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Eu sempre gostei de vampiros. Drácula de Bram Stoker e Entrevista com Vampiro eram os filmes que eu mais curtia.

Tinha também as produções brazucas. Em 1991, Antônio Calmon escreveu e Jorge Fernando dirigiu a novela VAMP que entrou no ar em 15 de Julho de 1991, no horário das 19:00 horas.

Em VAMP, a historia se passava na Armação dos Anjos, litoral do estado do Rio de Janeiro, onde o capitão reformado Jonas Rocha, viúvo com seis filhos, casa-se com a historiadora Carmem Maura, também viúva e com seis filhos.

Natasha, uma cantora de rock, vendeu sua alma ao terrível Conde Vladymir Polanski, chefe dos vampiros, para brilhar na carreira e vai até Armação dos Anjos pra gravar seu clipe musical.

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Natasha, por sua vez, quer destruir Vlad para se livrar de sua maldição. A única arma de que dispõe para isso é a Cruz de São Sebastião, que está escondida em algum lugar em Armação dos Anjos. A cruz deve ser manejada por um homem chamado “Rocha”. O herói é portanto o Capitão Jonas.

Cara, essa novela foi muito maneira. Apesar de ter apenas sete anos na época, eu adorava a novela, mesmo sendo responsável por provacar em min pesadelos horrriveis, que se repetiram exatamente iguais, durante um ano inteiro….foi sinistro… mas eu adorava e via mesmo assim, principalmente porque tinha todo um elenco juvenil que se metia em varias encrencas e aventuras…isso compensava o medo e os pesadelos. Era só eu dormir do lado da minha mãe a noite =]

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Dez anos após Vamp, Antônio Calmon voltou a escrever uma novela sobre vampiros. Mas as semelhanças entre as duas novelas, ressaltou o autor, limitaram-se ao enfoque cômico. O Beijo do Vampiro tinha vampiros que faziam o tipo “politicamente correto”. Para não amedrontar o público, eles usavam protetor solar, bebiam sangue engarrafado na Escócia e não mordiam crianças, idosos ou gestantes. Dessa forma, o autor pretendia chamar a atenção do maior número possível de telespectadores. “Vamp fez sucesso entre os jovens e tornou-se ‘cult’ pela mídia. Infelizmente, não atingiu o público mais fiel das telenovelas: as donas de casa”, comentou Calmon.

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Mas o que eu mais gostava era de jogar Vampire, um jogo de RPG, que quando bem jogado funciona como uma peça teatral.

Eu nunca entendi muito bem como funciona o jogo, pois eu sempre tinha uma função meio café-com-leite … é que eu era esquisitinho (era né…), sonhava em quando crescer trabalhar na área de efeitos especiais pra cinema, com especialização na construção de maquiagens e personagens de terror. Eu vivia fazendo pedaços falso do corpo, tipo pele falsa ou coisas como faca com dispositivo pra jorrar sangue, mãos em decomposição, olho falso e perfurando por um lápis ou coisas assim… também gostava de criar fetos de extraterrestres e construir casa pra gnomos dentro de garrafas… totalmente influenciado por filmes oitentistas e novelas da Globo. Ai meu irmão que é mais velho levava os amigos pra ver essas minhas criações esquisitas e eles adoravam huahaua. Enfim…

Em dia de jogar Vampire, o pessoal costumava se reunir a noite em uma praça interna da praia mais famosa de Niterói a praia de Itacoatiara. Eu não lembro o nome da praça, mas la tem uma pedra gigante no meio da praça e essa pedra se liga a uma outra muito maior, formando uma espécie de arco-caverna, ou túnel de pedra, por onde passa uma ruazinha por dentro e que rodeia toda a praça como se fosse um retorno.

No topo dessa pedra, a gente fingia ser a casa do mestre do jogo, e ele ou ela, é que ditava as regras pro grupo. E sempre era um grupo grande, tipo 50 pessoas e todos tinham personagens. Muitos tinham até figurino. E passávamos a noite nessa fantasia do jogo. As vezes o jogo tinha que parar porque ia amanhecer e tinha que continuar em outros dias… Era demorado e levado muito a sério.

Mas isso faz tempo. Eu esqueci os vampiros, assim como tive que adiar a ideia de trabalhar fazendo efeitos especiais pra filmes de terror.

Mas os vampiros voltaram à moda e estão em tudo quanto é lugar. Quem nunca ouviu falar em Crepúsculo e True Blood?

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Eu fui conferir esse final de semana o tão comentado filme Crepúsculo, e dei uma bisolhada na série True Blood e fiquei decepcionado. O tempo passa… e isso é um saco… as coisas mudam e você um dia se vê falando aquele clichês tosco…“no meu tempo não era assim”

Sei que essa onda de vampiros politicamente corretos de agora, de vampiros conscientes e que precisam de super carros e modelitos especiais pra conquistar o público, achei muito deprimente. Os personagens de Crepúsculo parecem playboyzinhos da Barra ou de qualquer outro bairro-condomínio …mas da pra assistir em dias de tédio.

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