Sun in your head
24 out
Vcs devem estar se perguntando, oh céus o Orion sumiu!!!!!! Calma Babys PaperHeads, Estou bem. Mas muito ocupado. Estou tentando terminar a faculdade, trabalhando feito uma formiga e tentando fazer aquilo que eu mais gosto, me dedicar ao AudioVisual. Essa última meta me levou ao caminho do Vjing. Contudo AQUI e AQUI vc vai encontrar 2 novos posts com assuntos que se relacionam com o VJing.
Como VJ a possibilidade de montar pequenas ilhas de edição em eventos e manipular essas imagens em tempo real foi uma grande fonte de atração para mim que estudo Cinema. A possibilidade de me valer da linguagem cinematográfica para me comunicar em tempo real e ainda ter um feedback imediato das pessoas também é atrante. Não vou entrar em mais delongas ou teorias sobre o que é e o que faz o VJ porque esse não é um Post Conceito é um Post Propaganda.
ME CONTRATE PARA SEU EVENTO PSICODÉLICO!
MK-ULTRA VISUAL CONTROL

• Projeto Mk-Ultra Visual Control - Live Images, Vj Set & Psychedelic Experiment.
Produção audioVisual Ativa por 4 vias: Captação/Edição, Motion Graphics, Pesquisa audioVisual.
• Orion aka Vj oriON - Curta-Metragista, Roteirista, Editor, Visual Jockey.
Também Idealizo, Escrevo, Produzo, Realizo ou Finalizo seu Curta-Metragem, Documentário, Vídeo Institucional, Vídeo Teaser, Trailler, Promo.
Não faço casamento, não toco em festas de 15 anos, nem dou consulta espiritual. Caso queira atingir a ILUMINAÇÃO FAVOR PROCURAR UM ELETRICISTA.
• Agenda:
º 5 e 6 de Dezembro - CHOKMAH Electronic Music Festival@Cascata Dorigon.São Paulo - Mk-Ultra Visual Control {Live}
Vídeo Teaser da Festa: http://www.youtube.com/watch?v=HhZbcSLeOPQ
• Booking:
Brunocezar@globo.com / (21) ****-**** (Mande um Email) (Para me chamar pra beber tbm) (Não seja por isso eu cobro barato).
• Demo Reel (Portifólio):
Vídeo Teaser Flash Mob Plurall
Vídeo Teaser CHOKMAH
• Mk-Ultra Visual Control - Power to the Pupils.
24 out
O Que é o Virtual?
Orion

A palavra virtual é usada frequentemente para significar ausência de existência. Para afirmar isso se faz uma assunção a idéia de que a realidade seria algum tipo de presença material e física externa a nós e que o Virtual não passaria de uma ilusão.
Segundo Levy o Virtual não é aquilo que se opõe ao real, mas sim aquilo que existe como potencia. Aquilo que ainda não é, mas carrega em si a potencia de vir a ser. Sendo assim o Virtual não se oporia ao Real e sim ao Atual. O Virtual é então o conjunto de forças e possibilidades que acompanha uma situação, ou objeto qualquer, sendo problema deste objeto/situação encontrar uma forma de fazer vir a tona toda a potencia que existe em si como possibilidade. Esse processo se chama atualização. O virtual não é, portanto, algo falso ou imaginário: tem uma existência própria e produz efeitos.
A Virtualização é o caminho inverso da Atualização. Enquanto a Atualização parte de um problema para uma solução, a Virtualização parte da solução para um novo complexo problemático.
A Virtualização traz consigo o conceito de não presença de desterritorialização, o Hipertexto por exemplo não está presente no espaço/tempo convencional, contudo ele acessa essa camada do atual, através de atualizações de si próprio, na forma de livros por exemplo. O professor da teleaula, está virtualmente presente na sala de aula, através de uma atualização da figura humana em vídeo.
Assim, facilmente de pode concluir que o virtual não é oposto do real, existindo um fluxo multi-direccional entre estes dois mundos: se, por um lado, se procura o real no virtual, por outro, o virtual transforma e complementa o real, “as fronteiras entre os dois mundos estão difundidas e interligadas”.
Levy fala ainda que são 3 as Virtualizações que fazem o Humano. A Linguagem, a Técnica e o Contrato.
A linguagem virtualiza um tempo real que mantém aquilo que está vivo prisioneiro do aqui e agora. A linguagem existe virtualmente, a palavra arvore não é a arvore em si, mas uma virtualização da mesma, virtualização essa que se atualiza na minha mente criando uma imagem mental da mesma. A linguagem nos coloca nesse espaço virtual que não é o das coisas em si, mas o da própria linguagem como virtualização das coisas.
A Técnica virtualiza a Ação. A Ferramenta não seria uma extensão do corpo, mais uma virtualização de suas ações, sendo assim a roda não é uma extensão da perna, mas uma virtualização do andar.
O Contrato é a virtualização da violência. Os rituais ,as religiões, a moral e a lei são dispositivos para virtualizar os relacionamentos fundados sobre as relações de forças, pulsões e instintos.
O Cinema é um artifício, uma ilusão que se quer real. As vezes ela se esconde, as vezes ela se mostra. “O Cinema pelo qual enrolamos o mundo real em um carretel para desenrolá-lo como um tapete mágico de fantasia”. Falando assim McLuhan propõe que a tarefa do escritor e do cineasta é fazer com que o espectador aceite a ilusão como real.
“O Cinema pelo qual enrolamos o mundo real em um carretel” é o mecanismo do artifício. “Para desenrolá-lo como um tapete mágico de fantasia” se refere a aceitação da ilusão como real, como se os espectador entrasse em um sonho lúcido do qual é observador e se quer participante.
Todo o conhecimento humano é uma agregação de descobertas não relacionadas, combinadas, recriadas e redescobertas, e assim é com as novas tecnologias. Pensar novas tecnologias não é nem esquecer nem propor um esquecimento de antigas questões do cinema. Novas tecnologias é olhar para o passado e pensar o futuro para re-escrever o presente.
Exemplo:
•••••••••
Atualização


ATUAL –> VIRTUAL —> VIRTUAL
•••••••••
Virtualização



Atual —> Virtual –> Virtual
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Peter Greenaway e o Novo Cinema (Montagem de Artigo com trechos de textos)

Existe um cinema desterritorializado, influenciado, hibridizado com outras formas de imagem em movimento, como o vídeo e a televisão. Libertado do conceito de cinema, é a imagem em movimento pura, que pode tanto contar histórias como criar telas pintadas ou conceitos. O cinema que tratamos aqui é o cinema realizado hoje em tecnologia digital por alguns grandes cineastas, em especial o inglês Peter Greenaway.
Peter Greenaway é um Cineasta, Autor e Artista Multimídia britânico. Os filmes de Peter Greenaway são notáveis pela presença de elementos de arte renascentista e barroca, uso de luz natural, compondo cada cena de seus filmes como se fossem pinturas. Greenaway vem construindo seu mundo ficcional enquanto um compósito de saberes, metáforas, alegorias, textos e linguagens, cuja organização, rigorosamente feita de simetrias e ordenações taxonômicas, é implodida por uma lógica intrinsecamente desordenadora e absurda.
Greenaway sempre trabalhou com o cinema tradicional, película, de forma não convencional, e com a ferramenta da tecnologia digital viu suas possibilidades de experimentação ampliadas. Em 2003, Greenaway iniciou o projeto 92 Tulse Luper, que incluiu uma apresentação ao vivo com sua mesa de plasma onde editava o video ao vivo, um site interativo e um filme cinematográfico. Novas questões são colocadas ao espectador por estes artistas. São imagens fixas ou em movimento? Que estados intermediários existem entre movimento e imobilidade, analógico e digital, o olho e a mão? O movimento e o tempo deixam rastros, se tornam visíveis?
Para ele, as sofisticações da estética da pintura nos últimos dois mil anos moldaram a nossa visão e interpretação do mundo, continuando da mesma forma até os dias de hoje. Ele diz sempre ter desejado que o cinema assumisse essa responsabilidade, mas este infelizmente raramente conseguiu, por ser um meio essencialmente baseado no texto, e não na imagem. Segundo Greenaway, a necessidade de contar histórias, de reproduzir as atividades de uma livraria e de atrair o denominador comum menos exigente dos interesses humanos fez com que o cinema sempre mantivesse esse posicionamento. Para ampliar o potencial de comunicação desses elementos e com a esperança de disseminar sua empolgação com a linguagem visual, ele empenhou-se em mostrar suas idéias em arenas mais públicas e conhecidas, em especial a narrativa do cinema. Muito embora, segundo ele, explorando narrativas mais sofisticadas e radicais.
O cinema de Peter Greenaway é um cinema que vai diretamente contra o ideal naturalista, ele não se omite enquanto discurso. Ele não tem a pretensão de se definir como janela para o mundo, ao contrário, faz questão de se colocar como discurso criador de uma outra realidade. Greenaway é o mestre do artifício, um falsário assumido.
Segundo Ivana Bentes o cinema surge em Greenaway como a virtualização de todas as artes, sobrepondo-se este olho estruturador e enciclopédico a qualquer desejo narrativo.
24 out
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Esse projeto tem como objetivo, através das discussões sobre o que é o real e o que é o virtual, traçar um paralelo entre o Cinema e as novas tecnologias de realidade virtual.
A pesquisa será focada principalmente nas obras de André Bazin e Pierre Levy, e pretende achar um denominador comum entre o Realismo Cinematográfico em Bazin e o conceito de Atual e Virtual em Levy.
O interesse pela problemática do Virtual surgiu de um insight sobre aquilo que poderiam ser novos rumos a serem tomados pelas tecnologias de realidade virtual. E como isso poderia ser usado para concretizar as idéias contidas no texto de Bazin “O Mito do Cinema Total”. Mas o que é realidade? O que é virtual? O que é o realismo? O que é o realismo em uma arte que por si só é uma maquina de criar ilusão? O realismo é uma característica inerente ao filme e sua plástica e conteúdo ou ao médium onde o filme está inserido? Realismo é esconder o autor e a ilusão de que estamos vendo um filme, ou contar uma história com verossimilhança?
Essas e outras questões serão investigadas com o objetivo de criar um panorama que sustente como base ideológica as idéias relacionadas às novas técnicas de realidade virtual e sua potência como elemento concretizador das idéias contidas no texto “O Mito do Cinema Total”.
Bazin diz no texto “O mito do Cinema total” que o Cinema é um fenômeno idealista. Que antes mesmo de se obter a tecnologia necessária para se conceber o Cinema, a idéia de Cinema já estava formada na cabeça dos pesquisadores. Afirma ainda que a idéia aproximada daquilo que se deseja precede quase sempre a descoberta industrial que é a descoberta que torna viável a aplicação prática da idéia.
Os textos daqueles que Bazin chama de inventores do cinema propunham um cinema integral, um cinema que daria a ilusão completa da vida. Isso na minha opinião significa não apenas transcender as limitações técnicas da época mas também transcender as condições do estar no mundo do homem. A proposta era trocar a sua experiência do agora no espaço-tempo da realidade física externa pela experiência do agora no espaço-tempo dinâmico da realidade “intrafílmica” ou cinematográfica. Ainda hoje estaríamos longe disso, cada passo tecnológico dado apenas nos aproxima daquilo que já havia sido concebido desde os primórdio do cinema.
Assim é com a Realidade Virtual, o idealismo que precede a tecnologia tem aqui um papel fundamental também. A Realidade Virtual é uma tecnologia que tem como objetivo fazer com que o homem entre em um ambiente virtual e interaja com ele, tendo como principais conceitos a idéia de Imersão e Interação.
Hoje as tecnologias de Realidade Virtual estão voltadas para a interação do corpo humano com um ambiente virtual, eu considero essa idéia ultrapassada. Como avatar material na realidade física externa, nós somos uma consciência dirigindo um corpo, entre a consciência e a realidade física externa há o avatar material que é o corpo humano. Da forma como a realidade virtual está sendo concebida hoje, nela nós somos uma consciência controlando um corpo físico, que controla a interação do avatar digital com o ambiente virtual. O corpo físico é então o elemento que nos mantém atuando na realidade física externa e que impossibilita que o conceito de imersão e interação seja levado ao extremo. O que proponho e isso é um idealismo, é a eliminação da necessidade do estímulo do corpo físico para interação com o ambiente virtual em troca de uma tecnologia que tenha como propósito deslocar a consciência ou a percepção do sujeito para o ambiente virtual, transmutando a consciência do sujeito na consciência do avatar digital.
A imersão no ambiente virtual seria total e o avatar digital não seria mais dados inertes possuindo agora uma consciência que o controla e o guia na exploração do ambiente virtual. Nesse mundo virtual a consciência poderia estar como observadora do que se passa ou controlando um avatar, esse mundo virtual seria dinâmico e as infinitas possibilidades de se ter uma consciência dissociada do corpo livre para exploração ainda estão para ser descobertas.
Essa tecnologia quando desenvolvida poderia ser utilizada para ser o grande passo rumo a concretização do mito do cinema total. Sendo esse o último estágio para a imersão total na ilusão das imagens e para o cinema ser experimentado como uma realidade alternativa, ativa, onde você faz parte da história, está presente e é capaz de alterar-la através da vontade.
Esse é um tema e um campo importante de ser pesquisado, pois atualiza a questão do real e do virtual o relacionando diretamente com o cinema e assim podendo apontar novos caminhos para a concretização de um cinema que ainda não foi inventado. Os caminhos apontados para as novas tecnologias são também de relevância no campo da cibernética e também para a discussão do real e do virtual ao idealizar uma experiência plena de imersão.
12 ago
Estou postando aqui a discussão que o Tópico “O Vazio Transcendental” gerou na comunidade do Orkut “Enteógenos sem Dogmas”. Obrigado pessoal pelo ótimo feedback.
——————————————
Rafael
Legal o texto…
Terence McKenna disse duas frases sobre isso que eu concordo muito…
Pessoas verdadeiramente estúpidas não se interessam por psicodélicos porque não conseguem compreender do que se trata
Quanto menos inteligente você é, menos desafiadora a experiência psicodélica se torna, porque menos capaz de vislumbrar as implicações dela você é
Estou de acordo com o que o brother chamou de vazio transcendental. Eu diria que esse vazio é a abstinência da experiência imediata com a manifestação do sagrado no aqui e agora. É algo que a nossa cultura tirou de nós através de um longo processo histórico, que tende a colocar a validade da experiência direta do indivídoo sempre em segundo plano, seja através de religiões, instituições midiáticas ou científicas. Tudo isso se trata de uma terceirização da experiência do indivíduo, que não mais vê o sagrado ou o mecanismo da natureza através da sua própria vida, mas sim através de crenças em autoridades.
Nem precisamos ir até a experiência psicodélica para verificar esse tipo de superficialidade intelectual sobre a realidade, reinante na nossa sociedade. Basta observar nossas instituições de ensino, que forma biólogos que nada sabem sobre a vida e psicólogos que nada sabem sobre a psique. Como escreveu Aldous Huxley:
Literária ou científica, liberal ou especializada, toda nossa educação é predominantemente verbalista e, pois, não consegue atingir plenamente seus objetivos. Ao invés de transformar crianças em adultos completamente desenvolvidos, ela produz estudantes de Ciências Naturais que não têm a menor noção do papel promordial da Natureza como elemento fundamental da experiência; entrega ao mundo estudantes de Humanidades que nada sabem sobre a humanidade, seja ela a sua ou a de quem mais for.
Todo nosso sistema de ensino é um grande mecanismo para a formação de reprodutores de conteúdo, e não de conhecedores e desenvolvedores do conteúdo. Tem uma grande diferença aí, que é justamente um dos eixos pelo qual a experiência psicodélica trabalha: a reinvidicação da compreensão autêntica através da experiência direta.
O “vazio transcendental” é o espaço em nós que precisa ser preenchido pelo senso de autenticidade da experiência direta. É a fome do espírito, buscando alimentar-se através do corpo. É o motor da motivação humana pela transcendência.
Acredito sim, que todos nós temos capacidade para fazer isso no contexto das nossas próprias vidas - desde que nos esforcemos para tal, como com qualquer coisa na vida. Mas a cultura pela qual se ergueu a nossa sociedade se trata de um tremendo mecanismo contra o desenvolvimento da inteligência; contra a compreensão autêntica que flui da nossa experiência direta no mundo. Assim, podem existir pessoas - e de fato existem - que passam por experiências verdadeiramente grandiosas mas tiram muito pouco ou nenhum proveito disso para suas vidas, simplesmente porque a coisa é tão doida em relação às concepções ordinárias da pessoa, que ela simplesmente fica confusa e não consegue contextualizar o conteúdo, decifrar suas significações e vislumbrar o tipo de questão que pode ser levantada a partir daí. Mas “não consegue”, justamente porque não se esforça pra isso, não desenvolve esse potencial por estar acostumado a delegar a responsabilidade pela compreensãio de mundo a autoridades terceiras; o que e chamo de “terceirizar a experiência”.
A experiência psicodélica por nos levar a pleni-consciência deve ser recebida de uma forma mais passiva e o vazio transcendental é exatamente essa vacuidade, a ausência das roupagens que criamos para a experiência em sí.
Só nesse estado é que se adiquire o conhecimento perfeito, o conhecimento que não passa pelo jogo dualista do sujeito-objeto, mas a sabedoria que vem da unidade com a nossa essência.
A experiência psicodélica por nos levar a pleni-consciência deve ser recebida de uma forma mais passiva e o vazio transcendental é exatamente essa vacuidade, a ausência das roupagens que criamos para a experiência em sí.
Só nesse estado é que se adiquire o conhecimento perfeito, o conhecimento que não passa pelo jogo dualista do sujeito-objeto, mas a sabedoria que vem da unidade com a nossa essência.
Tudo bem, mas repare no paradoxo intrínseco à sua formulação….o que você está fazendo com ela senão justamente aplicando uma roupagem à essa experiência transcendetal, e assim a trazendo inevitavelmente para o jogo dualista?
Esse é o paradoxo da linguagem, sempre buscando apontar para algo que está além dela própria. Limitando o ilimitado. Como meu brother Danyel disse uma vez: “falou, já tá errado!”
… E é a pura verdade, porém, daí não podemos saltar à crença de que a linguagem e os nossos modelos de interpretações são inúteis. É evidente que nenhum modelo pode alcançar a realidade absoluta daquilo que está modelando, mas eles continuam sendo referências muito úteis, desde que tenhamos consciência disso e não tomemos o modelo pela verdade, assim como não podemos achar que ver uma foto de um local é o mesmo que estar nesse local. Mas ainda assim as fotos são úteis, não é? Tanto como um link para a memória da experiência quanto como uma referência para aqueles que não conhecem o local fotografado.
Citando mais uma vez Aldous Huxley…
As palavras são os fios com os quais tecemos nossas experiências
Tive que fazer isso para emitir um parecer sobre a questão, cair em paradoxo ao falar da experiência transcendental não é dialética furada, é até natural que isso aconteça já que não é possível limitar em conceitos a mesma, algumas escolas sacaram isso e criaram os koans e outras tantas frases absurdas que visão quebrar a linearidade da mente.
O tio Aldous também se referiu a isso quando disse que se recebecemos o raio da totalidade, seríamos aniquilados já que individualidade pressupõe limitação. Como a palavra é a arma do intelecto tenho que tentar forçar a barra da linguagem para que ela expresse o sagrado, a poesia tenta isso com toda as suas figuras de linguagem, o símbolo é mais perfeito já que abre um espectro maior de possibilidades interpretativas.
O conhecimento perfeito é a aniquilação do criador da ilusão separatista, que divide o Eu e o mundo, o conhecimento utilitário baseado na dualidade é imprecindível para o viver em sociedade mas dispensado em um transe no vazio transcendental do sí mesmo.
Eu concordo que no meio de uma experiência transcendetal não há necessidade de palavras, modelos ou sistemas. Tudo isso se torna trivializante diante da experiência, assim como, voltando a analogia que fiz anteriormente, uma foto seria trivializante para aquele que já está no local fotografado. Quem iria querer admirar uma foto do próprio local em que já se encontra? Quem iria querer ler uma descrição sobre o que é o vazio da mente enquanto experimenta próprio o vazio da mente? A experiência sempre trancende qualquer tipo de modelo, mas o fato é que, como vc mesmo disse ao citar Huxley, não suportaríamos viver com a percepção integralmente aberta à totalidade o tempo inteiro, por isso nosso sistema filtra boa parte delas para formar nossa percepção ordinária do cotidiano. E nessa experiência ordinária, que é o estado de consciência que passamos a maior parte do tempo de nossas vidas, eu penso que os modelos são muito úteis, assim como a fotografia é muito útil quando não se está no local fotografado. É através desses modelos de linguagem e intelecto que nós trazemos alguma coisa, mesmo que ultra-limitada, daquela experiência com o inexprimível, para nossas vidas cotidianas.
É claro que podemos ir ainda mais a fundo e dizer que o vazio transcendental tem origem no espírito humano, e que a busca pelo preenchimento é a nescessidade do homem ir de reencontro a sua essência.
Isso é o que chamo de Vazio Transcendental.
Som a fusão com a consciência universal eu acho que é a natureza da busca. Acho que todos nós acreditamos que ao atingir este estado teremos chegado no ápice do caminho.
Mas quando voltamos é como nascer, o buraco é esvaziado novamente, só que agora ele está menos fundo.
Dá pra ir longe nas teorias sobre o vazio transcendental, pq é algo que nós todos temos em comum. Que toda humanidade tem em comum.
Depois de definirmos o que é, podemos analisar como ele afeta a personalidade, percepção e comportamento do indíviduo e das massas.
As Igrejas são a prova viva de que este buraco na alma existe.
Acho que dentro do reino material essa é a mais distante experiência de consciencia intensificada que podemos experimentar, a primeira das muitas vindouras… rs
Já aquilo que transcede o materiall e que pode ser a origem esquecida que gera o buraco que iremos vir a tentar preencher, eu não sei o que pode ser, pode ser que os estados trancendentais estejam gravados em nossa composição por sermos feitos de partículas cósmicas, pode ser que tenha ligação com o espírito não criado adormecido no interior de cada homem, pode ser que seja um mecanismo de defesa diante do absurdo da existência e da finitude, pode ser a lembrança do mundo espiritual, pode ser a realidade espiritual suprimida pela sociedade, pode ser que por sermos um microcosmos ele tende a atingir a autoconsciência assim como macro tende, sei lá façam suas apostas…. rsrsrs
Consideranto esse fato, não seria como se resgatássemos o acesso espiritual ou o acesso da consciência em uma fonte de energia de onde nós todos viemos?
Digo isso baseado no pouco que li sobre Amit Goswami com a teoria de todos nós fazermos parte de uma consciência coletiva(Todos Somos um Só).
Considerando os dois fatos anteriores (o DMT que preenche esse vazio/Morte), e o (Todos Somos um Só), o papel do psicodélico é dar esse gostinho de não se estar vivo somente aqui na terra e se sentir em casa longe da nossa casa material?
Se sim, quem já esteve nesse tipo de experiência não acabou tapando esse buraco?
Concordo plenamente com vc, especialmente levando em conta o segundo parágrafo que colei. Dentro do reino material, provavelmente a experiência mais imaterial possível é a de um feto. Talvez possamos estender isso para o lado oposto e dizer que o momento pré-morte também fornece esta experiência (e talvez os estados psicodélicos e meditativos mais profundos também, mas nesse caso são induções). Pois esses são os estados fronteiriços entre o material e o imaterial; nossa chegada e nossa partida. Porém, só o fato dessa experiência existir através do filtro biológico da percepção e do cérebro já nos mostra que ela não pode abranger a totalidade do reino transcendental, pois esta existe justamente no reino de pura potencialidade entre a chegada e a partida do organismo; no silêncio que é a origem e o fim de todas as coisas; a eternidade que sustenta toda essa transitoriedade em que vivemos.
As Igrejas são a prova viva de que este buraco na alma existe.
E também de que isso vêm sendo muito mal abordado …hehe
Como disse Jung: “A religião é uma defesa contra a experiência religiosa”
5 ago


Escrito por Orion

A experiência psicodélica não envolve apenas o ato de ingerir uma substância, depende muito tbm da mente do cara. Uma mente idiota e temos um idiota colorido 10x. Não basta apenas admirar deslumbrado passivamente a experiência psicodélica, é preciso assumir uma postura crítica diante daquilo que está sendo mostrado, é preciso interpretar a lição e isso exige esforço intelectual.
Fora que na maioria das vezes a experiência vai jogar com o sistema de crenças, personalidade e experiências do cara. Isso significa que pessoas medíocres terão experiências medíocres? Não, graças a alguns milhares de anos de evolução nosso biocomputador cerebral vem da fábrica com um sistema operacional fantástico por si só hipercomplexo, que funciona como um microcosmo interno. Ainda tem a centelha da consciência universal, que cada filho do todo nasce com e que está sempre desperta porém embotada. Acender a consciência universal não é obter conhecimento sobre a natureza do universo, é experimentar a consciência do universo. Ou seja consciência universal é a forma como o universo entende e experimenta a si mesmo e isso inclui vc, eu e a espécie humana. Ao acender essa chama vc acaba dando de presente ao universo mais um elemento para ampliar a autoconsciência dele, a sua própria consciência. O Universo evolui com vc quando vc acende a consciência bruta e transmuta ela na consciência universal.
O segredo para sair do embotamento e fazer brilhar a chama da consciência universal é tomar consciência sobre si mesmo e em seguida tomar consciência sobre a consciência. Vc pode começar se perguntando o que é a consciência.
Isso significa que por causa do sistema operacional e da centelha até mesmo pessoas medíocres podem ter experiências transcendentais que colocariam Joana “Dark” de joelhos, sem saírem de seus quartos…
Mas ainda assim a experiência exige esforço intelectual, uma vez que o sentido para se ter esse tipo de experiência é utilizar o conhecimento obtido, na experiência da realidade cotidiana.
Não existe morte do ego na experiência psicodélica, a dissolução do ego é temporária e não implica perda de consciência. Se não há consciência além das fronteiras do ego não houve experiência e então vc diminui a dose até chegar no limiar da consciência. Se a prática for correta sempre haverá consciência. Vc deve contemplar ativamente para que vc possa guardar e trazer para a realidade cotidiana o máximo de informação do Outro Lado.
Por mais que as motivações dos outros ao tentar uma experiência psicodélica sejam erradas a busca é a mesma, preenchimento do vazio transcendental. A necessidade de transcendência é inerente ao ser humano assim como instinto de reprodução e a sua ausência gera um buraco no ser que eu chamo de vazio transcendental. Passamos a vida empreendendo uma busca cujo objetivo é preencher esse vazio, com alguma coisa que supra nossa necessidade transcendental. Procuramos nas igrejas, na filosofia, na psicologia, nas plantas, no mundo… Por causa da angústia gerada pela ausência de respostas e pelos enganos que essa busca gera, as pessoas tendem a parar no caminho e ao invés de buscar o preenchimento ocultam e reprimem o vazio. Há então aqueles que estão na busca e estão acertando ou errando em suas escolhas e decisões, e aqueles que negam e escondem de si que existe algo faltando e que existe uma busca a se fazer. Fugir da realidade não adianta, pois fugimos somente para constatar que dentre as infinitas realidades possíveis, a percepção integral de toda realidade externa a nós, tal como ela é, é impossível para o sistema de captação/projeção do bicho humano. O humano está condenado a não perceber realmente a realidade. A REALIDADE NÃO EXISTE, LOGO TODA REALIDADE É POSSÍVEL.
Mas independente da postura de cada um de nós diante da situação, seja busca ou fuga, todos estamos ligados pelo vazio transcendental.
26 jul
Olá leitores do blog, estou divulgando aqui esta lista com as substâncias que são ilegais no BraZil. Não mexam com isso pq não pode….

