Blog do Roosevelt

Globalidades, Surrealismo & Expressividades Eletro-Conteporâneas.

Retrospectiva de 2009

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(E assim começou meu 2009)

Eu queria fazer uma retrospectiva de 2009, mas não tenho memória pra isso. Então essa retrospectiva será um pouco incompleta e levemente confusa.

Foi um ano especial pra min. E disso não tenho duvidas. Um ano que me senti mais lúcido do que o normal e com uma paz tão sólida que eu seria capaz de afirmar que nada nesse mundo poderia me tirar essa sensação.

Foi um ano de muita diversão também, muitos projetos que sempre quis iniciar, muitos livros que devorei, muita poesia, muitos amigos, muitos novos, muita inspiração, muito trabalho gostoso de fazer… Mas também foi um ano de medo. Não o medo que nos afugenta e que faz a gente se encolher em um canto. Mas o medo de enxergar as coisas com tanta clareza ao ponto de me tornar imune a ilusões e enlouquecer. Pois se tornar imune a ilusões, já é o principio de que uma ilusão ainda maior, mais poderosa e difícil de escapar, acaba de começar…

Na contra mão do samba…

Mas os fatos não me deixam mentir. Foi um ano da volta dos sons psicodélicos em vários cantos do Brasil e até mesmo aqui no Rio de Janeiro. E por aqui, fico feliz de ter participado disso ativamente junto com amigos e desconhecidos que compartilham da mesma visão e que não querem deixar a chama se apagar.

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Começamos o ano fazendo a Enlight Party, uma linda festa, que reuniu um bom tanto de freaks em uma longa noite de dark psicodelico, a 2 horas do Rio de Janeiro. Foi à chave pra engrenar o ano na contra mão do pop.

Depois tivemos duas edições de um mini-festival que fazemos entre amigos e amigos de amigos. O que foi uma experiência incrível. Um final de semana inteiro em um sitio particular, uma celebração sem fins lucrativos, apenas música eletrônica psicodélica e diversão junto a natureza. Por fim, parimos a SUBversos. Uma festa que vem pra se adaptar aos novos tempos onde somente festas indoor estão sendo viáveis. Porém “se adaptar” não significa se render e sim subverter as regras com arte e caos sonoro.

Fora isso teve a Tripping (SP), o Freak Carnival Festival (SP), Respect (SP), Eartdance (SP) e algumas outras iniciativas que fazem com que eu conclua: foi um ano lisérgico!

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Você pode ler alguns textos de review que escrevi sobre esses momentos especiais de 2009:

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/colunas/23804-novos-horizontes-boas-novas-velhas-cantigas-roda/

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/reviews/22396-review-tripping-17-janeiro-sp/

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/reviews/29095-respect-15-agosto/

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/reviews/30518-earthdance-sao-paulo-26-09-a/

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/reviews/32139-subversos-psychedelic-underground/

5 anos

No dia 08 de março de 2005 me registrei no Plurall como Roosevelt Soares e oficialmente esse ano completei 5 anos que habito essa gostosa comunidade virtual. Oficialmente, digo, pois já tive outros nomes, antes de me registrar com meu nome verdadeiro. Aqui dentro fiz amigos (as) pra vida inteira. Pessoas maravilhosas, que sem duvida deixariam minha vida menos feliz e chata se eu não tivesse os conhecido.

Marcos Prado.

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Conhecer o Marcos Prado, um diretor/produtor/fotografo/documentarista que eu já admirava pelos trabalhos: Ônibus 174, Os Carvoeiros, Tropa de Elite e Estamira e poder trocar idéias e impressões sobre o mundo psicodélico, foi incrível pelo simples fato: falamos sobre realidades. Pois é na realidade que esta a instigante mágica. E a realidade não é boa nem má, ela simplesmente é. E algo tão obvio é constantemente aprisionado pelos seus extremos, deixando de existir por completo. Falar da realidade é pra poucos, pois pra maioria é uma obscenidade que deve mesmo permanecer aprisionada na eterna dicotomia do pensar. E o cinema, é uma das poucas artes que não se prende a essa dicotomia. É uma arte que pode ser completa!

