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MK-ULTRA VISUAL CONTROL

Vcs devem estar se perguntando, oh céus o Orion sumiu!!!!!! Calma Babys PaperHeads, Estou bem. Mas muito ocupado. Estou tentando terminar a faculdade, trabalhando feito uma formiga e tentando fazer aquilo que eu mais gosto, me dedicar ao AudioVisual. Essa última meta me levou ao caminho do Vjing. Contudo AQUI e AQUI vc vai encontrar 2 novos posts com assuntos que se relacionam com o VJing.

Como VJ a possibilidade de montar pequenas ilhas de edição em eventos e manipular essas imagens em tempo real foi uma grande fonte de atração para mim que estudo Cinema. A possibilidade de me valer da linguagem cinematográfica para me comunicar em tempo real e ainda ter um feedback imediato das pessoas também é atrante. Não vou entrar em mais delongas ou teorias sobre o que é e o que faz o VJ porque esse não é um Post Conceito é um Post Propaganda.

ME CONTRATE PARA SEU EVENTO PSICODÉLICO!

MK-ULTRA VISUAL CONTROL

mkultra

• Projeto Mk-Ultra Visual Control - Live Images, Vj Set & Psychedelic Experiment.

Produção audioVisual Ativa por 4 vias: Captação/Edição, Motion Graphics, Pesquisa audioVisual.

• Orion aka Vj oriON - Curta-Metragista, Roteirista, Editor, Visual Jockey.

Também Idealizo, Escrevo, Produzo, Realizo ou Finalizo seu Curta-Metragem, Documentário, Vídeo Institucional, Vídeo Teaser, Trailler, Promo.

Não faço casamento, não toco em festas de 15 anos, nem dou consulta espiritual. Caso queira atingir a ILUMINAÇÃO FAVOR PROCURAR UM ELETRICISTA.

Agenda:

º 5 e 6 de Dezembro - CHOKMAH Electronic Music Festival@Cascata Dorigon.São Paulo - Mk-Ultra Visual Control {Live}

Vídeo Teaser da Festa: http://www.youtube.com/watch?v=HhZbcSLeOPQ

• Booking:

Brunocezar@globo.com / (21) ****-**** (Mande um Email)  (Para me chamar pra beber tbm) (Não seja por isso eu cobro barato).

• Demo Reel (Portifólio):

Vídeo Teaser Flash Mob Plurall

Vídeo Teaser CHOKMAH

• Mk-Ultra Visual Control - Power to the Pupils.

O Que é o Virtual? e Peter Greenaway

O Que é o Virtual?

Orion

A palavra virtual é usada frequentemente para significar ausência de existência. Para afirmar isso se faz uma assunção a idéia de que a realidade seria algum tipo de presença material e física externa a nós e que o Virtual não passaria de uma ilusão.

Segundo Levy o Virtual não é aquilo que se opõe ao real, mas sim aquilo que existe como potencia. Aquilo que ainda não é, mas carrega em si a potencia de vir a ser. Sendo assim o Virtual não se oporia ao Real e sim ao Atual. O Virtual é então o conjunto de forças e possibilidades que acompanha uma situação, ou objeto qualquer, sendo problema deste objeto/situação encontrar uma forma de fazer vir a tona toda a potencia que existe em si como possibilidade. Esse processo se chama atualização. O virtual não é, portanto, algo falso ou imaginário: tem uma existência própria e produz efeitos.

A Virtualização é o caminho inverso da Atualização. Enquanto a Atualização parte de um problema para uma solução, a Virtualização parte da solução para um novo complexo problemático.

A Virtualização traz consigo o conceito de não presença de desterritorialização, o Hipertexto por exemplo não está presente no espaço/tempo convencional, contudo ele acessa essa camada do atual, através de atualizações de si próprio, na forma de livros por exemplo. O professor da teleaula, está virtualmente presente na sala de aula, através de uma atualização da figura humana em vídeo.
Assim, facilmente de pode concluir que o virtual não é oposto do real, existindo um fluxo multi-direccional entre estes dois mundos: se, por um lado, se procura o real no virtual, por outro, o virtual transforma e complementa o real, “as fronteiras entre os dois mundos estão difundidas e interligadas”.

Levy fala ainda que são 3 as Virtualizações que fazem o Humano. A Linguagem, a Técnica e o Contrato.
A linguagem virtualiza um tempo real que mantém aquilo que está vivo prisioneiro do aqui e agora. A linguagem existe virtualmente, a palavra arvore não é a arvore em si, mas uma virtualização da mesma, virtualização essa que se atualiza na minha mente criando uma imagem mental da mesma. A linguagem nos coloca nesse espaço virtual que não é o das coisas em si, mas o da própria linguagem como virtualização das coisas.

A Técnica virtualiza a Ação. A Ferramenta não seria uma extensão do corpo, mais uma virtualização de suas ações, sendo assim a roda não é uma extensão da perna, mas uma virtualização do andar.
O Contrato é a virtualização da violência. Os rituais ,as religiões, a moral e a lei são dispositivos para virtualizar os relacionamentos fundados sobre as relações de forças, pulsões e instintos.

O Cinema é um artifício, uma ilusão que se quer real. As vezes ela se esconde, as vezes ela se mostra. “O Cinema pelo qual enrolamos o mundo real em um carretel para desenrolá-lo como um tapete mágico de fantasia”. Falando assim McLuhan propõe que a tarefa do escritor e do cineasta é fazer com que o espectador aceite a ilusão como real.

“O Cinema pelo qual enrolamos o mundo real em um carretel” é o mecanismo do artifício. “Para desenrolá-lo como um tapete mágico de fantasia” se refere a aceitação da ilusão como real, como se os espectador entrasse em um sonho lúcido do qual é observador e se quer participante.

Todo o conhecimento humano é uma agregação de descobertas não relacionadas, combinadas, recriadas e redescobertas, e assim é com as novas tecnologias. Pensar novas tecnologias não é nem esquecer nem propor um esquecimento de antigas questões do cinema. Novas tecnologias é olhar para o passado e pensar o futuro para re-escrever o presente.

Exemplo:

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Atualização

ATUAL –> VIRTUAL —> VIRTUAL

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Virtualização

Atual —> Virtual –> Virtual

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Peter Greenaway e o Novo Cinema (Montagem de Artigo com trechos de textos)

Existe um cinema desterritorializado, influenciado, hibridizado com outras formas de imagem em movimento, como o vídeo e a televisão. Libertado do conceito de cinema, é a imagem em movimento pura, que pode tanto contar histórias como criar telas pintadas ou conceitos. O cinema que tratamos aqui é o cinema realizado hoje em tecnologia digital por alguns grandes cineastas, em especial o inglês Peter Greenaway.

Peter Greenaway é um Cineasta, Autor e Artista Multimídia britânico. Os filmes de Peter Greenaway são notáveis pela presença de elementos de arte renascentista e barroca, uso de luz natural, compondo cada cena de seus filmes como se fossem pinturas. Greenaway vem construindo seu mundo ficcional enquanto um compósito de saberes, metáforas, alegorias, textos e linguagens, cuja organização, rigorosamente feita de simetrias e ordenações taxonômicas, é implodida por uma lógica intrinsecamente desordenadora e absurda.

Greenaway sempre trabalhou com o cinema tradicional, película, de forma não convencional, e com a ferramenta da tecnologia digital viu suas possibilidades de experimentação ampliadas. Em 2003, Greenaway iniciou o projeto 92 Tulse Luper, que incluiu uma apresentação ao vivo com sua mesa de plasma onde editava o video ao vivo, um site interativo e um filme cinematográfico. Novas questões são colocadas ao espectador por estes artistas. São imagens fixas ou em movimento? Que estados intermediários existem entre movimento e imobilidade, analógico e digital, o olho e a mão? O movimento e o tempo deixam rastros, se tornam visíveis?
Para ele, as sofisticações da estética da pintura nos últimos dois mil anos moldaram a nossa visão e interpretação do mundo, continuando da mesma forma até os dias de hoje. Ele diz sempre ter desejado que o cinema assumisse essa responsabilidade, mas este infelizmente raramente conseguiu, por ser um meio essencialmente baseado no texto, e não na imagem. Segundo Greenaway, a necessidade de contar histórias, de reproduzir as atividades de uma livraria e de atrair o denominador comum menos exigente dos interesses humanos fez com que o cinema sempre mantivesse esse posicionamento. Para ampliar o potencial de comunicação desses elementos e com a esperança de disseminar sua empolgação com a linguagem visual, ele empenhou-se em mostrar suas idéias em arenas mais públicas e conhecidas, em especial a narrativa do cinema. Muito embora, segundo ele, explorando narrativas mais sofisticadas e radicais.

O cinema de Peter Greenaway é um cinema que vai diretamente contra o ideal naturalista, ele não se omite enquanto discurso. Ele não tem a pretensão de se definir como janela para o mundo, ao contrário, faz questão de se colocar como discurso criador de uma outra realidade. Greenaway é o mestre do artifício, um falsário assumido.

Segundo Ivana Bentes o cinema surge em Greenaway como a virtualização de todas as artes, sobrepondo-se este olho estruturador e enciclopédico a qualquer desejo narrativo.

Esse projeto tem como objetivo, através das discussões sobre o que é o real e o que é o virtual, traçar um paralelo entre o Cinema e as novas tecnologias de realidade virtual.

A pesquisa será focada principalmente nas obras de André Bazin e Pierre Levy, e pretende achar um denominador comum entre o Realismo Cinematográfico em Bazin e o conceito de Atual e Virtual em Levy.

O interesse pela problemática do Virtual surgiu de um insight sobre aquilo que poderiam ser novos rumos a serem tomados pelas tecnologias de realidade virtual. E como isso poderia ser usado para concretizar as idéias contidas no texto de Bazin “O Mito do Cinema Total”. Mas o que é realidade? O que é virtual? O que é o realismo? O que é o realismo em uma arte que por si só é uma maquina de criar ilusão? O realismo é uma característica inerente ao filme e sua plástica e conteúdo ou ao médium onde o filme está inserido? Realismo é esconder o autor e a ilusão de que estamos vendo um filme, ou contar uma história com verossimilhança?
Essas e outras questões serão investigadas com o objetivo de criar um panorama que sustente como base ideológica as idéias relacionadas às novas técnicas de realidade virtual e sua potência como elemento concretizador das idéias contidas no texto “O Mito do Cinema Total”.

Bazin diz no texto “O mito do Cinema total” que o Cinema é um fenômeno idealista. Que antes mesmo de se obter a tecnologia necessária para se conceber o Cinema, a idéia de Cinema já estava formada na cabeça dos pesquisadores. Afirma ainda que a idéia aproximada daquilo que se deseja precede quase sempre a descoberta industrial que é a descoberta que torna viável a aplicação prática da idéia.

Os textos daqueles que Bazin chama de inventores do cinema propunham um cinema integral, um cinema que daria a ilusão completa da vida. Isso na minha opinião significa não apenas transcender as limitações técnicas da época mas também transcender as condições do estar no mundo do homem. A proposta era trocar a sua experiência do agora no espaço-tempo da realidade física externa pela experiência do agora no espaço-tempo dinâmico da realidade “intrafílmica” ou cinematográfica. Ainda hoje estaríamos longe disso, cada passo tecnológico dado apenas nos aproxima daquilo que já havia sido concebido desde os primórdio do cinema.
Assim é com a Realidade Virtual, o idealismo que precede a tecnologia tem aqui um papel fundamental também. A Realidade Virtual é uma tecnologia que tem como objetivo fazer com que o homem entre em um ambiente virtual e interaja com ele, tendo como principais conceitos a idéia de Imersão e Interação.

Hoje as tecnologias de Realidade Virtual estão voltadas para a interação do corpo humano com um ambiente virtual, eu considero essa idéia ultrapassada. Como avatar material na realidade física externa, nós somos uma consciência dirigindo um corpo, entre a consciência e a realidade física externa há o avatar material que é o corpo humano. Da forma como a realidade virtual está sendo concebida hoje, nela nós somos uma consciência controlando um corpo físico, que controla a interação do avatar digital com o ambiente virtual. O corpo físico é então o elemento que nos mantém atuando na realidade física externa e que impossibilita que o conceito de imersão e interação seja levado ao extremo. O que proponho e isso é um idealismo, é a eliminação da necessidade do estímulo do corpo físico para interação com o ambiente virtual em troca de uma tecnologia que tenha como propósito deslocar a consciência ou a percepção do sujeito para o ambiente virtual, transmutando a consciência do sujeito na consciência do avatar digital.

A imersão no ambiente virtual seria total e o avatar digital não seria mais dados inertes possuindo agora uma consciência que o controla e o guia na exploração do ambiente virtual. Nesse mundo virtual a consciência poderia estar como observadora do que se passa ou controlando um avatar, esse mundo virtual seria dinâmico e as infinitas possibilidades de se ter uma consciência dissociada do corpo livre para exploração ainda estão para ser descobertas.

Essa tecnologia quando desenvolvida poderia ser utilizada para ser o grande passo rumo a concretização do mito do cinema total. Sendo esse o último estágio para a imersão total na ilusão das imagens e para o cinema ser experimentado como uma realidade alternativa, ativa, onde você faz parte da história, está presente e é capaz de alterar-la através da vontade.

Esse é um tema e um campo importante de ser pesquisado, pois atualiza a questão do real e do virtual o relacionando diretamente com o cinema e assim podendo apontar novos caminhos para a concretização de um cinema que ainda não foi inventado. Os caminhos apontados para as novas tecnologias são também de relevância no campo da cibernética e também para a discussão do real e do virtual ao idealizar uma experiência plena de imersão.

O Vazio Transcendental “Feedback”

Estou postando aqui a discussão que o Tópico “O Vazio Transcendental” gerou na comunidade do Orkut “Enteógenos sem Dogmas”. Obrigado pessoal pelo ótimo feedback.

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Rafael

Legal o texto…

Terence McKenna disse duas frases sobre isso que eu concordo muito…

Pessoas verdadeiramente estúpidas não se interessam por psicodélicos porque não conseguem compreender do que se trata

Quanto menos inteligente você é, menos desafiadora a experiência psicodélica se torna, porque menos capaz de vislumbrar as implicações dela você é

Estou de acordo com o que o brother chamou de vazio transcendental. Eu diria que esse vazio é a abstinência da experiência imediata com a manifestação do sagrado no aqui e agora. É algo que a nossa cultura tirou de nós através de um longo processo histórico, que tende a colocar a validade da experiência direta do indivídoo sempre em segundo plano, seja através de religiões, instituições midiáticas ou científicas. Tudo isso se trata de uma terceirização da experiência do indivíduo, que não mais vê o sagrado ou o mecanismo da natureza através da sua própria vida, mas sim através de crenças em autoridades.

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Rafael
Podemos comparar essa questão da experiência psicodélica com uma aula ou ensinamento… É preciso prestar bastante atenção na hora que o professor está lhe ensinando algo, mas também é necessário, após esse momento, contextualizar o ensinamento na sua própria vida e compreender as implicações do que foi ensinado, ou no caso experimentado.
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Lee
então Rafa e pq ignorantes não conseguem contextualizar algo que é de sua vida?
Rafael
hahaha então CLR, não é retardamento, é apenas fruto de um baixo desenvolvimento das nossas faculdades imaginativas para visualizar as implicações das coisas em um contexto amplo, que por sua vez é fruto de todo esse paradigma de tercerização da experiência direta que eu citei como sendo um dos fatores responsáveis pelo que o autor chamou de “vazio transcendental” e eu chamei de “abstinência da experiência imediata com a manifestação do sagrado no aqui e agora”

Nem precisamos ir até a experiência psicodélica para verificar esse tipo de superficialidade intelectual sobre a realidade, reinante na nossa sociedade. Basta observar nossas instituições de ensino, que forma biólogos que nada sabem sobre a vida e psicólogos que nada sabem sobre a psique. Como escreveu Aldous Huxley:

Literária ou científica, liberal ou especializada, toda nossa educação é predominantemente verbalista e, pois, não consegue atingir plenamente seus objetivos. Ao invés de transformar crianças em adultos completamente desenvolvidos, ela produz estudantes de Ciências Naturais que não têm a menor noção do papel promordial da Natureza como elemento fundamental da experiência; entrega ao mundo estudantes de Humanidades que nada sabem sobre a humanidade, seja ela a sua ou a de quem mais for.

Todo nosso sistema de ensino é um grande mecanismo para a formação de reprodutores de conteúdo, e não de conhecedores e desenvolvedores do conteúdo. Tem uma grande diferença aí, que é justamente um dos eixos pelo qual a experiência psicodélica trabalha: a reinvidicação da compreensão autêntica através da experiência direta.

Vamos simplificar…..A inteligência, como está sendo referida nesse contexto, não é a bagagem de conteúdo teórico que carregamos conosco, embora isso seja uma parte secundária da questão. Muito menos é algo que torna uns menos capazes do que outros. O potencial da inteligência existe em todos nós, só precisa ser desenvolvido. E o desenvolvimento da inteligência é a capacidade de contextualizar e compreender os fatos em suas implicações mais amplas. Em outras palavras, se desenvolve a inteligência vivendo e tentando compreender a vida. E essa é a única forma de desenvolver a inteligência.

