Blog do Roosevelt

Globalidades, Surrealismo & Expressividades Eletro-Conteporâneas.

Jogos de prazer

“A idéia de sacrifício é culturalmente

estimulada em nossa sociedade.

Ele aumenta o valor da coisa conquistada:

se não há dor, não pode haver prazer”

Antes de pularmos pro próximo capítulo, onde vou apresentar personagens fictícios, porém criados na base de relatos reais, cabe uma reflexão sobre a busca do prazer.

Flashbacks – Cap. VI – Parte 4

Jogos de prazer

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O que você quer ganhar nesse natal: uma TV de LCD, ou de Led? Um leitor de livros virtuais cairia bem não é? E aquele celular que se conecta com tudo na internet, paginas reais, vídeos online e que tem mais gigas de memória do que muitos computadores por ai?

Reparou que nos meus últimos post’s tem pessoas fumando? Se você é fumante, aposto que acendeu um cigarro enquanto lia algum texto. Se não é fumante, deve ter lamentado e sentido o gosto daquela fumaça fedorenta na boca, enquanto fazia uma leve cara de “éca” …

O que você pensa na quinta feira ensolarada logo após sair do trabalho? E na sexta por volta das 18 horas? Pensou em cerveja, chopinho, whisky?

Vivemos em mundo em que estamos o tempo todo sendo guiados. Estimulados a desejar o que não temos, a sentir fome que já perdemos, ao obter prazer a qualquer preço. Seja o prazer de adquirir um bem material ou consumir uma droga, estamos a serviço de satisfazer um único desejo, mesmo que por vias diferentes.

Ao realizarmos um desejo, abrimos espaço a outros, o que pressupõe mais escolhas, ou mesmo frustrações. Por outro lado, o desejo nos revela a nós mesmos e aos outros e, se nos acharmos em dívida com alguém, talvez nos envergonhe em desejar qualquer coisa. É como se sempre estivéssemos tirando do outro, por exemplo, aquilo que não pudemos dar aos pais, ou o que falta a um amigo. Relacionado a isso ocorre o medo da punição: ao se dar alguma coisa, outra lhe será negada, por desígnios além do seu domínio.

Alguns vão mais longe, tomando como uma questão absolutamente pessoal as desigualdades do mundo. Nesse caso extremo, realizar o desejo é para eles uma afronta aos mais necessitados. Acreditam que satisfazer-se tira o mérito da luta pelas questões sociais. Muitas vezes, eles nem se envolvem com essas questões, apenas as usam para não mexer nos próprios desejos.

Nesse momento é útil comentar sobre o instinto, entendido aqui como a busca de sensações agradáveis e a fuga de sensações desagradáveis, sendo esses dois processos os movimentos de todo e qualquer estímulo bio-físico-químico provocadores de prazer e/ou fuga de dores (como esportes, radicais ou não, sexo, álcool, cafeína, maconha, cocaína e outros) passíveis de originar um condicionamento ao vicio, na medida em que não souber lidar de maneira temperada com esses estímulos. Portanto, dizer não ao prazer e sim à dor são movimentos contrários à natureza animal, e, portanto, humana.

Assim, por que alguém diria não ao prazer? Por que alguém diria não às drogas? (aqui compreendidas como qualquer processo utilizado com a intenção de trazer prazer ou tirar a dor).

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Famílias legalize

Flashbacks – Cap. VI – Parte 2

Famílias legalize

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Se você tiver sorte de pertencer a uma família que previne irresponsabilidade e falta de consciência, justamente condicionando os que fazem parte desta, a lidar desde cedo com liberdade e conseqüências, sem duvida sua pista de decolagem será mais segura, moderna e independente. Não necessariamente ampla e autorizada pra todos os destinos, mas sim sólida, com sinalização e alertas claro e eficientes. Nesse caso, você pode estar me lendo bêbado, doido de ácido ou fumando um gostoso baseado tranquilamente no conforto do seu lar ou escritório, enquanto seus familiares dizem coisas como “me da um traguinho”.

Sem conflito, sem stress, sem drama, a harmonia reina, e se preocupar com alardes histéricos da mídia, sociedade e religiões, não parece fazer nenhum sentido quando todos são bem sucedidos no que se propõem a fazer tanto no trabalho, como nos estudos e na vida social.