Resolução - RDC nº 200, 17 de agosto de 2004
D.O 18/07/2004
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovado pelo Decreto n.º 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 8º, inciso IV, do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 593 de 25 de agosto de 2000, em reunião realizada em 16 de agosto de 2004,
considerando as atualizações das Listas “AMARELA” (Entorpecentes de Controle Internacional), “VERDE” (Psicotrópicos de Controle Internacional) e “VERMELHA” (Precursores e Insumos Químicos de Controle Internacional) das Convenções da Organização das Nações Unidas, das quais o Brasil é signatário;
considerando a recomendação da Gerência Geral de Medicamentos Novos, Pesquisas e Ensaios Clínicos – GEPEC, de exclusão da substância APOMORFINA E PIOGLITAZONA da Lista “C1” (Lista de Outras Substâncias Sujeitas ao Controle Especial) da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998;
considerando os artigos 6º e 36 da Lei nº 6.368, de 21 de outubro de 1976; e
considerando o art. 101 da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998.
Adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino sua publicação:
Art. 1º Publicar a atualização do Anexo I, Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial, da Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998, republicada no Diário Oficial da União de 1º de fevereiro de 1999.
Art. 2º Estabelecer as seguintes modificações:
I. EXCLUSÃO:
1.1. Lista “C1”: Apomorfina
1.2. Lista “C1”: Pioglitazona
1.3. Adendo 7 da Lista “C1”
Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
CLAUDIO MAIEROVITCH PEÇANHA HENRIQUES
ANEXO I
MINISTÉRIO DA SAÚDE
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
GERÊNCIA GERAL DE MEDICAMENTOS
ATUALIZAÇÃO N.º 16
LISTAS DA PORTARIA SVS/MS N.º 344 DE 12 DE MAIO DE 1998 (DOU DE 1/2/99)
LISTA - A1
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES
(Sujeitas a Notificação de Receita “A”)
1. ACETILMETADOL
2. ALFACETILMETADOL
3. ALFAMEPRODINA
4. ALFAMETADOL
5. ALFAPRODINA
6. ALFENTANILA
7. ALILPRODINA
8. ANILERIDINA
9. BEZITRAMIDA
10. BENZETIDINA
11. BENZILMORFINA
12. BENZOILMORFINA
13. BETACETILMETADOL
14. BETAMEPRODINA
15. BETAMETADOL
16. BETAPRODINA
17. BUPRENORFINA
18. BUTORFANOL
19. CLONITAZENO
20. CODOXIMA
21. CONCENTRADO DE PALHA DE DORMIDEIRA
22. DEXTROMORAMIDA
23. DIAMPROMIDA
24. DIETILTIAMBUTENO
25. DIFENOXILATO
26. DIFENOXINA
27. DIIDROMORFINA
28. DIMEFEPTANOL (METADOL)
29. DIMENOXADOL
30. DIMETILTIAMBUTENO
31. DIOXAFETILA
32. DIPIPANONA
33. DROTEBANOL
34. ETILMETILTIAMBUTENO
35. ETONITAZENO
36. ETOXERIDINA
37. FENADOXONA
38. FENAMPROMIDA
39. FENAZOCINA
40. FENOMORFANO
41. FENOPERIDINA
42. FENTANILA
43. FURETIDINA
44. HIDROCODONA
45. HIDROMORFINOL
46. HIDROMORFONA
47. HIDROXIPETIDINA
48. INTERMEDIÁRIO DA METADONA (4-CIANO-2-DIMETILAMINA-4,4-DIFENILBUTANO)
49.INTERMEDIÁRIO DA MORAMIDA (ÁCIDO 2-METIL-3-MORFOLINA-1,1-DIFENILPROPANO CARBOXÍLICO)
50. INTERMEDIÁRIO “A” DA PETIDINA (4 CIANO-1-METIL-4-FENILPIPERIDINA)
51.INTERMEDIÁRIO “B” DA PETIDINA (ÉSTER ETÍLICO DO ÁCIDO 4-FENILPIPERIDINA-4-CARBOXILÍCO)
52. INTERMEDIÁRIO “C” DA PETIDINA (ÁCIDO-1-METIL-4-FENILPIPERIDINA-4-CARBOXÍLICO)
53. ISOMETADONA
54. LEVOFENACILMORFANO
55. LEVOMETORFANO
56. LEVOMORAMIDA
57. LEVORFANOL
58. METADONA
59. METAZOCINA
60. METILDESORFINA
61. METILDIIDROMORFINA
62. METOPONA
63. MIROFINA
64. MORFERIDINA
65. MORFINA
66. MORINAMIDA
67. NICOMORFINA
68. NORACIMETADOL
69. NORLEVORFANOL
70. NORMETADONA
71. NORMORFINA
72. NORPIPANONA
73. N-OXICODEÍNA
74. N-OXIMORFINA
75. ÓPIO
76. OXICODONA
77. OXIMORFONA
78. PETIDINA
79. PIMINODINA
80. PIRITRAMIDA
81. PROEPTAZINA
82. PROPERIDINA
83. RACEMETORFANO
84. RACEMORAMIDA
85. RACEMORFANO
86. REMIFENTANILA
87. SUFENTANILA
88. TEBACONA
89. TEBAÍNA
90. TILIDINA
91. TRIMEPERIDINA
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros (exceto os isômeros dextrometorfano, (+)3-metoxi-N-metilmorfinan, e o Dextrorfano, (+) 3-hidroxi-N-metilmorfinan), das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros (exceto os isômeros dextrometorfano, (+)3-metoxi-N-metilmorfinan, e o Dextrorfano, (+) 3-hidroxi-N-metilmorfinan), das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) preparações à base de DIFENOXILATO, contendo por unidade posológica, não mais que 2,5 miligramas de DIFENOXILATO calculado como base, e uma quantidade de Sulfato de Atropina equivalente a, pelo menos, 1,0% da quantidade de DIFENOXILATO, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA“.
3) preparações à base de ÓPIO, contendo até 5 miligramas de morfina anidra por mililitros, ou seja, até 50 miligramas de ÓPIO, ficam sujeitas a prescrição da RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA“.
4) fica proibida a comercialização e manipulação de todos os medicamentos que contenham ÓPIO e seus derivados sintéticos e CLORIDRATO DE DIFENOXILATO e suas associações, nas formas farmacêuticas líquidas ou em xarope para uso pediátrico (Portaria SVS/MS n.º 106 de 14 de setembro de 1994 – DOU 19/9/94).
5) preparações medicamentosas na forma farmacêutica de comprimidos de liberação controlada à base de OXICODONA, contendo não mais que 40 miligramas dessa substância, por unidade posológica, ficam sujeitas a prescrição da RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA“.
LISTA – A2
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES
DE USO PERMITIDO SOMENTE EM CONCENTRAÇÕES ESPECIAIS
(Sujeitas a Notificação de Receita “A”)
1. ACETILDIIDROCODEINA
2. CODEÍNA
3. DEXTROPROPOXIFENO
4. DIIDROCODEÍNA
5. ETILMORFINA
6. FOLCODINA
7. NALBUFINA
8. NALORFINA
9. NICOCODINA
10. NICODICODINA
11. NORCODEÍNA
12. PROPIRAM
13. TRAMADOL
ADENDO:
1)ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) preparações à base de ACETILDIIDROCODEÍNA, CODEÍNA, DIIDROCODEÍNA, ETILMORFINA, FOLCODINA, NICODICODINA, NORCODEÍNA, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade de entorpecentes não exceda 100 miligramas por unidade posológica, e em que a concentração não ultrapasse a 2,5% nas preparações de formas indivisíveis ficam sujeitas prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA –SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
3) preparações à base de TRAMADOL, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 100 miligramas de TRAMADOL por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
4) preparações à base de DEXTROPROPOXIFENO, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade de entorpecente não exceda 100 miligramas por unidade posológica e em que a concentração não ultrapasse 2,5% nas preparações indivisíveis, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
5) preparações à base de NALBUFINA, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 10 miligramas de CLORIDRATO DE NALBUFINA por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
6) preparações à base de PROPIRAM, misturadas a um ou mais componentes, contendo não mais que 100 miligramas de PROPIRAM por unidade posológica e associados, no mínimo, a igual quantidade de metilcelulose, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula deverão apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA “.
LISTA - A3
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS
(Sujeita a Notificação de Receita “A”)
1. ANFETAMINA
2. CATINA
3. 2CB - ( 4- BROMO-2,5-DIMETOXIFENILETILAMINA)
4. CLOBENZOREX
5. CLORFENTERMINA
6. DEXANFETAMINA
7. DRONABINOL
8. FENCICLIDINA
9. FENETILINA
10. FEMETRAZINA
11. LEVANFETAMINA
12. LEVOMETANFETAMINA
13. METANFETAMINA
14. METILFENIDATO
15. TANFETAMINA
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1 os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2 os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
LISTA – B1
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS
(Sujeitas a Notificação de Receita “B”)
1. ALOBARBITAL
2. ALPRAZOLAM
3. AMINEPTINA
4. AMOBARBITAL
5. APROBARBITAL
6. BARBEXACLONA
7. BARBITAL
8. BROMAZEPAM
9. BROTIZOLAM
10. BUTALBITAL
11. BUTABARBITAL
12. CAMAZEPAM
13. CETAZOLAM
14. CICLOBARBITAL
15. CLOBAZAM
16. CLONAZEPAM
17. CLORAZEPAM
18. CLORAZEPATO
19. CLORDIAZEPÓXIDO
20. CLORETO DE ETILA
21. CLOTIAZEPAM
22. CLOXAZOLAM
23. DELORAZEPAM
24. DEXMEDETOMIDINA
25. DIAZEPAM
26. ESTAZOLAM
27. ETCLORVINOL
28. ETILANFETAMINA (N-ETILANFETAMINA)
29. ETINAMATO
30. FENOBARBITAL
31. FLUDIAZEPAM
32. FLUNITRAZEPAM
33. FLURAZEPAM
34. GHB - (ÁCIDO GAMA – HIDROXIBUTíRICO)
35. GLUTETIMIDA
36. HALAZEPAM
37. HALOXAZOLAM
38. LEFETAMINA
39. LOFLAZEPATO DE ETILA
40. LOPRAZOLAM
41. LORAZEPAM
42. LORMETAZEPAM
43. MEDAZEPAM
44. MEPROBAMATO
45. MESOCARBO
46. METILFENOBARBITAL (PROMINAL)
47. METIPRILONA
48. MIDAZOLAM
49. NIMETAZEPAM
50. NITRAZEPAM
51. NORCANFANO (FENCANFAMINA)
52. NORDAZEPAM
53. OXAZEPAM
54. OXAZOLAM
55. PEMOLINA
56. PENTAZOCINA
57. PENTOBARBITAL
58. PINAZEPAM
59. PIPRADROL
60. PIROVARELONA
61. PRAZEPAM
62. PROLINTANO
63. PROPILEXEDRINA
64. SECBUTABARBITAL
65. SECOBARBITAL
66. TEMAZEPAM
67. TETRAZEPAM
68. TIAMILAL
69. TIOPENTAL
70. TRIAZOLAM
71. TRIEXIFENIDIL
72. VINILBITAL
73. ZALEPLONA
74. ZOLPIDEM
75. ZOPICLONA
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos que contenham FENOBARBITAL, METILFENOBARBITAL (PROMINAL), BARBITAL e BARBEXACLONA, ficam sujeitos a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”.
3) Em conformidade com a Resolução RDC n.º 104, de 6 de dezembro de 2000 (republicada em 15/12/2000):
3.1. fica proibido o uso do CLORETO DE ETILA para fins médicos, bem como a sua utilização sob a forma de aerosol, aromatizador de ambiente ou de qualquer outra forma que possibilite o seu uso indevido.
3.2. o controle e a fiscalização da substância CLORETO DE ETILA, ficam submetidos ao Órgão competente do Ministério da Justiça, de acordo com a Lei nº 10.357, de 27 de dezembro de 2001, Lei n.º 9.017, de 30 de março de 1995, Decreto n.º 1.646, de 26 de setembro de 1995 e Decreto n.º 2.036, de 14 de outubro de 1996.
4) preparações a base de ZOLPIDEM, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 10 miligramas de ZOLPIDEM por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA“.
LISTA - B2
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS ANOREXÍGENAS
(Sujeitas a Notificação de Receita “B”)
1. AMINOREX
2. ANFEPRAMONA
3. FEMPROPOREX
4. FENDIMETRAZINA
5. FENTERMINA
6. MAZINDOL
7. MEFENOREX
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
LISTA – C1
LISTA DAS OUTRAS SUBSTÂNCIAS SUJEITAS A CONTROLE ESPECIAL
(Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)
1. ACEPROMAZINA
2. ÁCIDO VALPRÓICO
3. AMANTADINA
4. AMISSULPRIDA
5. AMITRIPTILINA
6. AMOXAPINA
7. ARIPIPRAZOL
8. AZACICLONOL
9. BECLAMIDA
10. BENACTIZINA
11. BENFLUOREX
12. BENZOCTAMINA
13. BENZOQUINAMIDA
14. BIPERIDENO
15. BUPROPIONA
16. BUSPIRONA
17. BUTAPERAZINA
18. BUTRIPTILINA
19. CAPTODIAMO
20. CARBAMAZEPINA
21. CAROXAZONA
22. CETAMINA
23. CICLARBAMATO
24. CICLEXEDRINA
25. CICLOPENTOLATO
26. CISAPRIDA
27. CITALOPRAM
28. CLOMACRANO
29. CLOMETIAZOL
30. CLOMIPRAMINA
31. CLOREXADOL
32. CLORPROMAZINA
33. CLORPROTIXENO
34. CLOTIAPINA
35. CLOZAPINA
36. DESFLURANO
37. DESIPRAMINA
38. DEXETIMIDA
39. DIBENZEPINA
40. DIMETRACRINA
41. DISOPIRAMIDA
42. DISSULFIRAM
43. DIVALPROATO DE SÓDIO
44. DIXIRAZINA
45. DONEPEZILA
46. DOXEPINA
47. DROPERIDOL
48. ECTILURÉIA
49. EMILCAMATO
50. ENFLURANO
51. ESCITALOPRAM
52. ENTACAPONA
53. ETOMIDATO
54. ETOSSUXIMIDA
55. FACETOPERANO
56. FEMPROBAMATO
57. FENAGLICODOL
58. FENELZINA
59. FENIPRAZINA
60. FENITOINA
61. FLUFENAZINA
62. FLUMAZENIL
63. FLUOXETINA
64. FLUPENTIXOL
65. FLUVOXAMINA
66. GABAPENTINA
67. GALANTAMINA
68. HALOPERIDOL
69. HALOTANO
70. HIDRATO DE CLORAL
71. HIDROCLORBEZETILAMINA
72. HIDROXIDIONA
73. HOMOFENAZINA
74. IMICLOPRAZINA
75. IMIPRAMINA
76. IMIPRAMINÓXIDO
77. IPROCLOZIDA
78. ISOCARBOXAZIDA
79. ISOFLURANO
80. ISOPROPIL-CROTONIL-URÉIA
81. LAMOTRIGINA
82. LEFLUNOMIDA
83. LEVOMEPROMAZINA
84. LISURIDA
85. LITIO
86. LOPERAMIDA
87. LOXAPINA
88. MAPROTILINA
89. MECLOFENOXATO
90. MEFENOXALONA
91. MEFEXAMIDA
92. MEMANTINA
93. MEPAZINA
94. MESORIDAZINA
95. METILPENTINOL
96. METISERGIDA
97. METIXENO
98. METOPROMAZINA
99. METOXIFLURANO
100. MIANSERINA
101. MILNACIPRANO
102. MINAPRINA
103. MIRTAZAPINA
104. MISOPROSTOL
105. MOCLOBEMIDA
106. MOPERONA
107. NALOXONA
108. NALTREXONA
109. NEFAZODONA
110. NIALAMIDA
111. NOMIFENSINA
112. NORTRIPTILINA
113. NOXIPTILINA
114. OLANZAPINA
115. OPIPRAMOL
116. OXCARBAZEPINA
117. OXIBUPROCAÍNA (BENOXINATO)
118. OXIFENAMATO
119. OXIPERTINA
120. PAROXETINA
121. PENFLURIDOL
122. PERFENAZINA
123. PERGOLIDA
124. PERICIAZINA (PROPERICIAZINA)
125. PIMOZIDA
126. PIPAMPERONA
127. PIPOTIAZINA
128. PRAMIPEXOL
129. PRIMIDONA
130. PROCLORPERAZINA
131. PROMAZINA
132. PROPANIDINA
133. PROPIOMAZINA
134. PROPOFOL
135. PROTIPENDIL
136. PROTRIPTILINA
137. PROXIMETACAINA
138. QUETIAPINA
139. REBOXETINA
140. RIBAVIRINA
141. RISPERIDONA
142. RIVASTIGMINA
143. ROPINIROL
144. SELEGILINA
145. SERTRALINA
146. SEVOFLURANO
147. SIBUTRAMINA
148. SULPIRIDA
149. SULTOPRIDA
150. TACRINA
151. TOLCAPONA
152. TETRACAÍNA
153. TIANEPTINA
154. TIAPRIDA
155. TIOPROPERAZINA
156. TIORIDAZINA
157. TIOTIXENO
158. TOPIRAMATO
159. TRANILCIPROMINA
160. TRAZODONA
161. TRICLOFÓS
162. TRICLOROETILENO
163. TRIFLUOPERAZINA
164. TRIFLUPERIDOL
165. TRIMIPRAMINA
166. TROGLITAZONA
167. VALPROATO SÓDICO
168. VENLAFAXINA
169. VERALIPRIDA
170. VIGABATRINA
171. ZANAMIVIR
172. ZIPRAZIDONA
173 ZOTEPINA
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos à base da substância LOPERAMIDA ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.
3) fica proibido a comercialização e manipulação de todos os medicamentos que contenham LOPERAMIDA ou em associações, nas formas farmacêuticas líquidas ou em xarope para uso pediátrico (Portaria SVS/MS n.º 106 de 14 de setembro de 1994 – DOU 19/9/94).
4) só será permitida a compra e uso do medicamento contendo a substância MISOPROSTOL em estabelecimentos hospitalares devidamente cadastrados junto a Autoridade Sanitária para este fim;
5) os medicamentos à base da substância TETRACAÍNA ficam sujeitos a: (a) VENDA SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico odontológico, não associadas a qualquer outro princípio ativo; (b) VENDA COM PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM A RETENÇÃO DE RECEITA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico ortorrinolaringológico, especificamente para Colutórios e Soluções utilizadas no tratamento de Otite Externa e (c) VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM RETENÇÃO DE RECEITA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico oftalmológico.
6) excetuam-se das disposições legais deste Regulamento Técnico as substâncias TRICLOROETILENO, DISSULFIRAM e LÍTIO (metálico e seus sais), quando, comprovadamente, forem utilizadas para outros fins que não os de efeito à área de saúde, e portanto não estão sujeitos ao controle e fiscalização previstos nas Portarias SVS/MS n.º 344/98 e 6/99.
LISTA - C2
LISTA DE SUBSTÂNCIAS RETINÓICAS
(Sujeitas a Notificação de Receita Especial)
1. ACITRETINA
2. ADAPALENO
3. ISOTRETINOÍNA
4. TRETINOÍNA
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos de uso tópico contendo as substâncias desta lista ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.
LISTA – C3
LISTA DE SUBSTÂNCIAS IMUNOSSUPRESSORAS
(Sujeita a Notificação de Receita Especial)
1. FTALIMIDOGLUTARIMIDA (TALIDOMIDA)
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
LISTA – C4
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANTI-RETROVIRAIS
(Sujeitas a Receituário do Programa
da DST/AIDS ou Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)
1. ABACAVIR
2. AMPRENAVIR
3. ATAZANAVIR
4. DELAVIRDINA
5. DIDANOSINA (ddI)
6. EFAVIRENZ
7. ENFUVIRTIDA
8. ESTAVUDINA (d4T)
9. INDINAVIR
10. LAMIVUDINA (3TC)
11. LOPINAVIR
12. NELFINAVIR
13. NEVIRAPINA
14. RITONAVIR
15. SAQUINAVIR
16. TENOFOVIR
17. ZALCITABINA (ddc)
18. ZIDOVUDINA (AZT)
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos à base de substâncias anti-retrovirais acima elencadas, devem ser prescritos em receituário próprio estabelecido pelo Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde, para dispensação nas farmácias hospitalares/ambulatoriais do Sistema Público de Saúde.
3) os medicamentos à base de substâncias anti-retrovirais acima elencadas, quando dispensados em farmácias e drogarias, ficam sujeitos a venda sob Receita de Controle Especial em 2 (duas) vias.
LISTA - C5
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANABOLIZANTES
(Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias)
1. ANDROSTANOLONA
2. BOLASTERONA
3. BOLDENONA
4. CLOROXOMESTERONA
5. CLOSTEBOL
6. DEIDROCLORMETILTESTOSTERONA
7. DROSTANOLONA
8. ESTANOLONA
9. ESTANOZOLOL
10. ETILESTRENOL
11. FLUOXIMESTERONA OU FLUOXIMETILTESTOSTERONA
12. FORMEBOLONA
13. MESTEROLONA
14. METANDIENONA
15. METANDRANONA
16. METANDRIOL
17. METENOLONA
18. METILTESTOSTERONA
19. MIBOLERONA
20. NANDROLONA
21. NORETANDROLONA
22. OXANDROLONA
23. OXIMESTERONA
24. OXIMETOLONA
25. PRASTERONA (DEIDROPIANDROSTERONA – DHEA)
26. SOMATROPINA (HORMÔNIO DO CRESCIMENTO HUMANO)
27. TESTOSTERONA
28. TREMBOLONA
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1 os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência;
1.2 os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos de uso tópico contendo as substâncias desta lista, ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.
LISTA - D1
LISTA DE SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS
(Sujeitas a Receita Médica sem Retenção)
1. 1-FENIL-2-PROPANONA
2. 3,4 - METILENDIOXIFENIL-2-PROPANONA
3. ACIDO ANTRANÍLICO
4. ÁCIDO FENILACETICO
5. ÁCIDO LISÉRGICO
6. ÁCIDO N-ACETILANTRANÍLICO
7. DIIDROERGOTAMINA
8. DIIDROERGOMETRINA
9. EFEDRINA
10. ERGOMETRINA
11. ERGOTAMINA
12. ETAFEDRINA
13. ISOSAFROL
14. ÓLEO DE SASSAFRÁS
15. ÓLEO DA PIMENTA LONGA
16. PIPERIDINA
17. PIPERONAL
18. PSEUDOEFEDRINA
19. SAFROL
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) excetua-se do controle estabelecido nas Portarias SVS/MS n.º 344/98 e 6/99, as formulações não medicamentosas, que contém as substâncias desta lista quando se destinarem a outros seguimentos industriais.
3) óleo de pimenta longa é obtido da extração das folhas e dos talos finos da Piper hispidinervum C.DC., planta nativa da Região Norte do Brasil.
LISTA - D2
LISTA DE INSUMOS QUÍMICOS UTILIZADOS
PARA FABRICAÇÃO E SÍNTESE DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS
(Sujeitos a Controle do Ministério da Justiça)
1. ACETONA
2. ÁCIDO CLORÍDRICO
3. ÁCIDO SULFÚRICO
4. ANIDRIDO ACÉTICO
5. CLORETO DE ETILA
6. CLORETO DE METILENO
7. CLOROFÓRMIO
8. ÉTER ETÍLICO
9. METIL ETIL CETONA
10. PERMANGANATO DE POTÁSSIO
11. SULFATO DE SÓDIO
12. TOLUENO
ADENDO:
1) produtos e insumos químicos, sujeitos a controle da Polícia Federal, de acordo com a Lei nº 10.357 de 27/12/2001, Lei n.º 9.017 de 30/03/1995, Decreto n.º 1.646 de 26/09/1995, Decreto n.º 2.036 de 14/10/1996, Resolução n.º 01/95 de 07/11/1995 e Instrução Normativa n.º 06 de 25/09/1997;
2) o insumo químico ou substância CLOROFÓRMIO está proibido para uso em medicamentos.
3) o CLORETO DE ETILA, por meio da Resolução n.º 1, de 5 de fevereiro de 2001, foi incluido na relação de substâncias constatntes do artigo 1º da Resolução n.º 1-MJ, de 7 de novembro de 1995.
4) quando os insumos desta lista, forem utilizados para fins de fabricação de produtos sujeitos a vigilância sanitária, as empresas devem atender a legislação sanitária específica.
LISTA – E
LISTA DE PLANTAS QUE PODEM ORIGINAR SUBSTÂNCIAS
ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICAS
1. Cannabis sativa L..
2. Claviceps paspali Stevens & Hall.
3. Datura suaveolens Willd.
4. Erythroxylum coca Lam.
5. Lophophora williamsii Coult.
6. Papaver Somniferum L..
7. Prestonia amazonica J. F. Macbr.
ADENDO:
1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias obtidas a partir das plantas elencadas acima.
2) a planta Lophophora williamsii Coult. é comumente conhecida como cacto peyote.
LISTA - F
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS DE USO PROSCRITO NO BRASIL
LISTA F1 - SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES
1. 3-METILFENTANILA ou N-(3-METIL-1-(FENETIL-4-PIPERIDIL)PROPIONANILIDA
2. 3-METILTIOFENTANILA ou N-[3-METIL-1-[2-(2-TIENIL)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
3. ACETIL-ALFA-METILFENTANILA ou N-[1-(ALFA-METILFENETIL)-4-PIPERIDIL]ACETANILIDA
4. ACETORFINA ou 3-O-ACETILTETRAHIDRO-7-ALFA-(1-HIDROXI-1-METILBUTIL)-6,14-ENDOETENO-ORIPAVINA
5. ALFA-METILFENTANILA ou N-[1-(ALFA-METILFENETIL)-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
6. ALFA-METILTIOFENTANILA ou N-[1-[1-METIL-2-(2-TIENIl)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
7. BETA-HIDROXI-3-METILFENTANILA ou N-[1-(BETA-HIDROXIFENETIL)-3-METIL-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
8. BETA-HIDROXIFENTANILA ou N-[1-(BETA-HIDROXIFENETIL)-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
9. CETOBEMIDONA ou 4-META-HIDROXIFENIL-1-METIL-4-PROPIONILPIPERIDINA
10. COCAÍNA ou ÉSTER METÍLICO DA BENZOILECGONINA
11. DESOMORFINA ou DIIDRODEOXIMORFINA
12. DIIDROETORFINA ou 7,8-DIIDRO-7-ALFA-[1-(R)-HIDROXI-1-METILBUTIL]-6,14-ENDO-ETANOTERTAHIDROORIPAVINA
13. ECGONINA ou (-)-3-HIDROXITROPANO-2-CARBOXILATO
14. ETORFINA ou TETRAHIDRO-7-ALFA-(1-HIDROXI-1-METILBUTIL)-6,14-ENDOETENO-ORIPAVINA
15. HEROÍNA ou DIACETILMORFINA
16. MPPP ou 1-METIL-4-FENIL-4-PROPIONATO DE PIPERIDINA (ÉSTER)
17. PARA-FLUOROFENTANILA ou 4’-FLUORO-N-(1-FENETIL-4-PIPERIDIL])PROPIONANILIDA
18. PEPAP ou 1-FENETIL-4-FENIL-4-ACETATO DE PIPERIDINA (ÉSTER)
19. TIOFENTANILA ouN-[1-[2-(TIENIL)ETIL]-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA
ADENDO:
1)ficam também sob controle:
1.1.todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
1.2.todos os ésteres e derivados da substância ECGONINA que sejam transformáveis em ECGONINA E COCAÍNA.
LISTA F2 - SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS
1. (+) – LISÉRGIDA ou LSD; LSD-25; 9,10-DIDEHIDRO-N,N-DIETIL-6-METILERGOLINA-8BETA-CARBOXAMIDA
2. 4-METILAMINOREX ou (±)-CIS-2-AMINO-4-METIL-5-FENIL-2-OXAZOLINA
3. 4-MTA ou 4-METILTIOANFETAMINA
4. BENZOFETAMINA ou N-BENZIL-N,ALFA-DIMETILFENETILAMINA
5. BROLANFETAMINA ou DOB; (±)-4-BROMO-2,5-DIMETOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
6. CATINONA ou (-)-(S)-2-AMINOPROPIOFENONA
7. DET ou 3-[2-(DIETILAMINO)ETIL]INDOL
8. DMA ou (±)-2,5-DIMETOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
9. DMHP ou 3-(1,2-DIMETILHEPTIL)-7,8,9,10-TETRAHIDRO-6,6,9-TRIMETIL-6H-DIBENZO[B,D]PIRANO-1-OL
10. DMT ou 3-[2-(DIMETILAMINO)ETIL] INDOL ; N,N-DIMETILTRIPTAMINA
11. DOET ou (±)–4-ETIL-2,5-DIMETOXI-ALFA-FENETILAMINA
12. ETICICLIDINA ou PCE ; N-ETIL-1-FENILCICLOHEXILAMINA
13. ETRIPTAMINA ou 3-(2-AMINOBUTIL)INDOL
14. MDE ou N-ETIL MDA; (±)-N-ETIL-ALFA-METIL-3,4-(METILENEDIOXI)FENETILAMINA
15. MDMA ou (±)-N,ALFA-DIMETIL-3,4-(METILENODIOXI)FENETILAMINA; 3,4 METILENODIOXIMETANFETAMINA
16. MECLOQUALONA ou 3-(O-CLOROFENIL)-2-METIL-4(3H)-QUINAZOLINONA
17. MESCALINA ou 3,4,5-TRIMETOXIFENETILAMINA
18. METAQUALONA ou 2-METIL-3-O-TOLIL-4(3H)-QUINAZOLINONA
19. METCATINONA ou2-(METILAMINO)-1-FENILPROPAN-L-ONA
20. MMDA ou 2-METOXI-ALFA-METIL-4,5-(METILENODIOXI)FENETILAMINA
21. PARAHEXILA ou 3-HEXIL-7,8,9,10-TETRAHIDRO-6,6,9-TRIMETIL-6H-DIBENZO[B,D]PIRANO-1-OL
22. PMA ou P-METOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
23. PSILOCIBINA ou FOSFATO DIIDROGENADO DE 3-[2-(DIMETILAMINOETIL)]INDOL-4-ILO
24. PSILOCINA ou PSILOTSINA ; 3-[2-(DIMETILAMINO)ETIL]INDOL-4-OL
25. ROLICICLIDINA ou PHP; PCPY ; 1-(1-FENILCICLOHEXIL)PIRROLIDINA
26. STP ou DOM ; 2,5-DIMETOXI-ALFA,4-DIMETILFENETILAMINA
27. TENAMFETAMINA ou MDA; ALFA-METIL-3,4-(METILENODIOXI)FENETILAMINA
28. TENOCICLIDINA ou TCP ; 1-[1-(2-TIENIL)CICLOHEXIL]PIPERIDINA
29. TETRAHIDROCANNABINOL ou THC
30. TMA ou (±)-3,4,5-TRIMETOXI-ALFA-METILFENETILAMINA
31. ZIPEPROL ou ALFA-(ALFA-METOXIBENZIL)-4-(BETA-METOXIFENETIL)-1-PIPERAZINAETANOL
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1.todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
1.2. os seguintes isômeros e suas variantes estereoquímicas da substância TETRAHIDROCANNABINOL:
7,8,9,10-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(9R,10aR)-8,9,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,9R,10aR)-6a,9,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,10aR)-6a,7,10,10a-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
6a,7,8,9-tetrahidro-6,6,9-trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
(6aR,10aR)-6a,7,8,9,10,10a-hexahidro-6,6-dimetil-9-metileno-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]pirano-1-ol
LISTA F3 – SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS
1. FENILPROPANOLAMINA
ADENDO:
1) ficam também sob controle todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
LISTA F4 – OUTRAS SUBSTÂNCIAS
1. ESTRICNINA
2. ETRETINATO
3. DEXFENFLURAMINA
4. FENFLURAMINA
5. LINDANO
6. TERFENADINA
ADENDO:
1) ficam também sob controle todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre que seja possível a sua existência.
2) fica autorizado o uso de LINDANO como preservativo de madeira, sob o controle do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA.
24 jul
Trago hoje para o site algumas reportagens que ficaram célebres por ganharem a capa de revistas estrangeiras famosas e de renome. Muito interessante para todos, mais interessante ainda pra quem sabe ler em inglês. Me desculpem pela péssima diagramação mas me parece no momento que o wordpress tem vontade própria e eu estou fora do controle. Desfrutem das revistas pois são páginas para lamber… os beiços.