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/colunas/26980-paraisos-artificiais-um-papo-com-marcos-prado/

Algo mais aconteceu…

Lembro que deixei de lembrar de coisas muito importantes que aconteceram esse ano, mas não sei exatamente o que foi. Alguns vão interpretar isso como algo ruim, mas acredito que justamente o fato de não lembrar, seja um sinal de que foram ótimas e muito importantes naquele momento.

Um salve a isso!

Revelações

- Conclui finalmente que não quero ser um dj e desde o inicio do ano apenas tenho feito pequenas participações em festas. Foi interessante tocar nas centenas de festas que pude participar desde que comecei em 2003, mas hoje, minhas noites de sono, inspiração ou sexo selvagem (risos), é prioridade.

- Desejo produzir música, um dia, nada agora, mas dar o play e ficar girando botões em um notebook não é emocionante pra min. Então espero dar a luz a algo mais interativo.

- Descartes já apontava que o bom senso é a coisa mais bem distribuida do mundo pois todos se acham bem providos dele. Ou seja, não vou mais me meter em “meios” onde as pessoas não tem bom senso, pelo menos não como eu gostaria que tivesse.

- Não se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam – Aceitei totalmente esse pensamento em minha vida.

- Esse ano terminei alguns ramos de raciocínio que vinha desde minha infância. Sempre pesquisando e colocando tudo em teste. Finalmente me sinto confortável pra aceitar que não há nenhum Ser consciente por trás da criação do Universo. Não há um Deus ou se quer vários. E se existisse, deveria ser repudiado.

Não há vida após a morte e a própria morte é questionável como certeza unânime. Não há destino, carma, nem nenhum senso de justiça cósmica. Há evolução, seleção natural e zeitgeist.

Eu sou o primeiro Ser Humano e serei o ultimo. Onde mais estou vivo além da minha mente? Na sua! E essa é a forma mais concreta e bem sucedida de vida e existência após a destruição do corpo.

1º objetivo de 2010

- O lançamento do meu livro que ira abordar justamente o tema Deus e o nosso Zeitgeist (espírito intelectual e cultural do mundo em determinada época). Esse é meu principal objetivo em 2010!!!

Desejo um ótimo fim de ano pra todos. E lembre-se que o Natal é uma data qualquer apenas com um pouco mais luzes e a autorização de tudo e de todos, pra praticar o consumismo máximo . Reúna sua família assim como reuniria em qualquer outra data. Celebrar com a família nunca é um desperdício.


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Universo Paralello #10

Estou partindo dia 26/12 pra esse festival que ja é tradição a 7 anos em minha vida. La passarei minha virada de ano e pretendo voltar de la com varias matérias e entrevistas. Conto tudo pra vocês depois.

Nos vemos em meados de janeiro =]

Beijos pra quem é de beijo e abraços pra quem é de abraços.

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Excelente notícia para o carioca que aprecia o mundo surreal de David Lynch: de 8 a 20 de dezembro, a Caixa Cultural promove uma completíssima mostra sobre o cineasta, composta por nada menos que quarenta filmes. Estão programados não apenas filmes que Lynch dirigiu, mas também alguns que contam com sua participação como ator ou entrevistado, além de longas da sua filha, Jennifer Lynch, e filmes que de um modo geral influenciaram sua obra. O curador da mostra, Mario Abbade, conseguiu reunir todo o material que o cineasta já produziu para cinema e TV ao longo de sua extensa carreira. E o melhor é que boa parte desse material nunca foi exibido no Brasil. Amantes do bizarro, comemoremos!