O “vazio transcendental” é o espaço em nós que precisa ser preenchido pelo senso de autenticidade da experiência direta. É a fome do espírito, buscando alimentar-se através do corpo. É o motor da motivação humana pela transcendência.

Como eu disse, acredito que o potencial da inteligência existe em todos nós, mas nem todos a desenvolvem. Lembrando que estou tomando a definição de “inteligência” como a capacidade de compreensão baseada na experiência direta. Não é algo apenas intelectual e nem só sensório - é o limite entre os dois, o ponto de fusão.

Acredito sim, que todos nós temos capacidade para fazer isso no contexto das nossas próprias vidas - desde que nos esforcemos para tal, como com qualquer coisa na vida. Mas a cultura pela qual se ergueu a nossa sociedade se trata de um tremendo mecanismo contra o desenvolvimento da inteligência; contra a compreensão autêntica que flui da nossa experiência direta no mundo. Assim, podem existir pessoas - e de fato existem - que passam por experiências verdadeiramente grandiosas mas tiram muito pouco ou nenhum proveito disso para suas vidas, simplesmente porque a coisa é tão doida em relação às concepções ordinárias da pessoa, que ela simplesmente fica confusa e não consegue contextualizar o conteúdo, decifrar suas significações e vislumbrar o tipo de questão que pode ser levantada a partir daí. Mas “não consegue”, justamente porque não se esforça pra isso, não desenvolve esse potencial por estar acostumado a delegar a responsabilidade pela compreensãio de mundo a autoridades terceiras; o que e chamo de “terceirizar a experiência”.

Os sonhos são um exemplo ainda mais notório que a experiência psicodélica nesse caso, visto que acontece com todos. Quantas vezes nós temos sonhos recheados de significação e cargas emocionais fortíssimas - o que indica claramente a importância do que está sendo experimentado; mas quando acordamos simplesmente olhamos aquela doidera toda e pensamos: “foi um sonho”, e simplesmente damos seguimento à nossa rotina como se aquilo não tivesse importância ou significado algum…..Esse é um exemplo notório de como a doutrinação cultural histórica que estamos imersos nos afasta do desenvolvimento da inteligência, ignorando e reprimindo a voz que nos fala através da nossa experiência direta.
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Som
Sobre a questão do uso do intelecto durante a expansão da consciência, acredito que não é a forma correta de se encarar a experiência já que o nível de informações que chega a mente é muito grande e qualquer tentativa intelectiva de catalogar o que a visão mostra acaba por tirar o seu valor. É dessa tentiva de sistematizar o sagrado que nascem as teologias e sectarismos por toda parte.

A experiência psicodélica por nos levar a pleni-consciência deve ser recebida de uma forma mais passiva e o vazio transcendental é exatamente essa vacuidade, a ausência das roupagens que criamos para a experiência em sí.

Só nesse estado é que se adiquire o conhecimento perfeito, o conhecimento que não passa pelo jogo dualista do sujeito-objeto, mas a sabedoria que vem da unidade com a nossa essência.

Rafael
Acredito que não tenha lido com muita atenção o texto inicial e o debate que se seguiu, pois o “vazio transcendental” que o autor se refere não é essa vacuidade mental ou ausência de roupagens que vc está se referindo. O autor usa o rótulo “vazio transcendental” para se designar à motivação da busca humana pela auto-transcendência.

A experiência psicodélica por nos levar a pleni-consciência deve ser recebida de uma forma mais passiva e o vazio transcendental é exatamente essa vacuidade, a ausência das roupagens que criamos para a experiência em sí.

Só nesse estado é que se adiquire o conhecimento perfeito, o conhecimento que não passa pelo jogo dualista do sujeito-objeto, mas a sabedoria que vem da unidade com a nossa essência.

Tudo bem, mas repare no paradoxo intrínseco à sua formulação….o que você está fazendo com ela senão justamente aplicando uma roupagem à essa experiência transcendetal, e assim a trazendo inevitavelmente para o jogo dualista?

Esse é o paradoxo da linguagem, sempre buscando apontar para algo que está além dela própria. Limitando o ilimitado. Como meu brother Danyel disse uma vez: “falou, já tá errado!” … E é a pura verdade, porém, daí não podemos saltar à crença de que a linguagem e os nossos modelos de interpretações são inúteis. É evidente que nenhum modelo pode alcançar a realidade absoluta daquilo que está modelando, mas eles continuam sendo referências muito úteis, desde que tenhamos consciência disso e não tomemos o modelo pela verdade, assim como não podemos achar que ver uma foto de um local é o mesmo que estar nesse local. Mas ainda assim as fotos são úteis, não é? Tanto como um link para a memória da experiência quanto como uma referência para aqueles que não conhecem o local fotografado.

O reino da eternidade reside na experiência perceptiva. Foi o que Blake percebeu quando disse que “se as portas da percepção estivessem limpas, tudo pareceria ao homem como realmente é: inifito”. Mas nós temos a necessidade não de apenas experimentar o infinito, mas também de compreendê-lo, e para isso precisamos limitá-lo. O que seria de uma experiência psicodélica se ela não provocasse profundas reflexões sobre o que é experimentado?

Citando mais uma vez Aldous Huxley…

As palavras são os fios com os quais tecemos nossas experiências

SOm
“Tudo bem, mas repare no paradoxo intrínseco à sua formulação….o que você está fazendo com ela senão justamente aplicando uma roupagem à essa experiência transcendetal, e assim a trazendo inevitavelmente para o jogo dualista?”

Tive que fazer isso para emitir um parecer sobre a questão, cair em paradoxo ao falar da experiência transcendental não é dialética furada, é até natural que isso aconteça já que não é possível limitar em conceitos a mesma, algumas escolas sacaram isso e criaram os koans e outras tantas frases absurdas que visão quebrar a linearidade da mente.

O tio Aldous também se referiu a isso quando disse que se recebecemos o raio da totalidade, seríamos aniquilados já que individualidade pressupõe limitação. Como a palavra é a arma do intelecto tenho que tentar forçar a barra da linguagem para que ela expresse o sagrado, a poesia tenta isso com toda as suas figuras de linguagem, o símbolo é mais perfeito já que abre um espectro maior de possibilidades interpretativas.

O conhecimento perfeito é a aniquilação do criador da ilusão separatista, que divide o Eu e o mundo, o conhecimento utilitário baseado na dualidade é imprecindível para o viver em sociedade mas dispensado em um transe no vazio transcendental do sí mesmo.

Rafael
Agora sim, concordo contigo. E então vc também há de concordar que, dizer que não se deve racionalizar experiências é assassinar a arte a poesia e a linguagem.

Eu concordo que no meio de uma experiência transcendetal não há necessidade de palavras, modelos ou sistemas. Tudo isso se torna trivializante diante da experiência, assim como, voltando a analogia que fiz anteriormente, uma foto seria trivializante para aquele que já está no local fotografado. Quem iria querer admirar uma foto do próprio local em que já se encontra? Quem iria querer ler uma descrição sobre o que é o vazio da mente enquanto experimenta próprio o vazio da mente? A experiência sempre trancende qualquer tipo de modelo, mas o fato é que, como vc mesmo disse ao citar Huxley, não suportaríamos viver com a percepção integralmente aberta à totalidade o tempo inteiro, por isso nosso sistema filtra boa parte delas para formar nossa percepção ordinária do cotidiano. E nessa experiência ordinária, que é o estado de consciência que passamos a maior parte do tempo de nossas vidas, eu penso que os modelos são muito úteis, assim como a fotografia é muito útil quando não se está no local fotografado. É através desses modelos de linguagem e intelecto que nós trazemos alguma coisa, mesmo que ultra-limitada, daquela experiência com o inexprimível, para nossas vidas cotidianas.

Orion
O vazio transcendental que eu proponho não é um lugar a se atingir, nem um estado de consciência, mas sim um buraco que carregamos dentro de nós desde que nascemos e que passamos a vida tentando preencher-lo com os mais variados tipos de experiências com o objetivo inconsciente de atingir um estado transcental. É como o instinto de reprodução que nos leva passar boa parte da vida buscando sexo. Eu não sei qual é a raiz do vazio transcental mas desconfio que esse buraco seja gerado durante a experiencia do parto. O bebê passa 9 meses em um tanque de privação sensorial chamado útero e um estado onde ele é pura consciência transcendental, sem noção de eu, ego ou corpo. Até que ele é arrancado bruscamente do estado de consciência transcendental para a densidade da realidade em 3 dimensões. A lembrança desse estado transcendental gera um buraco que não é preenchido nessa nova realidade, pois a sociedade não oferece a transcendencia através da experiência direta. Apenas descrições da experiência. Então a criança é modelada para viver na realidade consensual como se fosse a única realidade possível e como se a experiência direta da transcendencia fosse limitada a uma pequena elite de santos. Contudo a lembrança do estado transcental uterino fica para sempre enrraizada no ser da pessoa gerando um vazio que o impulsiona a busca do preenchimento, ou a supressão do msm.

É claro que podemos ir ainda mais a fundo e dizer que o vazio transcendental tem origem no espírito humano, e que a busca pelo preenchimento é a nescessidade do homem ir de reencontro a sua essência.

Isso é o que chamo de Vazio Transcendental.

Rafael
É interessante essa idéia de que o vazio transcendetal é uma espécie de saudade da experiência intra-uterina. Faz sentido, mas será que não podemos, nessa mesma direção, ir ainda além? Pois mesmo experiência do feto já é uma espécie de condensação no mundo tridimensional, ainda que num estágio muito mais sutil do que depois do nascimento. Será que essa “saudade” que gera o vazio transcendental não é a saudade de algo ainda anterior ao útero? Pois um estado onde não existe individualidade nem mesmo no nível biológico seria a própria experiência transcendental. O reino da potencialidade, de onde todos viemos e pra onde todos vamos. O vazio transcental, nesse contexto, seria nada menos do que a saudade da nossa veradeira casa. E no fim das contas, todos iremos pra casa…
Orion
Rafael podemos ir até o infinito buscando a origem do vazio transcendental, nessa explicação eu desci ele até a psicologia transpessoal e vc elevou a origem até a nossa origem cósmica. O fato é que o vazio tá lá, e nesse momento estamos tentando preencher-lo discutindo este assunto.

Som a fusão com a consciência universal eu acho que é a natureza da busca. Acho que todos nós acreditamos que ao atingir este estado teremos chegado no ápice do caminho.

Mas quando voltamos é como nascer, o buraco é esvaziado novamente, só que agora ele está menos fundo.

Dá pra ir longe nas teorias sobre o vazio transcendental, pq é algo que nós todos temos em comum. Que toda humanidade tem em comum.

Depois de definirmos o que é, podemos analisar como ele afeta a personalidade, percepção e comportamento do indíviduo e das massas.

As Igrejas são a prova viva de que este buraco na alma existe.

Fugindo do vazio transcendental para discutir a experiencia do feto, eu acho que é a de pura consciência incorporea na maior parte do tempo, pq além de ter um cérebro totalmente virgem, sem nenhuma descrição da realidade impressa, ele está no tanque de privação sensorial mais perfeito jamais feito. Mais o flutuamento no liquido amniótico, é um palco perfeito para experiências de ausência de gravidade e fusão com o todo, e com o cosmos. E esse potencial o bebe uma vez com o cérebro formado, já possui…

Acho que dentro do reino material essa é a mais distante experiência de consciencia intensificada que podemos experimentar, a primeira das muitas vindouras… rs

Já aquilo que transcede o materiall e que pode ser a origem esquecida que gera o buraco que iremos vir a tentar preencher, eu não sei o que pode ser, pode ser que os estados trancendentais estejam gravados em nossa composição por sermos feitos de partículas cósmicas, pode ser que tenha ligação com o espírito não criado adormecido no interior de cada homem, pode ser que seja um mecanismo de defesa diante do absurdo da existência e da finitude, pode ser a lembrança do mundo espiritual, pode ser a realidade espiritual suprimida pela sociedade, pode ser que por sermos um microcosmos ele tende a atingir a autoconsciência assim como macro tende, sei lá façam suas apostas…. rsrsrs

Nunzio
Nas experiências com o DMT que são comparadas à experiências de morte (Rick Strassman) muitas vezes é relatado o preenchimento de um vazio por diversos usuários, aliás tanto o DMT como outras moléculas psicodélicas…

Consideranto esse fato, não seria como se resgatássemos o acesso espiritual ou o acesso da consciência em uma fonte de energia de onde nós todos viemos?

Digo isso baseado no pouco que li sobre Amit Goswami com a teoria de todos nós fazermos parte de uma consciência coletiva(Todos Somos um Só).
Considerando os dois fatos anteriores (o DMT que preenche esse vazio/Morte), e o (Todos Somos um Só), o papel do psicodélico é dar esse gostinho de não se estar vivo somente aqui na terra e se sentir em casa longe da nossa casa material?

Se sim, quem já esteve nesse tipo de experiência não acabou tapando esse buraco?

Rafael
Acho que dentro do reino material essa é a mais distante experiência de consciencia intensificada que podemos experimentar, a primeira das muitas vindouras

Concordo plenamente com vc, especialmente levando em conta o segundo parágrafo que colei. Dentro do reino material, provavelmente a experiência mais imaterial possível é a de um feto. Talvez possamos estender isso para o lado oposto e dizer que o momento pré-morte também fornece esta experiência (e talvez os estados psicodélicos e meditativos mais profundos também, mas nesse caso são induções). Pois esses são os estados fronteiriços entre o material e o imaterial; nossa chegada e nossa partida. Porém, só o fato dessa experiência existir através do filtro biológico da percepção e do cérebro já nos mostra que ela não pode abranger a totalidade do reino transcendental, pois esta existe justamente no reino de pura potencialidade entre a chegada e a partida do organismo; no silêncio que é a origem e o fim de todas as coisas; a eternidade que sustenta toda essa transitoriedade em que vivemos.

As Igrejas são a prova viva de que este buraco na alma existe.

E também de que isso vêm sendo muito mal abordado …hehe

Como disse Jung: “A religião é uma defesa contra a experiência religiosa”

FIM

O Vazio Transcendental

O Vazio Transcendental

Escrito por Orion

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A experiência psicodélica não envolve apenas o ato de ingerir uma substância, depende muito tbm da mente do cara. Uma mente idiota e temos um idiota colorido 10x. Não basta apenas admirar deslumbrado passivamente a experiência psicodélica, é preciso assumir uma postura crítica diante daquilo que está sendo mostrado, é preciso interpretar a lição e isso exige esforço intelectual.

Fora que na maioria das vezes a experiência vai jogar com o sistema de crenças, personalidade e experiências do cara. Isso significa que pessoas medíocres terão experiências medíocres? Não, graças a alguns milhares de anos de evolução nosso biocomputador cerebral vem da fábrica com um sistema operacional fantástico por si só hipercomplexo, que funciona como um microcosmo interno. Ainda tem a centelha da consciência universal, que cada filho do todo nasce com e que está sempre desperta porém embotada. Acender a consciência universal não é obter conhecimento sobre a natureza do universo, é experimentar a consciência do universo. Ou seja consciência universal é a forma como o universo entende e experimenta a si mesmo e isso inclui vc, eu e a espécie humana. Ao acender essa chama vc acaba dando de presente ao universo mais um elemento para ampliar a autoconsciência dele, a sua própria consciência. O Universo evolui com vc quando vc acende a consciência bruta e transmuta ela na consciência universal.

O segredo para sair do embotamento e fazer brilhar a chama da consciência universal é tomar consciência sobre si mesmo e em seguida tomar consciência sobre a consciência. Vc pode começar se perguntando o que é a consciência.

Isso significa que por causa do sistema operacional e da centelha até mesmo pessoas medíocres podem ter experiências transcendentais que colocariam Joana “Dark” de joelhos, sem saírem de seus quartos…

Mas ainda assim a experiência exige esforço intelectual, uma vez que o sentido para se ter esse tipo de experiência é utilizar o conhecimento obtido, na experiência da realidade cotidiana.

Não existe morte do ego na experiência psicodélica, a dissolução do ego é temporária e não implica perda de consciência. Se não há consciência além das fronteiras do ego não houve experiência e então vc diminui a dose até chegar no limiar da consciência. Se a prática for correta sempre haverá consciência. Vc deve contemplar ativamente para que vc possa guardar e trazer para a realidade cotidiana o máximo de informação do Outro Lado.