Mai-13, 1957. Talvez a mais importante, e certamente um dos mais importantes artigos sobre alucinógenos nunca escrito em uma grande revista, esta extensa reportagem de Gordon Wasson sobre sua descoberta de um culto mexicano ao cogumelo psilocybe teve repercussões ao longo de várias décadas seguintes. A peça, escrita por Wasson é fantástica, só por si, e se torna ainda mais atraente por enormes fotografias coloridas e desenhos de cogumelos psilocybe. A história básica foi reescrita muitas vezes, mas é um sentimento especial lê-la no contexto de 1957. Um fato raramente mencionado é que Wasson colheu os cogumelos de sua primeira viagem sozinho, ao invés de recebê-los a partir da curandeira. É também de notar quão pouco se sabe sobre a taxonomia e o conteúdo químico dos cogumelos neste momento, e as contribuições do francês Roger Heim micologista não se estendem muito além de notas prelimanares. Não muito tempo depois, o Dr. Albert Hofmann iria aderir a investigação de Wasson e Heim, que conduziu à identificação e isolamento da psilocibina como o componente ativo na maioria destas espécies de cogumelos.
Para este artigo da Life, Wasson mudou os nomes da região mexicana e curandeira ( “Mixeteco” = Oaxaca: “Eva Mendez” = Maria Sabina), embora continuassem a receber muitos visitantes gringos não convidados nos próximos anos.
LIFE




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1954-Sep-21. Uma das primeiras reportagens sobre LSD que eu encontrei em uma revista nacional, esta é a pré-Huxley e pré-tudo pesquisa, que tratam exclusivamente sobre os aspectos psicomiméticos da droga, sugerindo que isso pode nos ajudar a compreender a esquizofrenia. Esta linha de investigação continuou durante toda a década de 1950, mas acabou por ser abandonada, quando foi mostrado que as semelhanças entre lisérgicos e esquizofrenia foram superficiais e não conclusivas.
1966-jun-28. Esta é uma questão sobre o tema fantástico “Califórnia”, que capta a virada para o futuro dos 60s de uma maneira atraente. A música e as drogas são cobertas apenas de passagem, infelizmente, conta com um hostil parágrafo sobre os Acid Tests.

1967-agosto-8. Extensa, ambiciosa exposição da nova cultura das drogas varrendo toda a nação. Tudo desde plantas até heroína são discutidas em um tom alarmado, trazendo aspectos sociológicos e históricos. Relatórios de potheads com muita diversão e cita algumas bastante surpreendentes fotos de jovens ligadões. A entrevista com Leary tem um monte de fotos coloridas de sua encenação de um jogo baseado em Hesse que eu nunca tinha visto antes.













16 jul

Tradução por Orion do Blog Ayakamanakam
Caro Membro Honorário do Congresso:
Esta carta resume as importantes propriedades medicinais da Salvia divinorum e seu principal componente ativo Salvinorina A. Também coloca diante várias objecções à lei HR 5607, que visa colocar inapropriadamente esta erva medicinal na Lista I da Lei de Substâncias Controladas.
Como um farmacologista que dedicou os últimos dez anos para o estudo científico sobre esta erva, eu acredito que estou particularmente qualificado para falar sobre este assunto. Eu fui a primeira pessoa a investigar a farmacologia humana da Salvinorina A e a claramente identificar este composto como o princípio psicoativo da Salvia divinorum (Siebert, 1994). Mais recentemente, eu fui o co-autor de um artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), na qual o meu grupo de pesquisa relatou ter achado o mecanismo neurológico de ação da Salvinorina. Estes achados são de particular importância porque fornecem evidências sólidas para o valor medicinal deste composto. Estou atualmente trabalhando em colaboração com vários outros cientistas em várias pistas de investigação científica sobre a farmacologia da salvinorina A e compostos estreitamente relacionados. Meus colaboradores incluem o Dr. Bryan Roth (Diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental) e o Dr. Michael J. Iadarola (Chefe da Neuronal Gene Expression Unit at the Pain and Neurosensory Mechanisms Branch of the National Institute for Health). Para além do meu esforço científico, estou neste momento concluindo os trabalhos para um livro abrangente sobre as propriedade medicinais da Salvia divinorum.
Existem cerca de mil espécies de Salvia no mundo. Salvia divinorum é apenas uma das muitas espécies que são reconhecidas por suas propriedades medicinais úteis. O nome comum para todas as salvias é sábio (Sage {Salvia}). A maioria das pessoas estão familiarizadas com o mercado comum e culinário de Sage como a Salvia officinalis, que, para além da sua utilidade como um condimento, também é utilizada pelas suas propriedades medicinais. O gênero Salvia, o nome é derivado do latim salvare, que significa “para curar” ou “salvar”. As palavras salvação e salvador também partem desta mesma raiz.
Salvia divinorum é endêmica da Serra Mazateca no México central, onde tem uma longa história de uso medicinal. É utilizada tanto por suas propriedades psicoactivas, quanto como um tratamento eficaz para a artrite, dor de cabeça. A validade de cada uma destas diferentes aplicações é bem suportada pelas conclusões recentes de meu grupo de pesquisa.
Para resumir os nossos resultados recentes: Salvinorina é um excepcionalmente potente e altamente agonista seletivo de receptores kappa-opióide e, como tal, tem um tremendo potencial para o desenvolvimento de uma ampla variedade de medicamentos valiosos. O mais promissor desses incluem analgésicos seguros que não provocam dependência, antidepressivos, anestésicos de ação curta que não deprimem a respiração, e medicamentos para tratar doenças caracterizadas por alterações na percepção, incluindo esquizofrenia, doença de Alzheimer, e transtorno bipolar (Roth et al. 2002).
Agonista de Receptores Kappa-Opióides são de especial interesse para a farmacologia porque fornecem medicamentos eficazes para a dor que não são formadores de hábito e não produzem dependência. Na verdade, há um crescente corpo de evidências que indicam que Agonistas de Receptores Kappa-Opióides provocam realmente o oposto da dependência. Esta é uma importante vantagem sobre os mais poderosos analgésicos atualmente prescritos. Meus colegas e eu em breve publicaremos um documento que relata os resultados de estudos animais que demonstram a eficácia de salvinorina A como um analgésico (Chavkin et al., No prelo). No meu livro eu descrevo muitos relatos de casos em que as pessoas testemunham a eficácia dessa erva para gerir dor. O tradicional uso Mazateca da Salvia divinorum para tratar dores de cabeça e artrite também atesta a sua eficácia como um analgésico.
A capacidade da salvinorina A bloquear a percepção da dor também sugere que esta pode se revelar muito útil como um anestésico geral de ação curta. O facto de não deprimir a respiração é particularmente interessante, pois indica que salvinorina A poderia ser muito mais segura do que a maioria dos anestésicos gerais atualmente em uso.
Recentemente o Dr. Karl HANES publicou um relato de caso no Journal of Clinical Psychopharmacology, no qual ele descreve um paciente que obteve isenção de depressão crônica, utilizando Salvia divinorum (HANES, 2001). No meu livro eu descrevo vários outros casos de pessoas que se recuperaram de grave depressão, com a ajuda desta erva. É particularmente interessante que essas pessoas foram capazes de obter alívio persistente da sua depressão após alguns tratamentos. Muito ao contrário do regime contínuo de medicação necessária ao tratamento convencional com antidepressivos como o Prozac, que na maioria dos casos, apenas oferecem alívio sintomático da depressão. Salvia divinorum freqüentemente produz uma melhora clínica de longa duração.
Por causa que Salvinorina A altera várias modalidades perceptuais, agindo em receptores kappa-opióides , fica evidente que estes receptores desempenham um papel proeminente na modulação da percepção humana. Isto sugere a possibilidade de que novos compostos psicoterápicos derivados de salvinorina A poderiam ser úteis para o tratamento de doenças manifestadas por distorções perceptuais (por exemplo, esquizofrenia, demência e transtorno bipolar). Esta é uma promissora área de investigação que é importante para prosseguir.
Salvia divinorum tem várias propriedades que a tornam útil na psicoterapia: ela produz um estado de profunda auto-reflexão, uma melhora da capacidade de recuperar memórias da infância, e proporciona o acesso a áreas da psique que são normalmente difíceis de alcançar. Falei com vários psicoterapeutas que têm utilizado este erva em sua prática. Eles estão impressionados com a sua eficácia como um instrumento psicoterapêutico. Este tipo de aplicação não é novo, os Mazatecas há muito utilizam Salvia Divinorum para tratar de queixas psicológicas.
Salvinorina A é também uma importante sonda neuroquímica para estudar o sistema dynorphin/kappa-opióide. Como tal, é útil para a investigação sobre os mecanismos neurológicos da percepção e consciência. Um Salvinorin é notável na medida em que pertence a uma classe química totalmente diferente do que qualquer receptor opióide previamente identificado (é um diterpeno). Este fato é de grande interesse para a farmacologia, porque abre uma nova área de grande futuro para o desenvolvimento de medicamentos que não significam abuso potencial.
Existem muitos equívocos populares sobre Salvia divinorum. Presumivelmente, a lei HR 5607 é baseada em alguns destes. Muitos destes equívocos têm sua origem em artigos sensasionalistas que têm aparecido na imprensa popular, e outros absurdos derivam da publicidade de vendedores de ervas anti-éticos que deliberadamente exageram os efeitos da Salvia divinorum, em um esforço para aumentar as vendas.
O fato é que os efeitos da Salvia divinorum não são atrativos para os consumidores de drogas recreativas. A maioria das pessoas que tentam descobrir não gozam os seus efeitos e não continuam a usá-la. Não é eufórico ou estimulante. Não é uma droga social. Uma vez que aumenta a auto-consciência, é inútil como uma droga de escape. É muito útil como uma erva medicinal.
Salvia divinorum não é viciante ou formadora de hábito. Seu mecanismo de ação indica que ela pode realmente ser anti-dependência. Muitas pessoas têm relatado que Salvia divinorum realmente ajudou-os a superar problemas com o abuso de substâncias.
Salvia divinorum não é tóxica. Estudos toxicológicos foram realizados pelo Dr. Leander Valdés, da Universidade de Michigan, Jeremy Stewart na Universidade do Mississippi, o Dr. Frank Jaksch de Chromadex Inc., e Wayne Briner da Universidade do Kansas. Nem Salvia divinorum nem salvinorina A mostraram toxicidade em nenhum desses estudos. Existe um vasto corpo de evidências empíricas que indica que Salvia divinorum é uma erva notavelmente segura. Na verdade, os Mazatecas, que têm provavelmente utilizado S. divinorum a centenas de anos, não atribuem qualquer propriedades tóxicas para esta planta.
Salvia divinorum é uma erva medicinal relativamente obscura, sem significativo potencial de abuso. Ela não apresenta um risco para a saúde pública ou de segurança. Criminalizar-la apenas serviria para criar um problema onde anteriormente não existia. A regulamentação dos medicamentos herbais, como este é um assunto que deve ser manuseado pelo FDA.
Não há nenhuma justificação razoável para fazer a Salvia divinorum uma substância controlada. Colocá-la na lista de substâncias controladas iria privar as pessoas de uma erva medicinal segura e útil, e iria prejudicar gravemente promissoras pesquisas médicas. Devido à sua complexidade estereoquímica, salvinorina A é virtualmente impossível produzir sinteticamente. É importante que a sua origem vegetal, Salvia divinorum, permaneçam disponíveis para que os investigadores possam continuar a estudar este importante composto.
Evidentemente, esta lei é baseada em informações imprecisas sobre a Salvia divinorum. “Schedule I” é destinado para as substâncias que têm um elevado potencial de abuso, uma falta de aceitação da segurança, e uso médico não aceito atualmente. Salvia divinorum não cumpre qualquer um destes critérios.
Atenciosamente,
Daniel J. Siebert
Referências:
Siebert, Daniel J. Divino Sage. Trabalho em andamento.
Chavkin, Charles, Sumit Sud, Wenzhen Jin, Jeremy Stuart, Daniel J. Siebert, Sean Renock, Karen Baner, Nicole M. White, John pintar e Bryan Roth L. .. Livro em andamento.
Roth, L. Bryan, Karen Baner, Richard Westkaemper, Daniel Siebert, Kenner C. Rice, SeAnna Steinberg, Paul Ernsberger, e Richard Rothman. 2002. . Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos da América (PNAS). Vol. 99, Issue 18, 11934-11939.
HANES, R. K. 2001. Efeitos anti depressivos da Salvia divinorum: relato de caso. Journal of Clinical Psychopharmacology. 21 (6) :634-635.
Gruber, John W., Daniel J. Siebert, H. Der Marderosian Ara, e Rick S. Hock. 1999. High Performance Liquid Chromatographic Quantification de Salvinorin A partir de tecidos de Salvia divinorum Epling & Játiva-M. Phytochemical Analysis. 10 (1) :22-25.
Siebert, Daniel J. 1994. Salvia divinorum e salvinorin A: novos achados farmacológico. Journal of Ethnopharmacology 43: 53-56.
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Uma nova entrevista com Daniel Siebert.

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Entrevista editada na revista The Entheogen Review. Nº. 3
Entrevista sem fotos retirada do blog: http://avisospsicodelicos.blogspot.com/
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Will: Desde quando você passou a se interessar por Salvia divinorum?
Daniel: Talvez seja mais apropriado eu concertar a pergunta, “Desde quando a Salvia divinorum passou a se interessar por mim?” Eu encontrei primeiramente uma descrição da Salvia divinorum em 1973 em um pequeno livro chamado “Legal Highs”, o qual descrevia que Salvia divinorum era muito similar com psilocibina, mas com efeito mais curto. Isso chamou imediatamente minha atenção, já que na epoca eu era um jovem adolescente “hip”, com muita curiosidade em psicodélicos, e a comparação com psilocibina era sedutora. Eu provavelmente teria experimentado imediatamente se eu a tivesse em mãos, mas a Salvia divinorum era muito rara e difícil de se obter. A Igreja da Árvore da Vida (Tree of Life) tinha uma planta grande e oferecia cortes enraizados como um premio para doações de U$100,00 ou mais para a igreja, mas esta quantia era muito maior do que eu poderia ter naquela epoca. Entretanto, eu fiquei interessado e escrevi para a Igreja tendo obter mais informações, mas não recebi nada.
Só nos anos 80 que eu vim a cruzar com a planta de novo, eu estava procurando no catalogo de sementes da companhia The Redwood City e percebi que eles estavam vendendo mudas de Salvia divinorum. Eu acho que cobravam cerca de U$25,00 na epoca, e eu comprei uma. Infelizmente a planta morreu em poucos dias depois deu a recebe-la. Cerca de um ano depois, eu fui a uma palestra do Terence McKenna perto de Los Angeles. Eu percebi um homem na platéia que estava carregando um vaso com Salvia divinorum. Fui até ele e me apresentei. Ele ficou surpreso por eu ter reconheido essa rara plantinha e me contou que estava tendo sucesso em cultiva-la. A planta que ele estava carregando era uma “reserva” que ele trouxe, então poderia compartilha-la com outras pessoas. Ele quebrou um galho e me deu. Cheguei em casa com o galho murcho e sem esperanças, mas eu consegui reanima-lo colocando-o em um copo de água e espirrando água com um spray frequentemente. Posteriormente a planta enraizou e eu a plantei em um vaso, que eu deixei numa pequena estufa que eu havia comprado.