Serviço:

Mostra David Lynch – O Lado Sombrio da Alma
Caixa Cultural (Cinemas 1 e 2)
Av. Almirante Barroso, 25 - Centro
Tel.: 21 2544-1019 (ao lado da Estação Carioca do Metrô)
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00

Conheça David Lynch

“O balbuciar de um bêbado”

Este parecer, dado pelo então professor da Universidade de Princeton, Albert Einstein, às obras de Karl Jaspers, foi a melhor maneira que encontrei de começar este artigo. Afinal, é assim que a maioria das pessoas se sente em relação a David Lynch, e é certamente a impressão que nos dá aos assistirmos pela primeira vez um filme dele. Esquisitices sem nexo postas ao acaso na narrativa. Não que não sejam também um pouco isso, mas as obras dele são bem mais profundas do que aparentam - um tema em si predominante nos filmes dele. Para começar, devo esclarecer que Lynch não é um surrealista (estigma essa tão freqüente e irritante quanto classificar Bresson como austero). O que temos em Lynch é uma constante busca pela ‘imagem diferente’; uma imagem arrebatadora e inesquecível, cuidadosamente trabalhada, e que, por vezes (mas não sempre) utiliza-se do surreal e do obscuro para causar impacto, e fazer-nos entrar no clima. Clima: essa sim é uma boa palavra para definir a obra do diretor.

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Johnny Depp narra vida de jornalista ‘maldito’ em novo filme documentário sobre o controverso Hunter S. Thompson entra em cartaz nos canais Cinemax e HBO.

Autor de “Medo e delírio em Las Vegas“, Thompson foi o criador do “jornalismo gonzo“.

Mesmo com um Oscar no currículo, o diretor Alex Gibney encontrou tantos obstáculos que quase desistiu de filmar seu documentário sobre o jornalista ‘maldito’ Hunter S. Thompson, ícone da contracultura americana. Com o suicídio de Thompson, em 2005, ninguém queria falar sobre suas experiências alucinógenas, que viraram marca de sua obra. A produção parecia uma missão impossível.

Até que o astro Johnny Depp entrou no projeto e conseguiu tira-lo do papel. Depp é o narrador de “Gonzo: The life and work of Dr. Hunter S. Thompson”, que acaba de entrar em cartaz nos EUA.

O ator agiu como embaixador do projeto na hora de conseguir entrevistas com outras celebridades e financiamento. “Johnny Depp tem uma empatia muito profunda com Hunter”, conta Gibney, cineasta do oscarizado “Taxi to the dark side”, em entrevista à Reuters.

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Hunter S. Thompson foi o criador de um estilo de jornalismo conhecido como “gonzo”, baseado em impressões pessoais e em elementos da ficção. Seu estilo inspirou não apenas Depp, como gente do quilate do ator Bill Murray (que chegou a encarnar o escritor no filme “Uma espécie em extinção”) e do ilustrador Thompson Ralph Steadman, entre tantos outros.

Mas Thompson também é muito lembrado por seu consumo voraz e constante de álcool e drogas, presente em seu livro mais famoso, “Medo e delírio em Las Vegas” — adaptado para o cinema por Terry Gilliam, em 1998, com Depp no papel principal.

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Testemunha Ocular

Testemunha Ocular
por Lawrence Brennan

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O inglês Lawrence Brennan, diretor-geral do selo Stiletto no Brasil, foi testemunha in loco da invasão psicodélica em solo britânico. Mod aos dezesseis, dois anos depois ele estava no centro da Swinging London, e todas as suas loucuras ele revela neste depoimento à Bizz:

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O psicodelismo foi uma coisa bem diferente do que havia antes e do que houve depois. Eu diria que tudo começou com os mods, seus ternos, camisas abotoadas até o pescoço, calças Levi’s… O engraçado é que até que esta moda era bem parecida com a de hoje em dia. Era a youth culture, a “cultura jovem”, muito forte na Inglaterra. Um estilo de viver. A música desse movimento era o soul: Sam & Dave, Wilson Pickett, Otis Redding, Marvin Gaye, tudo da Motown/Stax. Os mods também tinham ligações com as drogas, principalmente a anfetamina. As pessoas tomavam muitas, dez, quinze, vinte às vezes. Lembro-me uma vez que estava usando sapatos novos – italianos, como convinham a um mod – e entrei em club chamado Sin (“Pecado”) por volta da meia-noite. De tanto dançar, quando saí, às seis horas da manhã, havia dois buracos nas solas de meus sapatos. O mod perdurou de 62 até 66, fins de 67. Foi quando surgiu um novo movimento.

