Globalidades, Surrealismo & Expressividades Eletro-Conteporâneas.
5 dez
Raves, boates, noitadinhas? Que nada, festa boa é festa caseira.
Ressaca moral e moderna é aquela que todo mundo vê, revê e deixa comentários.

Flashbacks – Cap. VI – Parte 3
Ta tudo em casa
Segunda feira Thiago recebe a mensagem; “festa na casa do Rafael nessa sexta. Traga bebidas”. Mais tarde no mesmo dia outra mensagem: “festa na casa da Natália neste sábado. Traga 1 caixa de cerveja mais R$ 15,00. Laricas e bebidas liberado”.
Logo o pensamento conclui; final de semana vai ser sinistro.
O assunto durante a semana, não poderia ser outro. Todo mundo animado comentando do potencial das festinhas e assim a semana parece durar mais que as outras, o que pra alegria já nitidamente visível de todos os convidados, só parece, pois a sexta feira chega, e até mais rápida do que se esperava.
Temporariamente a carta de alforria é dada pra todos e é hora de cair na putaria generalisada.
Pré
Sedento por alguma bebida alcoólica gelada, Thiago abre a geladeira e às 18 horas de sexta feira já começa a esgotar seu estoque de cervejas, compradas especialmente pra beber antes da festa na casa do Rafael.
As 18:27, toca a campainha e chega o Felipe, Caio, Juliana e Drica, que sorridente levanta na altura dos olhos de Thiago uma smirnoff citrus na mão esquerda e uma smirnoff preta na outra.
Thiago repara que a citrus já esta na metade, e com cara de que não esperava ouvir outra coisa, escuta a confissão de Drica em tom quase que infantil – não resistimos e viemos bebendo no caminho, você se importa?
Várias sacolas de mercado com outras bebidas estão distribuídas nas mãos da galera, que também seguram maços de cigarro recém comprados, carteiras, bolsas e chaves de algo que não é de um carro (na galera todo mundo anda a pé, de bus ou taxi [regra de sobrevivência pra bebedores assumidos]).
Todos sorridentes, se abraçam, falam merda ainda no corredor do apartamento e já entram empolgados como o Caio que vai direto pro som mostrar um cd com musicas novas que acaba de gravar.
Por volta das 00 horas, a pré-festa esta bombando com mais outras 9 pessoas que chegaram ao apartamento do Thiago, sendo alguns amigos íntimos e outros apenas conhecidos, mas como tudo é informal, todos trouxeram bebidas e chegaram no pique da primeira galera, então ninguém parece estar preocupado com nada, principalmente a essa altura, em que o pré-festa já começa a concorrer com a festa principal e já rola um deboche no ar - “festa do Rafael que nada, eu vou é ficar por aqui mesmo, huahauhaau”.
A sala do Thiago já virou pista de dança, de luz apagada e fumaça de tudo quanto é tipo de cigarro, legais e ilegais. Alguns casais já se formaram no canto mais iluminado da sala, ao lado da janela, onde alguns vão pra fumar, tentando não intoxicar muito o ambiente com suas fumacinhas cancerígenas.
Sons estranhos vindo do banheiro, fazem um grupinho se juntar no corredor de frente pra ele, com os ouvidos na porta, logo se afastam ao concluir que alguém deveria esta se pegando ali dentro. Ate que a porta se abre, uma luz vinda do corredor ilumina a sala por uns 10 segundo antes de se apagar e da escuridão surgir Julio voltando do banheiro, sozinho e com a cara molhada, de quem ao contrario do que se pensava, não estava se pegando com ninguém que não fosse o vazo sanitário – “não comi o dia inteiro” – diz Julio com aquela cara de quem acabou de vomitar e quase recebe a atenção devida da galera se não fosse a Drica parar o som e dizer em tom decepcionada – “acabou as bebidas galera e não são nem meia noite direito, sacanagem…”

17 nov
Numa esquina de San Francisco nasceu a mais profunda revolução do século 20. O que sobrou do furacão psicodélico que começou ali na Haight com a Ashbury?