Por mais que as motivações dos outros ao tentar uma experiência psicodélica sejam erradas a busca é a mesma, preenchimento do vazio transcendental. A necessidade de transcendência é inerente ao ser humano assim como instinto de reprodução e a sua ausência gera um buraco no ser que eu chamo de vazio transcendental. Passamos a vida empreendendo uma busca cujo objetivo é preencher esse vazio, com alguma coisa que supra nossa necessidade transcendental. Procuramos nas igrejas, na filosofia, na psicologia, nas plantas, no mundo… Por causa da angústia gerada pela ausência de respostas e pelos enganos que essa busca gera, as pessoas tendem a parar no caminho e ao invés de buscar o preenchimento ocultam e reprimem o vazio. Há então aqueles que estão na busca e estão acertando ou errando em suas escolhas e decisões, e aqueles que negam e escondem de si que existe algo faltando e que existe uma busca a se fazer. Fugir da realidade não adianta, pois fugimos somente para constatar que dentre as infinitas realidades possíveis, a percepção integral de toda realidade externa a nós, tal como ela é, é impossível para o sistema de captação/projeção do bicho humano. O humano está condenado a não perceber realmente a realidade. A REALIDADE NÃO EXISTE, LOGO TODA REALIDADE É POSSÍVEL.

Mas independente da postura de cada um de nós diante da situação, seja busca ou fuga, todos estamos ligados pelo vazio transcendental.

Lista de Substâncias Ilegais no BraZil

Olá leitores do blog, estou divulgando aqui esta lista com as substâncias que são ilegais no BraZil.  Não mexam com isso pq não pode….

Resolução - RDC nº 200, 17 de agosto de 2004
D.O 18/07/2004

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovado pelo Decreto n.º 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 8º, inciso IV, do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 593 de 25 de agosto de 2000, em reunião realizada em 16 de agosto de 2004,

considerando as atualizações das Listas “AMARELA” (Entorpecentes de Controle Internacional), “VERDE” (Psicotrópicos de Controle Internacional) e “VERMELHA” (Precursores e Insumos Químicos de Controle Internacional) das Convenções da Organização das Nações Unidas, das quais o Brasil é signatário;

considerando a recomendação da Gerência Geral de Medicamentos Novos, Pesquisas e Ensaios Clínicos – GEPEC, de exclusão da substância APOMORFINA E PIOGLITAZONA da Lista “C1” (Lista de Outras Substâncias Sujeitas ao Controle Especial) da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998;

considerando os artigos 6º e 36 da Lei nº 6.368, de 21 de outubro de 1976; e

considerando o art. 101 da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998.

Adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino sua publicação:

Art. 1º Publicar a atualização do Anexo I, Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial, da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998, republicada no Diário Oficial da União de 1º de fevereiro de 1999.

Art. 2º Estabelecer as seguintes modificações:

I. EXCLUSÃO:

1.1. Lista “C1”: Apomorfina

1.2. Lista “C1”: Pioglitazona

1.3. Adendo 7 da Lista “C1”

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

CLAUDIO MAIEROVITCH PEÇANHA HENRIQUES

ANEXO I

MINISTÉRIO DA SAÚDE
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
GERÊNCIA GERAL DE MEDICAMENTOS

ATUALIZAÇÃO N.º 16
LISTAS DA PORTARIA SVS/MS N.º 344 DE 12 DE MAIO DE 1998 (DOU DE 1/2/99)

LISTA - A1
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES
(Sujeitas a Notificação de Receita “A”)

1. ACETILMETADOL
2. ALFACETILMETADOL
3. ALFAMEPRODINA
4. ALFAMETADOL
5. ALFAPRODINA
6. ALFENTANILA
7. ALILPRODINA
8. ANILERIDINA
9. BEZITRAMIDA
10. BENZETIDINA
11. BENZILMORFINA
12. BENZOILMORFINA
13. BETACETILMETADOL
14. BETAMEPRODINA
15. BETAMETADOL
16. BETAPRODINA
17. BUPRENORFINA
18. BUTORFANOL
19. CLONITAZENO
20. CODOXIMA
21. CONCENTRADO DE PALHA DE DORMIDEIRA
22. DEXTROMORAMIDA
23. DIAMPROMIDA
24. DIETILTIAMBUTENO
25. DIFENOXILATO
26. DIFENOXINA
27. DIIDROMORFINA
28. DIMEFEPTANOL (METADOL)
29. DIMENOXADOL
30. DIMETILTIAMBUTENO
31. DIOXAFETILA
32. DIPIPANONA
33. DROTEBANOL
34. ETILMETILTIAMBUTENO
35. ETONITAZENO
36. ETOXERIDINA
37. FENADOXONA
38. FENAMPROMIDA
39. FENAZOCINA
40. FENOMORFANO
41. FENOPERIDINA
42. FENTANILA
43. FURETIDINA
44. HIDROCODONA
45. HIDROMORFINOL
46. HIDROMORFONA
47. HIDROXIPETIDINA
48. INTERMEDIÁRIO DA METADONA (4-CIANO-2-DIMETILAMINA-4,4-DIFENILBUTANO)
49.INTERMEDIÁRIO DA MORAMIDA (ÁCIDO 2-METIL-3-MORFOLINA-1,1-DIFENILPROPANO CARBOXÍLICO)
50. INTERMEDIÁRIO “A” DA PETIDINA (4 CIANO-1-METIL-4-FENILPIPERIDINA)
51.INTERMEDIÁRIO “B” DA PETIDINA (ÉSTER ETÍLICO DO ÁCIDO 4-FENILPIPERIDINA-4-CARBOXILÍCO)
52. INTERMEDIÁRIO “C” DA PETIDINA (ÁCIDO-1-METIL-4-FENILPIPERIDINA-4-CARBOXÍLICO)
53. ISOMETADONA
54. LEVOFENACILMORFANO
55. LEVOMETORFANO
56. LEVOMORAMIDA
57. LEVORFANOL
58. METADONA
59. METAZOCINA
60. METILDESORFINA
61. METILDIIDROMORFINA
62. METOPONA
63. MIROFINA
64. MORFERIDINA
65. MORFINA
66. MORINAMIDA
67. NICOMORFINA
68. NORACIMETADOL
69. NORLEVORFANOL
70. NORMETADONA
71. NORMORFINA
72. NORPIPANONA
73. N-OXICODEÍNA
74. N-OXIMORFINA
75. ÓPIO
76. OXICODONA
77. OXIMORFONA
78. PETIDINA
79. PIMINODINA
80. PIRITRAMIDA
81. PROEPTAZINA
82. PROPERIDINA
83. RACEMETORFANO
84. RACEMORAMIDA
85. RACEMORFANO
86. REMIFENTANILA
87. SUFENTANILA
88. TEBACONA
89. TEBAÍNA
90. TILIDINA
91. TRIMEPERIDINA

ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros (exceto os isômeros dextrometorfano, (+)3-metoxi-N-metilmorfinan, e o Dextrorfano, (+) 3-hidroxi-N-metilmorfinan), das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros (exceto os isômeros dextrometorfano, (+)3-metoxi-N-metilmorfinan, e o Dextrorfano, (+) 3-hidroxi-N-metilmorfinan), das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) preparações à base de DIFENOXILATO, contendo por unidade posológica, não mais que 2,5 miligramas de DIFENOXILATO calculado como base, e uma quantidade de Sulfato de Atropina equivalente a, pelo menos, 1,0% da quantidade de DIFENOXILATO, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA“.
3) preparações à base de ÓPIO, contendo até 5 miligramas de morfina anidra por mililitros, ou seja, até 50 miligramas de ÓPIO, ficam sujeitas a prescrição da RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA“.
4) fica proibida a comercialização e manipulação de todos os medicamentos que contenham ÓPIO e seus derivados sintéticos e CLORIDRATO DE DIFENOXILATO e suas associações, nas formas farmacêuticas líquidas ou em xarope para uso pediátrico (Portaria SVS/MS n.º 106 de 14 de setembro de 1994 – DOU 19/9/94).
5) preparações medicamentosas na forma farmacêutica de comprimidos de liberação controlada à base de OXICODONA, contendo não mais que 40 miligramas dessa substância, por unidade posológica, ficam sujeitas a prescrição da RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA“.

LISTA – A2
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES
DE USO PERMITIDO SOMENTE EM CONCENTRAÇÕES ESPECIAIS
(Sujeitas a Notificação de Receita “A”)

1. ACETILDIIDROCODEINA
2. CODEÍNA
3. DEXTROPROPOXIFENO
4. DIIDROCODEÍNA
5. ETILMORFINA
6. FOLCODINA
7. NALBUFINA
8. NALORFINA
9. NICOCODINA
10. NICODICODINA
11. NORCODEÍNA
12. PROPIRAM
13. TRAMADOL

ADENDO:
1)ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) preparações à base de ACETILDIIDROCODEÍNA, CODEÍNA, DIIDROCODEÍNA, ETILMORFINA, FOLCODINA, NICODICODINA, NORCODEÍNA, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade de entorpecentes não exceda 100 miligramas por unidade posológica, e em que a concentração não ultrapasse a 2,5% nas preparações de formas indivisíveis ficam sujeitas prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA –SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
3) preparações à base de TRAMADOL, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 100 miligramas de TRAMADOL por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
4) preparações à base de DEXTROPROPOXIFENO, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade de entorpecente não exceda 100 miligramas por unidade posológica e em que a concentração não ultrapasse 2,5% nas preparações indivisíveis, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
5) preparações à base de NALBUFINA, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 10 miligramas de CLORIDRATO DE NALBUFINA por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
6) preparações à base de PROPIRAM, misturadas a um ou mais componentes, contendo não mais que 100 miligramas de PROPIRAM por unidade posológica e associados, no mínimo, a igual quantidade de metilcelulose, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula deverão apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.

LISTA - A3
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS
(Sujeita a Notificação de Receita “A”)

1. ANFETAMINA
2. CATINA
3. 2CB - ( 4- BROMO-2,5-DIMETOXIFENILETILAMINA)
4. CLOBENZOREX
5. CLORFENTERMINA
6. DEXANFETAMINA
7. DRONABINOL
8. FENCICLIDINA
9. FENETILINA
10. FEMETRAZINA
11. LEVANFETAMINA
12. LEVOMETANFETAMINA
13. METANFETAMINA
14. METILFENIDATO
15. TANFETAMINA

ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1 os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2 os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.

LISTA – B1
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS
(Sujeitas a Notificação de Receita “B”)

1. ALOBARBITAL
2. ALPRAZOLAM
3. AMINEPTINA
4. AMOBARBITAL
5. APROBARBITAL
6. BARBEXACLONA
7. BARBITAL
8. BROMAZEPAM
9. BROTIZOLAM
10. BUTALBITAL
11. BUTABARBITAL
12. CAMAZEPAM
13. CETAZOLAM
14. CICLOBARBITAL
15. CLOBAZAM
16. CLONAZEPAM
17. CLORAZEPAM
18. CLORAZEPATO
19. CLORDIAZEPÓXIDO
20. CLORETO DE ETILA
21. CLOTIAZEPAM
22. CLOXAZOLAM
23. DELORAZEPAM
24. DEXMEDETOMIDINA
25. DIAZEPAM
26. ESTAZOLAM
27. ETCLORVINOL
28. ETILANFETAMINA (N-ETILANFETAMINA)
29. ETINAMATO
30. FENOBARBITAL
31. FLUDIAZEPAM
32. FLUNITRAZEPAM
33. FLURAZEPAM
34. GHB - (ÁCIDO GAMA – HIDROXIBUTíRICO)
35. GLUTETIMIDA
36. HALAZEPAM
37. HALOXAZOLAM
38. LEFETAMINA
39. LOFLAZEPATO DE ETILA
40. LOPRAZOLAM
41. LORAZEPAM
42. LORMETAZEPAM
43. MEDAZEPAM
44. MEPROBAMATO
45. MESOCARBO
46. METILFENOBARBITAL (PROMINAL)
47. METIPRILONA
48. MIDAZOLAM
49. NIMETAZEPAM
50. NITRAZEPAM
51. NORCANFANO (FENCANFAMINA)
52. NORDAZEPAM
53. OXAZEPAM
54. OXAZOLAM
55. PEMOLINA
56. PENTAZOCINA
57. PENTOBARBITAL
58. PINAZEPAM
59. PIPRADROL
60. PIROVARELONA
61. PRAZEPAM
62. PROLINTANO
63. PROPILEXEDRINA
64. SECBUTABARBITAL
65. SECOBARBITAL
66. TEMAZEPAM
67. TETRAZEPAM
68. TIAMILAL
69. TIOPENTAL
70. TRIAZOLAM
71. TRIEXIFENIDIL
72. VINILBITAL
73. ZALEPLONA
74. ZOLPIDEM
75. ZOPICLONA

ADENDO:

1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos que contenham FENOBARBITAL, METILFENOBARBITAL (PROMINAL), BARBITAL e BARBEXACLONA, ficam sujeitos a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”.
3) Em conformidade com a Resolução RDC n.º 104, de 6 de dezembro de 2000 (republicada em 15/12/2000):
3.1. fica proibido o uso do CLORETO DE ETILA para fins médicos, bem como a sua utilização sob a forma de aerosol, aromatizador de ambiente ou de qualquer outra forma que possibilite o seu uso indevido.
3.2. o controle e a fiscalização da substância CLORETO DE ETILA, ficam submetidos ao Órgão competente do Ministério da Justiça, de acordo com a Lei nº 10.357, de 27 de dezembro de 2001, Lei n.º 9.017, de 30 de março de 1995, Decreto n.º 1.646, de 26 de setembro de 1995 e Decreto n.º 2.036, de 14 de outubro de 1996.
4) preparações a base de ZOLPIDEM, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 10 miligramas de ZOLPIDEM por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA“.

LISTA - B2
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS ANOREXÍGENAS
(Sujeitas a Notificação de Receita “B”)

1. AMINOREX
2. ANFEPRAMONA
3. FEMPROPOREX
4. FENDIMETRAZINA
5. FENTERMINA
6. MAZINDOL
7. MEFENOREX

ADENDO:

1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.

LISTA – C1
LISTA DAS OUTRAS SUBSTÂNCIAS SUJEITAS A CONTROLE ESPECIAL
(Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)

1. ACEPROMAZINA
2. ÁCIDO VALPRÓICO
3. AMANTADINA
4. AMISSULPRIDA
5. AMITRIPTILINA
6. AMOXAPINA
7. ARIPIPRAZOL
8. AZACICLONOL
9. BECLAMIDA
10. BENACTIZINA
11. BENFLUOREX
12. BENZOCTAMINA
13. BENZOQUINAMIDA
14. BIPERIDENO
15. BUPROPIONA
16. BUSPIRONA
17. BUTAPERAZINA
18. BUTRIPTILINA
19. CAPTODIAMO
20. CARBAMAZEPINA
21. CAROXAZONA
22. CETAMINA
23. CICLARBAMATO
24. CICLEXEDRINA
25. CICLOPENTOLATO
26. CISAPRIDA
27. CITALOPRAM
28. CLOMACRANO
29. CLOMETIAZOL
30. CLOMIPRAMINA
31. CLOREXADOL
32. CLORPROMAZINA
33. CLORPROTIXENO
34. CLOTIAPINA
35. CLOZAPINA
36. DESFLURANO
37. DESIPRAMINA
38. DEXETIMIDA
39. DIBENZEPINA
40. DIMETRACRINA
41. DISOPIRAMIDA
42. DISSULFIRAM
43. DIVALPROATO DE SÓDIO
44. DIXIRAZINA
45. DONEPEZILA
46. DOXEPINA
47. DROPERIDOL
48. ECTILURÉIA
49. EMILCAMATO
50. ENFLURANO
51. ESCITALOPRAM
52. ENTACAPONA
53. ETOMIDATO
54. ETOSSUXIMIDA
55. FACETOPERANO
56. FEMPROBAMATO
57. FENAGLICODOL
58. FENELZINA
59. FENIPRAZINA
60. FENITOINA
61. FLUFENAZINA
62. FLUMAZENIL
63. FLUOXETINA
64. FLUPENTIXOL
65. FLUVOXAMINA
66. GABAPENTINA
67. GALANTAMINA
68. HALOPERIDOL
69. HALOTANO
70. HIDRATO DE CLORAL
71. HIDROCLORBEZETILAMINA
72. HIDROXIDIONA
73. HOMOFENAZINA
74. IMICLOPRAZINA
75. IMIPRAMINA
76. IMIPRAMINÓXIDO
77. IPROCLOZIDA
78. ISOCARBOXAZIDA
79. ISOFLURANO
80. ISOPROPIL-CROTONIL-URÉIA
81. LAMOTRIGINA
82. LEFLUNOMIDA
83. LEVOMEPROMAZINA
84. LISURIDA
85. LITIO
86. LOPERAMIDA
87. LOXAPINA
88. MAPROTILINA
89. MECLOFENOXATO
90. MEFENOXALONA
91. MEFEXAMIDA
92. MEMANTINA
93. MEPAZINA
94. MESORIDAZINA
95. METILPENTINOL
96. METISERGIDA
97. METIXENO
98. METOPROMAZINA
99. METOXIFLURANO
100. MIANSERINA
101. MILNACIPRANO
102. MINAPRINA
103. MIRTAZAPINA
104. MISOPROSTOL
105. MOCLOBEMIDA
106. MOPERONA
107. NALOXONA
108. NALTREXONA
109. NEFAZODONA
110. NIALAMIDA
111. NOMIFENSINA
112. NORTRIPTILINA
113. NOXIPTILINA
114. OLANZAPINA
115. OPIPRAMOL
116. OXCARBAZEPINA
117. OXIBUPROCAÍNA (BENOXINATO)
118. OXIFENAMATO
119. OXIPERTINA
120. PAROXETINA
121. PENFLURIDOL
122. PERFENAZINA
123. PERGOLIDA
124. PERICIAZINA (PROPERICIAZINA)
125. PIMOZIDA
126. PIPAMPERONA
127. PIPOTIAZINA
128. PRAMIPEXOL
129. PRIMIDONA
130. PROCLORPERAZINA
131. PROMAZINA
132. PROPANIDINA
133. PROPIOMAZINA
134. PROPOFOL
135. PROTIPENDIL
136. PROTRIPTILINA
137. PROXIMETACAINA
138. QUETIAPINA
139. REBOXETINA
140. RIBAVIRINA
141. RISPERIDONA
142. RIVASTIGMINA
143. ROPINIROL
144. SELEGILINA
145. SERTRALINA
146. SEVOFLURANO
147. SIBUTRAMINA
148. SULPIRIDA
149. SULTOPRIDA
150. TACRINA
151. TOLCAPONA
152. TETRACAÍNA
153. TIANEPTINA
154. TIAPRIDA
155. TIOPROPERAZINA
156. TIORIDAZINA
157. TIOTIXENO
158. TOPIRAMATO
159. TRANILCIPROMINA
160. TRAZODONA
161. TRICLOFÓS
162. TRICLOROETILENO
163. TRIFLUOPERAZINA
164. TRIFLUPERIDOL
165. TRIMIPRAMINA
166. TROGLITAZONA
167. VALPROATO SÓDICO
168. VENLAFAXINA
169. VERALIPRIDA
170. VIGABATRINA
171. ZANAMIVIR
172. ZIPRAZIDONA
173 ZOTEPINA

