Blog do Roosevelt

Globalidades, Surrealismo & Expressividades Eletro-Conteporâneas.

Retrospectiva de 2009

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(E assim começou meu 2009)

Eu queria fazer uma retrospectiva de 2009, mas não tenho memória pra isso. Então essa retrospectiva será um pouco incompleta e levemente confusa.

Foi um ano especial pra min. E disso não tenho duvidas. Um ano que me senti mais lúcido do que o normal e com uma paz tão sólida que eu seria capaz de afirmar que nada nesse mundo poderia me tirar essa sensação.

Foi um ano de muita diversão também, muitos projetos que sempre quis iniciar, muitos livros que devorei, muita poesia, muitos amigos, muitos novos, muita inspiração, muito trabalho gostoso de fazer… Mas também foi um ano de medo. Não o medo que nos afugenta e que faz a gente se encolher em um canto. Mas o medo de enxergar as coisas com tanta clareza ao ponto de me tornar imune a ilusões e enlouquecer. Pois se tornar imune a ilusões, já é o principio de que uma ilusão ainda maior, mais poderosa e difícil de escapar, acaba de começar…

Na contra mão do samba…

Mas os fatos não me deixam mentir. Foi um ano da volta dos sons psicodélicos em vários cantos do Brasil e até mesmo aqui no Rio de Janeiro. E por aqui, fico feliz de ter participado disso ativamente junto com amigos e desconhecidos que compartilham da mesma visão e que não querem deixar a chama se apagar.

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Começamos o ano fazendo a Enlight Party, uma linda festa, que reuniu um bom tanto de freaks em uma longa noite de dark psicodelico, a 2 horas do Rio de Janeiro. Foi à chave pra engrenar o ano na contra mão do pop.

Depois tivemos duas edições de um mini-festival que fazemos entre amigos e amigos de amigos. O que foi uma experiência incrível. Um final de semana inteiro em um sitio particular, uma celebração sem fins lucrativos, apenas música eletrônica psicodélica e diversão junto a natureza. Por fim, parimos a SUBversos. Uma festa que vem pra se adaptar aos novos tempos onde somente festas indoor estão sendo viáveis. Porém “se adaptar” não significa se render e sim subverter as regras com arte e caos sonoro.

Fora isso teve a Tripping (SP), o Freak Carnival Festival (SP), Respect (SP), Eartdance (SP) e algumas outras iniciativas que fazem com que eu conclua: foi um ano lisérgico!

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Você pode ler alguns textos de review que escrevi sobre esses momentos especiais de 2009:

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/colunas/23804-novos-horizontes-boas-novas-velhas-cantigas-roda/

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/reviews/22396-review-tripping-17-janeiro-sp/

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/reviews/29095-respect-15-agosto/

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/reviews/30518-earthdance-sao-paulo-26-09-a/

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/reviews/32139-subversos-psychedelic-underground/

5 anos

No dia 08 de março de 2005 me registrei no Plurall como Roosevelt Soares e oficialmente esse ano completei 5 anos que habito essa gostosa comunidade virtual. Oficialmente, digo, pois já tive outros nomes, antes de me registrar com meu nome verdadeiro. Aqui dentro fiz amigos (as) pra vida inteira. Pessoas maravilhosas, que sem duvida deixariam minha vida menos feliz e chata se eu não tivesse os conhecido.

Marcos Prado.

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Conhecer o Marcos Prado, um diretor/produtor/fotografo/documentarista que eu já admirava pelos trabalhos: Ônibus 174, Os Carvoeiros, Tropa de Elite e Estamira e poder trocar idéias e impressões sobre o mundo psicodélico, foi incrível pelo simples fato: falamos sobre realidades. Pois é na realidade que esta a instigante mágica. E a realidade não é boa nem má, ela simplesmente é. E algo tão obvio é constantemente aprisionado pelos seus extremos, deixando de existir por completo. Falar da realidade é pra poucos, pois pra maioria é uma obscenidade que deve mesmo permanecer aprisionada na eterna dicotomia do pensar. E o cinema, é uma das poucas artes que não se prende a essa dicotomia. É uma arte que pode ser completa!

http://www.plurall.com/forum/plurall-doc/colunas/26980-paraisos-artificiais-um-papo-com-marcos-prado/

Algo mais aconteceu…

Lembro que deixei de lembrar de coisas muito importantes que aconteceram esse ano, mas não sei exatamente o que foi. Alguns vão interpretar isso como algo ruim, mas acredito que justamente o fato de não lembrar, seja um sinal de que foram ótimas e muito importantes naquele momento.