Essa é a nova sociedade urbana, com famílias regidas pela confiança interna, com regras e cultura própria. Não é a sociedade que liga a TV pra saber o que pensar ou consulta um religioso pra saber como agir. Elas consomem vorazmente conteúdo, informação, opinião, mas não abrem mão do protagonismo e contextualização fazendo fluir o conhecimento por vias harmoniosas e não mais os conflitantes.

- Sente o vento batendo no seu rosto?

“No começo, fumava maconha em casa, escondido, sabendo a hora em que minha mãe chegaria. Um dia, ela voltou cedo e me pegou desprevenido”, conta Eduardo, 23 anos.
Na maioria das famílias, isso seria o início de uma crise. Não na de Eduardo.
“Ela percebeu e disse: Deixa eu dar um dois também’”.

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Testemunha Ocular

Testemunha Ocular
por Lawrence Brennan

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O inglês Lawrence Brennan, diretor-geral do selo Stiletto no Brasil, foi testemunha in loco da invasão psicodélica em solo britânico. Mod aos dezesseis, dois anos depois ele estava no centro da Swinging London, e todas as suas loucuras ele revela neste depoimento à Bizz:

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O psicodelismo foi uma coisa bem diferente do que havia antes e do que houve depois. Eu diria que tudo começou com os mods, seus ternos, camisas abotoadas até o pescoço, calças Levi’s… O engraçado é que até que esta moda era bem parecida com a de hoje em dia. Era a youth culture, a “cultura jovem”, muito forte na Inglaterra. Um estilo de viver. A música desse movimento era o soul: Sam & Dave, Wilson Pickett, Otis Redding, Marvin Gaye, tudo da Motown/Stax. Os mods também tinham ligações com as drogas, principalmente a anfetamina. As pessoas tomavam muitas, dez, quinze, vinte às vezes. Lembro-me uma vez que estava usando sapatos novos – italianos, como convinham a um mod – e entrei em club chamado Sin (“Pecado”) por volta da meia-noite. De tanto dançar, quando saí, às seis horas da manhã, havia dois buracos nas solas de meus sapatos. O mod perdurou de 62 até 66, fins de 67. Foi quando surgiu um novo movimento.

A grande diferença era o LSD, pois tanto os mods como os hippies também fumavam maconha, devido ao contato com o s imigrantes negros, do Caribe. Este intercâmbio cultural prova que já havia dentro do mod uma semente do que viria a acontecer com os hippies. No início foi estranho: via amigos meus experimentarem ácido e, como não tínhamos muitas informações a respeito, rotulávamos de bichas aqueles que tomavam. Um grande amigo meu, Derrick, virou hippie logo no começo do movimento. Nos primeiros meses fiquei chocado, pois ele morava no mesmo local que eu e era uma coisa muito louca, as roupas, os cabelos compridos. O cara era um mod tipicamente machista, com um jeito de lutador e, pouco depois, estava usando flores nos cabelos, uma bata azul fosforescente. Eu não acreditva naquilo…

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  • 1 Comentário
  • Arquivo em: Artigos
  • O que é Música Brasileira?

    pataxo

    Esses dias estava lendo alguns artigos e discussões sobre esse tema e logo pensei naquele arcaico pensamento de que Música Eletrônica não é música e muito menos pode ser considerada brasileira.

    Lembrei de alguns grupos falando de boca cheia que só ouve música popular brasileira e logo em seguida a tentativa clichêzerrima de demonstrar erudição e bom gosto, citando toda aquela constelação de clássicos como; Maria Rita, Chico Buarque, Adriana Calcanhoto, Ana Carolina, Arnaldo Antunes, Beth Carvalho e por ai vai.
    Ora bolas, são todos nomes incríveis, artistas únicos, gênios musicais, que dão orgulho de dividir a nacionalidade, e isso é inegável, mas a forma mecânica e glamourizada que esses “jovens boêmios”, que na tentativa de imprimir sua personalidade estereotipada do “tipicamente brasileiro” me soa quase sempre muito forçada e demonstra um nacionalismo caduco.

    Afinal de contas, somos um país colonizado e tirando a música dos índios toda a nossa música veio de fora e se misturou e se miscigenou e teve uma nova leitura.
    O nosso Samba, o Choro, é resultado de uma mistura das danças européias com os ritmos africanos. A Bossa Nova e o nosso Rock, são releituras e muitas vezes uma mistura muito boa do que nós temos com o que vem de outros países.