ADENDO:

1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos à base da substância LOPERAMIDA ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.
3) fica proibido a comercialização e manipulação de todos os medicamentos que contenham LOPERAMIDA ou em associações, nas formas farmacêuticas líquidas ou em xarope para uso pediátrico (Portaria SVS/MS n.º 106 de 14 de setembro de 1994 – DOU 19/9/94).
4) só será permitida a compra e uso do medicamento contendo a substância MISOPROSTOL em estabelecimentos hospitalares devidamente cadastrados junto a Autoridade Sanitária para este fim;
5) os medicamentos à base da substância TETRACAÍNA ficam sujeitos a: (a) VENDA SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico odontológico, não associadas a qualquer outro princípio ativo; (b) VENDA COM PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM A RETENÇÃO DE RECEITA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico ortorrinolaringológico, especificamente para Colutórios e Soluções utilizadas no tratamento de Otite Externa e (c) VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM RETENÇÃO DE RECEITA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico oftalmológico.
6) excetuam-se das disposições legais deste Regulamento Técnico as substâncias TRICLOROETILENO, DISSULFIRAM e LÍTIO (metálico e seus sais), quando, comprovadamente, forem utilizadas para outros fins que não os de efeito à área de saúde, e portanto não estão sujeitos ao controle e fiscalização previstos nas Portarias SVS/MS n.º 344/98 e 6/99.

LISTA - C2
LISTA DE SUBSTÂNCIAS RETINÓICAS
(Sujeitas a Notificação de Receita Especial)

1. ACITRETINA
2. ADAPALENO
3. ISOTRETINOÍNA
4. TRETINOÍNA
ADENDO:

1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos de uso tópico contendo as substâncias desta lista ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.

LISTA – C3
LISTA DE SUBSTÂNCIAS IMUNOSSUPRESSORAS
(Sujeita a Notificação de Receita Especial)

1. FTALIMIDOGLUTARIMIDA (TALIDOMIDA)

ADENDO:

1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.

LISTA – C4
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANTI-RETROVIRAIS
(Sujeitas a Receituário do Programa
da DST/AIDS ou Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)

1. ABACAVIR
2. AMPRENAVIR
3. ATAZANAVIR
4. DELAVIRDINA
5. DIDANOSINA (ddI)
6. EFAVIRENZ
7. ENFUVIRTIDA
8. ESTAVUDINA (d4T)
9. INDINAVIR
10. LAMIVUDINA (3TC)
11. LOPINAVIR
12. NELFINAVIR
13. NEVIRAPINA
14. RITONAVIR
15. SAQUINAVIR
16. TENOFOVIR
17. ZALCITABINA (ddc)
18. ZIDOVUDINA (AZT)

ADENDO:

1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos à base de substâncias anti-retrovirais acima elencadas, devem ser prescritos em receituário próprio estabelecido pelo Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde, para dispensação nas farmácias hospitalares/ambulatoriais do Sistema Público de Saúde.
3) os medicamentos à base de substâncias anti-retrovirais acima elencadas, quando dispensados em farmácias e drogarias, ficam sujeitos a venda sob Receita de Controle Especial em 2 (duas) vias.

LISTA - C5
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANABOLIZANTES
(Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)

1. ANDROSTANOLONA
2. BOLASTERONA
3. BOLDENONA
4. CLOROXOMESTERONA
5. CLOSTEBOL
6. DEIDROCLORMETILTESTOSTERONA
7. DROSTANOLONA
8. ESTANOLONA
9. ESTANOZOLOL
10. ETILESTRENOL
11. FLUOXIMESTERONA OU FLUOXIMETILTESTOSTERONA
12. FORMEBOLONA
13. MESTEROLONA
14. METANDIENONA
15. METANDRANONA
16. METANDRIOL
17. METENOLONA
18. METILTESTOSTERONA
19. MIBOLERONA
20. NANDROLONA
21. NORETANDROLONA
22. OXANDROLONA
23. OXIMESTERONA
24. OXIMETOLONA
25. PRASTERONA (DEIDROPIANDROSTERONA – DHEA)
26. SOMATROPINA (HORMÔNIO DO CRESCIMENTO HUMANO)
27. TESTOSTERONA
28. TREMBOLONA

ADENDO:

1) ficam também sob controle:
1.1 os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2 os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos de uso tópico contendo as substâncias desta lista, ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.

LISTA - D1
LISTA DE SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS
(Sujeitas a Receita Médica sem Retenção)

1. 1-FENIL-2-PROPANONA
2. 3,4 - METILENDIOXIFENIL-2-PROPANONA
3. ACIDO ANTRANÍLICO
4. ÁCIDO FENILACETICO
5. ÁCIDO LISÉRGICO
6. ÁCIDO N-ACETILANTRANÍLICO
7. DIIDROERGOTAMINA
8. DIIDROERGOMETRINA
9. EFEDRINA
10. ERGOMETRINA
11. ERGOTAMINA
12. ETAFEDRINA
13. ISOSAFROL
14. ÓLEO DE SASSAFRÁS
15. ÓLEO DA PIMENTA LONGA
16. PIPERIDINA
17. PIPERONAL
18. PSEUDOEFEDRINA
19. SAFROL
ADENDO:

1) ficam também sob controle, todos os sais das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) excetua-se do controle estabelecido nas Portarias SVS/MS n.º 344/98 e 6/99, as formulações não medicamentosas, que contém as substâncias desta lista quando se destinarem a outros seguimentos industriais.
3) óleo de pimenta longa é obtido da extração das folhas e dos talos finos da Piper hispidinervum C.DC., planta nativa da Região Norte do Brasil.

LISTA - D2
LISTA DE INSUMOS QUÍMICOS UTILIZADOS
PARA FABRICAÇÃO E SÍNTESE DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS
(Sujeitos a Controle do Ministério da Justiça)

1. ACETONA
2. ÁCIDO CLORÍDRICO
3. ÁCIDO SULFÚRICO
4. ANIDRIDO ACÉTICO
5. CLORETO DE ETILA
6. CLORETO DE METILENO
7. CLOROFÓRMIO
8. ÉTER ETÍLICO
9. METIL ETIL CETONA
10. PERMANGANATO DE POTÁSSIO
11. SULFATO DE SÓDIO
12. TOLUENO

ADENDO:

1) produtos e insumos químicos, sujeitos a controle da Polícia Federal, de acordo com a Lei nº 10.357 de 27/12/2001, Lei n.º 9.017 de 30/03/1995, Decreto n.º 1.646 de 26/09/1995, Decreto n.º 2.036 de 14/10/1996, Resolução n.º 01/95 de 07/11/1995 e Instrução Normativa n.º 06 de 25/09/1997;
2) o insumo químico ou substância CLOROFÓRMIO está proibido para uso em medicamentos.
3) o CLORETO DE ETILA, por meio da Resolução n.º 1, de 5 de fevereiro de 2001, foi incluido na relação de substâncias constatntes do artigo 1º da Resolução n.º 1-MJ, de 7 de novembro de 1995.
4) quando os insumos desta lista, forem utilizados para fins de fabricação de produtos sujeitos a vigilância sanitária, as empresas devem atender a legislação sanitária específica.

LISTA – E
LISTA DE PLANTAS QUE PODEM ORIGINAR SUBSTÂNCIAS
ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICAS

1. Cannabis sativa L..
2. Claviceps paspali Stevens & Hall.
3. Datura suaveolens Willd.
4. Erythroxylum coca Lam.
5. Lophophora williamsii Coult.
6. Papaver Somniferum L..
7. Prestonia amazonica J. F. Macbr.

ADENDO:

1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias obtidas a partir das plantas elencadas acima.
2) a planta Lophophora williamsii Coult. é comumente conhecida como cacto peyote.

LISTA - F
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS DE USO PROSCRITO NO BRASIL

LISTA F1 - SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES

1. 3-METILFENTANILA ou N-(3-METIL-1-(FENETIL-4-PIPERIDIL)PROPIONANILIDA
2. 3-METILTIOFENTANILA ou N-[3-METIL-1-[2-(2-TIENIL)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
3. ACETIL-ALFA-METILFENTANILA ou N-[1-(ALFA-METILFENETIL)-4-PIPERIDIL]ACETANILIDA
4. ACETORFINA ou 3-O-ACETILTETRAHIDRO-7-ALFA-(1-HIDROXI-1-METILBUTIL)-6,14-ENDOETENO-ORIPAVINA
5. ALFA-METILFENTANILA ou N-[1-(ALFA-METILFENETIL)-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
6. ALFA-METILTIOFENTANILA ou N-[1-[1-METIL-2-(2-TIENIl)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
7. BETA-HIDROXI-3-METILFENTANILA ou N-[1-(BETA-HIDROXIFENETIL)-3-METIL-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
8. BETA-HIDROXIFENTANILA ou N-[1-(BETA-HIDROXIFENETIL)-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
9. CETOBEMIDONA ou 4-META-HIDROXIFENIL-1-METIL-4-PROPIONILPIPERIDINA
10. COCAÍNA ou ÉSTER METÍLICO DA BENZOILECGONINA
11. DESOMORFINA ou DIIDRODEOXIMORFINA
12. DIIDROETORFINA ou 7,8-DIIDRO-7-ALFA-[1-(R)-HIDROXI-1-METILBUTIL]-6,14-ENDO-ETANOTERTAHIDROORIPAVINA
13. ECGONINA ou (-)-3-HIDROXITROPANO-2-CARBOXILATO
14. ETORFINA ou TETRAHIDRO-7-ALFA-(1-HIDROXI-1-METILBUTIL)-6,14-ENDOETENO-ORIPAVINA
15. HEROÍNA ou DIACETILMORFINA
16. MPPP ou 1-METIL-4-FENIL-4-PROPIONATO DE PIPERIDINA (ÉSTER)
17. PARA-FLUOROFENTANILA ou 4’-FLUORO-N-(1-FENETIL-4-PIPERIDIL])PROPIONANILIDA
18. PEPAP ou 1-FENETIL-4-FENIL-4-ACETATO DE PIPERIDINA (ÉSTER)
19. TIOFENTANILA ouN-[1-[2-(TIENIL)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA

ADENDO:

1)ficam também sob controle:
1.1.todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
1.2.todos os ésteres e derivados da substância ECGONINA que sejam transformáveis em ECGONINA E COCAÍNA.

LISTA F2 - SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS

1. (+) – LISÉRGIDA ou LSD; LSD-25; 9,10-DIDEHIDRO-N,N-DIETIL-6-METILERGOLINA-8BETA-CARBOXAMIDA
2. 4-METILAMINOREX ou (±)-CIS-2-AMINO-4-METIL-5-FENIL-2-OXAZOLINA
3. 4-MTA ou 4-METILTIOANFETAMINA
4. BENZOFETAMINA ou N-BENZIL-N,ALFA-DIMETILFENETILAMINA
5. BROLANFETAMINA ou DOB; (±)-4-BROMO-2,5-DIMETOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
6. CATINONA ou (-)-(S)-2-AMINOPROPIOFENONA
7. DET ou 3-[2-(DIETILAMINO)ETIL]INDOL
8. DMA ou (±)-2,5-DIMETOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
9. DMHP ou 3-(1,2-DIMETILHEPTIL)-7,8,9,10-TETRAHIDRO-6,6,9-TRIMETIL-6H-DIBENZO[B,D]PIRANO-1-OL
10. DMT ou 3-[2-(DIMETILAMINO)ETIL] INDOL ; N,N-DIMETILTRIPTAMINA
11. DOET ou (±)–4-ETIL-2,5-DIMETOXI-ALFA-FENETILAMINA
12. ETICICLIDINA ou PCE ; N-ETIL-1-FENILCICLOHEXILAMINA
13. ETRIPTAMINA ou 3-(2-AMINOBUTIL)INDOL
14. MDE ou N-ETIL MDA; (±)-N-ETIL-ALFA-METIL-3,4-(METILENEDIOXI)FENETILAMINA
15. MDMA ou (±)-N,ALFA-DIMETIL-3,4-(METILENODIOXI)FENETILAMINA; 3,4 METILENODIOXIMETANFETAMINA
16. MECLOQUALONA ou 3-(O-CLOROFENIL)-2-METIL-4(3H)-QUINAZOLINONA
17. MESCALINA ou 3,4,5-TRIMETOXIFENETILAMINA
18. METAQUALONA ou 2-METIL-3-O-TOLIL-4(3H)-QUINAZOLINONA
19. METCATINONA ou2-(METILAMINO)-1-FENILPROPAN-L-ONA
20. MMDA ou 2-METOXI-ALFA-METIL-4,5-(METILENODIOXI)FENETILAMINA
21. PARAHEXILA ou 3-HEXIL-7,8,9,10-TETRAHIDRO-6,6,9-TRIMETIL-6H-DIBENZO[B,D]PIRANO-1-OL
22. PMA ou P-METOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
23. PSILOCIBINA ou FOSFATO DIIDROGENADO DE 3-[2-(DIMETILAMINOETIL)]INDOL-4-ILO
24. PSILOCINA ou PSILOTSINA ; 3-[2-(DIMETILAMINO)ETIL]INDOL-4-OL
25. ROLICICLIDINA ou PHP; PCPY ; 1-(1-FENILCICLOHEXIL)PIRROLIDINA
26. STP ou DOM ; 2,5-DIMETOXI-ALFA,4-DIMETILFENETILAMINA
27. TENAMFETAMINA ou MDA; ALFA-METIL-3,4-(METILENODIOXI)FENETILAMINA
28. TENOCICLIDINA ou TCP ; 1-[1-(2-TIENIL)CICLOHEXIL]PIPERIDINA
29. TETRAHIDROCANNABINOL ou THC
30. TMA ou (±)-3,4,5-TRIMETOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
31. ZIPEPROL ou ALFA-(ALFA-METOXIBENZIL)-4-(BETA-METOXIFENETIL)-1-PIPERAZINAETANOL

ADENDO:

1) ficam também sob controle:
1.1.todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
1.2. os seguintes isômeros e suas variantes estereoquímicas da substância TETRAHIDROCANNABINOL:
7,8,9,10-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(9R,10aR)-8,9,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,9R,10aR)-6a,9,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,10aR)-6a,7,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
6a,7,8,9-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,10aR)-6a,7,8,9,10,10a-hexahidro-6,6-dimetil-9-metileno-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol

LISTA F3 – SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS

1. FENILPROPANOLAMINA

ADENDO:

1) ficam também sob controle todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.

LISTA F4 – OUTRAS SUBSTÂNCIAS

1. ESTRICNINA
2. ETRETINATO
3. DEXFENFLURAMINA
4. FENFLURAMINA
5. LINDANO
6. TERFENADINA

ADENDO:

1) ficam também sob controle todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) fica autorizado o uso de LINDANO como preservativo de madeira, sob o controle do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA.