A grande diferença era o LSD, pois tanto os mods como os hippies também fumavam maconha, devido ao contato com o s imigrantes negros, do Caribe. Este intercâmbio cultural prova que já havia dentro do mod uma semente do que viria a acontecer com os hippies. No início foi estranho: via amigos meus experimentarem ácido e, como não tínhamos muitas informações a respeito, rotulávamos de bichas aqueles que tomavam. Um grande amigo meu, Derrick, virou hippie logo no começo do movimento. Nos primeiros meses fiquei chocado, pois ele morava no mesmo local que eu e era uma coisa muito louca, as roupas, os cabelos compridos. O cara era um mod tipicamente machista, com um jeito de lutador e, pouco depois, estava usando flores nos cabelos, uma bata azul fosforescente. Eu não acreditva naquilo…

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  • 1 Comentário
  • Arquivo em: Artigos
  • idem

    Você realmente pensa no que acha que pensa? Como você vê e reage ao mundo a sua volta? Até onde sua mente foi programada pra ser dessa forma? Onde esta o seu verdadeiro EU no meio disso tudo?

    A maioria das pessoas não parou pra pensar nem pra experimentar a fundo o quanto somos mecânicos e pré programados.

    O texto abaixo vai te ajudar a dar os primeiros passos pra criar um curto circuito em sua mente, desinstalando o que não presta e filtrando o que ainda pode ser utilizado, ou reciclado.


    Algumas perguntas que podem lhe ajudar a traçar um perfil de como você vê o mundo antes de providenciar a faxina:

    - É o Universo um lugar amistoso? Por quê?

    - Você vive num Universo de escassez ou abundância?

    - Eu sou uma causa ou um efeito? Você faz as coisas acontecerem ou é afetado pelas coisas, na sua maioria?

    - Você vai se motivar internamente ou externamente? Você vai descobrir por si mesmo o que deveria estar fazendo ou vai esperar que outras pessoas escolham por você?

    - Você vai encarar a vida de uma perspective otimista ou pessimista?

    - Você vai ficar estagnado ou vai preferir evoluir conscientemente?

    - Qual será a sua estratégia na vida: gratificação instantânea ou sucesso a longo prazo?

    - Segurança ou risco? Helen Keller disse: “A vida ou é uma aventura desafiante, ou nada”. Você estará fechado ou aberto a mudanças?

    - Zona de conforto ou certeza? Você vai permanecer na sua zona de conforto ou irá buscar a incerteza?

    - Você rejeitará partes de si mesmo e criará distância delas ou você irá integrá-las no seu self de forma positiva?

    - Mediocridade ou excelência? Você vai ser mediano, alguém regular ou vai ser excelente, o melhor?

    - Você vai se prender a polaridades, a dicotomias ou vai desfrutar o paradoxo? Fracassar ou aprender? Fundamental. A forma de eliminar o fracasso é aprender dele. Se você encarar todas as experiências como estímulos que te auxiliam a crescer, não existirá mais o fracasso pra você.

    - Uma pergunta importante: você conhece o modelo de consciência de 8 níveis do Timothy Leary? Imagino que não. Dê uma olhada aqui. Ele dá a estrutura básica para os scripts de vida que vem a seguir. Assimile uma noção geral do sistema. Isso será suficiente.