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    A descoberta de que o flower power já contava com uma multidão de adeptos se deu com a organização de um festival de grupos psicodéiicos organizado pelos Merry Pranksters e o Grateful Dead: grátis, ao ar livre, o First Human Be-ln reuniu milhares no Golden Gate Park, em janeiro de 67 em São Francisco. A indústria fonográfica — sediada ao lado, em Los Angeles — percebeu o potencial e, em junho do mesmo ano, promoveu o Monterey Pop Festival. A movimentação era divulgada via satélite para o mundo todo, mas a contracultura criava seus próprios sistemas de divulgação: rádios pirata, fanzines, gibis underground, jornais como o Detroit Free Press, revistas como Rolling Stone, International Times e — na Inglaterra, IT e Oz.

    1967 foi sem duvida um ano especialmente marcante. Foi em outubro, por exemplo, que ocorreu aquela enorme e colorida manifestação pacifista na qual se tentou, nada mais nada menos, que fazer levitar o Pentágono, no melhor estilo do ativismo da época. Imaginem um ato dessa grandeza simbólica nos tempos atuais, em que se fala em cercar o congresso brasileiro no dia 7 de setembro pra expulsar Sarney…seria um feito semelhante se não fosse nossa geração uma geração conformista….

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    Mesmo sem entrar no mérito objetivo das técnicas empregadas naquela época (67), é fácil perceber que se trata, no mínimo, de uma geração que criou uma nova e curiosa forma de enfrentar o poder. Ainda durante este ano, dois fatos importantes: em São Francisco, verdadeiro berço do “hippismo”, realizo-se o enterro simbólico do movimento hippie. Um caixão foi cremado, enquanto os manifestantes, em uníssono, bradam: “Os hippes morreram! Vivam os homens livres!” Praticamente ao mesmo tempo, Abbie Hoffman e Jerry Rubin fundam o YIP (Youth International Party, o Partido Internacional da Juventude), tentativa de abrir um espaço mais institucionalizado que fosse capaz de canalizar a energia revolucionária de toda aquela juventude rebelde.

    Entrava assim em cena a figura do yippie, o hippie politizado, expressando talvez o início de uma convergência entre os projetos de revolução cultural e revolução política. Jerry Rubin, ex-líder estudantil em Berkeley, afirmava: “Os yippies são revolucionários. Misturamos a política da Nova Esquerda com um estilo de vida psicodélico. Nossa maneira de viver, nossa própria existência é a Revolução”. Aliás, este esforço de tentar a fusão de um ativismo mais diretamente político com o psicodelismo daquele momento era vivível por toda parte.

    Em seu livro Rock, o Grito e o Mito, Roberto Muggiati afirma o seguinte sobre o importante congresso de antipsiquiatria realizado em Londres, no ano de 1967: “No verão de 1967, 0 rock é um dos assuntos estudados em Londres no congresso Dialética da Libertação, organizado pelo psicanalista existencial R. O. Laing e seus colegas da ‘antipsiquiatria’, num esforço para conciliar libertação social e libertação psíquica. São grupos da Nova Esquerda, psicanalistas e sociólogos que debatem, procurando dar forma a uma esquerda visionária e fundir a política radical com a política do êxtase”.

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    Festa de Respeito!

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    Pesei, pensei, pensei e não sei como começar esse review da Respect que rolou nesse final de semana (15/08/09) em São Paulo.

    Que a galera de sampa manda bem em produção de festas e esbanja educação e simpatia, isso já é quase tradição. Então bastaria eu dizer que a Respect, como de costume foi um FESTÃO!!!!

    Dizem por ai que a Respect não é mais a mesma, que cresceu demais… uma grande besteira, pois se for verdade é puro reconhecimento pelo ótimo trabalho que eles fazem e fazem tão bem que conseguiram crescer sem perder sua originalidade, seu caráter alternativo, seu poder de atrair as mais refinadas mentes desse nosso microcosmos psicodélico.

    Chegamos ao local da festa pegando o final da peça “A Brava”, que conta a história de Joana D´arc, encenada pela Brava Companhia de Teatro. E pra min o grande atrativo da festa é essa majestosa arte de equilibrar o ambiente interno dos participantes com a atmosfera de festival cultural de um dia em que a festa se realiza.

    Promover iniciativas como a troca da latinha de cerveja por mais R$ 1.00 em ficha de consumação e utilizar materias totalmente reciclados como parte da decoração, é louvável, acrescentando de forma simples e inteligente, ações transformadoras.