Corte Enraizado
Enquanto a planta crescia eu fiz algumas pesquisas. Depois de perguntar por ai, descobri que várias pessoas já haviam experimentado a Salvia divinorum. Todas me pareceram não impressionadas com os efeitos (ou a falta de) e pareceram também achar que não valia a pena. Muitas pessoas tem atualmente a opinião que a Salvia divinorum não é psicoátiva e atribuem os efeitos obtidos a um “efeito placebo”. No entanto, uma das pessoas que eu falei, foi Kat Harrison. Ela mencionou que sua amiga, a antropologista Bret Blosser, tinha experimentado Salvia divinorum sob a direção de um xamã Mazateca e teve uma forte experiência visionária. Aparentemente ele a instruiu a comer 13 pares de folhas que ele primeiramente enrolou na forma de um charuto.
Depois de cerca de um ano, a planta que eu obti estava batendo no teto da minha então lotada estufa, e estava sofrendo sérias infestacões de insetos. Eu decidi remove-la para fora da estufa, na esperança que pudesse controlar esse problema mais fácilmente com a planta do lado de fora. Quase imediatamente que eu movi o vaso, a planta se encurvou e o caule principal partil perto da base, uns poucos centímetros do solo. Tentando me recuperar desta situação, eu salvei alguns cortes da planta caida e coletei todas as folhas que estava livres de insetos. Eu embalei as folhas em papel-toalha molhado e então coloquei-as numa sacola plástica dentro da geladeira, na esperança de que continuariam frescas até eu encontrar uma oportunidade para experimenta-las. Nesta epoca eu acreditava que a Salvia divinorum era psicoativa somente quando consumida as folhas frescas. As folhas secas eram para mim completamente inativas.
Finalmente, após cerca de uma semana eu decidi experimenta-la com mais dois amigos. Nós decidimos tentar experimenta-las no pátio ao anoitecer, ingerimos da mesma maneira que a Blosser. Contamos 26 folhas, enrolamos na forma de um charuto e começamos a morder. Quanto mais eu mordia, pior o gosto ficava. Ficava progressivamente mais difícil de engulir devido ao forte gosto amargo, mas de alguma forma, nós terminamos todas as nossas folhas. Em cerca de dez ou quinze minutos eu percebi uma ligeira mudança na minha visão. Eu pude perceber vagamente um halo em volta dos objetos. Eu disse “Eu acho que estou sentindo algo.”
Então eu fiquei em pé e andei uma curta distância. Era meio difícil me mover. Eu estava de repente mais consciênte do espaço e noção de perspectiva. Eu agora tinha certeza que estava olhando as coisas de forma diferente, lembro-me de ter dito: “Eu definitivamente estou sentindo algo”.
Um dos meus amigos olhou um pouco desapontado e disse, “Eu não sinto nada”, então quase antes dele acabar de dizer a palavra “nada”, ele caiu da cadeira. Ele ria histericamente. Eu nunca havia visto alguém rir tanto que nem ele, seu corpo convulsionava com a risada. Ele me pareceu estar tentando dizer algo, mas era completamente imcompreensível porque ele não parava de rir. Sua risada era contagiosa e ele todos nós começamos a rir descontroladamente. Após alguns minutos, ele finalmente conseguia falar. Ele perguntou, “Você também esteve lá?” Neste momento eu não entendi o que ele queria dizer com esta pergunta, só mais tarde ele explicou que esteve em uma caverna subterranea e queria saber se nós estivemos lá também.
Nesta experiência, nós três haviamos sentido efeitos profundos provocados pela erva. Era algo muito natural e educador o que sentimo. Eu senti um forte senso de segurança e conforto, um sentimento que tudo estava em paz e era como deveria ser. Eu vi pequenas casa aconchegantes que eram de espíritos da natureza parecidos com as fadas contruídas nas colinas em volta de mim. Eu ví entidades parecidas com elfos de olhos esticados que se assemelhavam a personagens de desenho. Após cerca de uma hora, os efeitos foram gradualmente diminuindo, nos deixando relaxado confortávelmente e impressionados. Foi verdadeiramente uma experiência fantástica. Desde então eu me interessei apaixonadamente por esta planta.
Will: A Salvia divinorum tem a reputação de produzir efeitos bizarros. Você sente que esta planta pode ser usada para o crescimento pessoal/espiritual fora do uso tradicional dos Xamãs Mazatecas?
Daniel: Absolutamente, eu acredito que esta é a razão principal que as pessoas se sentem atraídas pela Salvia divinorum. É como uma passagem trans-dimensional que permite sair da realidade consensual, promovendo uma oportunidade única de explorar a naturesa da consicência e os mistérios fundamentais da existência. Pode te levar através da morte e o nascimento. Pode te transportar alguém para outro lugar e epoca, pode mostrar a criação e o fim do universo. Experiências como essa deixam uma impressão inesquecível e tremendamente enriquecedora. Eu acredito que a Salvia divinorum será de extremo valor como ferramente na psicoterapia, porque ela permite acessar profundamente o interior da psique. Eu tenho ouvido muitas pessoas que tiveram sua vida mudade de forma positiva, como resultados dos insights obtidos através das experiências com esta erva.
Esta ocorrendo atualmente um interessante experimento “as cegas” no Canada, que estuda a efetividade da Salvia divinorum como uma ajuda na meditação. O estudo é liderado por Ian Soutar e está sendo financiado pelo MAPS. Ian está trabalhando com um grupo de que pratica meditação silenciosa. Eles descobritam que com doses baixas, não visionárias, de Salvia divinorum ministrada de forma sublingual tem o efeito de libertar a mente de distrações e promover uma clareza e um estado melhor de concentração, o que é ideal na prática da meditação. Esse estudo é interessante para mim, pois explora uma nova forma de trabalho com a Salvia divinorum.

Salvia Divinorum ampliada 40x
Will: Diga algo sobre o livro que você está escrevendo atualmente.
Daniel: Sim, é claro. Eu estou muito excitado com este projeto. O livro ficou muito maior do que eu esperava originalmente, e consequentemente esta me levando muito mais tempo para eu termina-lo do que eu esperava, mas eu sinto que isso irá valer a pena pela demora. O livro é bem abrangente e cobre praticamente todos os aspectos do assunto: história, botanica, horticultura, etnobotanica, química, bioquímica, a fenomologia dos efeitos, preparação e segurança, métodos de uso, a importância do ritual, etc. Eu estou pensando em publicar duas ou três sessões do livro separadamente antes de terminar o livro todo.Uma dessas podem ser um livro sobre “Botância e Horticultuda da Salvia divinorum” e a outra “Fenomologia dos Efeitos”.
Will: Durante as pesquisas para o livro, você viajou para o México?
Daniel: Sim, eu passei algum tempo na Sierra Mazateca na primavera de 1999 fazendo algumas entrevistas, tirando fotos, explorando o habitat nativo da Salvia divinorum e participando de algumas cerimonias tradicionais com dois bem respeitados xamãs. Esta viagem foi um tanto mágica, e produtiva. Meu respeito com esta erva aprofundou-se bastante e também a minha apreciação pela forma que os índios curandeiros trabalham. Eu aprendi muitas coisas sobre a Salvia divinorum pela perspectiva dos Mazatecas e estarei compartilhando esse conhecimento que eu aprendi nos meus 4 livros que virão. É uma extraordinária região e eu pretendo retornar mais regularmente para conduzir futuras pesquisas e visitar meus novos amigos.
Will: Esses Xamãs que você conheceu no México, sabem do crescimento da popularidade da Salvia divinorum mundialmente? Se sabem, o que acham disso?
Daniel: Os curandeiroa que eu falei, me pareceram inconsciênte de que a ska Maria Pastora esta ficando popularmente conhecida. A maioria dos estrangeiros que vão aquelas regiões estão interessados nos hongitos (cogumelos) e em menor proporção nas morning glories (ipomea violácea, rivea corymbosa). Eles ocasionalmente encontram pessoas interessadas em Salvia divinorum, mas estes são poucos e raros. Eles me pareceram muito supresos com o meu interesse em aprender sobre a Salvia divinorum. Entretanto esta crescendo como nós sabemos o interesse no mundo todo, quase que comparado com os cogumélos mágicos. Eu acho que ainda levará um tempo até que os Mazatecas passem a ver turistas atrás de Salvia divinorum.
Tive uma conversa interessante com Doña Julieta, eu a expliquei que a maioria das pessoas estava tendo experiências hoje em dia funado as folhas da Salvia divinorum. Ela se mostrou bem contratiada com este tipo de prática e disse que era extremamente desrespeitosa com a planta, usa-la desta maneira. Ela disse que era o equivalente a queimar seus próprios filhos. Obviamente ela foi um pouco exagerada com isso. Ela deixou muito claro que em se tratando de plantas sagradas, honra e respeito são de suma importância, e que as folhas não devem ser consumidas sem observar um dieta ritualística apropriada e usa-las em um contexto cerimonial adequado, sob a direção de um experiente e respeitavel xamã, como ela.
Eu gostaria de mencionar aqui, que agora há empresários não-Mazatecas que estão indo até a região e comprando folhas de Salvia divinorum de Mazatecas sem escrúpulos para exportar. Estas operações de exportação estão tirando centenas de quilos de folhas secas da região anualmente. Obviamente os Mazatecas que estão vendendo para esses compradores estão realizando a popularização da erva sagrada deles fora do país.

Folhas ampliadas 200x
Will: Que outras pesquisas você planeja conduzir no México?
Daniel: Primeiramente, eu estou interessado em passar mais tempo com alguns dos xamãs Mazatecas que usam Salvia divinorum e então poderei entender melhor o uso deles com esta planta, e suas perspectivas particulares em relação a ela. Eu acho que é muito importante para aqueles que estão experimentando Salvia divinorum terem um conhecimento do seu uso tradicional. Estes xamãs sabem bastante coisa sobre como trabalhar com esta planta de forma significativa. Eles entendem o que pode ser feito com ela e como usa-la para atingir objetivos específicos. É sabido que muitas culturas indígenas, tradições xamãs tem desaparecido pelo mundo rapidamente. Poucos Mazatecas jovens estão interessados em aprender suas tradições. Muito desse conhecimento será perdido nos próximos 20-30 anos se a atual geração de xamãs mais velhor morrerem. Pouquíssimas informações sobre a tradição Mazateca e o uso de Salvia divinorum foi registrada. Se esse conhecimento tem que ser preservado, o tempo de o fazer é agora, antes que desapareça.
Eu estou interessado em determinar se alguns dos Mazatecas diretamente vizinhos dos Cuicatecas e Chinatecas, também usavam Salvia divinorum. Eu também quero muito identificar a identidade da erva chamada “Yerba de la Virgen”, que de acordo com o artigo de Weitlaner em 1952 foi usada pelo povo de Otomí numa região pouco distânte de Tulancingo, Hidalgo, na mesma maneria que a Salvia divinoru, seria fascinante descobrir que de fato era Salvia divinorum, mas mesmo que não seja, já seria bem interessante descobrir a verdadeira identidade.
Eu também estou planejando pesquisar a diversidade genética da Salvia divinorum. Esta planta raramente produz sementes e mesmo quando produz, difícilmente as sementes obtidas são viáveis. Por causa disso, a planta tem virtualmente sempre se propagado de forma assexuada por cortes. Nunca foi se observado geneticamente a diversidade da população de Salvia divinorum geradas através de sementes pelo botânicos. Numa primeira vista, muita das populações de Salvia divinorum apareceram de forma selvagem, mas olhando melhor, percebemos que os Mazatecas escolheram deliberadamente a planta em locais fora de acesso. Eles acreditam que não se deva planta-la em locais aonde passam pessoas, pois elas perderia sua força. Num ambiente umido, como as florestas fechadas na Sierras Mazatecas, as sessões do caule rapidamente enraizam quando fazem contato com o solo molhado.
Uma vez plantada em determinado local, a planta se propaga assexuadamente pelo ambiente local, ela se propaga sozinha através do galhos que se quebram e caem no chão. Dpois de muitos anos a planta se torna completamente naturalizada com a região, parecendo ser nativa. É certamente possível que existam populações de Salvia divinorum nativas em algum lugar. O que eu disse, foi que nunca foram observadas tais populações pelos botanicos, e os Mazatecas que eu falei asseguraram que elas não cresceram do forma selvaem, mas que sempre foram introduzidas nas localidades por interferência humana. Então parece que a planta são clones com uma diversidade genética bem limitada. De fato pode ser que hajam poucos clones de Salvia divinorum diferentes genéticamente na região toda, e é possível também que toda essa espécie seja predominantemente vinda do mesmo clone. Eu gostaria de coletar mais espécies vivas de uma grande variedade de locais pela região para ver se são geneticamente idênticas ou não. Isso pode ser feito através da análise de “isozyme” ou através de técnicas de identificação de DNA.
Will: Você recentemente conduziu experimentos para testar a reação psicoativa de outra Salvia, a Salvia Splendens. Como esse experimento foi feito e quais foram os resultados?
Daniel: A primeira descrição publicada que nós sabemos que se refere a Salvorina A, foi feita em 1982 por um fitoquímico mexicano, Alfredo Ortega. Naquele tempo ela era chamada de simplismente de salvorina. Em seus artigos, Ortega diz que a salvorina é estruturalmente similar a compostos isolados anteriormente encontrados na Salvia Splendens.
Isso me chamou a atenção e fiquei curioso em saber se a Salvia Splendens poderia produzir algum efeito similar aos da S. divinorum.
Então eu comprei várias plantas Salvia splendens de uma floricultura local e tentei fumar suas folhas secas. Após fumar uma quantia enorme, eu não notei nenhum efeito a não ser uma baita dor de cabeça. Então eu tentei fazer um extrado com suas folhas usando o mesmo procedimento que eu uso para extrair a salvorina A da Salvia divinorum. Experimentei este extrato diversas vezes, usando sempre quantias maiores, mas continuava sem perceber nenhum efeito. Neste ponto, eu estava convencido que a Salvia Splends era inativa. Então um ano ou dois mais tarde, eu recebi um email de alguém alegando que ele e um amigo, tentaram usar a Salvia Splendens e descobriram que ela pode ser psicoativa em doses muito baixas.
Ele parecia totalmente excitado com sua descoberta e começou a postar mensagens na internet sobre isso. Ele alegava que as folhas produziam um efeito relaxante, sedativo e traquilizante. Obviamente, estes não são os efeitos parecidos com o da Salvia divinorum.
Estes efeitos que ele associou com a Salvia splendens estão mais parecido com os do Valium®; não foi dito ser uma erva visionária.
Enquanto eu entedia que aqueles efeitos tem seu uso, pessoalmente não me senti muito interessado por eles. Entretanto, este relato me intrigou o bastante para eu decidir tentar usar a Salvia splendens de novo. Interessantemente, quando eu fiz a experiência, senti exatamente os efeitos descritos. Entretanto por alguma rasão, eu não fui capaz de experimentar os mesmos efeitos outras vezes nas tentativas subsequentes, mesmo usando quantidades maiores de folhas. Como esta informação estava postada em diversos locais da internet, um bom número de pessoas começaram a fazer seus experimentos. Muitas pessoas relataram que tiveram experiências como se estivessem sob efeitod e sedativos, mas muitas outras não sentiram nada.
Por causa dos relatos inconsitentes, eu comecei a pensar se não era uma efeito “placebo” o possível responsável pelos efeitos alegados por tantas pessoas, me incluindo também. Para investigar, eu decidi conduzir uma pesquisa informal usando voluntários da lista de emails sobre S. Divinorum.
Era uma lista de discussão via email que eu fundei a alguns anos atrás, que era dedicada a Salvia divinorum e outros Labiatae psicoativos.
Eu encontrei uma fonte para uma grande quantidade de folhas de Salvia Splendens, para saber se o material era aceitável para ser usado no experimento, eu mandei amostras das doses que eu pretendia usar no estudo para 3 pessoa que já haviam usado Salvia splendens diversas vezes e alegavam poder distinguir os efeitos. Unanimamente elas alegaram que o material era psicoativo e era completamente aceitavel para o experimento.
Então eu selecionei como placebo folhas de Viola odorata, porque é foi a erva mais parecida em aparencia e textura que eu pude encontrar que não desse nenhum efeito parecido com os descritos, assim não teria associação com a Salvia Splendens. Então eu mandei pacotes pré-pesados com as doses de Salvia splendens e o placebo para 61 voluntários. Eles foram instruídos a ingerir as amostras e então relatar qualquer efeito sentido por eles num questionário que também foi fornecido a eles. As pessoas podiam escolher entre fumar a amostra de erva ou ingerir de forma sublingual.
Alguns escolheram fazer os dois. Então eu coletei os dados dos dois métodos de ingestão.
A intenção do experimento era determinar se as pessoas eram capazes de distinguir Salvia Splendens do placebo não-psicoativo. Se a Salvia Splendens produz um efeito significativo, isso seria mostrado nos resultados obtidos pelo questionário. Infelizmente apenas 31 dos voluntários completaram o experimento e retornaram seus questionários, então a quantidade de dados que eu tinha disponível para trabalhar era relativamente pequena. Entretanto acredito que os resultados obtidos sejam significantes. Os resultados do experimento mostraram que a maioria das pessoas não relatou nenhum efeito de nenhuma das ervas. Tiveram aqueles que assinalaram “Efeito parecido com Salvia Splendens” (cerca de 35%), mas esse número é basicamente igual entre a Salvia Splendens e o placebo. Isso sugere que a Salvia splendes não é mais efetiva que o placebo em produzir “Efeito parecido com a Salvia Splendens”. Isso é definitivamente um caso para estes específico material e doses usados neste estudo particular.
Depois de tornar público os resultados deste estudo, eu recebi de maneira supreendente diversas reações emocionais de pessoas que insistiam que a Salvia Splendens era realmente ativa e que meus estudos eram falhos. Eu tenho a impressão que estas pessoas se sentiram atacadas em sua integridade por eu sugestionar que estavam sendo vítimas de um efeito placebo.
Está claro que esta erva produz efeitos em diversas pessoas quando elas sabem o que estão ingerindo. De fato, muitas pessoas estão convencidas que estes efeitos são forçados. O problema está no fato da psicoatividade aparentemente desaparecer quando as pessoas não sabem o que elas estão ingerindo. A informação disponível sugere que os efeitos que as pessoas estão relatando ter, são provavelmente mais psicosomáticos do que efeitos farmacológicos devido a ação da erva; entretando eu não estou dizendo que este pequeno estudo de forma alguma fecha o livro de farmacologia sobre Salvia Splendens. Pesquisas futuras poderão identificar muito melhor algum tipo de psicoativo que possa não ter sido identificado neste experimento.

Folhas ampliadas 400x
Will: Você acha que a Salvia divinorum vai escapar das proibições?
Daniel: Eu certamente gostaria que sim. A natureza dos efeitos é tão profundamente bizarro e ontológicamente desafiadora, o que impede que a torne muito popular.
Está claro que não forma hábito, não produz nenhum tipo de dependência. Se existe algo é o efeito reverso. A maioria das pessoas que experimentam Salvia divinorum, depois de uma ou duas experiências “fortes” decidem que existem coisa melhores a serem feitas por apenas diversão. Ela nunca irá ser usada largamente ou causará algum tipo de problema social igual aconteceu com outras plantas que foram consideradas ilegais. Mas como as proibições das plantas são as vezes imprevisível e ilógicas…
Por exemplo, não faz sentido proibir algo relativamente benigno como a Taberna iboga e Catha edulis, enquanto outras tantas mais potentes e perigosas estão facilmente disponíveis como as Daturas e outras do gênero continuam legais.
É muito importante que quem experimentar Salvia divinorum seja educado devidamente sobre seus efeitos e a use com inteligência, segurança e de preferência de uma forma que seja pessoalmente valiosa e significativa.
Pessoas que fornecer esta erva a outros o devem fazer com a responsabilidade de educar os futuros usuários. Eu estou preocupado com o fato de haver inescrupulosos empresários que vem a planta nada mais que uma forma fácil de se conseguir dinheiro e não se preocupam em nada com o que vai acontecer com as pessoas que usar. Se esse tipo de pessoa começar a extrapolar no marketing em massa como algo “novo barato” para consumidores sem conhecimento, sem preparo, isso se tornará um problema que poderá chamar atenão de forma negativa a planta. Salvia divinorum é uma planta sagrada e preciosa. Seria muito triste se ela fosse criminalizada.
Will: Em 1997, na conferência Mind States (Estados da Mente), Terrence McKenna disse sobre a Salvia Divinorum: “Eu não acredito que o Estado estaja interessado em criminalizar uma nova, de fáci cultivo e amplamente disponível planta psicoativa. Eu não acredito que o Estado precise de uma nova Cannabis.” Você concorda com esta afirmação?
Daniel: Bem, eu acho que é particularmente difícil antecipar os interesses do Estado, mas Terrance estava certo no sentido de dizer que seria supostamente impossível pela lei tornar a Salvia divinorum ilegal. Seria uma tremenda perda de recursos e não resultaria nada de positivo. Diferente da Cannabis, Salvia divinorum é tanto discreta como aprecia sombra. Sendo plantanda perto de outras plantas ou embaixo de uma arvore ela pode crescer praticamente invisível.
Existem diversas Salvias ornamentais que tem aparência idêntica a Salvia divinorum, então identificar uma Salvia divinorum pode ser o maior problema. Ela é uma planta de rápido crescimento, fácil propagação e pode ser colhida em qualquer estágio do seu ciclo de vida. É fácil de ser cultivada dentro de casa, já que não precisa de iluminação de alta wattagem. Se a Salvia divinorum for transformada em ilegal, a maioria das pessoas passaram a cultiva-la dentro de casa. Diferente da cannabis, não terão que se preocupar com o forte odor ou as altas contas de energia.
Will: Qual é o seu método preferido de ingerir Salvia divinorum? Você tem algum contexto ritualístico que gosta de seguir?
Daniel: Atualmente, eu tenho diversos métodos preferidos para ingerir. Sou fascinado pela extrema intensidade e pela frequente bizarrice, mas breve experiências podem ser conseguidas fumando, e eu também aprecio experiências mais longas e estáveis, a entrada devagar na experiência que o mascar das folhas produzem usando o método “quid” ou usando um extrato absorvido sublingualmente. Quando fumado, a dose inteira é distribuida pela corrente sanguínea. O método produz efeitos que começão rapidamente quase sem você perceber. O ápice da experiência acontece em menos de 1 minuto, se prolongando por mais uns 5 ou 10 minutos, e então vai voltando ao normal gradativamente nos próximos 20-30min. Quando a Salvia divinorum é ingerida oralmente, a salvorina A é absorvida gradualmente pela corrente sanguínea. Os efeitos começam em 15-30min, tem um pico de 1-2 horas, e vai diminuindo gradativamente depois de mais 1 ou 2 horas. Ambos os tipos de experiência podem ser tremendamente recompensadora. A ingestão oral promovem uma experiência mais gradual, o que faz ser mais fácil se ajustar durante a mudança de consciência. O tempo maior de duração de experiência lhe da a oportunidade de explorar e aprender mais com a experiência. Entretanto as vezes uma experiência de menor duração alcançada quando se fuma é mais desejável, por que requer menos tempo de comprometimento e já que os efeitos são tão curtos, pode ariscar em mergulhar mais fundo, com a garantia de que voltara rapidamente a superfície.
Para fumar, eu definitivamente prefiro usar um concentrado com grandes quantidade de salvorina A, do que folhas secas comuns. Eu não vejo vantagem em inalar quantidade massivas de fumaça para alcançar grandes efeitos como é necessário com folhas em seu estado natural. No passado eu trabalhei com salvorina A pura, entretanto não uso mais desta maneira, porque uma única dose é tão diminuta que a manipulação era um grande problema. O que eu geralmente uso para fumar hoje em dia, é um preparado de folhas fortificadas com salvorina A que contém 1mg de Salvorina A em 25mg de folhas de Salvia divinorum. Isso pode ser fumado fácilmente num cachimbo comum, e por ser altamente concentrado, uma única inalada de um pouquinho de fumaça é o suficiênte. Quando eu uso o método “quid”, prefiro usar folhas frescas do que as secas. Há algo bem satisfatório em consumir folhas frescas de uma planta, enquanto elas ainda estão frescas, suculentas e cheia de vitalidade. Eu também gosto de usar extrato sublingual. Ele produz o mesmo tipo de efeito que o método “quid”, mas elimina o gosto amargo das folhas.
Eu incorporei vários elementos no meu ritual para sessões com Salvia divinorum. Rituais utilizam ações externas que funcionam como simbolismo ou metáforas para influência a experiência espiritual. Eu uso um ritual que envolve a preparação do ambiente espiritual. Essencialmente, para ajudar a criar um tipo de “set” mental que conduza para uma experiência produtiva e positiva.
Não direi todo tipo de ritual que eu uso, mas descreverei um mais frequentemente: definir um espaço sagrado. A maneira que eu faço isso é simples, queimo Salvia branca ou Copal e uso a fumaça para desenhar um círculo em volta da área que eu irei usar durante a sessão. Esse é uma ato simples mas de força extraordinária. Ele cria uma barreira para a sua sessão que promove um senso de preparação espiritual e respeito para aquilo que você está para fazer.
Isso reconhece formalmente o começo da sessão e sinaliza o momento de aumentar o comprometimento e concentração.
Will: Obrigado por ceder seu tempo e compartilhar conosco suas experiências.