Um salve a isso!

Revelações

- Conclui finalmente que não quero ser um dj e desde o inicio do ano apenas tenho feito pequenas participações em festas. Foi interessante tocar nas centenas de festas que pude participar desde que comecei em 2003, mas hoje, minhas noites de sono, inspiração ou sexo selvagem (risos), é prioridade.

- Desejo produzir música, um dia, nada agora, mas dar o play e ficar girando botões em um notebook não é emocionante pra min. Então espero dar a luz a algo mais interativo.

- Descartes já apontava que o bom senso é a coisa mais bem distribuida do mundo pois todos se acham bem providos dele. Ou seja, não vou mais me meter em “meios” onde as pessoas não tem bom senso, pelo menos não como eu gostaria que tivesse.

- Não se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam – Aceitei totalmente esse pensamento em minha vida.

- Esse ano terminei alguns ramos de raciocínio que vinha desde minha infância. Sempre pesquisando e colocando tudo em teste. Finalmente me sinto confortável pra aceitar que não há nenhum Ser consciente por trás da criação do Universo. Não há um Deus ou se quer vários. E se existisse, deveria ser repudiado.

Não há vida após a morte e a própria morte é questionável como certeza unânime. Não há destino, carma, nem nenhum senso de justiça cósmica. Há evolução, seleção natural e zeitgeist.

Eu sou o primeiro Ser Humano e serei o ultimo. Onde mais estou vivo além da minha mente? Na sua! E essa é a forma mais concreta e bem sucedida de vida e existência após a destruição do corpo.

1º objetivo de 2010

- O lançamento do meu livro que ira abordar justamente o tema Deus e o nosso Zeitgeist (espírito intelectual e cultural do mundo em determinada época). Esse é meu principal objetivo em 2010!!!

Desejo um ótimo fim de ano pra todos. E lembre-se que o Natal é uma data qualquer apenas com um pouco mais luzes e a autorização de tudo e de todos, pra praticar o consumismo máximo . Reúna sua família assim como reuniria em qualquer outra data. Celebrar com a família nunca é um desperdício.


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Universo Paralello #10

Estou partindo dia 26/12 pra esse festival que ja é tradição a 7 anos em minha vida. La passarei minha virada de ano e pretendo voltar de la com varias matérias e entrevistas. Conto tudo pra vocês depois.

Nos vemos em meados de janeiro =]

Beijos pra quem é de beijo e abraços pra quem é de abraços.

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Johnny Depp narra vida de jornalista ‘maldito’ em novo filme documentário sobre o controverso Hunter S. Thompson entra em cartaz nos canais Cinemax e HBO.

Autor de “Medo e delírio em Las Vegas“, Thompson foi o criador do “jornalismo gonzo“.

Mesmo com um Oscar no currículo, o diretor Alex Gibney encontrou tantos obstáculos que quase desistiu de filmar seu documentário sobre o jornalista ‘maldito’ Hunter S. Thompson, ícone da contracultura americana. Com o suicídio de Thompson, em 2005, ninguém queria falar sobre suas experiências alucinógenas, que viraram marca de sua obra. A produção parecia uma missão impossível.

Até que o astro Johnny Depp entrou no projeto e conseguiu tira-lo do papel. Depp é o narrador de “Gonzo: The life and work of Dr. Hunter S. Thompson”, que acaba de entrar em cartaz nos EUA.

O ator agiu como embaixador do projeto na hora de conseguir entrevistas com outras celebridades e financiamento. “Johnny Depp tem uma empatia muito profunda com Hunter”, conta Gibney, cineasta do oscarizado “Taxi to the dark side”, em entrevista à Reuters.