    E finalmente, aqui estão os 8 scripts básicos retirados do livro do Robert Anton Wilson (por favor, leia todos os livros que puder dele, mas critique tudo o que ele fala. Ah, quase vou esquecendo: adote o agnosticismo como princípio epistemológico. Se você for religioso, dogmático e precisar de alguém que faça colapsar o seu sistema de crenças primeiro, consulte o filósofo mais próximo) “Illuminati Papers”:

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    Quando seus pais tomavam ácido

    Numa esquina de San Francisco nasceu a mais profunda revolução do século 20. O que sobrou do furacão psicodélico que começou ali na Haight com a Ashbury?

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    Por DAGOMIR MARQUEZI


    —Jimi! Hei, Jimi!

    — Será que havia algo naquele capuccino além de simples adoçante?

    —Jimi!

    Pode ser um flashback. Ou o efeito colateral dessa estranha névoa púrpura. Mas qualquer um pode jurar que aquele espectro atravessando o portão de ferro e puxando a fumaça roxa no seu vácuo é Jimi Hendrix em pessoa, ele e a namorada, calça boca-de-sino em farrapos, cabelão preso por uma bandana colorida e o cheiro de patchuli. Quanto ao Jimi, ele deveria estar beijando o céu, e não mais entrando numa casa da Haight,

    O fantasma de Jimi e o de sua namorada e a névoa desaparecem e a Haight volta ao normal deste início do século 21:

    turistas, punks, rastas, freaks, darks e… hippies. Hippies existem no mundo todo. A diferença é que eles surgiram ali, naquela rua.

    Se não fosse pela Haight, a vida hoje seria diferente. São sete quarteirões, um gramado chamado Panhandle, duas ruas paralelas (Page e Waller), a entrada do vasto Golden Gate Park. Em uma hora o pedestre já viu tudo. O restaurante mexicano, o tailandês, os dois cafés, as lojas de roupa, a livraria “anarquista”, a casa de sucos, as três head shops. Por ironia, a primeira casa da Haight é um grande McDonald’s. Muito freqüentado pelos hippies, por sinal.

    A nuvem púrpura voltou. Vamos entrar nela.

    Em 1965, aquela, era uma vizinhança decadente de casas vitorianas típicas de San Francisco, com suas torres arredondadas e telhados “chapéu de bruxa”. Algumas daquelas mansões estavam sendo vendidas por 20 mil dólares. O que atraiu gente pobre do resto da cidade: trabalhadores braçais, escritores, negros, músicos beatniks e orientais fugindo da lotada Chinatown.

    Mas aos poucos começou a aparecer outro tipo de gente esquisita nas redondezas da Haight: garotos de cabelos mais longos, meninas adolescentes de minissaia descendo com suas mochilas e violões de Kombis coloridas. O ponto de referência era uma esquina que se tonaria em meses a mais famosa do mundo: a Haight com a Ashbury. Numa região já acostumada a terremotos, aquela esquina seria o epicentro da mais duradoura de todas as revoluções do século 20.


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    A semente mágica

    Tive um domingo estranho. Passei o dia lembrando varias coisas da minha infância.

    Lembrei de três irmãos, amiguinhos meu, quando tinha uns 8 anos de idade, que moravam com a mãe divorciada, que era esquizofrênica e tinha uma casa toda bagunçada, que sempre tinha um cheiro fortíssimo de fritura e gás.

    A casa ficava em uma vilinha e era bem humilde.

    Não lembro o nome de todos, mas lembro que era uma escadinha de irmãos. O mais novo se chamava Dudu e devia ter uns 6 anos, ai vinha um do meio, que talvez tivesse a minha idade e o mais velho que devia ter uns 9 ou 10 anos.

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    Onde eu morava estava construindo um gigantesco cemitério, desses em forma de jardim, com covas internas na terra, bem bucólico.

    Antes de ser vendido pra empresa que construiria o cemitério, era um gigantesco terreno em forma de bacia, cercado por montanhas verdes, com um vale no meio. O terreno pertencia a um casal ricaço de idosos, bonzinhos, e onde costumávamos brincar.