Scanning Electron Micrographs of a Salvia divinorum Seed
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Fica a semente.
Ayaka!
14 jul
Com pouco mais de 5 meses de vida, o blog segue seu caminho trazendo o máximo de informação possível em português para os psiconautas brasileiros e estrangeiros que falam nossa língua. Espero que vocês estejam satisfeitos com o conteúdo e que continuem comentando para que eu possa conhecer a opinião dos meus leitores. Espero que já tenha ficado bem definido que a proposta do blog é não apológica e sim científica, filosófica e espiritual. Aprenda o que puder aqui e se possível crie seu próprio espaço para compartilhar a sua visão do mundo.
Abraços de Orion.
AYAKAMANAKAM
Nesta sessão você fica sabendo tudo sobre o Ayakamanakam. Sua História, suas idéias e principalmente como praticar o Ayakamanakam.
A Liga do Sacramento Divino Ayakamanakam Adverte
A Bruxa de Portobello e a Dança Ausente
AVATARES DA PSICODELIA
Nesta sessão você conhece os principais nomes do movimento psicodélico.
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Albert Hofmann - Entrevista por Charles GrobElizabeth Gips, Paddy Long + Entrevista com DM Turner
Elizabeth Gips———————————————————-
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CULTURA PSICODÉLICA
Nesta sessão você encontra tudo sobre os Sacramentos Psicodélicos, Arte Psicodélica, Música Psicodélica, Teorias Psicodélicas, e sobre a história da Psicodelia em geral.
Realidade Virtual, Drogas Psicodélicas e o Futuro do Cinema
Internet e a Comunidade Psicodélica
Diálogo entre Aldous Huxley e Timothy Leary
TRILHA SONORA AYAKAMANAKAM
Nesta sessão você encontra Djs Sets, criados pelos melhores Dj/Produtores da cena psicodélica atual, exclusivamente para o Ayakamanakam. No futuro, quem sabe, poderemos contar com produções exclusivas para o Ayakamanakam.
LITERATURA AYAKAMANAKAM (E-BOOKS)
Nesta sessão você encontra livros e mais livros para download, todos eles voltados para a cultura psicodélica. Caso alguém se sinta ofendido, ou queira fazer valer os seus direitos autorais fique a vontade para solicitar a retirada dos links, mas não se esqueça que o objetivo aqui é prorpocionar o acesso a informação para o maior número de pessoas possíveis, não há lucro envolvido.
Terapia Psicolítica (Psicodélicos)
Minha Criança Problema - Albert Hofmann
Declaração da Evolução - Timothy Leary
Raves no México - Caleidoscópio da Psicodelia Juvenil
QUADRADOS MÁGICOS (HQs)
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As Fabulosas Aventuras dos Freaks Brothers
VIDEOTECA AYAKAMANAKAM
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INTERVALO COMERCIAL
Aqui estão as propagandas e anúncios feitos pelo blog. A maioria das promessas não cumpridas estão aqui também hahaha.
Se alguém tiver alguma sugestão de Sessão, ou possua material (Imagens, Ebooks, Vídeos, Textos, Áudios) voltados para a cultura psicodélica e queira compartilhar conosco, deixe um recadinho aqui com seu e-mail que entraremos em contato!
13 jul
“Sálvia não é uma droga de escape. Muito pelo contrário, é uma ferramenta filosófica” - Daniel Siebert
Domingo saiu uma reportagem no Jornal “O Globo” sobre Drogas Legais. Essa reportagem foi mais direcionada para os smoke blends como o Spice e afins, contudo algumas citações sobre a tão comentada Sálvia Divinorum foram feitas. Nessas citações a Sálvia foi tratada como uma droga qualquer e ela está longe de ser uma droga qualquer. Sálvia Divinorum não é uma droga, assim como a Ayahuasca ela é uma chave para o mundo espiritual e dentro do contexto correto ela pode trazer benefícios fantástico para o ser humano e sua forma de enxergar e interagir com o mundo. O Governo não pode proibir todas as ferramentas químicas do Xamanismo. Não pode controlar todas as plantas da natureza. Não pode controlar a sua consciência.
As pessoas precisam entender mais sobre essa planta, principalmente aqueles que vão fazer a simbiose com ela. Não se pode mais dar motivos para que a mão do poder baixe sobre essa planta divina. As pessoas precisam ser discretas e agir de acordo com a responsabilidade psicodélica. A Sálvia não é um novo Ácido, ela é totalmente diferente de qualquer droga. Há um espírito lá, há uma realidade toda dela. Para desfazer mais mal entendidos convoco Daniel Siebert para ser o nosso Avatar da Psicodelia de hoje.

Sr. Siebert, ainda é verdade que a Sálvia divinorum disponível no mercado a nível mundial baseia-se em clones de uma planta primordial da Serra Mazateca? Daniel Siebert: Plantas vivas de Sálvia divinorum foram coletadas na região Mazateca várias vezes nas últimas décadas. Estas foram coletadas em diversos locais, para que elas possam ser diferentes clones. No entanto, desde sempre os Mazatecas propagaram a planta a partir de estacas (que quase nunca produz sementes), é bem possível que muitas destas diferentes coleções clonais sejam idênticas. A maior parte da Sálvia vendida hoje é importada do México, e muito, se não a maioria, é cultivada na região Mazateca. Alguns estão também explorando comercialmente em outros países. Todas plantas cultivadas de Sálvia divinorum originadas de estacas foram coletadas na região Mazateca, uma vez que é o único lugar onde esta espécie é tradicionalmente cultivada. Ou não, também ocorre lá uma verdadeira planta selvagem mas não foi determinada com certeza. Há populações na região que parecem selvagens, mas estas podem ser populações selvagens de plantas que foram deliberadamente plantadas nesses locais no passado. O fato de que quase nunca a planta produz sementes sugerem que essas populações não são verdadeiramente selvagem. Pode muito bem ser que esta espécie já não exista em qualquer lugar no mundo selvagem. Se for esse o caso, então é totalmente dependente de seres humanos para impedir-la de ser completamente extinta. Mesmo que verdadeiras populações selvagens sejam identificadas no futuro, é provável que elas só existam em uma área geográfica muito pequena. De uma perspectiva ecológica, isto é uma planta muito rara. O fato de muitos países estarem tornando a Sálvia divinorum ilegal põe em risco toda a espécie.
É popular postar viagens de Sálvia no YouTube. A maioria das pessoas parecem ter uma experiência extraordinária. Estas sessões são submetidas à sensível condição de preparo e ambientação? A maioria dos vídeos sobre Sálvia no You Tube mostra pessoas utilizando a erva de forma negligente e excessivamente em doses elevadas. Estou perplexo quanto à razão pela qual alguém gostaria de postar vídeos de si mesmos ou os seus amigos agindo tão insensatamente. Não são apenas as pessoas fazendo vergonha publicamente, mas estão também criando uma impressão negativa da Sálvia, que cria motivos para as mãos de pessoas que gostariam de torná-la ilegal. Esses vídeos normalmente tentam mostrar as pessoas interagindo com a câmara e as outras pessoas na sala, enquanto eles estão na Sálvia. Ao fazer isso, deixam escapar o mais interessante e valioso aspecto dos efeitos da sálvia: a experiência interior. É importante usar Sálvia em doses adequadas, em um ambiente pacífico, com uma preparação adequada, e com uma atenção de se dirigir interiormente durante a experiência. Isto claramente não é o que as pessoas estão fazendo nos vídeos do You Tube.
Qual forma de usar você recomendaria? Mastigar as folhas, fumar ela, extrato de folhas ou álcool, Salvinorina A pura? Pessoalmente, eu prefiro tomar sálvia oralmente, o que é aquilo que o Mazatecas fazem. Quando tomado por via oral, os efeitos desenvolvem de forma mais gradual e duram consideravelmente mais do que acontece com o tabagismo. Isso torna mais fácil a transição para a experiência e dá mais um tempo para explorá-la e fazer uso construtivo dela. O aparecimento de efeitos mais gradual também torna possível lembrar por que tomou uma sálvia e o que pretende realizar durante a experiência. Isto é especialmente importante quando se está tomando Sálvia seriamente para auto-exploração e trabalho interior, que na minha opinião é a forma como ela é melhor usada. Quando tomada por via oral, o pico dos efeitos acontece entre 45 minutos a 1,5 horas e em seguida diminuem durante uma hora ou mais. Em contraste, o tabagismo produz efeitos que se manifestam muito repentinamente e só passam entre 5 ou 6 minutos antes de começar a diminuir. O súbito aparecimento de efeitos é frequentemente muito desorientador e os efeitos começam a desvanecer-se antes de que seja capaz de se entender o que está acontecendo. Isto é especialmente verdadeiro quando se fuma forte extratos. No entanto, algumas pessoas acham difícil obter um nível desejado de efeitos quando se toma Sálvia oralmente. Estas pessoas só podem ser capazes de obter uma forte experiência se fumar.
Observando-se o debate público sobre uso de drogas, os diferentes tipos, qualidades e conteúdos da experiência de diferentes drogas são negligenciados. A palavra em Inglês para o bonito alemão “Rausch” é “intoxicação”. Seria útil para fazer uma boa caracterização das experiências com drogas apesar do fato de elas serem tão diferentes? Generalizações podem provocar nas pessoas idéias imprecisas sobre drogas específicas. Vejo isso acontecer frequentemente com a Salvia divinorum. Porque ela produz efeitos visionários, as pessoas freqüentemente chamada sálvia de “alucinógeno”, “psicodélico”, ou “enteógeno”. Estas são todos os termos apropriados para substâncias indutoras de visões, mas é importante compreender que os efeitos da Sálvia diferem de todas similarmente categorizadas drogas. Infelizmente, as pessoas muitas vezes transferir os seus preconceitos acerca de outras drogas sobre a Sálvia. Salvia é única.
E, em que tipo de experiência você classifica a trip da Sálvia? Eu normalmente descrevo a Sálvia divinorum como uma erva indutora de visão e Salvinorina A como um diterpeno indutor de visão. Tento evitar os termos “alucinógeno”, “psicodélico”, e “enteógeno”, principalmente porque essas palavras tendem fazer as pessoas pensarem em alcalóides, como LSD e Psilocibina. As trips da Sálvia variam de caráter, dependendo do cenário, ajuste e dosagem, mas de um modo geral, elas são como experiências de sonho visionário.
Há uma discussão correndo sobre a qualidade destas experiências. Por um lado, elas são descritas como emissões caóticas do cérebro, uma alucinação irreal, por outro como valioso estados de consciência. Existe algo parecido com um truque para converter ou traduzir as visões pro senso comum para serem útil na vida cotidiana? Sálvia oferece acesso a partes da psique que normalmente estão fora do alcance. Por esta razão, as pessoas muitas vezes aprender muito sobre si mesmo durante viagens na Sálvia. Se alguém quiser ter uma visão a partir de uma experiência de Sálvia, a coisa mais importante a lembrar é ficar concentrada e prestar atenção. As imagens e cenas que aparecem são muitas vezes significativas. Às vezes, o significado é imediatamente aparente. Mas às vezes ele não ficou claro até mais tarde, quando a pessoa tenha tido tempo para refletir sobre a experiência. Pode ser útil gravar um relato da experiência logo após os efeitos terem abrandado. Sálvia é especialmente útil como uma ferramenta para obter visão e clareza quando se sente confuso sobre a vida, um caminho ou relacionamentos.
Mas não é possível que os insights na própria vida sejam muito grandes? Até que não se possa receber a mensagem? Sim, isso pode acontecer. Muitas vezes as pessoas são incapazes de fazer sentido do material que surge durante experiências com Sálvia. Isso pode acontecer por muitas razões: falta de maturidade, falta de foco mental, muitas distrações, falta de preparo, falta de experiência, etc…
Se você devesse comparar os benefícios de uma experiência com Sálvia com outras opções terapêuticas para saber mais sobre a própria e sua incorporação no mundo social, qual seria a sua conclusão? Pode comparar o perigo de viagens com Sálvia de outras opções terapêuticas? Eu não estou realmente qualificado para responder a essa pergunta porque eu não sei muito sobre psicoterapia ou psiquiatria. Eu sei que as pessoas muitas vezes têm visões profundas em experiências durante Sálvia e que muitas vezes se sentem revitalizadas e mentalmente atualizada após tais experiências. Certamente Sálvia pode beneficiar muitas pessoas, desde que o preparo, a ambientação e a dosagem sejam adequadas. Mas, eu não recomendo para todos. Embora pareça ter um grande potencial, o uso de Sálvia como uma ferramenta terapêutica tem sido pouco estudada em todos.
Em uma entrevista com Hans-Christian Dany autor de um livro sobre anfetamina, ele mencionou que não pode haver boas razões para ficar sóbrio quando as condições sócio-econômicas estão erradas. Dany estava pensando sobre o sistema capitalista em que drogas como Speed contribuem para manter o controle sobre as pessoas. Será este um pensamento-argumento válido sobre consumo de Sálvia também? Não creio que as condições sócio-econômicas tenha muito a ver com a razão pela qual uma pessoa opta por utilizar Sálvia. Salvia não é uma droga de escape. Muito pelo contrário, é uma ferramenta filosófica. E muitas vezes motiva as pessoas a examinarem cuidadosamente as suas vidas e fazerem mudanças positivas. Desde que ela seja usada com sabedoria e com uma preparação adequada, o uso ocasional de Sálvia não compromete a capacidade de viver uma vida saudável, vida produtiva, ou de ser um bom membro da sociedade.
Obrigado pela entrevista.
27 jun
Realidade Virtual, Drogas Psicodélicas e o futuro do Cinema
Por Grão Orion
Uma Tecnociência de vocação Fáustica é aquela cuja meta consiste em ultrapassar a condição humana. Considera o corpo humano orgânico um estágio da evolução a ser superado. Enquanto isso uma Tecnociência de vocação Prometéica pretende dominar tecnicamente a natureza, mas não superar a ela tornando-a obsoleta. Essas duas Tecnociências foram chamadas de Fáusticas e Prometéicas como referência aos mitos de Fausto e Prometeu, que funcionam como alegorias sobre a forma como pensam e agem as linhas de pensamento que são influenciadas pela tradição fáustica ou pela prometéica.
As ferramentas e saberes Prometéicos buscam sempre o aperfeiçoamento do corpo, contudo elas não visam a sua transcedência. Respeitam e não pretendem ir além dos limites impostos pela natureza humana, sejam eles sensoriais ou a níveis de conhecimento e consciência. Na visão Prometéica esses artefatos técnicos são vistos como meras extensões ou amplificações das capacidades inerentes ao corpo humano. Já sobre o ponto de vista Fáustico, esses procedimentos científicos não visam a verdade da natureza íntima das coisas mas somente a compreensão dos fenômenos para exercer previsão e controle sobre a natureza. A Tecnociência conteporânea busca ultrapassar todas as limitações biológicas ligadas a materialidade do corpo humano e por isso se chegou a conclusão que a filosofia da Tecnociência conteporânea está incluida em uma linha de pensamento de tradição Fáustica.
Assim é o mito do Cinema total, um idealismo que busca transceder todas as limitações tecnológicas do cinema em prol de um Cinema como experiência integral da realidade. Isso significava não apenas transceder as limitações técnicas da época mas também transceder as condições do estar no mundo do homem. A proposta era trocar a sua experiência do agora no espaço-tempo da realidade física externa pela experiência do agora no espaço-tempo dinâmico da realidade “intrafílmica” ou cinematográfica. Puro Fausto!
Mas isso era sonhar muito alto para uma realidade onde o máximo que se tinha conseguido era a representação de um sentido apenas, o da visão. Mesmo assim era uma reprodução parcial pois nem cor havia. Os fáusticos primeiro trabalharam juntos com os prometéicos e extrapolaram os limites da linguagem cinematográfica dentro dos limites técnológicos, em seguida os fáusticos pintaram seus fotogramas enquanto os prometéicos achavam aquilo uma bobagem de vanguarda. Quando finalmente chegou a cor, os fáusticos abriu os braços para ela, enquanto os prometéicos se manteram conservadores e fiéis a sua filosofia do preto e branco, considerando a cor uma maculação de uma arte já estabelecida e assim foi com o som, com a manipulação da percepção, da consciência, do espaço e tempo linear e até mesmo com o óculos 3d verde e vermelho.
Contudo ao atingir esse grau de sofisticação o cinema sofreu uma espécie de estagnação prometéica onde o que já havia sido conquistado parecia o suficiente. É claro que mesmo em períodos de estagnação fáusticas, as mentes fáusticas subversivas estão trabalhando. Como é o caso do Mestre John Waters , que para as exibições de seu filme “Polyester” nos cinemas fez com que fossem distribuídos nas entradas, cartelas e mais cartelas do infame Odorama, uma rapasdinha que vc deveria raspar de acordo com determinado momento do filme liberando um cheiro que funcionava como elemento pertencente a diegese do filme. Inocente mas uma tentativa honesta e subversiva do senso comum que buscava reviver o mito do cinema total através de dois sentidos pouco explorados pelo Cinema, olfato e tato.
André Bazin falou que o Cinema ainda precisava ser inventado, ele podia estar se referindo ao mito do cinema total que não pode ser realizado da forma como foi imaginado. A Realidade Virtual no entanto se mostrou como uma nova possibilidade de realização do velho mito. A Realidade Virtual é uma técnica que através da estimulação dos sentidos busca alterar sua consciência trocando o holograma da realidade consensual gerado pelos extímulos externos pelo holograma do ambiente proposto pelo programador. De natureza fáustica a RV eleva o conceito de imersão ao extremo, assim como eleva o grau de interação do espectador que agora não está mais assistindo o filme, ele está no filme e pode interagir com a realidade ao seu redor, melhor, ele está na trama. Mesmo na RV ele poderia estar somente como espectador, mas não, lá ele faz parte da trama e é um personagem dela.
Contudo não pode ficar só nisso ou cairá na estagnação prometéica. A RV ainda não oferece a total transcendência da consciência em relação a matéria uma vez que é necessário o estímulo/interação entre o corpo físico e o holograma experimentado como real. Isso significa que mesmo que o eu esteja experimentando a RV, o eu ainda é uma consciência operando um corpo físico em um espaço 3d e não pura consciência livre e dinâmica experimentando uma dimensão paralela criada artísticamente, talvez uma dimensão chamada TAO onde roteiro se chama destino.
Na tradição hindu, nós possuímos dois terços do controle sobre o nosso destino. Um terço está nas coisas que não podemos mudar. O passageiro do Titanic podia vestir o colete de salva vidas ou tocar violino, mas ele não podia arrancar o iceberg e nem esquentar a água. O superman podia até juntar o navio partido, mas se o lex luthor tivesse escondido kriptonita no porão mudar isso estaria além das suas alternativas. Enfim 2/3. E assim seria na RV ideal, a consciência livre tem o total controle de seu destino, exceto das coisas que ela não pode mudar. As coisas que ela não pode mudar é o roteiro. O roteiro precisa ser tão dinâmico como esse exemplo, pois dependendo das leis que regem o universo do ambiente virtual criado, se e eu der um tiro pro alto está além das minhas alternativas evitar que a bala caia e que ela gere uma sequência de eventos que cedo ou tarde retorna até mim, Karma.
Para chegar até esse grau de evolução eu precisaria de uma tecnologia que deslocasse a consciência do sujeito para dentro da realidade virtual, não dependendo do corpo físico para interagir com o outro lado. Corpo esse que para o observador externo pareceria estar dormindo. Nesse modelo de RV tudo é controlado pela consciência através do intento e a realidade virtual se confundiria com a realidade interna do sujeito, não havendo cortes nem limites entre elas. Um belo desafio para o programador.
Hoje essa transcendência da consciência em relação ao corpo físico pode ser obtida através de tecnologias primitivas como as substâncias psicodélicas. O uso de plantas psicodélicas com alcalóides ou diterpenos psicoativos como Salvia Divinorum e as plantas que contém DMT, assim como doses eficazes de LSD ou Psilocibina promovem essa transcendência assim como abrem o acesso ao plano mental. Um dose mínima fumada em um cachimbo de um Extrato concentrado de Salvia Divinorum, por exemplo, te atira de imediato nos hologramas do plano mental sem transições.
Nessa Realidade Virtual Natural os roteiristas são as forças psíquicas que atuam na sua mente e a matéria prima utilizada são todos os estímulos registrados por seu cérebro no decorrer da sua experiência de existir. Entrar no Plano Mental provoca a mesma sensação que entrar na realidade virtual. O senso comum visualiza entrar na RV/PM como literalmente entrar em um lugar, mas a verdade é que esse é um portal onde os dois lados dão para o lado de fora. Na verdade não há dualidades entre o Plano Mental e a Realidade Consensual, e se fosse possível atuar na realidade física externa com segurança enquanto se está no plano mental, este seria nosso estado natural de consciência.
A conclusão que chego é que a RV pode realizar o sonho do mito do Cinema total e que a experiência psicodélica é um excelente laboratório para se atingir essa meta. Por isso recomendo fortemente que para permanecerem fáusticos os programadores devem ficar doidões.
Texto recebeu nota 9 no curso de Teoria do Cinema.
24 jun
A Responsabilidade Psicodélica
Por Grão Orion
Estamos em 2009, faltam apenas 3 Anos para o tão falado ano de 2012. Ainda somos em grande maioria de 1900, em 2021 quando os desse milênio fizerem 20 anos terá início uma nova era, uma nova vanguarda. Até lá a vanguarda somos nós, aqueles que atravessaram os limites do século e do milênio.
8 anos milênio adentro, os neopsicodélicos de hoje são os primeiros psicodélicos da nova história e consigo carregam a responsabilidade de não cometer os mesmos erros do passado, erros que por muito tempo deixou o psicodelismo ameaçado de extinção. Nos últimos 50 anos a psicodelia já foi adorada, demonizada, banalizada, comercializada, pesquisada, proibida, esquecida, relembrada, revivida e muito mais. No entanto ela passou por tudo isso e hoje surge um novo interesse popular pela experiência psicodélica. A questão é qual o grau de legitimidade desse interesse? O que as pessoas esperam de uma experiência psicodélica?
A experiência psicodélica existe há muito tempo, talvez tanto tempo quanto existe o homem. Talvez até mais. O uso de plantas contendo alcaloides e diterpenos psicoativos transcende a nossa contagem do tempo. Indícios encontrados por antropólogos e outros mais nos remetem a um passado muito distante, um passado onde podemos encontrar civilizações e impérios com sua cultura baseada em torno da experiência psicodélica.
O uso de cogumelos contendo Psilocibina e Muscimol, de plantas contendo DMT, Harmalina, Salvinorina A, de cactos contendo Mescalina, de sementes contendo Ácido Lisérgico, são uma tradição milenar que por muito tempo foi completamente apagada e esquecida pelos ocidentais. Grande parte dessas plantas e organismos são originários do “novo mundo” o que talvez explique um pouco o atraso ocidental-europeu em relação as experiências psicodélicas. Uma das primeiras coisas a serem reprimidas como coisa do demônio pelos colonizadores europeus foram os rituais xamânicos que se valiam do uso de substâncias psicodélicas. Os estados alterados de consciência nunca foram vistos com bons olhos pela igreja. A meu ver a igreja trocou a experiência espiritual pela descrição da espiritualidade e reprimiu todas as formas e atalhos de se atingir estados místicos que não fossem via seus dogmas.
O passado recente da psicodelia nos remete diretamente aos anos 60. As décadas de 50 e 60 em hipótese alguma foram os primórdios da psicodelia, apesar do termo “psicodélico” ter surgido nessa época, elas foram na verdade umas das muitas épocas onde a psicodelia atingiu picos de popularidade. Como uma onda a psicodelia tem altos e baixos, em determinadas épocas ela é popular e sua prática super difundida em outras épocas ela é secreta, underground e quase esquecida. Nos anos 60 a prática da psicodelia esteve muito em voga graças à descoberta de um novo psicodélico, o LSD. Com a descoberta do LSD, a experiência psicodélica estava disponível em qualquer farmácia por um baixo preço. A combinação de fácil acesso, baixa dosagem, forma de usar bastante simples (Bastava pingar uma gota na língua) e efeitos garantidos foi a fórmula que fez com que a Dietilamida do Ácido Lisérgico se espalhasse rapidamente entre os jovens. Muita, mas muita gente entrou nessa. Contudo naquela época havia pouca, e de acesso restrito, literatura psicodélica, sobre o LSD então havia praticamente nenhuma informação. Isso gerou uma multidão de psiconautas de primeira viagem, e ter uma experiência psicodélica sem o menor conhecimento do que se está fazendo é como dirigir um avião sem saber pilotar. Isso significa que quanto mais alto as pessoas iam de mais alto elas caíam.
Houve muitos problemas por conta disso, a maioria consequência do mau uso de psicodélicos e não da substância em si. O mau uso de psicodélicos tem tudo a ver com ignorância, a pessoa não sabe o que é, para que serve, o que causa, como se deve usar, a quantidade que se deve usar, aonde se deve usar, como administrar a experiência e com isso provoca riscos físicos e psicológicos em si e nos outros, que poderiam ser minimizados se o sujeito tivesse alguma informação. A ignorância psicodélica causou muitos transtornos sociais e por conta disso uma histeria midiática que culminou na proibição do LSD e na marginalização da experiência psicodélica. Muitos acidentes de viagem aconteceram não porque a substância faz mal, mas por puro despreparo do psiconauta.
A popularização gerou também distorção de valores, a busca por uma nova droga recreativa que provocasse prazer sensorial ganhou proporções gigantescas e fez com que pessoas entrassem nos psicodélicos por motivos completamente disformes. Lá deram de cara com o inesperado, com algo que superava de longe as suas espectativas, que para uns se apresentava como o elixir dos deuses e para outros se apresentava como o portão dos infernos. Isso gerou reações distintas, enquanto uns mudavam toda sua vida por conta dessa experiência, outros passaram a fugir dos psicodélicos como o diabo foge da cruz. Como diria Terence Mckenna “a revelação de um homem é o pesadelo de outro”. No time dos assustados nem todos desistiam de vez da psicodelia, muitos reduziram as doses para um nível onde pudessem controlar a experiência ou tivessem apenas efeitos superficiais como o aumento na intensidade das cores, melhor definição visual, prazer sensorial e etc…
O uso recreativo não precisa ser totalmente descriminado. O uso recreativo de psicodélicos é muitas vezes a porta de entrada para quem já estava em uma busca espiritual, místico, artística, filosófica, científica. Contudo quando a coisa desanda e milhares de pessoas tomam atitudes sem pensar em suas consequências e com o mesmo objetivo pelo qual outros tomam cerveja temos um problema. As substâncias psicodélicas não são brincadeira, elas podem facilitar o acesso ao plano mental e ao espiritual, transcendência da consciência em relação ao corpo e isso não é uma experiência de fácil digestão. Experiências cósmicas, perinatais, biográficas e transpessoais. E toda essa gama de experiências já havia sido legitimada pela ciência como algo de muito valor.
Por isso o principal dano que a histeria psicodélica sescentista causou foi para a ciência. Desde muito tempo os psicodélicos vinham sendo pesquisados sistematicamente por cientistas sérios, químicos, psicólogos, psiquiatras, filósofos, antropólogos, físicos, astrônomos, etnobotânicos, filósofos, artistas, místicos e teósofos. Essas pesquisas tinham o objetivo tanto de decifrar a substância como um todo (Efeitos subjetivos, físicos, e sua química) quanto o de encontrar um uso para essas ferramentas na ciência moderna. Foi o que fez gente como Stanislav Grof que criou não apenas uma psicoterapia com LSD, mas toda uma escola de psicologia baseada nos estados alterados de consciência, a Psicologia Transpessoal. Contudo esses pesquisadores tiveram suas pesquisas interrompidas bruscamente e consideradas ilegais. Isso engessou a pesquisa com psicodélicos e por muito tempo todo o potencial que os psicodélicos tinham para servir a humanidade foi relegado e colocado de lado. A Sociedade Mecânica-Newtoniana havia mais uma vez se colocado em oposição aos fáusticos psicodélicos.
Hoje somos nós que estamos aqui surfando a crista da onda fractal. Um novo interesse pelos psicodélicos surge. Aos poucos pesquisas começam a ser liberadas, o uso da ayahuasca para fins religiosos foi garantido por lei, a estética psicodélica voltar a ser notada nas artes plásticas, na música, na publicidade, nas pessoas. Fóruns, sites e blogs psicodélicos começam a aparecer. Eventos psicodélicos reúnem 10.000 pessoas. Tudo muito bonito, mas perigoso.
Uma característica dessa nova onda psicodélica é a internet, nos anos 60 não havia isso. Com a internet toda a informação passou a ficar a distância de um clique. Eu não preciso mais revirar bibliotecas poeirentas ou ser amigo de um antropólogo alternativo para ter informação sobre substâncias psicodélicas, quer dizer não de imediato. Com todo essa facilidade de informação surge um interesse muito forte pelas substâncias psicodélicas naturais legais. Com as web shops eu tenho acesso a cogumelos e plantas mexicanas, plantas da amazônia, sementes do havaí, cactos e o que mais eu estiver procurando ao redor do mundo. Plantas consideradas sagradas embaladas e comercializadas por um preço acessível e com a segurança e conforto de receber na minha casa.
O uso de psicodélicos naturais se difundiu e agora menos de 10 anos depois da primeira web-shop começamos a ver os resultados. Vídeos no you tube de pessoas utilizando plantas sagradas poderosas de forma profana e tendo bad trips avassaladoras, um comércio lucrativo e desregulado onde qualquer um tem acesso as mais poderosas plantas do planeta. E com isso o olhar do controle paira de novo sobre nós.
O fato da grande maioria dos psicodélicos naturais não serem ilegais não significa que eles são legais, significa que eles não foram regulamentados ainda. Significa que havia um desconhecimento até então da existência desta substância ou que ela foi ignorada por ser de uso restrito. Contudo quando o dinheiro e as massas entram na história a coisa muda. Quando algo ameaça mudar a forma de pensar milhares de pessoas ou ameaça a estabilidade da ilusão da classe média, a mão do controle intervém.
Cometemos hoje os mesmos erros do passado, as lições que os nossos antecessores deixaram sobre excessos, explanações, cuidados, preparação foram esquecidos. As centenas de livro que nos dá uma base teórica para nossa prática não foram lidos e com isso cada um de nós parte do zero em cada experiência. Mas não precisa ser assim, é só agirmos de acordo com a responsabilidade psicodélica.
A responsabilidade psicodélica parte de 3 príncipios:
Não colocar a si ou ao próximo em risco.
Buscar conhecimento.
Discrição.
Não colocar a si em risco começa antes de você utilizar qualquer substância psicodélica, antes de viajar você deve pesquisa muito sobre aquilo que você quer usar. Em seguida você deve consultar um psicólogo ou um psiquiatra e fazer uma avaliação para saber se você tem algum tipo de problema mental que possa ser desencadeado por uma substância psicodélica. Você deve procurar lugares seguros, discretos e confortáveis para sua experiência, se possível esteja acompanhado de um guia, isso se torna indispensável se for sua primeira experiência. Ao não se expor ao risco você não expões os outros. Buscar conhecimento são todas as informações e caminhos que você vai buscar durante sua vida. Mas o que tem mais relevância nisso tudo é a Discrição.
Não saia por aí tentando ser compreendido pela sociedade, ao invés disso tente compreender a si mesmo. O conhecimento adquirido através da experiência psicodélica é difícil de ser descrito em palavras porquê ele transcende as áreas que a linguagem já mapeou. As pessoas que não vivenciaram a experiência naturalmente não entenderão e provavelmente te julgarão. Por isso ao invés de sair por aí gritando ao mundo o que você viu, procure os outros como você. Ao fazer as coisas procure ser discreto também, não de munição para a repressão aumentar. Não de munição para que as verdadeiras jóias que nós temos na natureza sejam proibidas e regulamentadas. Não de munição para a mídia, carente de notícias de alto impacto. As revoluções vitoriosas começaram silenciosas. Não destrua a Magia.
Tenha responsabilidade psicodélica. Seja discreto e mantenha o segredo.
Purple Haze.
16 mai
Edit Urgente: As Jornadas (Sets) do Flict e do Roosevelt me causaram um insight, quem Desenha Sets de forma análoga a quem escreve roteiros de cinema não é mais DJ é SET DESIGNER, e o Set Designer cria Desenhos Sonoros e não dj sets. Então onde vocês avistarem um SD é isso que significa.
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A nova TRILHA SONORA AYAKAMANAKAM foi desenhada por Roosevelt Soares. A Trilha Sonora Ayakamanakam é composta de Jornadas (Sets) conceituais cujo objetivo é te guiar até o Ayakamanakam (Estado Ampliado de Consciência) e te proporcionar uma experiência psicodélica através da música.
O primeiro a entrar nessa onda foi o Flict que estreiou a sessão com o Ayakamanakam by Flict.
Dessa vez o convidado foi o SD Roosevelt Soares que teve o carinho de fazer para o Ayakamanakam o melhor Desenho Sonoro que eu já escutei dele. Um DS onde o conceito, a estrutura, a seleção músical, tudo contribui para que esse DS seja uma obra de arte. Ayaka se você quiser ter uma dimensão maior da parada é só ler a resenha que eu fiz ao vivo enquanto escutava o DS. Para que você preguiçoso não perca tempo com o que não importa meu texto, vou colocar o link do set aqui embaixo, em breve teremos também nesse post, os dados do DS, do artista e uma entrevista com Roosevelt Soares.
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Ayakamanakam by Roosevelt
Style: Ambient, Abstract, Chiptune, Dub , Psychedelic forest, Dubstep, Goa e uma mistura de samples
MP3 224kbps
Não existe uma track list definida, já que essa técnica de bricolagem quebra a estrutura das musicas, transformando a maioria em fragmentos, então eu só posso apresentar o nome dos artistas que são: The Division, Lustmord, Aquarelle, Elemental Project, Lullabies, Electrypnose, Asia e Hallucinogen.
Faça aqui o Download do set. Em seguida faça Upload do DS para seu cérebro.
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Biorooseveltgrafia
Comecei a discotecar em 2003, usando vários nomes até assumir o meu nome verdadeiro em 2007. Minha paixão por mixagem, por criar atmosferas me levou a produzir alguns Jingles, trilhas sonoras de vídeos promocionais, fiz uns dois desfiles e cheguei a assinar a trilha sonora de algumas lojas, entre elas a Triton e Opção. Como dj toquei para vários tipos de pistas, de privates à festivais para 50 até 6000 pessoas. Nunca segui uma linha única de som, pois me entedio muito rápido com tudo, gosto mesmo é de misturar, do desafio de tocar pra públicos diferentes. Porém o som que eu mais gosto de trabalhar é o Psicodélico, pois é um som que não é descartável, que só se comunica com as pessoas certas e o público Psicodélico é muito receptivo a experimentações enquanto os outros estilos são muito caretas.
Para Booking é só ligar 8609-6569 ou entrar em contato com a enlight.booking@hotmail.com
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RESENHA (Ouça o set Antes ou Junto de ler)
Essa foi uma grande jornada, um DS profundo, muito profundo, contudo esse DS pode ser melhor apreciado usando métodos não convencionais de entrar nele, é o tipo de DS que se transmuta em realidade orgânica quando devidamente experimentado. Eu estive lá. No Ayakamanakam de Roosevelt Soares…
A partir dos 9 minutos o DS entra em um abismo quase fora do tempo, e fica muito pouco amistoso hahaha meio portal do inferno, o abismo dura mais de 5 minutos, isso preso na eternidade significa uns 780 anos. Então toca um sino a vibração dele desfaz a realidade por completo, parece que estamos subindo, algo sintonizou, estamos entrando em um novo universo, tudo clareia, os loops e a frequência do som induzem a mente à um transe tenso e profundo, OVERDOSE SONORA, CAINDO, GIRANDO NO ABISMO DA HIPERESTIMULAÇÃO SENSORIAL!
MEU CORPO!!! DANÇA! MOVIMENTO! GROOVE! HIPNOSE!
Abismo!!!!!!!! Acaba o groove e voltamos de novo pro vazio, foram séculos de felicidade nos poucos segundos de dança, mas agora caímos novamente no hiperespaço, dessa vez com o apoio de uma melodia angelical que nos conforta e nos envolve enquanto contemplamos a eternidade, diante dela a constatação da realidade de nossa breve vida, toda uma história contida em um suspiro do universo. Uma voz, está clareando, uma música, ela está mostrando que tudo vai ficar bem, aqui nessa roda de violão que se transforma em uma festa rave, UM RITUAL PARA DIONÍSIO, DANÇA, MOVIMENTO, GROOVE, Uma frequência por cima do GROOVE que induz o transe na dança.
AUSÊNCIA NA DANÇA, FUSÃO PSICOMÚSICAL, o corpo pertence a música, a consciência é a música, fusão, GROOVE, DANÇA! UM SOLO DE GUITARRA, PSICODELISMO, DANÇA!
Não posso imaginar para aonde mais esse DS agora aos 30 minutos pode me levar, Ele me surpreende e me leva para a nave espacial, atravessando o hiperespaço como na cena final de 2001 uma odisséia no espaço, texturas extraterrestres invadem a terra ao som de sintetizadores, tudo é plástico e sintético, um clima de tensão invade o hiperespaço, texturas de goa trance provocam uma guerra intergalática. Na terra o corpo é dançado pelo som. No plano psíquico uma rave no meio de uma guerra espacial, é um filme, é sintético, É O TRANCE PSICODÉLICO! CHAMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
O Trance se dissolve e começa a derreter, mas ele volta, reto e tenso. A cada virada a realidade ameaça derreter, mas o retorno é de jedi e a guerra hiperespacial continua, tiros fractais, naves caleidoscópicas, nebulosas, lava de vulcão psicodélico, splosh, splash…
A voz que aparece na transição de cada universo reaparece, caralho roosevelt que groove maravilhoso, exatamente aos 40 minutos, que isso, é uma rave em um planeta distante no meio de grilos psicodélicos. Os sintetizadores são realmente geniais e muito bem utilizados nesse set, tudo se encaixa, é uma jornada a origem, ao centro da experiência psicodélica, na veia do ayakamanakam, Mente e Corpo, Interno e Externo sem dualidades, integração, Todo.
Roosevelt você acabou com o chill out, você levantou pessoas que estavam fundidas com o chão, arrancou os pseudo yogis da posição de lótus, atirou a mente deles no espaço, o corpo no dance floor e o chill out virou uma nave espacial, orgânica, xamânica.
Estamos ao vivo, somos nós aplaudindo você, voltamos, mas espere não acabou, precisamos abaixar um pouco nossa frequência mental, frequências positivas, melodias positivas, dançantes, todos flutuando na baixa gravidade, dançando na missa de Padre Roosevelt soares. O sarcedote do psicodélico, aquele que depois de tomar a óstia sagrada usa universos para criar jornadas através do multiverso!
Conclusão: Sabe tudo esse Garoto!
9 mai
Uma continuação do post anterior…
Uma conversa entre Albert Hofmann e Charles Grob
Tradução Livre Ayakamanakam
From the Newsletter of the Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies
MAPS - Volume 8 Number 3 Autumn 1998 - pp. 30-33
Em 26 de novembro de 1996, Charles Grob MD. visitou Albert Hofmann em Rheinfelden, na Suíça, onde o Dr. Hofmann estava se recuperando de uma cirurgia no joelho. O que se segue são trechos de sua conversa.