Edições psicodélicas de revistas famosas

Trago hoje para o site algumas reportagens que ficaram célebres por ganharem a capa de revistas estrangeiras famosas e de renome. Muito interessante para todos, mais interessante ainda pra quem sabe ler em inglês. Me desculpem pela péssima diagramação mas me parece no momento que o wordpress tem vontade própria e eu estou fora do controle. Desfrutem das revistas pois são páginas para lamber… os beiços.

LIFE

Mai-13, 1957. Talvez a mais importante, e certamente um dos mais importantes artigos sobre alucinógenos nunca escrito em uma grande revista, esta  extensa reportagem de Gordon Wasson sobre sua descoberta de um culto mexicano ao cogumelo psilocybe teve repercussões ao longo de várias décadas seguintes. A peça, escrita por Wasson é fantástica, só por si, e se torna ainda mais atraente por enormes fotografias coloridas e desenhos de cogumelos psilocybe. A história básica foi reescrita muitas vezes, mas é um sentimento especial lê-la no contexto de 1957. Um fato raramente mencionado é que Wasson colheu os cogumelos de sua primeira viagem sozinho, ao invés de recebê-los a partir da curandeira. É também de notar quão pouco se sabe sobre a taxonomia e o conteúdo químico dos cogumelos neste momento, e as contribuições do francês Roger Heim micologista não se estendem muito além de notas prelimanares. Não muito tempo depois, o Dr. Albert Hofmann iria aderir a investigação de Wasson e Heim, que conduziu à identificação e isolamento da psilocibina como o componente ativo na maioria destas espécies de cogumelos.

Para este artigo da Life, Wasson mudou os nomes da região mexicana e curandeira ( “Mixeteco” = Oaxaca: “Eva Mendez” = Maria Sabina), embora continuassem a receber muitos visitantes gringos não convidados nos próximos anos.

Um registro em LP documenta uma das sessões de cogumelos do casal Wasson com Maria Sabina, ele foi lançado no México em 1957 pela Folkways (O Ayakamanakam possui esse lp e irá divulgar ele junto com o post futuro sobre Maria Sabina)

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LIFE

Mar-26, 1966. Interessante e ambicioso exposição pré-hippie do LSD em uma revista nacional*. Apesar do grande susto, o tom é mais intrigado e curioso do que julgador. Grandes 10 páginas com muitas fotos.
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LIFE

Set-9, 1966. Ainda não há propaganda anti-ácido nesta fria e surpreendente multi-página de cobertura sobre como o LSD inspirou artistas e seus trabalhos muitas vezes bizarros. Abundância de fotos.
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NEWSWEEK

May-6, 1966. Apesar da soberba capa, um pouco decepcionante olhar  para o novo “espírito das drogas”, em tom seco e distanciado. Ainda assim, útil como um instantâneo do que o LSD representava neste momento.
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POST

Nov-2, 1963. Uma das primeiras e muito interessante matéria sobre as  “drogas de distorção mental”, com um forte enfoque no acampamento de Leary / Alpert, que tinha acabado de ser expulso do México. Abundância de detalhes da cena de Zihuatenjo, mais algumas fotos divertidas.
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PLAYBOY

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LOOK

1954-Sep-21. Uma das primeiras reportagens sobre LSD que eu encontrei em uma revista nacional, esta é a pré-Huxley e pré-tudo pesquisa, que tratam exclusivamente sobre os aspectos psicomiméticos da droga, sugerindo que isso pode nos ajudar a compreender a esquizofrenia. Esta linha de investigação continuou durante toda a década de 1950, mas acabou por ser abandonada, quando foi mostrado que as semelhanças entre lisérgicos e esquizofrenia foram superficiais e não conclusivas.

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1966-jun-28. Esta é uma questão sobre o tema fantástico “Califórnia”, que capta a virada para o futuro dos 60s de uma maneira atraente. A música e as drogas são cobertas apenas de passagem, infelizmente, conta com um hostil parágrafo sobre os Acid Tests.

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1967-agosto-8. Extensa, ambiciosa exposição da nova cultura das drogas varrendo toda a nação. Tudo desde plantas até heroína são discutidas em um tom alarmado, trazendo aspectos sociológicos e históricos. Relatórios de potheads com muita diversão e cita algumas bastante surpreendentes fotos de jovens ligadões. A  entrevista com Leary tem um monte de fotos coloridas de sua encenação de um jogo baseado em Hesse que eu nunca tinha visto antes.

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TIME

1960-mar-28 Primeira exposição em uma revista nacionaL de um interessante comentário sobre testes psicoterapêutico com LSD América. A publicidade positiva de Cary Grant apoiando o LSD é mencionada, contendo inclusive uma foto engraçada do grande homem.

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POLICE GAZETE

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Avatar da Psicodelia - Daniel Siebert, parte 2

DANIEL SIEBERT é um farmacologista, etnobotânico, educador e autor. Ele foi investigar a visionária planta Salvia divinorum há mais de vinte anos e foi a primeira pessoa a trabalhar na farmacologia humana da salvinorina A para identificar claramente este composto como o psicoactivo principal da planta. Ele tem estudado S. divinorum no seu habitat nativo em Oaxaca, México, e tem trabalhado com ela sob a orientação dos Xamãs Mazatecas. Seu trabalho aparece em revistas científicas e outras publicações. Siebert é o criador do site Salvia divinorum Research and Information Center site. Este foi o primeiro site da Internet a centrar-se exclusivamente em informações sobre S. divinorum e continua a ser o mais abrangente. Ele também é o fundador e moderador do Sagewise, fórum fechado de discussão para pesquisadores e profissionais, bem como o seu antecessor, Salvia, que foi o primeiro na linha de S. divinorum. Siebert foi destaque em 1998 no documentário televisivo Sacred Weeds, exibido no canal 4, no Reino Unido. Seus comentários e opiniões sobre S. divinorum tem aparecido no The New York Times, The Los Angeles Times, e em numerosos jornais diários dos Estados Unidos, bem como em vários outros países. Da mesma forma ele tem discutido a planta na CNN, Fox News, Telemundo Internacional, e em muitas estações de televisão locais. Ele está concluindo os trabalhos de Divine Sage, o seu livro abrangente sobre a Salvia divinorum.
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Um proeminente pesquisador da Salvia Divinorum, Daniel Siebert, fala em uma Carta ao Congresso

Tradução por Orion do Blog Ayakamanakam

salvinorin

Caro Membro Honorário do Congresso:

Esta carta resume as importantes propriedades medicinais da Salvia divinorum e seu principal componente ativo Salvinorina A. Também coloca diante várias objecções à lei HR 5607, que visa colocar inapropriadamente esta erva medicinal na Lista I da Lei de Substâncias Controladas.

Como um farmacologista que dedicou os últimos dez anos para o estudo científico sobre esta erva, eu acredito que estou particularmente qualificado para falar sobre este assunto. Eu fui a primeira pessoa a investigar a farmacologia humana da Salvinorina A e a claramente identificar  este composto  como o princípio psicoativo da Salvia divinorum (Siebert, 1994). Mais recentemente, eu fui o co-autor de um artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), na qual o meu grupo de pesquisa relatou ter achado o mecanismo neurológico de ação da Salvinorina. Estes achados são de particular importância porque fornecem evidências sólidas para o valor medicinal deste composto. Estou atualmente trabalhando em colaboração com vários outros cientistas em várias pistas de investigação científica sobre a farmacologia da salvinorina A e compostos estreitamente relacionados. Meus colaboradores incluem o Dr. Bryan Roth (Diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental) e o Dr. Michael J. Iadarola (Chefe da Neuronal Gene Expression Unit at the Pain and Neurosensory Mechanisms Branch of the National Institute for Health). Para além do meu esforço científico, estou neste momento concluindo os trabalhos para um livro abrangente sobre as propriedade medicinais da Salvia divinorum.

Existem cerca de mil espécies de Salvia no mundo. Salvia divinorum é apenas uma das muitas espécies que são reconhecidas por suas propriedades medicinais úteis. O nome comum para todas as salvias é sábio (Sage {Salvia}). A maioria das pessoas estão familiarizadas com o mercado comum e culinário de Sage como a Salvia officinalis, que, para além da sua utilidade como um condimento, também é utilizada pelas suas propriedades medicinais. O gênero Salvia, o nome é derivado do latim salvare, que significa “para curar” ou “salvar”. As palavras salvação e salvador também partem desta mesma raiz.

Salvia divinorum é endêmica da Serra Mazateca no México central, onde tem uma longa história de uso medicinal. É utilizada tanto por suas propriedades psicoactivas, quanto como um tratamento eficaz para a artrite, dor de cabeça. A validade de cada uma destas diferentes aplicações é bem suportada pelas conclusões recentes de meu grupo de pesquisa.

Para resumir os nossos resultados recentes: Salvinorina é um excepcionalmente potente e altamente agonista seletivo de receptores kappa-opióide e, como tal, tem um tremendo potencial para o desenvolvimento de uma ampla variedade de medicamentos valiosos. O mais promissor desses incluem  analgésicos seguros que não provocam dependência, antidepressivos, anestésicos de ação curta que não deprimem a respiração, e medicamentos para tratar doenças caracterizadas por alterações na percepção, incluindo esquizofrenia, doença de Alzheimer, e transtorno bipolar (Roth et al. 2002).

Agonista de Receptores Kappa-Opióides são de especial interesse para a farmacologia porque fornecem medicamentos eficazes para a dor que não são formadores de hábito e não produzem dependência. Na verdade, há um crescente corpo de evidências que indicam que Agonistas de Receptores Kappa-Opióides provocam realmente o oposto da dependência. Esta é uma importante vantagem sobre os mais poderosos analgésicos atualmente prescritos. Meus colegas e eu em breve publicaremos um documento que relata os resultados de estudos animais que demonstram a eficácia de salvinorina A como um analgésico (Chavkin et al., No prelo). No meu livro eu descrevo muitos relatos de casos em que as pessoas testemunham a eficácia dessa erva para gerir dor. O tradicional uso Mazateca da Salvia divinorum para tratar dores de cabeça e artrite também atesta a sua eficácia como um analgésico.

A capacidade da salvinorina A  bloquear a percepção da dor também sugere que esta pode se revelar muito útil como um anestésico geral de ação curta. O facto de não deprimir a respiração é particularmente interessante, pois indica que salvinorina A  poderia ser muito mais segura do que a maioria dos anestésicos gerais atualmente em uso.

Recentemente o Dr. Karl HANES publicou um relato de caso no Journal of Clinical Psychopharmacology, no qual ele descreve um paciente que obteve isenção de depressão crônica, utilizando Salvia divinorum (HANES, 2001). No meu livro eu descrevo vários outros casos de pessoas que se recuperaram de grave depressão, com a ajuda desta erva. É particularmente interessante que essas pessoas foram capazes de obter alívio persistente da sua depressão após alguns tratamentos. Muito ao contrário do regime contínuo de medicação necessária ao tratamento convencional com antidepressivos como o Prozac, que na maioria dos casos, apenas oferecem alívio sintomático da depressão. Salvia divinorum freqüentemente produz uma melhora clínica de longa duração.

Por causa que Salvinorina A altera várias modalidades perceptuais, agindo em receptores kappa-opióides , fica evidente que estes receptores desempenham um papel proeminente na modulação da percepção humana. Isto sugere a possibilidade de que novos compostos psicoterápicos derivados de  salvinorina A poderiam ser úteis para o tratamento de doenças manifestadas por distorções perceptuais (por exemplo, esquizofrenia, demência e transtorno bipolar). Esta é uma promissora área de investigação que é importante para prosseguir.

Salvia divinorum tem várias propriedades que a tornam útil na psicoterapia: ela produz um estado de profunda auto-reflexão, uma melhora da capacidade de recuperar memórias da infância, e proporciona o acesso a áreas da psique que são normalmente difíceis de alcançar. Falei com vários psicoterapeutas que têm utilizado este erva em sua prática. Eles estão impressionados com a sua eficácia como um instrumento psicoterapêutico. Este tipo de aplicação não é novo, os Mazatecas há muito utilizam Salvia Divinorum para tratar de queixas psicológicas.

Salvinorina A é também uma importante sonda neuroquímica para estudar o sistema dynorphin/kappa-opióide. Como tal, é útil para a investigação sobre os mecanismos neurológicos da percepção e consciência. Um Salvinorin é notável na medida em que pertence a uma classe química totalmente diferente do que qualquer receptor opióide  previamente identificado (é um diterpeno). Este fato é de grande interesse para a farmacologia, porque abre uma nova área de grande futuro para o desenvolvimento de medicamentos que não significam abuso potencial.

Existem muitos equívocos populares sobre Salvia divinorum. Presumivelmente, a lei HR 5607 é baseada em alguns destes. Muitos destes equívocos têm sua origem em artigos sensasionalistas que têm aparecido na imprensa popular, e outros absurdos derivam da publicidade de vendedores de ervas anti-éticos que deliberadamente exageram os efeitos da Salvia divinorum, em um esforço para aumentar as vendas.

O fato é que os efeitos da Salvia divinorum não são atrativos para os consumidores de drogas recreativas. A maioria das pessoas que tentam descobrir não gozam os seus efeitos e não continuam a usá-la. Não é eufórico ou estimulante. Não é uma droga social. Uma vez que aumenta a auto-consciência, é inútil como uma droga de escape. É muito útil como uma erva medicinal.

Salvia divinorum não é viciante ou formadora de hábito. Seu mecanismo de ação indica que ela pode realmente ser anti-dependência. Muitas pessoas têm relatado que Salvia divinorum realmente ajudou-os a superar problemas com o abuso de substâncias.

Salvia divinorum não é tóxica. Estudos toxicológicos foram realizados pelo Dr. Leander Valdés, da Universidade de Michigan, Jeremy Stewart na Universidade do Mississippi, o Dr. Frank Jaksch de Chromadex Inc., e Wayne Briner da Universidade do Kansas. Nem Salvia divinorum nem salvinorina A mostraram toxicidade em nenhum desses estudos. Existe um vasto corpo de evidências empíricas que indica que Salvia divinorum é uma erva notavelmente segura. Na verdade, os Mazatecas, que têm provavelmente utilizado S. divinorum a centenas de anos, não atribuem qualquer propriedades tóxicas para esta planta.

Salvia divinorum é uma erva medicinal relativamente obscura, sem significativo potencial de abuso. Ela não apresenta um risco para a saúde pública ou de segurança. Criminalizar-la apenas serviria para criar um problema onde anteriormente não existia. A regulamentação dos medicamentos herbais, como este é um assunto que deve ser manuseado pelo FDA.

Não há nenhuma justificação razoável para fazer a Salvia divinorum uma substância controlada. Colocá-la na lista de substâncias controladas iria privar as pessoas de uma erva medicinal segura e útil, e iria prejudicar gravemente promissoras pesquisas médicas. Devido à sua complexidade estereoquímica, salvinorina A é virtualmente impossível produzir sinteticamente. É importante que a sua origem vegetal, Salvia divinorum, permaneçam disponíveis para que os investigadores possam continuar a estudar este importante composto.

Evidentemente, esta lei é baseada em informações imprecisas sobre a Salvia divinorum. “Schedule I” é destinado para as substâncias que têm um elevado potencial de abuso, uma falta de aceitação da segurança, e uso médico não aceito atualmente. Salvia divinorum não cumpre qualquer um destes critérios.

Atenciosamente,

Daniel J. Siebert

Referências:

Siebert, Daniel J. Divino Sage. Trabalho em andamento.

Chavkin, Charles, Sumit Sud, Wenzhen Jin, Jeremy Stuart, Daniel J. Siebert, Sean Renock, Karen Baner, Nicole M. White, John pintar e Bryan Roth L. .. Livro em andamento.

Roth, L. Bryan, Karen Baner, Richard Westkaemper, Daniel Siebert, Kenner C. Rice, SeAnna Steinberg, Paul Ernsberger, e Richard Rothman. 2002. . Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos da América (PNAS). Vol. 99, Issue 18, 11934-11939.

HANES, R. K. 2001. Efeitos anti depressivos da Salvia divinorum: relato de caso. Journal of Clinical Psychopharmacology. 21 (6) :634-635.

Gruber, John W., Daniel J. Siebert, H. Der Marderosian Ara, e Rick S. Hock. 1999. High Performance Liquid Chromatographic Quantification de Salvinorin A partir de tecidos de Salvia divinorum Epling & Játiva-M. Phytochemical Analysis. 10 (1) :22-25.

Siebert, Daniel J. 1994. Salvia divinorum e salvinorin A: novos achados farmacológico. Journal of Ethnopharmacology 43: 53-56.

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Uma nova entrevista com Daniel Siebert.

Entrevista com Daniel Siebert, realizada por Will Beifuss.

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Entrevista editada na revista The Entheogen Review. Nº. 3

Entrevista sem fotos retirada do blog: http://avisospsicodelicos.blogspot.com/

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Will: Desde quando você passou a se interessar por Salvia divinorum?