    Mas mesmo durante a construção do cemitério, invadíamos o local pra brincar.

    Teve um final de semana que eles não guardaram o trator escavadeira e nós ligamos o trator com uma chave de ônibus velha do meu pai, só que a chave quebrou e não conseguíamos desligar o trator. Foi um dia hilário. Estávamos com um bando de crianças e o mais velho deveria ter no máximo 12 anos.

    Não andamos muito com o trator, porque só conseguimos colocar ele pra ir pra frente e pra trás, mas ficamos horas brincando de levantar e abaixar outros amigos na pá da escavadeira.

    Nunca ninguém descobriu que fomos nós que ligamos o trator.

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    Earthdance - SP - 26/09 - Excursão

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    Participar de uma Earthdance, o maior evento sincronizado do planeta é para muitos uma experiência única e revigorante, onde diversas mentes se conectam e sincronizam-se com o bioritmo de Gaya.

    Anualmente milhares de pessoas se reúnem em todo o planeta para dançar pela paz. A Earthdance acontece desde 1996 no mundo e no Brasil desde 2000 e nesse tempo muito já pode ser feito. Mas ainda há muito a se fazer, a proposta é doar 50% do lucro.

    Neste ano o tema internacional é “Blessing the Children” e em todo mundo, ONGs ou instituições que trabalham em prol das crianças será ajudada com a festa. Cuidar das crianças, é uma das únicas maneiras de garantirmos um futuro para nosso planeta.

    “Não herdamos o mundo de nossos pais. Emprestamos de nossos filhos”.

    Sejam todos bem-vindos!

    Infos da Trip:

    São 900 km incluindo ida e volta e um total de 9 pedágios

    A passagem por pessoa (ida e volta) fica em R$ 130.00 até dia 18/09

    Nosso transporte será realizado em uma Mercedes Sprinter Super Luxo 2009 legalizada pra turismo.

    Capacidade para 15 passageiros, equipada, com som, cd, TV, DVD, bancos reclináveis, cortinas, vidros esverdeados e clima de montanha com ar condicionado central.

    Motorista profissional!

    Sairemos do Centro do Rio de Janeiro as 09 hr do dia 26/09

    O retorno é no dia 27/09 as 20 hr

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    psicooo

    No post anterior da série Segredos do Transe falamos sobre a união de Musica Eletrônica Psicodélica com Espiritualidade, surgindo o Goa Trance. Falamos de um movimento pré-histórico, o Brutismo ou Ruidismo que visava transpor os ruídos do quotidiano para a música, sinalizando que a musica eletrônica é totalmente influenciada pela época e pela região em que é produzida. O Brutismo ou Ruidismo foi influenciado pela época das grandes fabricas, fonte principal da economia de vários países. E o pisicodelismo que foi sendo sugado pra Musica Eletrônica?

    A geração que começou a criar musica eletrônica psicodélica pra pista nos anos 80, no formato 4/4 como a conhecemos atualmente, cresceu sobe o impactado da onda gerada nos anos 60, do Turn on, tune in, drop out, slogan máximo do psicodelismo, criado por Timothy Leary.

    Após todo aquele rebuliço dos anos 60 onde uma multidão enchia a cara de acido lisérgico e descobria que precisava se libertar de tudo, as décadas seguintes foram épocas de repressão contra estilos de vida alternativos e as drogas foram eleitas inimigo número um da Civilização Ocidental.

    Substâncias alteradoras do funcionamento da mente são cada vez mais malvistas. Para a geração que cresceu sob a ofensiva antidrogas de Reagan, é inimaginável o fato de que há pouco menos de trinta anos a utilização de alucinógenos como expansores da consciência era defendida com unhas e dentes por uma fração razoável da elite científica do planeta.