Por DAGOMIR MARQUEZI
—Jimi! Hei, Jimi!
— Será que havia algo naquele capuccino além de simples adoçante?
—Jimi!
Pode ser um flashback. Ou o efeito colateral dessa estranha névoa púrpura. Mas qualquer um pode jurar que aquele espectro atravessando o portão de ferro e puxando a fumaça roxa no seu vácuo é Jimi Hendrix em pessoa, ele e a namorada, calça boca-de-sino em farrapos, cabelão preso por uma bandana colorida e o cheiro de patchuli. Quanto ao Jimi, ele deveria estar beijando o céu, e não mais entrando numa casa da Haight,
O fantasma de Jimi e o de sua namorada e a névoa desaparecem e a Haight volta ao normal deste início do século 21:
turistas, punks, rastas, freaks, darks e… hippies. Hippies existem no mundo todo. A diferença é que eles surgiram ali, naquela rua.
Se não fosse pela Haight, a vida hoje seria diferente. São sete quarteirões, um gramado chamado Panhandle, duas ruas paralelas (Page e Waller), a entrada do vasto Golden Gate Park. Em uma hora o pedestre já viu tudo. O restaurante mexicano, o tailandês, os dois cafés, as lojas de roupa, a livraria “anarquista”, a casa de sucos, as três head shops. Por ironia, a primeira casa da Haight é um grande McDonald’s. Muito freqüentado pelos hippies, por sinal.
A nuvem púrpura voltou. Vamos entrar nela.
Em 1965, aquela, era uma vizinhança decadente de casas vitorianas típicas de San Francisco, com suas torres arredondadas e telhados “chapéu de bruxa”. Algumas daquelas mansões estavam sendo vendidas por 20 mil dólares. O que atraiu gente pobre do resto da cidade: trabalhadores braçais, escritores, negros, músicos beatniks e orientais fugindo da lotada Chinatown.
Mas aos poucos começou a aparecer outro tipo de gente esquisita nas redondezas da Haight: garotos de cabelos mais longos, meninas adolescentes de minissaia descendo com suas mochilas e violões de Kombis coloridas. O ponto de referência era uma esquina que se tonaria em meses a mais famosa do mundo: a Haight com a Ashbury. Numa região já acostumada a terremotos, aquela esquina seria o epicentro da mais duradoura de todas as revoluções do século 20.
12 out

Esses dias estava lendo alguns artigos e discussões sobre esse tema e logo pensei naquele arcaico pensamento de que Música Eletrônica não é música e muito menos pode ser considerada brasileira.
Lembrei de alguns grupos falando de boca cheia que só ouve música popular brasileira e logo em seguida a tentativa clichêzerrima de demonstrar erudição e bom gosto, citando toda aquela constelação de clássicos como; Maria Rita, Chico Buarque, Adriana Calcanhoto, Ana Carolina, Arnaldo Antunes, Beth Carvalho e por ai vai.
Ora bolas, são todos nomes incríveis, artistas únicos, gênios musicais, que dão orgulho de dividir a nacionalidade, e isso é inegável, mas a forma mecânica e glamourizada que esses “jovens boêmios”, que na tentativa de imprimir sua personalidade estereotipada do “tipicamente brasileiro” me soa quase sempre muito forçada e demonstra um nacionalismo caduco.
Afinal de contas, somos um país colonizado e tirando a música dos índios toda a nossa música veio de fora e se misturou e se miscigenou e teve uma nova leitura.
O nosso Samba, o Choro, é resultado de uma mistura das danças européias com os ritmos africanos. A Bossa Nova e o nosso Rock, são releituras e muitas vezes uma mistura muito boa do que nós temos com o que vem de outros países.
21 set

Nesta sábado, dia 26 de setembro em mais de 300 locais de 60 países, a maior festa de conexão global através da musica e da dança estará acontecendo.
Em São Paulo, palco de uma das Earthdance que estarão acontecendo no Brasil, foi montado um line-up extremamente psicodélico e que tem tudo pra ser um dos melhores line-up do ano, em uma festa de resgate, que vai durar mais de 24 hrs.
Quem ainda esta indeciso, saiba que será um festão, com clima de festival e que pouquíssimas vezes temos o prazer de ver esse tipo de ritual sendo montado em terras tupiniquins. Ou seja, oportunidade única pra viajar no tempo e voltar aquele clima maravilhoso que tinha as primeiras festas trance!!!!
Abaixo segue o line-up e algumas fotos do local.