CG: Dr. Hofmann, obrigado por falar comigo. Gostaria de registrar nossa discussão em fita, com o entendimento de que lhe será fornecida uma transcrição para a revisão e aprovação antes da publicação. Em primeiro lugar, gostaria de perguntar quantos anos você tem atualmente, e como está sua saúde?
AH: Eu tenho 90 anos, e estou me sentindo muito oportuno. Fiz uma cirurgia no joelho no mês passado, mas agora eu me sinto muito bem. O hospital de reabilitação física tem proporcionado excelentes terapias para o meu joelho, e eu estou quase pronto para ir para casa em Rittematte. Eu estou em muito boas condições, e nado na piscina todos os dias. Vou perder a natação, mas estou ansioso para ir para casa cedo.
CG: Eu gostaria de falar com você sobre suas impressões sobre drogas psicodélicas. Para começar, você acredita que seja possível restabelecer a pesquisa psicodélica como um respeitável campo científico?
AH: Acho que há muitos bons sinais. Após anos de silêncio, tem acontecido recentemente algumas investigações na Suíça e na Alemanha, e também nos Estados Unidos. Tivemos uma reunião em Heidelberg no ano passado (Colégio Europeu para o Estudo da Consciência), e havia muitas e boas apresentações. Em Heidelberg gostei da reunião com Rick Döblin (da MAPS) e Professor Nichols (da Heffter Research Institute), e penso que ambas as organizações estão fazendo um belo trabalho. Sua abordagem parece ser bastante diferente do que a de alguns dos seus antecessores de várias décadas.
CG: o senhor está se referindo ao Dr. Leary?
AH: Sim. Eu fui visitado por Timothy Leary quando ele estava morando na Suíça há muitos anos. Ele era um homem muito inteligente e muito charmoso. Eu gostava muito de nossas conversas. No entanto, ele também tinha uma necessidade de muita atenção. Ele gozava sendo provocador, o que o deslocou do foco que deveria ter sido a questão essencial. É lamentável, mas há muitos anos, estas drogas se tornaram tabu. Felizmente, esses mesmos problemas desde os anos sessenta não serão repetidos.
CG: A partir da perspectiva de onde estamos agora, no final dos anos 1990, que implicações as drogas psicodélicas têm para o campo da psiquiatria?
AH: Eu acredito que pouco depois do LSD ser descoberto, ele foi reconhecido como sendo de grande valia para a psicanálise e psiquiatria. Não foi considerado para ser usado como uma fuga. Foi uma descoberta muito importante, nesse momento, e nos quinze anos que pode ser usado legalmente em tratamento psiquiátrico e em estudos científicos com seres humanos. Durante este tempo, Delysid, o nome que dei para o LSD, foi utilizado com segurança, e foi o tema de milhares de publicações na literatura profissional. Na verdade, na semana passada, tive visitantes da Fundação Albert Hofmann, que me deram toda a documentação original que tinha sido armazenada no Laboratório da Sandoz. Este trabalho inicial foi muito bem documentado, e mostra como as pesquisas com LSD correram bem até que ele se tornou parte da cena das drogas na década de 1960. Então, o que inicialmente era parte da farmacopéia terapêutica, o LSD se tornou uma droga de rua e, inevitavelmente, foi feito ilegal. Devido a esta fama, tornou-se indisponível para a área médica e, por isso, a investigação que tinha sido muito aberta, foi interrompida. Agora parece que esta investigação pode começar de novo. A importância dessas investigações parecem ser reconhecida pelas autoridades sanitárias, e por isso é a minha esperança de que finalmente a proibição está chegando ao fim, e a área médica pode voltar as explorações que foram forçadas a deixar trinta anos atrás.
GC: Que recomendações você daria aos investigadores que agora querem trabalhar com estas substâncias?
AH: Quando o LSD foi distribuído legalmente pela Sandoz, houve uma pequena brochura que foi dada juntamente com o Delysid que explicava como o LSD poderia ser utilizado. Como um auxílio à psicanálise e psicoterapia, e também como um meio para psiquiatras experimentarem estes extraordinários estados de espírito. Foi especificamente mencionado no folheto que o psiquiatra que estava interessado em usar Delysid deveria primeiro testá-lo em si mesmo.
CG: Então, você diria que é muito importante que o investigador, o psiquiatra, conheça em primeira mão a experiência psicodélica?
AH: Absolutamente, absolutamente. Antes de poder ser utilizada no trabalho clínico, deve ser definitivamente tomado pela maioria dos psiquiatras. Desde os primeiros relatórios e orientações escritas para o LSD, isto foi claramente afirmado. E isto continua a ser de maior importância hoje.
CG: Há lições que podemos aprender com o passado, na medida em que a investigação correu mal, porque foi interrompida, e porque devemos estar atentos para que erros assim não se repitam?
AH: Sim, se fosse possível acabar com a sua utilização abusiva, então eu acho que seria possível dispensá-lo para uso médico. Mas enquanto ele continua a ser usurpado, e enquanto as pessoas não conseguem compreender verdadeiramente os psicodélicos e continuam a utilizá-los como drogas do prazer e deixam de apreciar as muito profundas experiências psíquicas que ele pode induzir, a sua utilização médica será retida. A sua utilização nas ruas tem sido um problema de mais de trinta anos. Nas ruas as drogas são incompreendidas, e os acidentes ocorrem. Isto torna tudo muito difícil para as autoridades da saúde mudarem as suas políticas e permitirem a utilização médica. E muito embora deva ser possível convencer as autoridades da saúde que em mãos responsáveis psicodélicos poderia ser utilizada com segurança na área médica, a sua utilização nas ruas continua a tornar muito difícil acordar as autoridades da saúde.
CG: Parece que os jovens estão novamente interessados em psicodélicos e MDMA. Nós também temos este novo fenômeno da rave, onde os jovens tomam substâncias como MDMA e dançam a noite toda. Qual é a sua opinião sobre as razões pelas quais estes jovens procuram essas experiências? Como podemos responder ao que eles estão fazendo?
AH: Isto é um problema muito, muito profundo do nosso tempo em que já não se têm uma base religiosa em nossas vidas. Mesmo com a religião, com as igrejas, elas não são mais convincentes com os seus dogmas. E as pessoas precisam de um alicerce espiritual profundo para as suas vidas. Em tempos mais antigos, foi a religião, com seus dogmas, que as pessoas acreditavam, mas hoje os dogmas já não funcionam. Não podemos acreditar em coisas que sabemos que não são possíveis, que não são reais. Temos de ir com base no que sabemos, que todos podem experimentar. Nesta base, você deve encontrar a entrada para o mundo espiritual. Por isso muitos jovens estão procurando experiências significativas, estão procurando esta coisa que é o oposto do mundo material. Nem todos os jovens estão em busca de dinheiro e poder. Alguns estão em busca de uma felicidade e satisfação que é do mundo espiritual, e não do mundo materialista. Eles estão procurando, mas não existem caminhos sancionados. E, naturalmente, uma das formas que os jovens estão usando está nas drogas psicodélicas.
CG: O que você diria para os jovens?
AH: O que eu diria a maioria certamente diria: Abra os olhos! As portas da percepção devem ser abertas. Isso significa que estes jovens têm de aprender pela sua própria experiência, para ver o mundo como ele era antes dos seres humanos estarem neste planeta. Este é o verdadeiro problema, hoje as pessoas vivem em cidades onde tudo está morto. Este mundo material, feito por seres humanos é um mundo morto e irá desaparecer e morrer. Gostaria de dizer aos jovens que saiam para o campo, vão para o prado, vá para o jardim, vá para a floresta. Este é um mundo de natureza a que pertencemos, absolutamente. É o círculo da vida, da qual somos parte integrante. Abra os olhos, e veja o castanho e verde da terra e da luz que é a essência da natureza. Os jovens precisam se tornar conscientes deste círculo da vida, e perceber que é possível experimentar a beleza de profundo significado que está no cerne da nossa relação com a natureza.
CG: Quando você primeiramente adquiriu esta visionária apreciação da natureza?
AH: Quando eu era um garoto, eu tive muitas oportunidades para passear pelo campo. Tinha profundos e visionários encontros com a natureza, e isso foi muito antes de eu ter os meus primeiros experimentos conduzidos com o LSD. Na verdade, as minhas primeiras experiências com o LSD tinham muita reminiscência desses encontros místicos, como se eu tivesse tido um filho com a natureza. Então, você vê que é mesmo possível ter estas experiências sem drogas. Mas muitas pessoas estão bloqueadas, sem uma faculdade inata para perceber beleza, e são essas pessoas que podem precisar de um psicodélica, a fim de ter uma experiência de caráter visionário.
CG: Como podemos conciliar essa experiência visionária com a religião e com a verdade científica?
AH: É importante ter a experiência direta. Aldous Huxley nos ensinou a não simplesmente acreditar nas palavras, mas para ter a experiência nós mesmos. É por isso que as diferentes formas de religião não são mais suficientes. Elas são apenas palavras, palavras, palavras, sem a experiência direta do que essas palavras representam. Estamos agora numa fase de desenvolvimento humano em que temos acumulado uma enorme quantidade de conhecimento através da investigação científica no mundo material. Isto é muito importante, mas o conhecimento deve ser integrado. O que a ciência tem trazido à luz do dia é verdade, absolutamente verdadeiro. Mas esta é apenas uma parte, apenas um lado da nossa existência, a do mundo material. Temos um corpo, e a matéria fica mais velha e muda, deste modo tanto quanto o nosso ter um corpo, temos de morrer. Mas o mundo espiritual, evidentemente, é eterno, mas apenas na medida em que existe no momento. É importante perceber esta enorme diferença entre esses dois lados de nossas vidas. O mundo material é o mundo do nosso corpo, mas o mundo material também é onde o homem tem feito todas estas descobertas científicas e tecnológicas. Temos de ver, então, que a ciência e a tecnologia são baseadas em leis naturais. Mas também temos de aceitar que o mundo material é apenas a manifestação do mundo espiritual. E se nós tentarmos manifestar alguma coisa teremos de fazer uso do mundo material. Para você e eu falarmos um com o outro, temos de ter línguas, temos que ter ar e assim por diante. Tudo isto é do mundo material. Se fôssemos ler mais sobre as coisas espirituais, são apenas palavras. Temos de ter a experiência direta. E a experiência só ocorre abrindo a mente e abrindo todos os nossos sentidos. Essas portas da percepção devem ser limpas. E se a experiência não vêm espontaneamente, por si próprio, então, podemos fazer uso do que Huxley chama de graças gratuitas. Isto pode assumir a forma de drogas psicodélicas, ou talvez sem drogas através de uma disciplina como ioga. Mas o que é da maior importância, é que temos uma experiência pessoal. Sem palavras, não crenças, mas a experiência.
CG: Projeção para o futuro, você vislumbra que pode haver um papel aceito dentro da cultura Euro-Americano para os psicodélicos?
AH: Absolutamente! Estou convencido de que a importância dos psicodélicos serão reconhecidos. O caminho para isso é através da psiquiatria, mas não a psiquiatria psicanalítica de Freud e não está limitada ao âmbito de aplicação da moderna psiquiatria biológica. Pelo contrário, ela irá ocorrer através de um novo campo da psiquiatria transpessoal. Esta perspectiva transpessoal leva em conta tanto o mundo material, incluindo o nosso corpo, bem como o mundo espiritual. Ela reconhece que nós somos simultaneamente parte do mundo material e espiritual. O que se encaixa no conceito de psiquiatria transpessoal é que nós abrimos as nossas portas da percepção. Que a psiquiatria transpessoal tenta dar-nos é a receita para ganhar entrada para o mundo espiritual. Isto enquadra-se exatamente com os resultados de psicodélicos. Estimula os seus sentidos. Ela abre sua percepção para a sua própria experiência. Como esse fenômeno afeta a nossa existência no mundo material pode ser entendido através da investigação científica, e como podemos integrar este conhecimento com os nossos próprios caminhos espirituais pode ser alcançado através da psiquiatria transpessoal.
(Nota do Tradutor: Psicologia Transpessoal = Stanislav Grof)
CG: Dr. Hofmann, você viveu duas guerras mundiais e uma Guerra Fria. Quando você olha para a frente em direção ao futuro da humanidade, está esperançoso ou não?
AH: Estou muito esperançoso para o futuro distante, mas para o futuro próximo estou terrivelmente, terrivelmente pessimista. Creio que o que está ocorrendo no mundo material é um reflexo do estado espiritual da humanidade. Receio que muitas coisas terríveis irão ocorrer em todo o mundo, porque a humanidade está em crise espiritual. Mas espero que ao longo do tempo a humanidade vai aprender, finalmente aprender, e que haverá esperança. Acabei de voltar a ler as doze palestras Aldous Huxley deu em São Francisco em 1959, chamada A situação humana. Acho que tudo o que nós estamos preocupado hoje, sobre o ego, a consciência, a sobrevivência da humanidade, tudo podem ser lidas no livro. Gostaria de recomendá-lo. Tudo o que agora estão tentando dizer, as idéias que estamos a elaborando, já foram discutidas por Huxley.
CG: O que podemos aprender com as chamados culturas primitivas que utilizaram substâncias psicodélicas como parte de suas práticas religiosas?
AH: Acho que a coisa mais importante é que usam em um quadro religioso e nós não. Temos de aprender com eles, temos de identificar as estruturas direito, temos de encontrar novas utilizações. Eu poderia imaginar que poderia ser possível a criação de centros de meditação psicodélica, uso em ambientes naturais, onde os professores poderão ter experiências e treinar para se tornarem adeptos. Eu percebo isto como sendo possível, mas primeiro os psicodélicos terão que ficar disponível para a medicina e psiquiatria. E então ela deve disponibilizá-los para esses centros espirituais. Basicamente, tudo o que precisamos saber podemos aprender com a forma como as pessoas utilizam psicodélicos primitivos como sacramentos, em um quadro religioso. Precisamos de tais centros, mas também precisamos da psiquiatras. Esses psiquiatras devem se tornar os Xamãs dos nossos tempos. Então eu acho que vamos estar prontos para avançar para este tipo de psicofarmacopéia.
CG: Voltando nos 60 muitas pessoas ficaram assustados com o LSD e outras psicodélicas, incluindo muitos psiquiatras. Porque foi isso?
AH: Eles não utilizaram da maneira certa, e não tinham as condições adequadas. Então, eles não estavam suficientemente preparados para isso. A experiência é tão delicada e profunda se usada da maneira certa. Mas lembre-se, quanto mais poderoso for o instrumento, maior a chance de danos se não for utilizado corretamente. E volta, nesse momento, infelizmente, houve várias ocasiões em que os psicodélicos não foram tratados com respeito apropriado, e utilizados no caminho errado e, conseqüentemente, causou prejuízo. Essa é a grande tragédia, estes medicamentos eram valiosos, mas nem sempre são respeitados e nem sempre são compreendidas. Então os psicodélicos vieram a ser temidos, e foram retirado das mãos de responsáveis pesquisadores e psiquiatras. Foi uma grande perda para a medicina e psiquiatria, e para a humanidade. Felizmente, não é demasiado tarde para aprender com estes erros, e para demonstrar a maneira adequada e respeitosa em que os psicodélicos devem ser usados.
6 mai
AVATARES DA PSICODELIA: ALBERT HOFMANN