    A psicodelia — “manifestação do espírito”, em grego — tem raízes milenares. Praticamente todas as civilizações de que se tem notícia usaram um ou outro tipo de alucinógeno, quase sempre com fins religiosos. Mas a maneira como o movimento psicodélico floresceu no início dos anos 60, principalmente na costa oeste dos EUA, tem uma base distinta no New Deal, politica de realinhamento econômico promovida nos anos 30 e 40 pelo presidente Franklin Roosevelt.

    A América pós-New Deal foi pautada por quatro explosivos elementos: o maior desenvolvimento econômico da história, a maior distribuição de renda, a maior expansão da rede de comunicações, a maior explosão demográfica. O termo baby boom é perfeito: entre 1946 e 1964, 86 milhões de crianças foram colocadas numa sociedade superafluente, em meio à uma explosão informacional inédita. A televisão colocou o mundo ao alcance de todos e forneceu a essa geração uma fortíssima ilusão de livre arbítrio.

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    O material humano para a aventura psicodélica já estava, portanto, em ponto de bala. O material químico também: já em 1938, o bioquímico suíço Albett Hoffman havia sintetizado o vigésimo-quinto derivado do ácido lisérgico, mais conhecido como LSD.25. Em 1958, sintetizou a psilocibina, princípio ativo dos “cogumelos mágicos” mexicanos. E a maconha, claro, já era consumiria nos circuitos jazzísticos.

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    Festa de Respeito!

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    Pesei, pensei, pensei e não sei como começar esse review da Respect que rolou nesse final de semana (15/08/09) em São Paulo.

    Que a galera de sampa manda bem em produção de festas e esbanja educação e simpatia, isso já é quase tradição. Então bastaria eu dizer que a Respect, como de costume foi um FESTÃO!!!!

    Dizem por ai que a Respect não é mais a mesma, que cresceu demais… uma grande besteira, pois se for verdade é puro reconhecimento pelo ótimo trabalho que eles fazem e fazem tão bem que conseguiram crescer sem perder sua originalidade, seu caráter alternativo, seu poder de atrair as mais refinadas mentes desse nosso microcosmos psicodélico.

    Chegamos ao local da festa pegando o final da peça “A Brava”, que conta a história de Joana D´arc, encenada pela Brava Companhia de Teatro. E pra min o grande atrativo da festa é essa majestosa arte de equilibrar o ambiente interno dos participantes com a atmosfera de festival cultural de um dia em que a festa se realiza.

    Promover iniciativas como a troca da latinha de cerveja por mais R$ 1.00 em ficha de consumação e utilizar materias totalmente reciclados como parte da decoração, é louvável, acrescentando de forma simples e inteligente, ações transformadoras.

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    Eu juro que sou um cara normal! Acho a praia um local lindo, mas o pior lugar pra se ficar em dias de sol. Já repararam que la não tem proteção nenhuma e que a gente chega a mudar de cor por causa disso? Estranhíssimo. Adoro viajar, mas ir pra Búzios, Sana ou praia do Sono, nunca fazem parte dos meus planos. Não acredito em nenhum deus e não dou à mínima se você morre ou vive por um. Acho justo! Eu sei, eu sei. Também sempre sonhei em ver o rosto da babá dos Muppets Babies. Esta vendo. Não sou tão estranho...
    Bem vindo ao Buteco do Roosevelt. Vamos devanear e falar sobre tudo que não se fala por ai...
    Tudo que for encontrado nesse blog pode ser copiado, editado, remodelado e divulgado em qualquer canto do planeta. Se quiser pode colocar o link do blog e referências minha, mas se não quiser também fique a vontade =]

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    Meus sets pra download


    *Minha Bossa – 08/09


    *Set Ayakamanakam – 05/09


    *Labyrinth of Soul Dancing - 03/09


    *No compromises No consequences - 01/09


    *Entheogênesis - 08/08


    *Hitech Sapiens - 06/08


    *Itacoatiara Valley - 02/08


    *Liquid Moon - 01/08