Daniel: Talvez seja mais apropriado eu concertar a pergunta, “Desde quando a Salvia divinorum passou a se interessar por mim?” Eu encontrei primeiramente uma descrição da Salvia divinorum em 1973 em um pequeno livro chamado “Legal Highs”, o qual descrevia que Salvia divinorum era muito similar com psilocibina, mas com efeito mais curto. Isso chamou imediatamente minha atenção, já que na epoca eu era um jovem adolescente “hip”, com muita curiosidade em psicodélicos, e a comparação com psilocibina era sedutora. Eu provavelmente teria experimentado imediatamente se eu a tivesse em mãos, mas a Salvia divinorum era muito rara e difícil de se obter. A Igreja da Árvore da Vida (Tree of Life) tinha uma planta grande e oferecia cortes enraizados como um premio para doações de U$100,00 ou mais para a igreja, mas esta quantia era muito maior do que eu poderia ter naquela epoca. Entretanto, eu fiquei interessado e escrevi para a Igreja tendo obter mais informações, mas não recebi nada.

Só nos anos 80 que eu vim a cruzar com a planta de novo, eu estava procurando no catalogo de sementes da companhia The Redwood City e percebi que eles estavam vendendo mudas de Salvia divinorum. Eu acho que cobravam cerca de U$25,00 na epoca, e eu comprei uma. Infelizmente a planta morreu em poucos dias depois deu a recebe-la. Cerca de um ano depois, eu fui a uma palestra do Terence McKenna perto de Los Angeles. Eu percebi um homem na platéia que estava carregando um vaso com Salvia divinorum. Fui até ele e me apresentei. Ele ficou surpreso por eu ter reconheido essa rara plantinha e me contou que estava tendo sucesso em cultiva-la. A planta que ele estava carregando era uma “reserva” que ele trouxe, então poderia compartilha-la com outras pessoas. Ele quebrou um galho e me deu. Cheguei em casa com o galho murcho e sem esperanças, mas eu consegui reanima-lo colocando-o em um copo de água e espirrando água com um spray frequentemente. Posteriormente a planta enraizou e eu a plantei em um vaso, que eu deixei numa pequena estufa que eu havia comprado.

Corte Enraizado

Corte Enraizado

Enquanto a planta crescia eu fiz algumas pesquisas. Depois de perguntar por ai, descobri que várias pessoas já haviam experimentado a Salvia divinorum. Todas me pareceram não impressionadas com os efeitos (ou a falta de) e pareceram também achar que não valia a pena. Muitas pessoas tem atualmente a opinião que a Salvia divinorum não é psicoátiva e atribuem os efeitos obtidos a um “efeito placebo”. No entanto, uma das pessoas que eu falei, foi Kat Harrison. Ela mencionou que sua amiga, a antropologista Bret Blosser, tinha experimentado Salvia divinorum sob a direção de um xamã Mazateca e teve uma forte experiência visionária. Aparentemente ele a instruiu a comer 13 pares de folhas que ele primeiramente enrolou na forma de um charuto.

Depois de cerca de um ano, a planta que eu obti estava batendo no teto da minha então lotada estufa, e estava sofrendo sérias infestacões de insetos. Eu decidi remove-la para fora da estufa, na esperança que pudesse controlar esse problema mais fácilmente com a planta do lado de fora. Quase imediatamente que eu movi o vaso, a planta se encurvou e o caule principal partil perto da base, uns poucos centímetros do solo. Tentando me recuperar desta situação, eu salvei alguns cortes da planta caida e coletei todas as folhas que estava livres de insetos. Eu embalei as folhas em papel-toalha molhado e então coloquei-as numa sacola plástica dentro da geladeira, na esperança de que continuariam frescas até eu encontrar uma oportunidade para experimenta-las. Nesta epoca eu acreditava que a Salvia divinorum era psicoativa somente quando consumida as folhas frescas. As folhas secas eram para mim completamente inativas.

Finalmente, após cerca de uma semana eu decidi experimenta-la com mais dois amigos. Nós decidimos tentar experimenta-las no pátio ao anoitecer, ingerimos da mesma maneira que a Blosser. Contamos 26 folhas, enrolamos na forma de um charuto e começamos a morder. Quanto mais eu mordia, pior o gosto ficava. Ficava progressivamente mais difícil de engulir devido ao forte gosto amargo, mas de alguma forma, nós terminamos todas as nossas folhas. Em cerca de dez ou quinze minutos eu percebi uma ligeira mudança na minha visão. Eu pude perceber vagamente um halo em volta dos objetos. Eu disse “Eu acho que estou sentindo algo.”

Então eu fiquei em pé e andei uma curta distância. Era meio difícil me mover. Eu estava de repente mais consciênte do espaço e noção de perspectiva. Eu agora tinha certeza que estava olhando as coisas de forma diferente, lembro-me de ter dito: “Eu definitivamente estou sentindo algo”.

Um dos meus amigos olhou um pouco desapontado e disse, “Eu não sinto nada”, então quase antes dele acabar de dizer a palavra “nada”, ele caiu da cadeira. Ele ria histericamente. Eu nunca havia visto alguém rir tanto que nem ele, seu corpo convulsionava com a risada. Ele me pareceu estar tentando dizer algo, mas era completamente imcompreensível porque ele não parava de rir. Sua risada era contagiosa e ele todos nós começamos a rir descontroladamente. Após alguns minutos, ele finalmente conseguia falar. Ele perguntou, “Você também esteve lá?” Neste momento eu não entendi o que ele queria dizer com esta pergunta, só mais tarde ele explicou que esteve em uma caverna subterranea e queria saber se nós estivemos lá também.

Nesta experiência, nós três haviamos sentido efeitos profundos provocados pela erva. Era algo muito natural e educador o que sentimo. Eu senti um forte senso de segurança e conforto, um sentimento que tudo estava em paz e era como deveria ser. Eu vi pequenas casa aconchegantes que eram de espíritos da natureza parecidos com as fadas contruídas nas colinas em volta de mim. Eu ví entidades parecidas com elfos de olhos esticados que se assemelhavam a personagens de desenho. Após cerca de uma hora, os efeitos foram gradualmente diminuindo, nos deixando relaxado confortávelmente e impressionados. Foi verdadeiramente uma experiência fantástica. Desde então eu me interessei apaixonadamente por esta planta.

Will: A Salvia divinorum tem a reputação de produzir efeitos bizarros. Você sente que esta planta pode ser usada para o crescimento pessoal/espiritual fora do uso tradicional dos Xamãs Mazatecas?

Daniel: Absolutamente, eu acredito que esta é a razão principal que as pessoas se sentem atraídas pela Salvia divinorum. É como uma passagem trans-dimensional que permite sair da realidade consensual, promovendo uma oportunidade única de explorar a naturesa da consicência e os mistérios fundamentais da existência. Pode te levar através da morte e o nascimento. Pode te transportar alguém para outro lugar e epoca, pode mostrar a criação e o fim do universo. Experiências como essa deixam uma impressão inesquecível e tremendamente enriquecedora. Eu acredito que a Salvia divinorum será de extremo valor como ferramente na psicoterapia, porque ela permite acessar profundamente o interior da psique. Eu tenho ouvido muitas pessoas que tiveram sua vida mudade de forma positiva, como resultados dos insights obtidos através das experiências com esta erva.

Esta ocorrendo atualmente um interessante experimento “as cegas” no Canada, que estuda a efetividade da Salvia divinorum como uma ajuda na meditação. O estudo é liderado por Ian Soutar e está sendo financiado pelo MAPS. Ian está trabalhando com um grupo de que pratica meditação silenciosa. Eles descobritam que com doses baixas, não visionárias, de Salvia divinorum ministrada de forma sublingual tem o efeito de libertar a mente de distrações e promover uma clareza e um estado melhor de concentração, o que é ideal na prática da meditação. Esse estudo é interessante para mim, pois explora uma nova forma de trabalho com a Salvia divinorum.

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Will: Diga algo sobre o livro que você está escrevendo atualmente.

Daniel: Sim, é claro. Eu estou muito excitado com este projeto. O livro ficou muito maior do que eu esperava originalmente, e consequentemente esta me levando muito mais tempo para eu termina-lo do que eu esperava, mas eu sinto que isso irá valer a pena pela demora. O livro é bem abrangente e cobre praticamente todos os aspectos do assunto: história, botanica, horticultura, etnobotanica, química, bioquímica, a fenomologia dos efeitos, preparação e segurança, métodos de uso, a importância do ritual, etc. Eu estou pensando em publicar duas ou três sessões do livro separadamente antes de terminar o livro todo.Uma dessas podem ser um livro sobre “Botância e Horticultuda da Salvia divinorum” e a outra “Fenomologia dos Efeitos”.

Will: Durante as pesquisas para o livro, você viajou para o México?

Daniel: Sim, eu passei algum tempo na Sierra Mazateca na primavera de 1999 fazendo algumas entrevistas, tirando fotos, explorando o habitat nativo da Salvia divinorum e participando de algumas cerimonias tradicionais com dois bem respeitados xamãs. Esta viagem foi um tanto mágica, e produtiva. Meu respeito com esta erva aprofundou-se bastante e também a minha apreciação pela forma que os índios curandeiros trabalham. Eu aprendi muitas coisas sobre a Salvia divinorum pela perspectiva dos Mazatecas e estarei compartilhando esse conhecimento que eu aprendi nos meus 4 livros que virão. É uma extraordinária região e eu pretendo retornar mais regularmente para conduzir futuras pesquisas e visitar meus novos amigos.

Will: Esses Xamãs que você conheceu no México, sabem do crescimento da popularidade da Salvia divinorum mundialmente? Se sabem, o que acham disso?

Daniel: Os curandeiroa que eu falei, me pareceram inconsciênte de que a ska Maria Pastora esta ficando popularmente conhecida. A maioria dos estrangeiros que vão aquelas regiões estão interessados nos hongitos (cogumelos) e em menor proporção nas morning glories (ipomea violácea, rivea corymbosa). Eles ocasionalmente encontram pessoas interessadas em Salvia divinorum, mas estes são poucos e raros. Eles me pareceram muito supresos com o meu interesse em aprender sobre a Salvia divinorum. Entretanto esta crescendo como nós sabemos o interesse no mundo todo, quase que comparado com os cogumélos mágicos. Eu acho que ainda levará um tempo até que os Mazatecas passem a ver turistas atrás de Salvia divinorum.

Tive uma conversa interessante com Doña Julieta, eu a expliquei que a maioria das pessoas estava tendo experiências hoje em dia funado as folhas da Salvia divinorum. Ela se mostrou bem contratiada com este tipo de prática e disse que era extremamente desrespeitosa com a planta, usa-la desta maneira. Ela disse que era o equivalente a queimar seus próprios filhos. Obviamente ela foi um pouco exagerada com isso. Ela deixou muito claro que em se tratando de plantas sagradas, honra e respeito são de suma importância, e que as folhas não devem ser consumidas sem observar um dieta ritualística apropriada e usa-las em um contexto cerimonial adequado, sob a direção de um experiente e respeitavel xamã, como ela.

Eu gostaria de mencionar aqui, que agora há empresários não-Mazatecas que estão indo até a região e comprando folhas de Salvia divinorum de Mazatecas sem escrúpulos para exportar. Estas operações de exportação estão tirando centenas de quilos de folhas secas da região anualmente. Obviamente os Mazatecas que estão vendendo para esses compradores estão realizando a popularização da erva sagrada deles fora do país.

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Will: Que outras pesquisas você planeja conduzir no México?

Daniel: Primeiramente, eu estou interessado em passar mais tempo com alguns dos xamãs Mazatecas que usam Salvia divinorum e então poderei entender melhor o uso deles com esta planta, e suas perspectivas particulares em relação a ela. Eu acho que é muito importante para aqueles que estão experimentando Salvia divinorum terem um conhecimento do seu uso tradicional. Estes xamãs sabem bastante coisa sobre como trabalhar com esta planta de forma significativa. Eles entendem o que pode ser feito com ela e como usa-la para atingir objetivos específicos. É sabido que muitas culturas indígenas, tradições xamãs tem desaparecido pelo mundo rapidamente. Poucos Mazatecas jovens estão interessados em aprender suas tradições. Muito desse conhecimento será perdido nos próximos 20-30 anos se a atual geração de xamãs mais velhor morrerem. Pouquíssimas informações sobre a tradição Mazateca e o uso de Salvia divinorum foi registrada. Se esse conhecimento tem que ser preservado, o tempo de o fazer é agora, antes que desapareça.

Eu estou interessado em determinar se alguns dos Mazatecas diretamente vizinhos dos Cuicatecas e Chinatecas, também usavam Salvia divinorum. Eu também quero muito identificar a identidade da erva chamada “Yerba de la Virgen”, que de acordo com o artigo de Weitlaner em 1952 foi usada pelo povo de Otomí numa região pouco distânte de Tulancingo, Hidalgo, na mesma maneria que a Salvia divinoru, seria fascinante descobrir que de fato era Salvia divinorum, mas mesmo que não seja, já seria bem interessante descobrir a verdadeira identidade.

Eu também estou planejando pesquisar a diversidade genética da Salvia divinorum. Esta planta raramente produz sementes e mesmo quando produz, difícilmente as sementes obtidas são viáveis. Por causa disso, a planta tem virtualmente sempre se propagado de forma assexuada por cortes. Nunca foi se observado geneticamente a diversidade da população de Salvia divinorum geradas através de sementes pelo botânicos. Numa primeira vista, muita das populações de Salvia divinorum apareceram de forma selvagem, mas olhando melhor, percebemos que os Mazatecas escolheram deliberadamente a planta em locais fora de acesso. Eles acreditam que não se deva planta-la em locais aonde passam pessoas, pois elas perderia sua força. Num ambiente umido, como as florestas fechadas na Sierras Mazatecas, as sessões do caule rapidamente enraizam quando fazem contato com o solo molhado.

Uma vez plantada em determinado local, a planta se propaga assexuadamente pelo ambiente local, ela se propaga sozinha através do galhos que se quebram e caem no chão. Dpois de muitos anos a planta se torna completamente naturalizada com a região, parecendo ser nativa. É certamente possível que existam populações de Salvia divinorum nativas em algum lugar. O que eu disse, foi que nunca foram observadas tais populações pelos botanicos, e os Mazatecas que eu falei asseguraram que elas não cresceram do forma selvaem, mas que sempre foram introduzidas nas localidades por interferência humana. Então parece que a planta são clones com uma diversidade genética bem limitada. De fato pode ser que hajam poucos clones de Salvia divinorum diferentes genéticamente na região toda, e é possível também que toda essa espécie seja predominantemente vinda do mesmo clone. Eu gostaria de coletar mais espécies vivas de uma grande variedade de locais pela região para ver se são geneticamente idênticas ou não. Isso pode ser feito através da análise de “isozyme” ou através de técnicas de identificação de DNA.

Will: Você recentemente conduziu experimentos para testar a reação psicoativa de outra Salvia, a Salvia Splendens. Como esse experimento foi feito e quais foram os resultados?

Daniel: A primeira descrição publicada que nós sabemos que se refere a Salvorina A, foi feita em 1982 por um fitoquímico mexicano, Alfredo Ortega. Naquele tempo ela era chamada de simplismente de salvorina. Em seus artigos, Ortega diz que a salvorina é estruturalmente similar a compostos isolados anteriormente encontrados na Salvia Splendens.

Isso me chamou a atenção e fiquei curioso em saber se a Salvia Splendens poderia produzir algum efeito similar aos da S. divinorum.

Então eu comprei várias plantas Salvia splendens de uma floricultura local e tentei fumar suas folhas secas. Após fumar uma quantia enorme, eu não notei nenhum efeito a não ser uma baita dor de cabeça. Então eu tentei fazer um extrado com suas folhas usando o mesmo procedimento que eu uso para extrair a salvorina A da Salvia divinorum. Experimentei este extrato diversas vezes, usando sempre quantias maiores, mas continuava sem perceber nenhum efeito. Neste ponto, eu estava convencido que a Salvia Splends era inativa. Então um ano ou dois mais tarde, eu recebi um email de alguém alegando que ele e um amigo, tentaram usar a Salvia Splendens e descobriram que ela pode ser psicoativa em doses muito baixas.

Ele parecia totalmente excitado com sua descoberta e começou a postar mensagens na internet sobre isso. Ele alegava que as folhas produziam um efeito relaxante, sedativo e traquilizante. Obviamente, estes não são os efeitos parecidos com o da Salvia divinorum.

Estes efeitos que ele associou com a Salvia splendens estão mais parecido com os do Valium®; não foi dito ser uma erva visionária.

Enquanto eu entedia que aqueles efeitos tem seu uso, pessoalmente não me senti muito interessado por eles. Entretanto, este relato me intrigou o bastante para eu decidir tentar usar a Salvia splendens de novo. Interessantemente, quando eu fiz a experiência, senti exatamente os efeitos descritos. Entretanto por alguma rasão, eu não fui capaz de experimentar os mesmos efeitos outras vezes nas tentativas subsequentes, mesmo usando quantidades maiores de folhas. Como esta informação estava postada em diversos locais da internet, um bom número de pessoas começaram a fazer seus experimentos. Muitas pessoas relataram que tiveram experiências como se estivessem sob efeitod e sedativos, mas muitas outras não sentiram nada.