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Hunter S. Thompson foi o criador de um estilo de jornalismo conhecido como “gonzo”, baseado em impressões pessoais e em elementos da ficção. Seu estilo inspirou não apenas Depp, como gente do quilate do ator Bill Murray (que chegou a encarnar o escritor no filme “Uma espécie em extinção”) e do ilustrador Thompson Ralph Steadman, entre tantos outros.

Mas Thompson também é muito lembrado por seu consumo voraz e constante de álcool e drogas, presente em seu livro mais famoso, “Medo e delírio em Las Vegas” — adaptado para o cinema por Terry Gilliam, em 1998, com Depp no papel principal.

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Quando seus pais tomavam ácido

Numa esquina de San Francisco nasceu a mais profunda revolução do século 20. O que sobrou do furacão psicodélico que começou ali na Haight com a Ashbury?

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Por DAGOMIR MARQUEZI


—Jimi! Hei, Jimi!

— Será que havia algo naquele capuccino além de simples adoçante?

—Jimi!

Pode ser um flashback. Ou o efeito colateral dessa estranha névoa púrpura. Mas qualquer um pode jurar que aquele espectro atravessando o portão de ferro e puxando a fumaça roxa no seu vácuo é Jimi Hendrix em pessoa, ele e a namorada, calça boca-de-sino em farrapos, cabelão preso por uma bandana colorida e o cheiro de patchuli. Quanto ao Jimi, ele deveria estar beijando o céu, e não mais entrando numa casa da Haight,

O fantasma de Jimi e o de sua namorada e a névoa desaparecem e a Haight volta ao normal deste início do século 21:

turistas, punks, rastas, freaks, darks e… hippies. Hippies existem no mundo todo. A diferença é que eles surgiram ali, naquela rua.

Se não fosse pela Haight, a vida hoje seria diferente. São sete quarteirões, um gramado chamado Panhandle, duas ruas paralelas (Page e Waller), a entrada do vasto Golden Gate Park. Em uma hora o pedestre já viu tudo. O restaurante mexicano, o tailandês, os dois cafés, as lojas de roupa, a livraria “anarquista”, a casa de sucos, as três head shops. Por ironia, a primeira casa da Haight é um grande McDonald’s. Muito freqüentado pelos hippies, por sinal.

A nuvem púrpura voltou. Vamos entrar nela.

Em 1965, aquela, era uma vizinhança decadente de casas vitorianas típicas de San Francisco, com suas torres arredondadas e telhados “chapéu de bruxa”. Algumas daquelas mansões estavam sendo vendidas por 20 mil dólares. O que atraiu gente pobre do resto da cidade: trabalhadores braçais, escritores, negros, músicos beatniks e orientais fugindo da lotada Chinatown.

Mas aos poucos começou a aparecer outro tipo de gente esquisita nas redondezas da Haight: garotos de cabelos mais longos, meninas adolescentes de minissaia descendo com suas mochilas e violões de Kombis coloridas. O ponto de referência era uma esquina que se tonaria em meses a mais famosa do mundo: a Haight com a Ashbury. Numa região já acostumada a terremotos, aquela esquina seria o epicentro da mais duradoura de todas as revoluções do século 20.


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Sábado que vem tem SUBversos !!!!

Queridos psiconautas, é com imenso prazer que apresentamos…

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Das trevas nasce a verdadeira resistência psicodélica, feita por amantes da lisergia especialmente para as insanas e carentes mentes cariocas! Prepare-se para ser tele transportado para um mundo de sons estranhos e loucas imagens onde a única regra é esperar o inesperado.

****ATITUDE SOLIDÁRIA!!****


Aqueles que levarem 1kg de alimento não perecível irão ganhar UMA cerveja, refri ou água!!!
Valida apenas UMA doação por pessoa!!

Quando:

Na madrugada do dia 14 de Novembro de 2009.

