Globalidades, Surrealismo & Expressividades Eletro-Conteporâneas.
1 dez

Excelente notícia para o carioca que aprecia o mundo surreal de David Lynch: de 8 a 20 de dezembro, a Caixa Cultural promove uma completíssima mostra sobre o cineasta, composta por nada menos que quarenta filmes. Estão programados não apenas filmes que Lynch dirigiu, mas também alguns que contam com sua participação como ator ou entrevistado, além de longas da sua filha, Jennifer Lynch, e filmes que de um modo geral influenciaram sua obra. O curador da mostra, Mario Abbade, conseguiu reunir todo o material que o cineasta já produziu para cinema e TV ao longo de sua extensa carreira. E o melhor é que boa parte desse material nunca foi exibido no Brasil. Amantes do bizarro, comemoremos!
Serviço:
Mostra David Lynch – O Lado Sombrio da Alma
Caixa Cultural (Cinemas 1 e 2)
Av. Almirante Barroso, 25 - Centro
Tel.: 21 2544-1019 (ao lado da Estação Carioca do Metrô)
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00
Conheça David Lynch
“O balbuciar de um bêbado”
Este parecer, dado pelo então professor da Universidade de Princeton, Albert Einstein, às obras de Karl Jaspers, foi a melhor maneira que encontrei de começar este artigo. Afinal, é assim que a maioria das pessoas se sente em relação a David Lynch, e é certamente a impressão que nos dá aos assistirmos pela primeira vez um filme dele. Esquisitices sem nexo postas ao acaso na narrativa. Não que não sejam também um pouco isso, mas as obras dele são bem mais profundas do que aparentam - um tema em si predominante nos filmes dele. Para começar, devo esclarecer que Lynch não é um surrealista (estigma essa tão freqüente e irritante quanto classificar Bresson como austero). O que temos em Lynch é uma constante busca pela ‘imagem diferente’; uma imagem arrebatadora e inesquecível, cuidadosamente trabalhada, e que, por vezes (mas não sempre) utiliza-se do surreal e do obscuro para causar impacto, e fazer-nos entrar no clima. Clima: essa sim é uma boa palavra para definir a obra do diretor.

7 nov

A TV aberta é um lixo. De um lado temos emissoras que vivem de importar porcaria mexicana ou copiar sem sucesso tudo que a Globo faz, que apesar de uma ou outra coisa da emissora se salvar, como o jornalismo e séries no estilo A Pedra do Reino, Maysa, Anita entre outras, sua grande vocação mesmo é produzir ficção caricata e entediante, como as novelas, que todo mundo sabe como vai terminar desde o primeiro capítulo, que alias, o primeiro e o ultimo são os únicos em que alguma coisa muda, mesmo assim sendo pouca coisa. O que só aumenta o desafio de entender o porque as pessoas assistem religiosamente uma trama que é totalmente previsível e cheia de clichês.
Jovens abobalhados a uma decada bebem suquinho na série Malhação, com péssimos atores e com uma trama que gira praticamente em cima de uma visão que os nossos avós imaginam que seus netinhos adolescentes fazem. Totalmente caricata, nenhum jovem se identifica com a série, apesar de alguns assistirem por pura auto-tortura ou por tara em algum ator/atriz. A série não é interessante nem mesmo pra ser alvo do mais fedido programa de fofocas. Mas se mantém no ar … mistérios da rede globo …

Enquanto isso, no restrito mundo da TV por assinatura ou dos downloads via internet… Tudo é mais colorido e por mais estranho que possa parecer, as séries gringas parecem mais com a gente do que as produzidas aqui. E quando elas não te prendem por identificação, te prendem pela narrativa e personagens interessantíssimos.

9 jun

O uso freqüente de substâncias que alteram a percepção consiste num perigoso exercício que pode aniquilar a liberdade, tão cara a dignidade humana. As impressões de um espírito refinado e singular, que fez uso dessas emanações vegetais nos legando, numa lúcida experiência, a análise dos efeitos misteriosos e dos inevitáveis riscos que resultam de seu uso prolongado.
O poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867), famoso por sua magnífica Obra “As flores do Mal”, reunindo-se com os amigos no luxuoso Hotel Pimodan, desfrutou do haxixe (cânhamo indiano, cannabis), do ópio e do vinho.
29 mai

Brasília azul acidentada na mini serie Maysa
Vocês já pararam pra pensar como um carro faz pra andar nos comerciais, novela, seriado, filme, documentário? Parece uma pergunta estúpida, mas não é.
E quando um carro explode, bate, capota? E quando uma historia é contada em décadas até séculos passados, da onde será que vêm os carros?
20 mai
Já perdi cerca de 6600 minutos, 110 horas assistindo Lost desde sua primeira temporada em 2004. Quanto tempo perdido…
Que nada, eu assistiria tudo de novo =P

Com sua 5º temporada terminando no ultimo dia 13 de maio e a previsão pra estréia da ultima e reveladora temporada final marcada pra janeiro de 2010, já começo a sentir falta dessa serie muito bem bolada pelos americanos Jeffrey Lieber, J. J. Abrams e Damon Lindelof.
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