o som Ambient na Europa dos anos 70, porém somente no inicio dos anos 80, essa mistura começou a tomar mais forma, incorporando elementos mais dançantes, pinçados do Techno e do House, ganhando uma velocidade de batidas por minutos mais elevada e que de forma progressiva recebia melodias de fácil assimilação, menos industriais e urbanas do que o House e o Techno, com texturas atmosféricas que exploravam a profundidade, a imensidão cósmica. Técnica que até então era mais comumente trabalhada no som Ambient.
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