Por causa dos relatos inconsitentes, eu comecei a pensar se não era uma efeito “placebo” o possível responsável pelos efeitos alegados por tantas pessoas, me incluindo também. Para investigar, eu decidi conduzir uma pesquisa informal usando voluntários da lista de emails sobre S. Divinorum.

Era uma lista de discussão via email que eu fundei a alguns anos atrás, que era dedicada a Salvia divinorum e outros Labiatae psicoativos.

Eu encontrei uma fonte para uma grande quantidade de folhas de Salvia Splendens, para saber se o material era aceitável para ser usado no experimento, eu mandei amostras das doses que eu pretendia usar no estudo para 3 pessoa que já haviam usado Salvia splendens diversas vezes e alegavam poder distinguir os efeitos. Unanimamente elas alegaram que o material era psicoativo e era completamente aceitavel para o experimento.

Então eu selecionei como placebo folhas de Viola odorata, porque é foi a erva mais parecida em aparencia e textura que eu pude encontrar que não desse nenhum efeito parecido com os descritos, assim não teria associação com a Salvia Splendens. Então eu mandei pacotes pré-pesados com as doses de Salvia splendens e o placebo para 61 voluntários. Eles foram instruídos a ingerir as amostras e então relatar qualquer efeito sentido por eles num questionário que também foi fornecido a eles. As pessoas podiam escolher entre fumar a amostra de erva ou ingerir de forma sublingual.

Alguns escolheram fazer os dois. Então eu coletei os dados dos dois métodos de ingestão.

A intenção do experimento era determinar se as pessoas eram capazes de distinguir Salvia Splendens do placebo não-psicoativo. Se a Salvia Splendens produz um efeito significativo, isso seria mostrado nos resultados obtidos pelo questionário. Infelizmente apenas 31 dos voluntários completaram o experimento e retornaram seus questionários, então a quantidade de dados que eu tinha disponível para trabalhar era relativamente pequena. Entretanto acredito que os resultados obtidos sejam significantes. Os resultados do experimento mostraram que a maioria das pessoas não relatou nenhum efeito de nenhuma das ervas. Tiveram aqueles que assinalaram “Efeito parecido com Salvia Splendens” (cerca de 35%), mas esse número é basicamente igual entre a Salvia Splendens e o placebo. Isso sugere que a Salvia splendes não é mais efetiva que o placebo em produzir “Efeito parecido com a Salvia Splendens”. Isso é definitivamente um caso para estes específico material e doses usados neste estudo particular.

Depois de tornar público os resultados deste estudo, eu recebi de maneira supreendente diversas reações emocionais de pessoas que insistiam que a Salvia Splendens era realmente ativa e que meus estudos eram falhos. Eu tenho a impressão que estas pessoas se sentiram atacadas em sua integridade por eu sugestionar que estavam sendo vítimas de um efeito placebo.

Está claro que esta erva produz efeitos em diversas pessoas quando elas sabem o que estão ingerindo. De fato, muitas pessoas estão convencidas que estes efeitos são forçados. O problema está no fato da psicoatividade aparentemente desaparecer quando as pessoas não sabem o que elas estão ingerindo. A informação disponível sugere que os efeitos que as pessoas estão relatando ter, são provavelmente mais psicosomáticos do que efeitos farmacológicos devido a ação da erva; entretando eu não estou dizendo que este pequeno estudo de forma alguma fecha o livro de farmacologia sobre Salvia Splendens. Pesquisas futuras poderão identificar muito melhor algum tipo de psicoativo que possa não ter sido identificado neste experimento.

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Will: Você acha que a Salvia divinorum vai escapar das proibições?

Daniel: Eu certamente gostaria que sim. A natureza dos efeitos é tão profundamente bizarro e ontológicamente desafiadora, o que impede que a torne muito popular.

Está claro que não forma hábito, não produz nenhum tipo de dependência. Se existe algo é o efeito reverso. A maioria das pessoas que experimentam Salvia divinorum, depois de uma ou duas experiências “fortes” decidem que existem coisa melhores a serem feitas por apenas diversão. Ela nunca irá ser usada largamente ou causará algum tipo de problema social igual aconteceu com outras plantas que foram consideradas ilegais. Mas como as proibições das plantas são as vezes imprevisível e ilógicas…

Por exemplo, não faz sentido proibir algo relativamente benigno como a Taberna iboga e Catha edulis, enquanto outras tantas mais potentes e perigosas estão facilmente disponíveis como as Daturas e outras do gênero continuam legais.

É muito importante que quem experimentar Salvia divinorum seja educado devidamente sobre seus efeitos e a use com inteligência, segurança e de preferência de uma forma que seja pessoalmente valiosa e significativa.

Pessoas que fornecer esta erva a outros o devem fazer com a responsabilidade de educar os futuros usuários. Eu estou preocupado com o fato de haver inescrupulosos empresários que vem a planta nada mais que uma forma fácil de se conseguir dinheiro e não se preocupam em nada com o que vai acontecer com as pessoas que usar. Se esse tipo de pessoa começar a extrapolar no marketing em massa como algo “novo barato” para consumidores sem conhecimento, sem preparo, isso se tornará um problema que poderá chamar atenão de forma negativa a planta. Salvia divinorum é uma planta sagrada e preciosa. Seria muito triste se ela fosse criminalizada.

Will: Em 1997, na conferência Mind States (Estados da Mente), Terrence McKenna disse sobre a Salvia Divinorum: “Eu não acredito que o Estado estaja interessado em criminalizar uma nova, de fáci cultivo e amplamente disponível planta psicoativa. Eu não acredito que o Estado precise de uma nova Cannabis.” Você concorda com esta afirmação?

Daniel: Bem, eu acho que é particularmente difícil antecipar os interesses do Estado, mas Terrance estava certo no sentido de dizer que seria supostamente impossível pela lei tornar a Salvia divinorum ilegal. Seria uma tremenda perda de recursos e não resultaria nada de positivo. Diferente da Cannabis, Salvia divinorum é tanto discreta como aprecia sombra. Sendo plantanda perto de outras plantas ou embaixo de uma arvore ela pode crescer praticamente invisível.

Existem diversas Salvias ornamentais que tem aparência idêntica a Salvia divinorum, então identificar uma Salvia divinorum pode ser o maior problema. Ela é uma planta de rápido crescimento, fácil propagação e pode ser colhida em qualquer estágio do seu ciclo de vida. É fácil de ser cultivada dentro de casa, já que não precisa de iluminação de alta wattagem. Se a Salvia divinorum for transformada em ilegal, a maioria das pessoas passaram a cultiva-la dentro de casa. Diferente da cannabis, não terão que se preocupar com o forte odor ou as altas contas de energia.

Will: Qual é o seu método preferido de ingerir Salvia divinorum? Você tem algum contexto ritualístico que gosta de seguir?

Daniel: Atualmente, eu tenho diversos métodos preferidos para ingerir. Sou fascinado pela extrema intensidade e pela frequente bizarrice, mas breve experiências podem ser conseguidas fumando, e eu também aprecio experiências mais longas e estáveis, a entrada devagar na experiência que o mascar das folhas produzem usando o método “quid” ou usando um extrato absorvido sublingualmente. Quando fumado, a dose inteira é distribuida pela corrente sanguínea. O método produz efeitos que começão rapidamente quase sem você perceber. O ápice da experiência acontece em menos de 1 minuto, se prolongando por mais uns 5 ou 10 minutos, e então vai voltando ao normal gradativamente nos próximos 20-30min. Quando a Salvia divinorum é ingerida oralmente, a salvorina A é absorvida gradualmente pela corrente sanguínea. Os efeitos começam em 15-30min, tem um pico de 1-2 horas, e vai diminuindo gradativamente depois de mais 1 ou 2 horas. Ambos os tipos de experiência podem ser tremendamente recompensadora. A ingestão oral promovem uma experiência mais gradual, o que faz ser mais fácil se ajustar durante a mudança de consciência. O tempo maior de duração de experiência lhe da a oportunidade de explorar e aprender mais com a experiência. Entretanto as vezes uma experiência de menor duração alcançada quando se fuma é mais desejável, por que requer menos tempo de comprometimento e já que os efeitos são tão curtos, pode ariscar em mergulhar mais fundo, com a garantia de que voltara rapidamente a superfície.

Para fumar, eu definitivamente prefiro usar um concentrado com grandes quantidade de salvorina A, do que folhas secas comuns. Eu não vejo vantagem em inalar quantidade massivas de fumaça para alcançar grandes efeitos como é necessário com folhas em seu estado natural. No passado eu trabalhei com salvorina A pura, entretanto não uso mais desta maneira, porque uma única dose é tão diminuta que a manipulação era um grande problema. O que eu geralmente uso para fumar hoje em dia, é um preparado de folhas fortificadas com salvorina A que contém 1mg de Salvorina A em 25mg de folhas de Salvia divinorum. Isso pode ser fumado fácilmente num cachimbo comum, e por ser altamente concentrado, uma única inalada de um pouquinho de fumaça é o suficiênte. Quando eu uso o método “quid”, prefiro usar folhas frescas do que as secas. Há algo bem satisfatório em consumir folhas frescas de uma planta, enquanto elas ainda estão frescas, suculentas e cheia de vitalidade. Eu também gosto de usar extrato sublingual. Ele produz o mesmo tipo de efeito que o método “quid”, mas elimina o gosto amargo das folhas.

Eu incorporei vários elementos no meu ritual para sessões com Salvia divinorum. Rituais utilizam ações externas que funcionam como simbolismo ou metáforas para influência a experiência espiritual. Eu uso um ritual que envolve a preparação do ambiente espiritual. Essencialmente, para ajudar a criar um tipo de “set” mental que conduza para uma experiência produtiva e positiva.

Não direi todo tipo de ritual que eu uso, mas descreverei um mais frequentemente: definir um espaço sagrado. A maneira que eu faço isso é simples, queimo Salvia branca ou Copal e uso a fumaça para desenhar um círculo em volta da área que eu irei usar durante a sessão. Esse é uma ato simples mas de força extraordinária. Ele cria uma barreira para a sua sessão que promove um senso de preparação espiritual e respeito para aquilo que você está para fazer.

Isso reconhece formalmente o começo da sessão e sinaliza o momento de aumentar o comprometimento e concentração.

Will: Obrigado por ceder seu tempo e compartilhar conosco suas experiências.

Scanning Electron Micrographs of a Salvia divinorum Seed

Scanning Electron Micrographs of a Salvia divinorum Seed

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Fica a semente.

Ayaka!

Histórico Ayakamanakam

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Com pouco mais de 5 meses de vida, o blog segue seu caminho trazendo o máximo de informação possível em português para os psiconautas brasileiros e estrangeiros que falam nossa língua. Espero que vocês estejam satisfeitos com o conteúdo e que continuem comentando para que eu possa conhecer a opinião dos meus leitores. Espero que já tenha ficado bem definido que a proposta do blog é não apológica e sim científica, filosófica e espiritual. Aprenda o que puder aqui e se possível crie seu próprio espaço para compartilhar a sua visão do mundo.

Abraços de Orion.

Histórico Ayakamanakam 2

AYAKAMANAKAM

Nesta sessão você fica sabendo tudo sobre o Ayakamanakam. Sua História, suas idéias e principalmente como praticar o Ayakamanakam.

O que é o Ayakamanakam

O Todo Ayakamanakam

A Liga do Sacramento Divino Ayakamanakam Adverte

A Dança do Ausente

A Bruxa de Portobello e a Dança Ausente

AVATARES DA PSICODELIA

Nesta sessão você conhece os principais nomes do movimento psicodélico.

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Daniel Siebert

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Albert Hofmann

Albert Hofmann - Entrevista por Charles Grob

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DM Turner

Elizabeth Gips, Paddy Long + Entrevista com DM Turner

Elizabeth Gips

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Terence Mckenna

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Stanislav Grof

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CULTURA PSICODÉLICA

Nesta sessão você encontra tudo sobre os Sacramentos Psicodélicos, Arte Psicodélica, Música Psicodélica, Teorias Psicodélicas, e sobre a história da Psicodelia em geral.

Responsabilidade Psicodélica

Realidade Virtual, Drogas Psicodélicas e o Futuro do Cinema

Empatogênicos x Psicodélicos

Internet e a Comunidade Psicodélica

Diálogo entre Aldous Huxley e Timothy Leary

TRILHA SONORA AYAKAMANAKAM

Nesta sessão você encontra Djs Sets, criados pelos melhores Dj/Produtores da cena psicodélica atual, exclusivamente para o Ayakamanakam. No futuro, quem sabe, poderemos contar com produções exclusivas para o Ayakamanakam.

Ayakamanakam by Flict

Ayakamanakam by Roosevelt

LITERATURA AYAKAMANAKAM (E-BOOKS)

Nesta sessão você encontra livros e mais livros para download, todos eles voltados para a cultura psicodélica. Caso alguém se sinta ofendido, ou queira fazer valer os seus direitos autorais fique a vontade para solicitar a retirada dos links, mas não se esqueça que o objetivo aqui é prorpocionar o acesso a informação para o maior número de pessoas possíveis, não há lucro envolvido.

Phikal e Thikal

Terapia Psicolítica (Psicodélicos)

Livros Terence Mckenna

Livros Stanislav Grof

Livros DM Turner

Minha Criança Problema - Albert Hofmann

Declaração da Evolução - Timothy Leary

Raves no México - Caleidoscópio da Psicodelia Juvenil

QUADRADOS MÁGICOS (HQs)

Nesta sessão você encontra Revistas e mais Revistas para Download, todas elas voltadas para a cultura psicodélica. Caso alguém se sinta ofendido, ou queira fazer valer os seus direitos autorais fique a vontade para solicitar a retirada dos links, mas não se esqueça que o objetivo aqui é prorpocionar o acesso a informação para o maior número de pessoas possíveis, não há lucro envolvido.

As Fabulosas Aventuras dos Freaks Brothers

VIDEOTECA AYAKAMANAKAM

Nesta sessão você encontra vídeos encontrados pela internet, todos eles voltados para a cultura psicodélica e afins.

Vídeos Terence Mckenna

Mais Vídeos de Terence Mckenna

Dança do Ausente pelo mundo

Vídeos Dança do Ausente

ESPIRITUALIDADE, FILOSOFIA E PSICOLOGIA

Kali Yuga

Mito da Caverna

REDUÇÃO DE DANOS

Nesta sessão ensinamos como reduzir os danos causados por substâncias psicoativas.

Redução de Danos em Festas Raves

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Nesta sessão você encontra motivos para dar uma risadinha. :D

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Aqui estão as propagandas e anúncios feitos pelo blog. A maioria das promessas não cumpridas estão aqui também hahaha.

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Bem Vindo ao Ayakamanakam

O Grão Cósmico

Intervalo Comercial

Intervalo Comercial 2

Histórico do Blog

Se alguém tiver alguma sugestão de Sessão, ou possua material (Imagens, Ebooks, Vídeos, Textos, Áudios) voltados para a cultura psicodélica e queira compartilhar conosco, deixe um recadinho aqui com seu e-mail que entraremos em contato!

Avatar da Psicodelia - Daniel Siebert

Avatar da Psicodelia - Daniel Siebert

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“Sálvia não é uma droga de escape. Muito pelo contrário, é uma ferramenta filosófica” - Daniel Siebert

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Domingo saiu uma reportagem no Jornal “O Globo” sobre Drogas Legais. Essa reportagem foi mais direcionada para os smoke blends como o Spice e afins, contudo algumas citações sobre a tão comentada Sálvia Divinorum foram feitas. Nessas citações a Sálvia foi tratada como uma droga qualquer e ela está longe de ser uma droga qualquer. Sálvia Divinorum não é uma droga, assim como a Ayahuasca ela é uma chave para o mundo espiritual e dentro do contexto correto ela pode trazer benefícios fantástico para o ser humano e sua forma de enxergar e interagir com o mundo. O Governo não pode proibir todas as ferramentas químicas do Xamanismo. Não pode controlar todas as plantas da natureza. Não pode controlar a sua consciência.

As pessoas precisam entender mais sobre essa planta, principalmente aqueles que vão fazer a simbiose com ela. Não se pode mais dar motivos para que a mão do poder baixe sobre essa planta divina. As pessoas precisam ser discretas e agir de acordo com a responsabilidade psicodélica. A Sálvia não é um novo Ácido, ela é totalmente diferente de qualquer droga. Há um espírito lá, há uma realidade toda dela. Para desfazer mais mal entendidos convoco Daniel Siebert para ser o nosso Avatar da Psicodelia de hoje.