Cardápio:

22:00 - Linux X Rope [Night]
00:00 - Flict [Suomi]
01:30 - Roosevelt [Dark / Forest]
03:00 - Flek [Prog Dark]
04:30 - FIM…?

Coordenadas:

Espaço Marum
R. do Catete, 124 (próximo a saída do metrô)

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Você ja foi a uma DDK?

Deutschland Dancefloor Klub

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A primeira vez que fui, me juntei com um bando de góticos e rockeiros, de sombra negra nos olhos, sobretudo, moicano verde fluorescente, varias pinturas na cara, algumas meninas de meia arrastão, que pareciam ter a mortiça como inspiração, e a grande parte dos homens parecia ter saído de algum filme trash de zumbi. Eu era o único colorido e ainda por cima, de camisa rosa… Já tive minha fase grunge e também já tive minha fase de roupas dark, todo de preto, sobretudo e crucifixo invertido no peito…rs… Naquele momento, indo pra DDK eu estava me sentindo novamente com minha galera de 15 anos de idade.

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Trata-se de um roteiro criado somente com estímulos sonoros, onde o ouvinte é o veiculo central a navegar pela historia.

Utilizando a musica eletrônica sem rótulos, Labyrinth of Soul Dancing, não segue nenhuma linha fixa de som e a cada episódio vai viajar por diversos estilos de musica, indo do ambient ao industrial, do house ao dark, utilizando desde sampler de filmes, documentários e todo tipo de material emissor de som, tudo aqui é mixado, além de uma serie de efeitos que se fundem, pra criar a jornada, onde nenhum som é descartado, até os inaudíveis, enviados diretamente pro subconsciente.

A série é extremamente recomendada aos psiconautas, palavra derivada do grego, que significa navegar dentro de sua mente/alma. Porem todo o trabalho é cuidadosamente trabalhado, de forma que os sons estimulem visões, alucinações, euforia, onde o objetivo é tentar os sentidos, mesmo de uma pessoa em seu estado “normal”.

Embarque nessa jornada, duele com sua própria imaginação e desafie seus sentidos descobrindo a prazerosa arte de se transportar por um universo sonoro e mágico, por texturas, atmosferas e dimensões jamais visitadas. Aqui não existem regras e só você saberá o final da historia.

É aconselhável que o set seja experimentado em um canto especial, sozinho ou em um grupo de confiança, de olhos fechados, relaxado e deitado. Encare como uma degustação sonora.

Creditos:

Fatal Injection
Zentriert in Antlitz
The Alps
Doctor Pho
Ad Lux Tenebrae
Raison Detre
Arisk Priest
Raglani Of Sirens

Sampler:

Matrix
Babylon 5
In Dreams
Lost Souls
Labyrinth
I-Doser moderado - Lsd / Peyote

DOWNLOAD:

4Shared

Estilo: Ambient * IDM * Dark * Abstract * Experimental * Industrial * Psychedelic

Tamanho do arquivo: 97,5 mb

Bit rate: 224

Duração: 60:00 min

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Episódio 0.1 – O personagem sem face

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Boa jornada!!!


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Eu juro que sou um cara normal! Acho a praia um local lindo, mas o pior lugar pra se ficar em dias de sol. Já repararam que la não tem proteção nenhuma e que a gente chega a mudar de cor por causa disso? Estranhíssimo. Adoro viajar, mas ir pra Búzios, Sana ou praia do Sono, nunca fazem parte dos meus planos. Não acredito em nenhum deus e não dou à mínima se você morre ou vive por um. Acho justo! Eu sei, eu sei. Também sempre sonhei em ver o rosto da babá dos Muppets Babies. Esta vendo. Não sou tão estranho...
Bem vindo ao Buteco do Roosevelt. Vamos devanear e falar sobre tudo que não se fala por ai...
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Onde estou:

Meus sets pra download


*Minha Bossa – 08/09


*Set Ayakamanakam – 05/09


*Labyrinth of Soul Dancing - 03/09


*No compromises No consequences - 01/09


*Entheogênesis - 08/08


*Hitech Sapiens - 06/08


*Itacoatiara Valley - 02/08


*Liquid Moon - 01/08