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    Agora é oficial

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    Agora é oficial. Publiquei aqui no blog sobre os ainda “boatos”, aqueles boatos que sabemos que é verdade, mas é complicado afirmar isso. Pois então, agora o site oficial da UP#10 liberou a informação e fotos do local. Segue o comunicado:

    Como todo organismo vivo no planeta estamos em constante transformação e acreditamos que mudanças são bem vindas quando o novo vem para acrescentar e o que passou fica no coração e na memória, como terreno fértil e acolhedor, que nos propiciou crescer e chegar até aqui.

    Após seis anos na querida Ituberá (BA), onde plantamos e colhemos, conhecimento, experiência, e principalmente amigos, é hora de germinar em outro lugar mantendo a proposta itinerante que nos acompanha desde o nascimento do projeto e o objetivo de espalhar a cultura alternativa, paz e amor, para quem quiser e souber viver essa magia.

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    O quem vem primeiro; O Goa ou o Trance?

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    Pra continuar a nossa viagem através do transe e do Trance como um fenômeno que vem conquistando milhões e milhões de pessoas ao redor do globo, precisamos de um breve flashback do momento em que se cria a Trance Music, já que muitos textos na internet divergem sobre a sua criação e real ramificação dos subgêneros.

    Falando musicalmente, consta que nos primeiros registros, o Trance surgiu como uma combinação de Acid House com o som Ambient na Europa dos anos 70, porém somente no inicio dos anos 80, essa mistura começou a tomar mais forma, incorporando elementos mais dançantes, pinçados do Techno e do House, ganhando uma velocidade de batidas por minutos mais elevada e que de forma progressiva recebia melodias de fácil assimilação, menos industriais e urbanas do que o House e o Techno, com texturas atmosféricas que exploravam a profundidade, a imensidão cósmica. Técnica que até então era mais comumente trabalhada no som Ambient.

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    Com mais de 300 atrações distribuídas em 48 horas de eventos, criado e coordenado pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura sobe a administração de Jandira Feghali e “abraçado pelo prefeito Eduardo Paes com muito entusiasmo”, hoje começa o Viradão Carioca, totalmente inspirado na Virada Cultural de São Paulo.

    “Mais do que virar a noite, o Viradão vai revirar conceitos. Sua grande marca é a diversidade.” “E é por isso que as atrações culturais do Viradão também são norteadas pela diversidade e pela multidisciplinaridade.” – diz a Secretária Municipal de Cultura Jandira Feghali.

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    A importância de Festejar

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    A conquista do tempo livre no mundo do trabalho e estudos transcende o direito de descanso e implica a oportunidade do exercício de funções individuais tais como distrair, desenvolver-se etc. Portanto, o tempo livre se inscreve num tempo social que permite a livre expressão do individuo em sociedade.

    O lazer, pela sua extensão e pela infra-estrutura que ele supõe. É um fenômeno social da maior importância. Esse fenômeno movimenta renda gerando vários empregos. O lazer atualmente não é mais o privilegio de uma minoria ou de uma classe, mas o conjunto da população que reinvidica o direito a ele e, mesmo que ainda persistam fortes desigualdades, o direito ao lazer se tornou uma demanda social fundamental.

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    Eu juro que sou um cara normal! Acho a praia um local lindo, mas o pior lugar pra se ficar em dias de sol. Já repararam que la não tem proteção nenhuma e que a gente chega a mudar de cor por causa disso? Estranhíssimo. Adoro viajar, mas ir pra Búzios, Sana ou praia do Sono, nunca fazem parte dos meus planos. Não acredito em nenhum deus e não dou à mínima se você morre ou vive por um. Acho justo! Eu sei, eu sei. Também sempre sonhei em ver o rosto da babá dos Muppets Babies. Esta vendo. Não sou tão estranho...
    Bem vindo ao Buteco do Roosevelt. Vamos devanear e falar sobre tudo que não se fala por ai...
    Tudo que for encontrado nesse blog pode ser copiado, editado, remodelado e divulgado em qualquer canto do planeta. Se quiser pode colocar o link do blog e referências minha, mas se não quiser também fique a vontade =]

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    março 2010
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    *Minha Bossa – 08/09


    *Set Ayakamanakam – 05/09


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    *No compromises No consequences - 01/09


    *Entheogênesis - 08/08


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    *Itacoatiara Valley - 02/08


    *Liquid Moon - 01/08