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Entrevista com Daniel Siebert, o principal perito em Sálvia divinorum


Sr. Siebert, ainda é verdade que a Sálvia divinorum disponível no mercado a nível mundial baseia-se em clones de uma planta primordial da Serra Mazateca? Daniel Siebert: Plantas vivas de Sálvia divinorum foram coletadas na região Mazateca várias vezes nas últimas décadas. Estas foram coletadas em diversos locais, para que elas possam ser diferentes clones. No entanto, desde sempre os Mazatecas propagaram a planta a partir de estacas (que quase nunca produz sementes), é bem possível que muitas destas diferentes coleções clonais sejam idênticas. A maior parte da Sálvia vendida hoje é importada do México, e muito, se não a maioria, é cultivada na região Mazateca. Alguns estão também explorando comercialmente em outros países. Todas plantas cultivadas de Sálvia divinorum originadas de estacas foram coletadas na região Mazateca, uma vez que é o único lugar onde esta espécie é tradicionalmente cultivada. Ou não, também ocorre lá uma verdadeira planta selvagem mas não foi determinada com certeza. Há populações na região que parecem selvagens, mas estas podem ser populações selvagens de plantas que foram deliberadamente plantadas nesses locais no passado. O fato de que quase nunca a planta produz sementes sugerem que essas populações não são verdadeiramente selvagem. Pode muito bem ser que esta espécie já não exista em qualquer lugar no mundo selvagem. Se for esse o caso, então é totalmente dependente de seres humanos para impedir-la de ser completamente extinta. Mesmo que verdadeiras populações selvagens sejam identificadas no futuro, é provável que elas só existam em uma área geográfica muito pequena. De uma perspectiva ecológica, isto é uma planta muito rara. O fato de muitos países estarem tornando a Sálvia divinorum ilegal põe em risco toda a espécie.

É popular postar viagens de Sálvia no YouTube. A maioria das pessoas parecem ter uma experiência extraordinária. Estas sessões são submetidas à sensível condição de preparo e ambientação? A maioria dos vídeos sobre Sálvia no You Tube mostra pessoas utilizando a erva de forma negligente e excessivamente em doses elevadas. Estou perplexo quanto à razão pela qual alguém gostaria de postar vídeos de si mesmos ou os seus amigos agindo tão insensatamente. Não são apenas as pessoas fazendo vergonha publicamente, mas estão também criando uma impressão negativa da Sálvia, que cria motivos para as mãos de pessoas que gostariam de torná-la ilegal. Esses vídeos normalmente tentam mostrar as pessoas interagindo com a câmara e as outras pessoas na sala, enquanto eles estão na Sálvia. Ao fazer isso, deixam escapar o mais interessante e valioso aspecto dos efeitos da sálvia: a experiência interior. É importante usar Sálvia em doses adequadas, em um ambiente pacífico, com uma preparação adequada, e com uma atenção de se dirigir interiormente durante a experiência. Isto claramente não é o que as pessoas estão fazendo nos vídeos do You Tube.

Qual forma de usar você recomendaria? Mastigar as folhas, fumar ela, extrato de folhas ou álcool, Salvinorina A pura? Pessoalmente, eu prefiro tomar sálvia oralmente, o que é aquilo que o Mazatecas fazem. Quando tomado por via oral, os efeitos desenvolvem de forma mais gradual e duram consideravelmente mais do que acontece com o tabagismo. Isso torna mais fácil a transição para a experiência e dá mais um tempo para explorá-la e fazer uso construtivo dela. O aparecimento de efeitos mais gradual também torna possível lembrar por que tomou uma sálvia e o que pretende realizar durante a experiência. Isto é especialmente importante quando se está tomando Sálvia seriamente para auto-exploração e trabalho interior, que na minha opinião é a forma como ela é melhor usada. Quando tomada por via oral, o pico dos efeitos acontece entre 45 minutos a 1,5 horas e em seguida diminuem durante uma hora ou mais. Em contraste, o tabagismo produz efeitos que se manifestam muito repentinamente e só passam entre 5 ou 6 minutos antes de começar a diminuir. O súbito aparecimento de efeitos é frequentemente muito desorientador e os efeitos começam a desvanecer-se antes de que seja capaz de se entender o que está acontecendo. Isto é especialmente verdadeiro quando se fuma forte extratos. No entanto, algumas pessoas acham difícil obter um nível desejado de efeitos quando se toma Sálvia oralmente. Estas pessoas só podem ser capazes de obter uma forte experiência se fumar.

Observando-se o debate público sobre uso de drogas, os diferentes tipos, qualidades e conteúdos da experiência de diferentes drogas são negligenciados. A palavra em Inglês para o bonito alemão “Rausch” é “intoxicação”. Seria útil para fazer uma boa caracterização das experiências com drogas apesar do fato de elas serem tão diferentes? Generalizações podem provocar nas pessoas idéias imprecisas sobre drogas específicas. Vejo isso acontecer frequentemente com a Salvia divinorum. Porque ela produz efeitos visionários, as pessoas freqüentemente chamada sálvia de “alucinógeno”, “psicodélico”, ou “enteógeno”. Estas são todos os termos apropriados para substâncias indutoras de visões, mas é importante compreender que os efeitos da Sálvia diferem de todas similarmente categorizadas drogas. Infelizmente, as pessoas muitas vezes transferir os seus preconceitos acerca de outras drogas sobre a Sálvia. Salvia é única.

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E, em que tipo de experiência você classifica a trip da Sálvia? Eu normalmente descrevo a Sálvia divinorum como uma erva indutora de visão e Salvinorina A como um diterpeno indutor de visão. Tento evitar os termos “alucinógeno”, “psicodélico”, e “enteógeno”, principalmente porque essas palavras tendem fazer as pessoas pensarem em alcalóides, como LSD e Psilocibina. As trips da Sálvia variam de caráter, dependendo do cenário, ajuste e dosagem, mas de um modo geral, elas são como experiências de sonho visionário.

Há uma discussão correndo sobre a qualidade destas experiências. Por um lado, elas são descritas como emissões caóticas do cérebro, uma alucinação irreal, por outro como valioso estados de consciência. Existe algo parecido com um truque para converter ou traduzir as visões pro senso comum para serem útil na vida cotidiana? Sálvia oferece acesso a partes da psique que normalmente estão fora do alcance. Por esta razão, as pessoas muitas vezes aprender muito sobre si mesmo durante viagens na Sálvia. Se alguém quiser ter uma visão a partir de uma experiência de Sálvia, a coisa mais importante a lembrar é ficar concentrada e prestar atenção. As imagens e cenas que aparecem são muitas vezes significativas. Às vezes, o significado é imediatamente aparente. Mas às vezes ele não ficou claro até mais tarde, quando a pessoa tenha tido tempo para refletir sobre a experiência. Pode ser útil gravar um relato da experiência logo após os efeitos terem abrandado. Sálvia é especialmente útil como uma ferramenta para obter visão e clareza quando se sente confuso sobre a vida, um caminho ou relacionamentos.

Mas não é possível que os insights na própria vida sejam muito grandes? Até que não se possa receber a mensagem? Sim, isso pode acontecer. Muitas vezes as pessoas são incapazes de fazer sentido do material que surge durante experiências com Sálvia. Isso pode acontecer por muitas razões: falta de maturidade, falta de foco mental, muitas distrações, falta de preparo, falta de experiência, etc…

Se você devesse comparar os benefícios de uma experiência com Sálvia com outras opções terapêuticas para saber mais sobre a própria e sua incorporação no mundo social, qual seria a sua conclusão? Pode comparar o perigo de viagens com Sálvia de outras opções terapêuticas? Eu não estou realmente qualificado para responder a essa pergunta porque eu não sei muito sobre psicoterapia ou psiquiatria. Eu sei que as pessoas muitas vezes têm visões profundas em experiências durante Sálvia e que muitas vezes se sentem revitalizadas e mentalmente atualizada após tais experiências. Certamente Sálvia pode beneficiar muitas pessoas, desde que o preparo, a ambientação e a dosagem sejam adequadas. Mas, eu não recomendo para todos. Embora pareça ter um grande potencial, o uso de Sálvia como uma ferramenta terapêutica tem sido pouco estudada em todos.

Em uma entrevista com Hans-Christian Dany autor de um livro sobre anfetamina, ele mencionou que não pode haver boas razões para ficar sóbrio quando as condições sócio-econômicas estão erradas. Dany estava pensando sobre o sistema capitalista em que drogas como Speed contribuem para manter o controle sobre as pessoas. Será este um pensamento-argumento válido sobre consumo de Sálvia também? Não creio que as condições sócio-econômicas tenha muito a ver com a razão pela qual uma pessoa opta por utilizar Sálvia. Salvia não é uma droga de escape. Muito pelo contrário, é uma ferramenta filosófica. E muitas vezes motiva as pessoas a examinarem cuidadosamente as suas vidas e fazerem mudanças positivas. Desde que ela seja usada com sabedoria e com uma preparação adequada, o uso ocasional de Sálvia não compromete a capacidade de viver uma vida saudável, vida produtiva, ou de ser um bom membro da sociedade.

Obrigado pela entrevista.

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Realidade Virtual, Drogas Psicodélicas e o futuro do Cinema
Por Grão Orion

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Uma Tecnociência de vocação Fáustica é aquela cuja meta consiste em ultrapassar a condição humana. Considera o corpo humano orgânico um estágio da evolução a ser superado. Enquanto isso uma Tecnociência de vocação Prometéica pretende dominar tecnicamente a natureza, mas não superar a ela tornando-a obsoleta. Essas duas Tecnociências foram chamadas de Fáusticas e Prometéicas como referência aos mitos de Fausto e Prometeu, que funcionam como alegorias sobre a forma como pensam e agem as linhas de pensamento que são influenciadas pela tradição fáustica ou pela prometéica.

As ferramentas e saberes Prometéicos buscam sempre o aperfeiçoamento do corpo, contudo elas não visam a sua transcedência. Respeitam e não pretendem ir além dos limites impostos pela natureza humana, sejam eles sensoriais ou a níveis de conhecimento e consciência. Na visão Prometéica esses artefatos técnicos são vistos como meras extensões ou amplificações das capacidades inerentes ao corpo humano. Já sobre o ponto de vista Fáustico, esses procedimentos científicos não visam a verdade da natureza íntima das coisas mas somente a compreensão dos fenômenos para exercer previsão e controle sobre a natureza. A Tecnociência conteporânea busca ultrapassar todas as limitações biológicas ligadas a materialidade do corpo humano e por isso se chegou a conclusão que a filosofia da Tecnociência conteporânea está incluida em uma linha de pensamento de tradição Fáustica.

Assim é o mito do Cinema total, um idealismo que busca transceder todas as limitações tecnológicas do cinema em prol de um Cinema como experiência integral da realidade. Isso significava não apenas transceder as limitações técnicas da época mas também transceder as condições do estar no mundo do homem. A proposta era trocar a sua experiência do agora no espaço-tempo da realidade física externa pela experiência do agora no espaço-tempo dinâmico da realidade “intrafílmica” ou cinematográfica. Puro Fausto!

Mas isso era sonhar muito alto para uma realidade onde o máximo que se tinha conseguido era a representação de um sentido apenas, o da visão. Mesmo assim era uma reprodução parcial pois nem cor havia. Os fáusticos primeiro trabalharam juntos com os prometéicos e extrapolaram os limites da linguagem cinematográfica dentro dos limites técnológicos, em seguida os fáusticos pintaram seus fotogramas enquanto os prometéicos achavam aquilo uma bobagem de vanguarda. Quando finalmente chegou a cor, os fáusticos abriu os braços para ela, enquanto os prometéicos se manteram conservadores e fiéis a sua filosofia do preto e branco, considerando a cor uma maculação de uma arte já estabelecida e assim foi com o som, com a manipulação da percepção, da consciência, do espaço e tempo linear e até mesmo com o óculos 3d verde e vermelho.

Contudo ao atingir esse grau de sofisticação o cinema sofreu uma espécie de estagnação prometéica onde o que já havia sido conquistado parecia o suficiente. É claro que mesmo em períodos de estagnação fáusticas, as mentes fáusticas subversivas estão trabalhando. Como é o caso do Mestre John Waters , que para as exibições de seu filme “Polyester” nos cinemas fez com que fossem distribuídos nas entradas, cartelas e mais cartelas do infame Odorama, uma rapasdinha que vc deveria raspar de acordo com determinado momento do filme liberando um cheiro que funcionava como elemento pertencente a diegese do filme. Inocente mas uma tentativa honesta e subversiva do senso comum que buscava reviver o mito do cinema total através de dois sentidos pouco explorados pelo Cinema, olfato e tato.

André Bazin falou que o Cinema ainda precisava ser inventado, ele podia estar se referindo ao mito do cinema total que não pode ser realizado da forma como foi imaginado. A Realidade Virtual no entanto se mostrou como uma nova possibilidade de realização do velho mito. A Realidade Virtual é uma técnica que através da estimulação dos sentidos busca alterar sua consciência trocando o holograma da realidade consensual gerado pelos extímulos externos pelo holograma do ambiente proposto pelo programador. De natureza fáustica a RV eleva o conceito de imersão ao extremo, assim como eleva o grau de interação do espectador que agora não está mais assistindo o filme, ele está no filme e pode interagir com a realidade ao seu redor, melhor, ele está na trama. Mesmo na RV ele poderia estar somente como espectador, mas não, lá ele faz parte da trama e é um personagem dela.

Contudo não pode ficar só nisso ou cairá na estagnação prometéica. A RV ainda não oferece a total transcendência da consciência em relação a matéria uma vez que é necessário o estímulo/interação entre o corpo físico e o holograma experimentado como real. Isso significa que mesmo que o eu esteja experimentando a RV, o eu ainda é uma consciência operando um corpo físico em um espaço 3d e não pura consciência livre e dinâmica experimentando uma dimensão paralela criada artísticamente, talvez uma dimensão chamada TAO onde roteiro se chama destino.

Na tradição hindu, nós possuímos dois terços do controle sobre o nosso destino. Um terço está nas coisas que não podemos mudar. O passageiro do Titanic podia vestir o colete de salva vidas ou tocar violino, mas ele não podia arrancar o iceberg e nem esquentar a água. O superman podia até juntar o navio partido, mas se o lex luthor tivesse escondido kriptonita no porão mudar isso estaria além das suas alternativas. Enfim 2/3. E assim seria na RV ideal, a consciência livre tem o total controle de seu destino, exceto das coisas que ela não pode mudar. As coisas que ela não pode mudar é o roteiro. O roteiro precisa ser tão dinâmico como esse exemplo, pois dependendo das leis que regem o universo do ambiente virtual criado, se e eu der um tiro pro alto está além das minhas alternativas evitar que a bala caia e que ela gere uma sequência de eventos que cedo ou tarde retorna até mim, Karma.
Para chegar até esse grau de evolução eu precisaria de uma tecnologia que deslocasse a consciência do sujeito para dentro da realidade virtual, não dependendo do corpo físico para interagir com o outro lado. Corpo esse que para o observador externo pareceria estar dormindo. Nesse modelo de RV tudo é controlado pela consciência através do intento e a realidade virtual se confundiria com a realidade interna do sujeito, não havendo cortes nem limites entre elas. Um belo desafio para o programador.

Hoje essa transcendência da consciência em relação ao corpo físico pode ser obtida através de tecnologias primitivas como as substâncias psicodélicas. O uso de plantas psicodélicas com alcalóides ou diterpenos psicoativos como Salvia Divinorum e as plantas que contém DMT, assim como doses eficazes de LSD ou Psilocibina promovem essa transcendência assim como abrem o acesso ao plano mental. Um dose mínima fumada em um cachimbo de um Extrato concentrado de Salvia Divinorum, por exemplo, te atira de imediato nos hologramas do plano mental sem transições.

Nessa Realidade Virtual Natural os roteiristas são as forças psíquicas que atuam na sua mente e a matéria prima utilizada são todos os estímulos registrados por seu cérebro no decorrer da sua experiência de existir. Entrar no Plano Mental provoca a mesma sensação que entrar na realidade virtual. O senso comum visualiza entrar na RV/PM como literalmente entrar em um lugar, mas a verdade é que esse é um portal onde os dois lados dão para o lado de fora. Na verdade não há dualidades entre o Plano Mental e a Realidade Consensual, e se fosse possível atuar na realidade física externa com segurança enquanto se está no plano mental, este seria nosso estado natural de consciência.

A conclusão que chego é que a RV pode realizar o sonho do mito do Cinema total e que a experiência psicodélica é um excelente laboratório para se atingir essa meta. Por isso recomendo fortemente que para permanecerem fáusticos os programadores devem ficar doidões.

Texto recebeu nota 9 no curso de Teoria do Cinema.


Orion é Roteirista, Cineasta, Psicodélico, Psiconauta, Surrealista, Ayaka, Imoral e Politicamente Incorreto. Nas horas vagas gosta de assistir Pink Flamingos e praticar a Psicanálise Selvagem.

 

março 2010
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