SÁBADO
14:00 – Edu Lima
15:30 - Rhammus
17:00 – V.Falabella
18:30 – Commercial Hippies LIVE
20:00 – Global Link - Ritual
20:15 – Irina Mikhailova - LIVE
21:30 – Ajja - set
23:00 – Janczur vs Thaty
DOMINGO
3 set
A partir de hoje, vamos relatar estórias impressionantes, de um mundo que você com certeza nunca viu ou ouviu falar. Essa é uma estória real e surpreendente. E se ao acabar de ler, você se animar pra enviar a sua estoria, de um fato engraçado, bizzaro, freak e por ai abaixo. Vamos ficar muito feliz em utilizar esse espaço pra divulgá-la.
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Em uma linda manhã de uma rave em Juiz de Fora. Um grupo de amigos sentados no chão, descasando de uma noite de muita dança e alegria, se preparava pra tomar um pequeno quadrado, sim, sim, você não leu errado, o quadrado que na verdade é retangular e mais conhecido como doce ou LSD.
- Pega o doce ai Zé. Vamo tomar esse negocio ai logo.
Eis que Zé mete a mãozona no bolso e retira o pequeno retângulo envolto em papel laminado e cuidadosamente expõe um pequeno pedaço de papel colorido, encharcado do mais lisérgico dos líquidos.
Zé, desastrado como um jumento embriagado, joga o papel laminado em direção a lixeira sem perceber que junto também estava indo grudado, todo o doce da galera.
Por sorte, não deles, mas de uma galinha que ali ciscava, o doce não caiu na lixeira e a galinha curiosa com aquele pedaço de papel laminado, refletindo a luz do sol que ardia no céu, resolve fuxicar o que seria aquilo, que acabara de cair aos seus pés. Seria um ovni?
Após a primeira bicada, a galinha descobre que papel laminado não é muito apetitoso, porém o papel colorido que estava junto a ele, parece despertar um perigoso fascínio na galinha que se aproxima olhando fixamente pro pequeno papel colorido e com uma única bicada a galinha que de boba nada tinha, engole o pequeno retângulo psicodélico pro espanto do grupo de amigos que assistia a tudo indignado.
- Putzs meu a galinha tomou o doce, e agora?
17 ago

Pesei, pensei, pensei e não sei como começar esse review da Respect que rolou nesse final de semana (15/08/09) em São Paulo.
Que a galera de sampa manda bem em produção de festas e esbanja educação e simpatia, isso já é quase tradição. Então bastaria eu dizer que a Respect, como de costume foi um FESTÃO!!!!
Dizem por ai que a Respect não é mais a mesma, que cresceu demais… uma grande besteira, pois se for verdade é puro reconhecimento pelo ótimo trabalho que eles fazem e fazem tão bem que conseguiram crescer sem perder sua originalidade, seu caráter alternativo, seu poder de atrair as mais refinadas mentes desse nosso microcosmos psicodélico.
Chegamos ao local da festa pegando o final da peça “A Brava”, que conta a história de Joana D´arc, encenada pela Brava Companhia de Teatro. E pra min o grande atrativo da festa é essa majestosa arte de equilibrar o ambiente interno dos participantes com a atmosfera de festival cultural de um dia em que a festa se realiza.
Promover iniciativas como a troca da latinha de cerveja por mais R$ 1.00 em ficha de consumação e utilizar materias totalmente reciclados como parte da decoração, é louvável, acrescentando de forma simples e inteligente, ações transformadoras.

14 ago

Neste sábado estamos seguindo rumo a Respect em São Paulo. Serão 24 hrs de instalações com muita Dança, Musica, Teatro, Circo, Happening, Body Art, Vídeo Art, Artes Plásticas e Cinema inspirado nos melhores festivais de Arte e Cultura Alternativa do planeta. Um encontro fora do eixo comercial, unindo os vanguardistas responsáveis pelos mais sérios trabalhos Brasucas que ressoam pelo mundo afora.
Nas próximas semanas vou trazer pro Blog e pro Portal Plurall muito material sobre a festa…vídeos, matérias, entrevistas e tudo que rolou nesse encontro especialíssimo.
Nos vemos em breve.
RESPECT!!!!
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