Avatar Psicodélico de hoje, Albert Hofmann é o homem que primeiro sintentizou a molécula que abriu as portas da percepção ocidental rumo a um promissor futuro psicodélico, você pode encontrar mais informações sobre ele em seu site: Albert Hofmann Foundation.
Já tivemos alguns posts no site que complementam a sessão de hoje. Clicando AQUI você encontra o livro “LSD Minha Criança Problema” e Clicando AQUI você encontra o Prefácio escrito por Albert Hofmann para o livro “Psicoterapia com LSD” de Stanislav Grof.
Clicando AQUI você pode baixar o livro Plantas dos Deuses em Espanhol.
Clicando AQUI você pode baixar o livro The Road To Eleusis em Inglês.
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David Jay Brown entrevista Albert Hofmann
Albert Hofmann, Ph.D., é o químico suíço de renome mundial que descobriu o LSD. O impacto que o LSD teve no mundo, é certamente imenso, e apesar de largamente incalculáveis, penso eu, é justo dizer que esta super-potente, molécula transformadora da mente tem afetado profundamente a fundação de cada aspecto da cultura humana — da arte a ciência, a política, medicina, espiritualidade. Dr. Hofmann foi também o primeiro a sintetizar psilocibina e psilocina, os principais componentes psicoactivos do cogumelo mágico, assim como sintetizou o alcalóide psicoactivo do ácido lisérgico em sementes de Morning Glory (LSA). Ele também desenhou o derivado do ergot, hydergine, que é utilizado como um tratamento para distúrbios de memória, como um produto para a empresa Farmacêutica Sandoz.
Dr. Hofmann nasceu em Baden, na Suíça, em 1906. Ele se formou pela Universidade de Zurique em 1929, com uma licenciatura em Química e, em seguida, passou a trabalhar para a Sandoz (hoje Novartis) farmacêutica em Basel. O objetivo da pesquisa do Dr. Hofmann foi a de trabalhar para o isolamento de princípios ativos de plantas medicinais conhecidas. Dr. Hofmann trabalhou com cila no Mediterrâneo durante vários anos antes de passar para o estudo do ergot e alcalóides do ergot.

Ao longo dos anos seguintes, Dr. Hofmann trilhou seu caminho através dos derivados do ácido lisérgico no Ergot. Em 1938, ele sintetizou o LSD-25 (o vigésimo quinto de uma série de derivados do ácido lisérgico), pela primeira vez. No entanto, após mínimos ensaios sem resultados interessantes em animais de laboratório, ele colocou o composto de lado e continuou a trabalhar com outros produtos derivados.
Cinco anos mais tarde, em 16 de abril de 1943, ele re-sintetizou LSD-25, porque ele sentia que ele poderia ter perdido alguma coisa da primeira vez. Isso foi no auge da II Guerra Mundial, pouco depois de Fermi fazer sua descoberta que levou à bomba atômica. Dr. Hofmann disse que ele tinha um “pressentimento peculiar” para resintetizar o LSD e que o LSD “falou” com ele. (Muitas pessoas têm especulado sobre a possibilidade de uma relação entre a descoberta das propriedades psicoactivas de LSD e as primeiras explosões nucleares, pois o LSD é pensado por muitos como sendo algo como um antídoto espíritual para as tendências agressivas e tóxicas da espécie humana).
Após o Dr. Hofmann resintetizar o LSD, ele escreveu em seu diário de laboratório estas famosas palavras: “Na sexta-feira passada … fui obrigado a interromper o meu trabalho no laboratório, no meio da tarde e ir para casa casa, estava sendo afetado por uma notável inquietação, combinada com uma ligeira tontura. Em casa eu deitei e afundei em um estado intoxicado não desagradável, caracterizado por uma imaginação extremamente estimulada. Em um estado de sonho, com os olhos fechados … eu percebia um fluxo ininterrupto de imagens fantásticas, formas extraordinárias e caleidoscópicos com intenso jogo de cores. Depois de umas duas horas esta condição se dissolveu gradualmente. ”
Aparentemente, o Dr. Hofmann ingeriu acidentalmente um diminuto montante de LSD - possivelmente através da ponta dos seus dedos - e uma vez que a droga é ativa em doses tão pequenas (medida em microgramas), Dr. Hofmann se tornou a primeira pessoa na história humana a experimentar os efeitos psicodélicos do LSD. Três dias depois, em 19 de abril, ele decidiu, a fim de verificar os seus resultados, ingerir intencionalmente 250 microgramas de LSD. Comparado a outras drogas conhecidas, esta parece ter sido uma dose muito conservadora, uma vez que nenhuma outra droga era conhecida por ter efeitos em quantidades tão pequenas.
Como ela te lança fora com 250 mcg é realmente uma dose muito forte de LSD, e Dr. Hofmann teve uma poderosa e bastante assustadora experiência que o obrigou a voltar de bicicleta para casa deixando o laboratório e passando o dia na cama, onde se encontrou plenamente recuperado em poucas horas. O aniversário deste dia, 19 abr, tornou-se para muitas pessoas apreciativas conhecido como “Dia da Bicicleta”, em homenagem ao Dr. Hofman e sua famosa viagem alucinogéna pelas ruas de Basileia até sua casa depois de sair de bicicleta do laboratório.

Dr. Hofmann disse-me que ele foi “convencido desde o início do impacto fundamental” do LSD. Embora o Dr. Hofmann sempre tenha visto grande valor espiritual e potencial criativo no LSD, ele ficava frequentemente consternado com a forma com que muitos jovens utilizavam a droga apenas para melhorar as experiências sensoriais, e pelas reações proibitivas contra a droga por quase todos os governos na mundo. Devido à enorme controvérsia que rodeia o LSD, o Dr. Hofmann se refere a esta poderosa molécula transformadora da mente como a sua “criança problema”.
Dr. Hofmann continuou a trabalhar para a Sandoz até 1971, quando ele se aposentou como Diretor de Investigação para o Departamento de Produtos Naturais. Desde esse tempo, ele continuou a escrever e dar palestras. Dr. Hofmann narra a história de como ele descobriu o LSD, e reflete sobre o impacto que teve no mundo, em seu livro LSD: My Problem Child. Ele também é o autor da Insight Outlook, e co-autor de Plantas dos Deuses e The Road To Eleusis.

Dr. Hofmann é um membro do Comité Nobel, Fellow of the World Academy of Sciences, membro da International Society of Plant Research, e da Sociedade Americana de Farmacognosia. Para saber mais sobre o trabalho do Dr. Hofmann visite: www.lsd.info e www.maps.org/hofmann100.
Dr. Hofmann fez 100 anos em 11 de janeiro de 2006. Ele é extremamente saudável e sua acuidade mental continua focalizada. Participei da festa de aniversário pelo centenário de Albert Hofmann e LSD simpósio na Basiléia em Janeiro de 13 a 15, 2006: LSD - Problem Child e Wonder Drug. Milhares de pessoas criativas não usuais e pessoas profundamente apreciativas reunidas ao redor do mundo para homenagear o Dr. Hofmann. Trabalham com o tipo de reverência que é normalmente reservado aos santos e sábios religiosos. Foi a maior conferência jamais realizada sobre psicodélicos e alguns dos mais brilhantes e realizado cientistas, artistas, escritores, músicos deste planeta estavam lá para homenagear o Dr. Hofmann.
Eu entrevistei o Dr. Hofmann com a ajuda do meu amigo Dieter Hagenbach, que organizou o evento em Basileia. Dieter traduziu minhas perguntas e respostas ao Dr. Hofmann em alemão. Embora o Dr. Hofmann estivesse se sentindo muito esgotado por causa da atenção mediática em torno de seu centésimo aniversário, ele gentilmente concordou em responder às minhas perguntas. Suas respostas são geralmente breve, no entanto, elas são, penso eu, sucintamente eloqüente e profundamente sábia. Dr. Hofmann falou sobre como ele se interessou em química, como os psicodélicos mudaram a sua visão do mundo, e o que ele pensava sobre a evolução futura da espécie humana.
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David: O que inspirou inicialmente o seu interesse pela química?
Albert: Meu interesse em química foi inspirado por uma questão filosófica fundamental: o mundo material é uma manifestação do mundo espiritual? Eu esperava encontrar profundas respostas através das sólidas leis da química para responder a esta questão, e aplicar estas respostas às perguntas abertas e problemas externos das dimensões espirituais da vida.
David: Quando o LSD foi descoberto pela primeira vez você intuiu que esta droga teria o enorme impacto que tem no mundo, ou foi surpreendido por aquilo que normalmente seguia?
Alberto: Eu estava convencido, desde o início do impacto fundamental.
David: O que o motivou ou inspirou-lhe para ir para trás e sintetizar LSD uma segunda vez em 1943?
Alberto: Eu sintetizei o LSD no segundo tempo de uma profunda investigação farmacológica.
David: Como foi o seu próprio uso de LSD somado a sua filosofia de vida?
Albert: LSD mostrou-me a inseparável interação entre o material e o mundo espiritual.
David: Que tipo de associação que você vê entre o LSD e a criatividade?
Albert: Desde que o LSD abre Aldous Huxley chamando “As portas da Percepção”, que aumenta os campos da atividade criativa.
David: Você acha que o LSD foi efetivo para a evolução humana?
Alberto: Eu não sei se ele foi efetivo para a evolução humana, mas espero que sim.
David: Quais são os teus pensamentos sobre o motivo pelo qual o LSD é quase universalmente proibida por governos ao redor do mundo?
Albert: LSD pertence a uma classe de substâncias psicoativas que alimenta o usuário com um novo conceito de vida, e esta nova maneira de olhar a vida é oposta a visão oficialmente aceita.
David: Que papel o senhor vê a jogar LSD no futuro?
Albert: No futuro, espero que o LSD proporcione ao indivíduo uma nova visão do mundo que está em harmonia com a natureza e suas leis.
David: O que você acha que acontece com a consciência após a morte?
Alberto: Eu acho que a consciência de cada indivíduo torna-se parte da mente universal.
David: Qual é a sua perspectiva sobre o conceito de Deus e espiritualidade?
Albert: Deus é o nome do espírito criativo universal.
David: Que tipo de relação você vê entre ciência e misticismo?
Albert: A ciência é conhecimento objetivo e misticismo é experiência espiritual pessoal.
David: O que você atribui para sua longa vida?
Alberto: Eu não sei.

David: Você está esperançoso sobre o futuro, e qual sua previsão para a evolução futura da espécie humana?
Albert: Estou esperançoso sobre a evolução futura da espécie humana. Tenho esperança porque tenho a impressão de que mais e mais pessoas estão se tornando humanos conscientes, e que o espírito criativo, a que chamamos “Deus”, fala-nos através de sua criação - através da infinitude do céu estrelado, através da beleza e admiração dos indivíduos vivos da planta, o animal, e os reinos humanos.
Nós seres humanos somos capazes de entender esta mensagem, pois possuímos o divino dom da consciência. Isto liga-nos à mente universal e nos dá divina criatividade. Qualquer ajuda que significa expandir a nossa consciência individual aprimorando nossos olhos interiores e exteriores, a fim de compreender a mensagem universal divina irá ajudar a humanidade a sobreviver. Um entendimento da mensagem divina - na sua linguagem universal - trará um fim à guerra entre as religiões do mundo.

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Inventor do LSD é o maior gênio vivo
30 | 10 | 2007 08.39
Estudo sobre a genialidade coloca o químico Albert Hofmann no primeiro lugar, a par de Berners-Lee, o inventor do domínio www. Na lista dos cem maiores génios vivos, surgem nomes como Nelson Mandela ou Quentin Tarantino.
O que faz um génio ser o que é? Todos sabem que o cientista Steven Hawking é um génio. Mas o que tem Hawking para ser um génio? Será ele mais genial do que Zinedine Zidane, por exemplo?
As palavras são de Nigel Clark, director da empresa de consultadoria mundial Synectics, que elaborou uma lista dos 100 maiores génios vivos.
Os nomes da genialidade
O primeiro colocado do top 100 dos génios vivos é o químico suíço Albert Hofmann, inventor do LSD - o cientista trabalhava com derivados do ácido lisérgico, mas descobriu os efeitos do LSD ao ingerir sem querer um pouco da substância, começando de imediato a sentir sintomas alucinatórios - empatado com o britânico Timothy John Berners-Lee, o criador do World Wide Web (www).
Entre outros, a lista tem nomes como o Dalai Lama e Steven Spielberg (empatados no 26º lugar), e Bill Gates (na 43ª posição), os músicos Prince e Stevie Wonder (na 33ª e 49ª posição, respectivamente) ou ainda o realizador Quentin Tarantino, que encerra a lista das 100 personalidades geniais.
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Albert Hofmann, pai do LSD, morre na Suíça aos 102 anos
da Folha Online

Albert Hofmann, pai do alucinógeno conhecido como LSD (sigla para dietilamida do ácido lisérgico, em inglês), morreu nesta terça-feira (29), aos 102 anos.
Hofmann morreu em sua casa, na cidade de Basel, vítima de um ataque cardíaco, afirmou Rick Doblin, presidente da Associação Interdisciplinar de Estudos da Psicodelia, em uma notícia divulgada no site da instituição.
Hofmann, que nasceu em 1906 na cidade de Baden, descobriu o LSD em 1943, quando trabalhava nos laboratórios Sandoz, atualmente parte do grupo farmacêutico Novartis.
“Eu tive de deixar o trabalho e ir pra casa porque fui acometido por uma repentina sensação de desconforto e uma leve vertigem”, escreveu em um relatório, ao falar sobre sua primeira experiência com a droga.
Ele realizava experiências para desenvolver um estimulante circulatório e respiratório, quando descobriu a droga. Foi cobaia de sua própria descoberta.
“Tudo o que eu via estava distorcido como em um espelho ondulado”, afirmou, lembrando de seu retorno para casa. Três dias depois de sua primeira experimentação, Hofmann aumentou a dose e acabou em uma alucinação traumática, conhecida como “bad trip” (viagem ruim, em inglês).
O LSD é uma droga com efeitos alucinógenos e foi a mais consumida dentro do movimento hippie nos anos 60. Depois disso, acabou sendo proibida e perdeu popularidade até os anos 90, quando voltou à tona entre os fãs de música eletrônica.
“Trata-se de um produto muito especial que atua na consciência, que é, afinal de contas, o que nos distingue dos animais”, afirmou o químico, acrescentando que, sob os efeitos do LSD, “vemos, ouvimos e sentimos de forma diferente e intensa, mesmo com uma dose ínfima”.
Hoffman sempre defendeu sua descoberta. “Eu produzi a substância como um remédio.. não tenho culpa se as pessoas abusaram dele”, disse.
Entre 1947 e 1966, a Sandoz manufaturou o LSD em cápsulas e ampolas para utilização médica em tratamentos psiquiátricos e neurológicos, mas adquiriu uma má reputação por abusos em seu consumo –o que resultou no fim da produção.
Em declarações à imprensa de seu país, na ocasião de seus cem anos, Hofmann confessou não estar surpreso pelo fato de ter entrado para a história apenas por causa do LSD, apesar de ter feito outras descobertas.
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Vídeos sobre e de Albert Hofmann
ALBERT HOFMANN E GOA GIL: “O PAI, O FILHO e O ESPÍRITO SANTO NA MENTE”.
Homenagens Artísticas
5 mai
JOGUE FORA O SEU TAMBÉM!

O nosso último Avatar da Psicodelia foi Elizabeth Gips, aquela jornalista, lembram? Que entrevistou os grandes nomes do movimento psicodélico… Pois ela morreu, clique em leia todo o resto desse post e descubra porquê…
2 mai
O GRÃO CÓSMICO

30 abr
Avatares da Psicodelia
Esse post é ao mesmo tempo uma continuação do post sobre o DM Turner e um Avatar da Psicodelia novo sobre Elizabeth Gips. Você deve se perguntar porque gente como Timothy Leary ainda não foi explanada e a resposta é que ele é o senso comum quando se pensa em psicodelia, e assim como a jornada psicodélica é um flerte com o desconhecido, o Ayakamanakam prefere apresentar gente pouco conhecida pelos psiconautas brasileiros. Justamente por isso todo o material disponível nesse post é inédito em português, e provavelmente única referência nacional sobre esses 3 avatares. Mas para frente irei colocar mais informações sobre Elizabeth Gips e Paddy Long.
O DM Turner morreu jovem e no auge de sua pesquisa, mas nos deixou como presente 2 livros e uma única entrevista feita por Elizabeth Gips nosso avatar da psicodelia de hoje.
Obs: Ayakamanakam não é a favor, nem incentiva o uso de Substâncias Ilegais Psicodélicas ou não. Contudo o acesso à pesquisa e informação legal é um direito constitucional.
29 abr
25 abr
Vídeos de Terence Mckenna
Mais entrevistas dadas por Mckenna, se quiser saber mais sobre ele clica no link a seguir: Link a seguir.
22 abr
D.M. Turner: 1962-1997
O Avatar da Psicodelia escolhido para essa semana é DM Turner, um Psiconauta que tinha um futuro promissor na exploração da consciência, tendo chegado a níveis profundos de consciência e escrito dois livros que são essenciais para qualquer psiconauta. Fez de sua vida um projeto onde pesquisou e experimentou toda sorte de Psicodélicos e combinações entre eles, resultando em um Guia Psicodélico único. Estudou profundamente enteógenos como a Sálvia Divinorum, sobre qual escreveu seu segundo e último livro. Infelizmente pagou o preço cobrado aos pioneiros quando decidiu flertar com a Ketamina. Um psicodélico sintético que em troca de sua magia, cobra a sua liberdade e por vezes sua vida. DM Turner era uma pessoa esclarecida, mas foi vítima exatamente daquilo que pregava, a cautela com o corpo no uso da Ketamina. Ao ignorar sua própria recomendação injetou Ketamina em si dentro da banheira, foi uma péssima idéia.
22 abr
A BRUXA DE PORTOBELLO E A DANÇA DO AUSENTE
Faz algum tempo atrás eu li o livro “A Bruxa de Portobello” do Paulo Coelho. Este livro traz a história de Athena narrada pelas pessoas que conviveram com ela. Tudo ficção, lógico, mas a forma como o paulo coelho descreve a relação de athena com a dança é no mínimo revelador para nós Dançarinos do Ausente.
Por isso eu destaquei do livro os principais trechos que tratam dessa relação. Quem leu o post sobre a Dança do Ausente vai imediatamente reconhecer as diversas semelhanças entre os textos e perceber que a Dança do Ausente é universal, apesar de ganhar características próprias dependendo do contexto em que é aplicada.
Vamos ao Texto, lembrando que são trechos editados e reogarnizados numa sequencia não-linear que é infiel a estrutura original do livro…
20 abr
Raves no México: Caleidoscópio da Psicodelia Juvenil
Fala Ayakas, dada a nossa missão de conscientizar o movimento psicodélico brasileiro, estou traduzindo do espanhol para vocês um interessante livro mexicano que fala sobre as raves no méxico.
Como o livro é grande eu vou dedicar essa semana exclusivamente a postar as partes do livro já traduzidas por mim. Quando acabar a tradução irei fazer um Ebook em pdf para que possamos ter mais este conteúdo em nossa biblioteca.
Até agora eu traduzi até metade do cap. 1, segue a tradução…
ÍNDICE
INTRODUÇÃO………………………………………………………………….3- 7
1. ANTECEDENTES…………………………………………………………8- 19
1.1 Psicodelia
1.2 Música electrónica
1.3 Trance
1.4 Rave: movimento juvenil
1.5 Festas Rave no século XXI
1.6 Uso de drogas: Meio ou Justificação
1.7 Raves no México
2. OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE NO TEMPO E NO ESPAÇO….20- 28
3. FUNDAMENTOS IDEOLÓGICOS QUE DÃO FORMA À RAVE MEXICANA: uma nova forma de sociabilidade emotiva………………..29- 31
4. IDENTIDADE DO MOVIMENTO: sub-grupos e estéticas diversas……………………………………………………………………….31-32
5. A RAVE COMO RITUAL…………………………………………………32- 36
6. O SENTIDO UNDERGROUND E A SATANIZAÇÃO ADULTOCENTRISTA…………………………………………………….36- 37
CONCLUSÕES…………………………………………………………………..38-39
BIBLIOGRAFIA………………………………………………………………………4
ANEXOS
17 abr
10 abr
Declaração da Evolução por Dr. Timothy Leary, PH.D
Quando no decurso da evolução orgânica torna-se evidente que um processo mutacional é inevitavelmente dissolver o desenvolvimento físico e os vínculos neurológicos que ligam os membros de uma geração com o passado, e inevitavelmente orienta-os entre as espécies da Terra, a assumir, a estação da separação e da igualdade para a qual as leis da natureza e a Natureza de Deus intitulou-os, uma justa preocupação para com a harmonia das espécies exige que as causas da mutação devam ser declaradas.
Nós defendemos estas verdades para se tornarem auto-evidentes:
* Que todas as espécies são criadas diferentes, mas iguais;
* Que são dotados, cada um, com certos direitos inalienáveis;
* Que entre estes direitos são a liberdade de viver, liberdade para crescer, Liberdade e Felicidade para prosseguir em seu próprio estilo;
* Que para proteger estes direitos dado por Deus, as estruturas sociais naturalmente surgem, baseando a sua autoridade sobre os princípios do amor de Deus e no respeito de todas as formas de vida;
* Que sempre que qualquer forma de governo se tornar destruidor da vida, liberdade e harmonia, é o dever orgânico dos jovens membros dessa espécie em mutação, cair fora (Drop Out), para dar início a uma nova estrutura social, colocando as suas bases em tais princípios e organizando o seu poder na forma que pareça vir a produzir segurança, felicidade e harmonia para todos os seres sencientes.
9 abr
Albert Hofmann - minha criança problema (E-book)
Levity diz : “Grandess ayakas… sou frequentador do blog a um tempo antes dessa parceria com o plurall…rsrs gostaria de saber se vc pode disponibilizar (isso se ainda tiver né) o livro para o donwload “albert hofmann - minha criança problema” dese já agradeço…
ayakamanakam para todos!”
Fala Grão Levity, você é das antigas por isso seu desejo é uma ordem! Eu ia lançar ele na sessão avatares da psicodelia no post sobre o Albert Hofmann mas como você pediu e ele já existe pela net, eu upei ele pra ter mais um link na net pra download…
Fica combinado então que o próximo Avatar da Psicodelia vai ser o Albert Hofmann…
Como pode ser observado no trecho selecionado abaixo, o livro é um RELATO CIENTÍFICO não uma apologia ao uso de drogas ilegais, escrito por um Químico de renome que em 2007 foi considerado o maior gênio vivo do planeta, infelizmente hoje morto.
Neste livro Hofmann conta como sintetizou o LSD, como descobriu seu princípio ativo, a sua utilidade medicinal, como sintetizou a Psilocibina, seu encontro com Timothy Leary, seu encontro com Maria Sabina, sua experiência com Sálvia Divinorum, a descoberta do LSA e muito mais…
9 abr
Kali Yuga
Que isso companheiro?
Navegando na internet descobri um conceito interessante - Kali Yuga.
Yuga quer dizer era e a Kali Yuga seria a quarta de 4 eras que de acordo com hinduísmo se repetem em ciclos. São elas Satya Yuga, Tretâ Yuga, Dvapara Yuga e Kali Yuga. O Interessante é que cada era possui subciclos em que cada uma das 4 eras acontecem dentro da era vigente. A Kali Yuga, por exemplo, começa como Kali Kali em seguida teremos a Kali Sátia e assim sucessivamente até o fim da Kali Yuga e retorno a Sátia Yuga.
6 abr
Histórico Ayakamanakam
Loucos, Senhores, Doutores. Lindos, Santos, Artistas. Daimistas, Músicos, Tranceiros. Intelectuais, Místicos, Ayakas, Ocultistas. Todos Hoje Conhecem o Ayakamanakam!
No dia 2 de Abril o Blog Ayakamanakam completou 2 meses de Luz, Sonho e Dança. Apesar do pouco tempo podemos nos orgulhar da enorme quantidade de conteúdo colocado aqui, por isso fiz um review desses primeiros 2 meses e das sessões que estreiaram no blog.
É preciso agradecer ao Wilmar pelo espaço dado, ao Claudio Martins por ter lidado com a parte técnica e a todo vocês Ayakas por acreditarem no Ayakamanakam. A Estrada vai além do que se vê!
AYAKAMANAKAM
Nesta sessão você fica sabendo tudo sobre o Ayakamanakam. Sua História, suas idéias e principalmente como praticar o Ayakamanakam.
A Liga do Sacramento Divino Ayakamanakam Adverte
AVATARES DA PSICODELIA
Nesta sessão você conhece os principais nomes do movimento psicodélico.
CULTURA PSICODÉLICA
Nesta sessão você encontra tudo sobre os Sacramentos Psicodélicos, Arte Psicodélica, Música Psicodélica, Teorias Psicodélicas, e sobre a história da Psicodelia em geral.
Internet e a Comunidade Psicodélica
Diálogo entre Aldous Huxley e Timothy Leary
TRILHA SONORA AYAKAMANAKAM
Nesta sessão você encontra Djs Sets, criados pelos melhores Dj/Produtores da cena psicodélica atual, exclusivamente para o Ayakamanakam. No futuro, quem sabe, poderemos contar com produções exclusivas para o Ayakamanakam.
LITERATURA AYAKAMANAKAM (E-BOOKS)
Nesta sessão você encontra livros e mais livros para download, todos eles voltados para a cultura psicodélica. Caso alguém se sinta ofendido, ou queira fazer valer os seus direitos autorais fique a vontade para solicitar a retirada dos links, mas não se esqueça que o objetivo aqui é prorpocionar o acesso a informação para o maior número de pessoas possíveis, não há lucro envolvido.
Terapia Psicolítica (Psicodélicos)
QUADRADOS MÁGICOS (HQs)
Nesta sessão você encontra Revistas e mais Revistas para Download, todas elas voltadas para a cultura psicodélica. Caso alguém se sinta ofendido, ou queira fazer valer os seus direitos autorais fique a vontade para solicitar a retirada dos links, mas não se esqueça que o objetivo aqui é prorpocionar o acesso a informação para o maior número de pessoas possíveis, não há lucro envolvido.
As Fabulosas Aventuras dos Freaks Brothers
VIDEOTECA AYAKAMANAKAM
Nesta sessão você encontra vídeos encontrados pela internet, todos eles voltados para a cultura psicodélica e afins.
REDUÇÃO DE DANOS
Nesta sessão ensinamos como reduzir os danos causados por substâncias psicoativas.
Redução de Danos em Festas Raves
HUMOR
Nesta sessão você encontra motivos para dar uma risadinha.
INTERVALO COMERCIAL
Aqui estão as propagandas e anúncios feitos pelo blog. A maioria das promessas não cumpridas estão aqui também hahaha.
Se alguém tiver alguma sugestão de Sessão, ou possua material (Imagens, Ebooks, Vídeos, Textos, Áudios) voltados para a cultura psicodélica e queira compartilhar conosco, deixe um recadinho aqui com seu e-mail que entraremos em contato!
2 abr
Em 1960, um diálogo entre Aldous Huxley e Timothy Leary:
-Todas essas drogas cerebrais produzidas em massa nos laborátórios provocarão mudanças enormes na sociedade. E isso vai acontecer independentemente de mim ou você. Tudo o que podemos fazer é espalhar a notícia. O maior obstáculo para a evolução, Timothy, é a Bíblia.
- Não me recordo de nenhuma discussão sobre drogas cerebrais na Bíblia.
- Você se esqueceu dos primeiros capítulos de Gênesis? Jeová disse para Adão e Eva : ‘Eu contruí esse refúgio maravilhoso a leste do Éden. Vocês podem fazer o que quiserem, exceto comer do fruto da árvore da Sabedoria’.
- Foi a primeira substância controlada.
- Exatamente. A Bíblia começa com uma lei antidrogas.
26 mar
DANÇA DO AUSENTE
Você começa Dançando e acaba Dançado…
A Dança do Ausente é uma Dança Mística que acontece durante a Experiência Psicodélica quando o sujeito atinge um Estado de Consciência Expandida Ayakamanakam (Ex: Transe Psicodélico). Ela se caracteriza pela ausência, total ou parcial, de consciência do sujeito em relação aos movimentos do corpo. O controle dos movimentos é então assumido pela música ou pela própria experiência. Podemos dizer que na Dança do Ausente você não dança a música, a música que dança você.
19 mar
A seguir no Ayakamanakam:

Dança do Ausente ao redor do mundo by Matt
Sorte de Hoje: “A minha verdade pode não ser a sua, mas a sua verdade pode não ser a minha.” Bruce Lee
16 mar
TRILHA SONORA AYAKAMANAKAM by FLICT

Olá Ayakas, Freaks, Psiconautas e Amantes da boa música esse post é para vocês.
O Ayakamanakam (O Todo Ayakamanakam) sempre teve uma ligação estreita com a música. A Música no Ayakamanakam é um elemento chave, ela funciona como um indutor ao transe psicodélico, uma porta para a expansão da consciência, uma criadora de paisagens e cenários internos e como facilitadora da Dança do Ausente.
Para que a música assuma essa função é preciso que o Ayaka abandone seus pensamentos e deixe que a música se torne sua Consciência. Quando o Ayaka se torna a música ele experimenta a maravilhosa sensação de ser transportado para uma nova dimensão sonora. A música parece estar viva e se comunicando com você, você literalmente cai para dentro de si e entra no universo da música. Cada Música é um universo em particular para ser experimentado.
Um Dj Set é a reunião de diversos Universos e a função do DJ, do músico e do artista é selecionar esses universos e guiar você através deles de forma que haja um encadeamento lógico, para que das partes se obtenha um todo e que esse todo funcione como uma Jornada. Essa jornada é vivenciada por você e construida pelo criador do Set, show, live…
Para que essa jornada tenha como finalidade penetrar o Reino do Ayakamanakam (Estado Ayakamanakam de Consciência Expandida) é preciso que ela tenha sido criada com esta intenção por alguém que já tenha estado lá e que compreenda o Ayakamanakam.
E é isso que essa nova Sessão do Blog oferece: Jornadas criadas com o intuito de te conduzir até um Estado Ayakamanakam de Consciência Expandida. Essas jornadas são criadas exclusivamente para o Ayakamanakam pelos melhores Djs, músicos, artistas, da Cena Psicodélica Atual e disponibilizadas no Blog para que você faça o download e a utilize como ferramenta para induzir o Ayakamanakam, como Trilha Sonora de seus rituais Ayakamanakam ou experiências subjetivas, ou a utilize como um ouvinte normal de boa música psicodélica.
Para Estreiar a sessão em grande estilo o nosso amigo FLICT arrombou as portas da percepção para nos apresentar a sua versão sonora do Ayakamanakam.
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Ayakamanakam by Flict DJ Set
Style: Ambient / Downtempo / Experimental
MP3 192 e 320kbps
Tracklist:
1- Grains of Sound: Ketaesthetic
2- Mauxuam: ∞ - 1
3- Peaking Goddess Collective: Star Peace
4- Warp Technique: History Of Dreams
5- Chronos: Mayan Artifact (Part 1)
6- Hol Baumann: A Forgotten Ritual
7- Androcell: Spectral Processor
8- Capsula: Salviation
Download:
Ayakamanakam by Flict 320 kbps (Recomendado)
Ayakamanakam by Flict 192 kbps
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BiograFlict:

Flict começou sua carreira de DJ em 2003, quando foi estudar música em Londres. Movido pela forte cena underground psicodélica da Inglaterra começou a se apresentar em diversas festas e squats.
Atualmente tem como missão a maior valorização do chill-out como filosofia de vida e estilo musical, já que no Brasil este sempre acaba ficando em segundo plano. Defende que o chill deve ser tão, ou até mais, psicodélico do que o trance.
Já conseguiu levantar esta bandeira em grandes festas como Universo Paralello, Trancendence, Khan Altay (Sibéria), Respect e Cachoeira Alta.
Booking:
djflict@gmail.com
Myspace:
http://www.myspace.com/flictdj
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Aproveitem que é exclusivo!
15 mar
Empatogênicos x Psicodélicos
Sem querer me gabar, mas o ayakamanakam é agora a única fonte sobre o termo Empatogênico em português. Procura no google só que você não vai achar nenhum texto informativo, o que me leva a infelizmente confirmar a supremacia do inglês em termos de informação disponível…
A Explanação desse tópico torna visível a real diferença entre Psicodélicos e Fritos em termos comportamentais e subjetivos, e aonde os dois se encontram e se complementam. Entendendo como o empatogênico revela o usuário, você também compreende porquê seu consumo se tornou tanto um problema quanto um fetiche em cenas como as raves.
Empatogênicos

Os termos empatogênico e entactogênico são diferentes termos utilizados para descrever uma classe de drogas psicoativas que produzem distintivos efeitos sociais e emocionais semelhantes aos do MDMA (”ecstasy”). Outros possíveis membros desta classe são GHB, MDA, MDEA, MBDB, BDB, MDMC (bk-MDMA), bk-MBDB, EIA, e AMT. Entactogênicos são muitas vezes citados erradamente como grandes alucinógenos ou estimulantes, embora os seus efeitos muitas vezes tenham um pouco dessas características.
O termo “empatogênico” foi cunhado em 1983 por Ralph Metzner para designar agentes químicos que induzem sentimentos de empatia. “Entactogênico” foi cunhado por David E. Nichols como uma alternativa ao “empatogênico”, tentando evitar o potencial de associação imprópria deste último com conotações negativas relacionadas com a raiz grega “pathos” (sofrimento); Nichols também achou que a palavra era limitada, e que não abrangia outros usos terapêuticos para os medicamentos que vão além dos sentimentos de empatia. A palavra “entactogênico” é derivado da raiz “en” (grego: dentro) “, tactus” (latim: toque) e “gen” (grego: produzir).
Estas drogas parecem produzir um espectro de efeitos psicológicos diferentes dos principais estimulantes, como anfetaminas e metanfetaminas ou de grandes drogas psicodélicas, como o LSD ou Psilocibina. Como está implícito no nome, usuários de entactogênicos dizem frequentemente que estas drogas produzem sentimentos de compaixão, amor e proximidade emocional com os outros. (Re-interpretação de um wikitexto em inglês, abaixo já é um novo texto)
Empatogênicos não têm um efeito alucinógeno. Raramente eles levam a regiões transpessoais extremas e, via de
regra, eles não despertam experiências perinatais também. Eles são freqüentemente mais efetivos na área diária da
personalidade, que eles ajudam a tornar mais transparentes e que obviamente nos ajudam a obtermos insights. Um bom
empatogênico não têm efeito em si, funcionam apenas como catalizadores, que faz com que o padrão de
condicionamento do indivíduo fique mais visível. Ao se abrir um pouco a cortina do inconsciente aparece o que quer
que esteja por baixo da superfície. Por esta razão, cada experiência com estas substâncias é única e não pode ser
repetida; uma boa substância não produz nenhum efeito por si só, apenas torna visível para uma pessoa em que ponto
ela está em relação ao seu desenvolvimento e seus sentimentos.
Farmacologicamente os empatogênicos, no tocante a seu efeito nos sistemas biológicos, é considerado o protótipo
de uma nova classe de agentes que, como se diz, pode esclarecer sentimentos. Não é uma substância psicodélica.
Praticamente nunca leva a distorções visuais ou auditivas, como outras substâncias relacionadas a ela. Ao contrário,
aumenta em muito a capacidade empática de uma pessoa, com perturbações mínimas dos processos sensoriais normais
e por esta razão parece uma ferramenta ideal na psicoterapia. É particularmente ideal para os primeiros passos no
percurso. Assim que for criada base suficiente para confiança, ela pode ser usada num cenário apropriado. É também,
contudo, útil como companhia nos longos períodos de estradas turbulentas antes de ser substituído pelo psicodelico, um
ajudante que pode ser usado acima de tudo em ocasiões especiais ou no fim da jornada, como devemos ver mais
adiante.
É bem difícil descrever a maneira como tais substancias funcionam porque ela tem a ver com percepções intuitivas
e não com palavras. Regressões profundas, que ocorrem com psicodelico, acontecem ocasionalmente, mas quase não se
tem registros. O cliente na maioria das vezes experiencia muitos insights apenas relacionados com sua atual situação de
vida, voltando às vezes à infância; experiências de nascimento e aspectos de situações perinatais são mais difíceis de
acontecer. A substancia parece afrouxar, temporariamente, as resistências e barreiras contra os insights em regiões e
relacionamentos intuitivos, tornando possível se trabalhar com experiências não resolvidas e emocionalmente
bloqueadas. Via de regra, pode-se reconhecer uma grande melhora na comunicação tanto ao nível de intuição verbal
como no de intuição direta. Auto estima e uma forma positiva de encarar a vida são encorajadas. A expansão da
perspectiva espiritual, por um lado, e o aumento da afeição e do calor humano entre os participantes, por outro,
geralmente leva a um claro e continuo alívio relacionado a problemas originados no passado. Como resultado, o uso de
substancias viciantes é também freqüentemente muito reduzida.
Psicodélicos

Substâncias psicodélicas na verdade não funcionam como alucinógenos também, razão pela qual eu prefiro não
usar o temo alucinógeno de forma nenhuma. Elas funcionam assim apenas quando o usuário tende a fragmentar seus sentimentos e a projetá-los. Assim que ele tenha aprendido a reter suas energias dentro de si, as alucinações, e
finalmente, as imagens internas em geral param. Por causa disto, é provavelmente melhor falar em termos de
substâncias psicodélicas ou psicolíticas. Elas também, enquanto forem úteis, agem apenas como catalisadoras.
Anfetaminas, por exemplo, são substâncias que não são adequadas para terapia, por que além de seu efeito
catalisador elas parecem ter um forte efeito especifico da substância. Seu efeito catalisador é enormemente falsificado
através da especificidade inerente à substância. Anfetaminas induzem fortes sentimentos de onipotência e induzem uma
visão mecânica do mundo.
Testar um substancia é bem difícil porque você precisa experienciá-la várias vezes e ter a capacidade de realmente
diferenciar e distinguir entre o que vem da substancia e o que vem da personalidade. Não há outro instrumento com o
qual explorar isto, além da sensibilidade e do espírito humano, que são contudo, ao mesmo tempo os objetos da
pesquisa.
Substancias psicodélicas, acima de tudo em altas doses, levam rapidamente, para fora do campo diário e abre largas
portas para as regiões inconscientes, a fim de que o usuário possa ter experiências que parecem muito estranhas para
ele. substâncias psicodélicas levam acima de tudo para regiões transpessoais e geralmente trazem à tona experiências
perinatais. Por causa de sua intensidade, o cliente é normalmente pego despreparado, especialmente no inicio do
tratamento, tanto que ele nao consegue integrar emocionalmente a experiência, rejeitando-a. Elas facilmente aparecem
como alucinações, as partes do ser que foram separadas, sendo vistas como ameaças vindas do externo.
Substancia psicodélicas, da mesma forma, fazem uma pessoa ficar muito sensível e cheia de insights, mas
primeiramente a pessoa é na maioria das vezes abarrotada de percepções que freqüentemente não conseguem ser
suficientemente integradas e são portanto perdidas novamente.
Por causa destas diferentes formas de agir, empatogênico e psicodelico não podem ser usadas na mesma área de
indicação. Enquanto o psicodelico pode ser primeiramente usado em tratamentos progressivos, para ajudar com a morte
e transcendência do ego, o empatogênico é suficiente para embarcar na psicoterapia, não apenas para esclarecer as
primeiras perguntas mas também para a integração das partes separadas da personalidade, que por sua vez levam ao
fortalecimento do ego, ou melhor ainda , ao fortalecimento da personalidade. Se apenas uma substancia estiver ao seu
dispor, contudo, ela pode ser sempre usada como substituto já que a eficácia é fortemente dependente da orientação
terapêutica, do contexto pessoal e do cenário. No fim do tratamento, quando todas as resistências foram em grande parte
enfraquecidas e quebradas, as maiores diferenças na forma como estas substâncias funcionam também desaparecem.
Assim que a entrada para o núcleo da personalidade é liberado de alguma forma, o consumos destas substancias levam
muito rapidamente a esta região. O fato de experienciar este espaço interno não depende de que trilha você percorreu a
fim de chegar e portanto não depende também da substancia em si; apesar da experiencia ser sempre nova, é também
sempre a mesma.
Empatogênico é especificamente indicado para pessoas com fobias e todas aquelas com tendências paranóicas.
Psicodelico se presta menos nestes casos, como tais pessoas tendem a se perderem em suas visões internas e a se
sentirem bem com isto, mas é precisamente ao fazerem isto que elas evitam seus problemas atuais de medo da
intimidade ou medo de entrar em relacionamentos. O empatogênico os confronta de forma mais forte neste plano e por
esta razão faz com que tenham medo. Enfrentar este medo os cura. Por esta razão, empatogênico é a escolha certa para
o tratamento deles.
A fim descobrir o modo de operar do empatogênico e do psicodelico mais precisamente, eu devo descrever algumas
de minhas próprias experiências. Eu me familiarizei com empatogênico depois de já ter tido experiências por muitos
anos com os psicodelicos. Com a ajuda de tais substâncias eu finalmente penetrei em todos os estados de consciência
ao ponto que consumir estas substâncias nao me trazia novas experiências, apenas as vivenciava mais intensamente do
que no meu dia a dia normal ou que eu achava ser o dia a dia normal na época. As experiências mais profundas que eu
tinha tido sob a influencia do psicodelico foram aquelas nas quais eu parecia ter me tornado único com todo o universo,
no qual eu conseguia capturar toda a expansão do espaço cósmico em mim e no qual eu me tornei uma parte do
processo que incessantemente cria o cosmo e tudo que ele contem, do nada.
Estas experiências me atraíram tanto que no inicio eu não queria voltar destes reinos para a realidade da vida diária
e ficava deprimido com a desesperança e a mesquinhez de nossa vida neste planeta. Mais tarde isto foi revertido. Eu
tinha medo destas experiências exatamente por que ela ameaçavam me alienar demais de minha existência material e
ficava preocupado em não conseguir gerenciar adequadamente isto, caso parecesse muito insignificante para mim.
Mais tarde, quando eu fiquei conhecendo o empatogênico, eu pude resolver este profundo dilema e suprir os elos
que faltavam na corrente. O psicodelico tinha me levado muito rapidamente ao domínio de unificação cósmica antes de
eu chegasse a um acordo com a desesperadora situação do nosso mundo diário. Isto levou a um desejo temporário de
morte e mais tarde, como minha vontade de viver era muito forte, a um bloqueio destas experiências.
O empatogênico trouxe a tona uma completa reconciliação com o nível de existência corporal. Ele conseguiu
liberar os aspectos aprisionados de amor e de sensibilidade ao nível humano, que levou a grandes mudanças em meus
relacionamentos, sobretudo com homens, mas também com mulheres e mais uma vez com a natureza e com meu trabalho, assim como também com relacionamentos sociais.
A Terra definitivamente deixou de ser um vale de sofrimentos e se tornou um lugar feliz e agradável. Eu reconhecia
cada vez mais oportunidades de levar uma vida harmoniosa, sem conflitos, no meio da confusão, mo meio do
sofrimento em si, que nos circunda. Eu entendi ainda mais claramente que nós temos um paraíso absoluto neste planeta
se o reconhecermos, e que este paraíso já está ai para quem quiser perceber; está ai junto ao tumulto com o qual temos
que simultaneamente encontrar uma forma de lidar. Que esta atitude mais positiva e afirmativa e especialmente a atitude
de afirmar nossa existência material e sensual se tornarem possível, tinha a ver essencialmente com o fato de que o
empatogênico me levava a regiões bem concretas de minha vida diária e me mostrava claramente onde os velhos
padrões de disposição para sofrer, de tabus, proibições, sentimentos de culpa e assim por diante ainda funcionavam e
estragavam a minha alegria de viver.
Quando eu entrei mais uma vez em contato com o psicodelico depois de algum tempo, e depois destes sentimentos
positivos terem sido integrados, eu tive experiências totalmente novas. A primeira vez, eu tive a oportunidade de dirigir
uma sessão no exterior na companhia de algumas pessoas. Era uma reunião que preenchia todos os requisitos para uma
experiencia profunda, e realmente foi. Nesta época eu também experienciei a união com o universo, eu absorvi a
infinitude do espaço, participei tanto do processo de criação como do poder destrutivo de renovação dos eventos
primitivos do universo. Havia, contudo, uma diferença essencial das primeiras experiências de natureza similar. A
alegria, o imenso amor do qual o cosmo foi feito era o mesmo que preenchia minha existência material. Estar lá era o
mesmo que estar aqui. Não havia mais desejos. Eu não queria ir para lá por que não gostasse daqui; o aqui e o lá haviam
se tornado a mesma coisa. Ao contrario, eu estava prazerosamente repleto de vontade de sempre retornar de lá para cá,
em nosso mundo material, já que era aqui que estava o sentido para mim e meu chamado. O conhecimento de que como
parte do todo eu nunca posso estar completamente feliz enquanto outros sofrem me preenchia mais que nunca e ao
mesmo tempo a tarefa de ajudar as partes aprisionadas a se libertarem se tornou mais um ato de alegria, que eu escolhi
de boa vontade do que um peso que eu tinha que carregar.
A unidade de estar lá e aqui ao mesmo tempo, está comigo deste então e tem se aprofundado através das
experiências com psicodelico. Em minha vida diária, ela se manifestou através de uma crescente harmonização de todas
as regiões do meu ser. A possibilidade de realmente viver aqui no paraíso, de ir adiante no meio do sofrimento, e de ser
realmente feliz, ficou ao alcance. Eu também experienciei o significado de sincronicidade com um maior entendimento,
o que significa ser guiado pela vida, experienciar o sentimento de estar em boas maos dentro de um processo infinito
que está totalmente ao meu dispor, no qual eu posso me deixar ser levado e que simultaneamente me convoca a assumir
tarefas de liderança, até o ponto em que eu estou pronto para me conectar com ele.
Isto não significa que todos as dificuldades desapareceram, que elas poderiam desaparecer definitivamente de
minha vida. O conflito termina quando eu paro de produzir discrepâncias em minha mente. Quando eu me certifico que
precisamente tudo em que eu me envolver, no tocante a mim mesmo e àqueles com quem eu me relaciono, esteja certo.
Então o conflito desaparece completamente de minha vida. Porém a0
9 mar
E lá vamos nós mais uma vez na missão de divulgar uma personalidade do movimento psicodélico.
Os Ayakas e Psicodélicos que alguns posts atrás ficaram sabendo tudo sobre Terence Mckenna, baixaram livros dele e viram ótimos vídeos, agora irão ter a mesma experiência com outro homem de suma importância pro Movimento e para a Sociedade Psicodélica, Stanislav Grof, o nosso Avatar da Psicodelia da semana…
Clique em Leia Todo o Resto e saiba tudo sobre o Homem que fundou a psicoterapia com LSD.
Como o tópico vai ser grande eu vou dividir ele nesse pedaço do Post em Edits:
Edit 1: Introdução de Hofmann
Edit 2: Quando o impossível acontece: aventuras em realidades não-ordinárias por Stanislav Grof
Edit 3: Três livros do Homem Traduzidos
Edit 4: Microbiografia
Edit 5: Respiração Holotrópica e Psicologia Transpessoal
Edit 6: Psiquiatria da nova consciência - Reportagem com Stanislav Grof
9 mar
… Ou as maiores Palas da Psicodelia.
“Você cai num espaço. De alguma forma, você pode dizer que é subterrâneo. Existe uma sensação de enclausuramento, mas ao mesmo tempo o espaço é amplo, aberto, caloroso, confortável de uma forma muito sensual, material. Há entidades totalmente formadas, não há dúvidas de que essas entidades estão lá. Enquanto isso você diz, “Batimentos cardíacos? Normais. Pulso? Normal.” Mas sua mente está dizendo, “Não, eu devo ter morrido, é muito radical, muito, muito radical. Não é a droga, drogas não fazem coisas assim”, e você continua vendo o que está vendo. A droga nos tenta revelar qual a verdadeira natureza do jogo. Que a dita realidade é uma ilusão teatral. Então você quer encontrar seu caminho até o diretor que produz a realidade, e discutir com ele o que acontecerá na próxima cena.”
Terence Mckenna sobre a Experiência Psicodélica
4 mar
“O Futuro é Mental”
Terence Mckenna
A Internet e a Comunidade Psicodélica

Esse tópico toca em um assunto muito delicado, os Enteógenos.
2 mar
1 mar
28 fev
Hello Ayakas Freaks
Estou estreiando uma nova sessão aqui no blog. Agora eu vou postar umas Hqs de vez em quando por aqui, vou procurar colocar umas coisas voltadas para a contracultura psicodélica…
Vou colocar umas coisas tipo fritz the cat, vou botar bastante robert crumb, sandman, angeli e vou abrir a sessão com freak brothers…
http://rapidshare.com/files/68176290/As_fabulosas_aventuras_dos_freak_brothers.rar
25 fev
Clique Aqui para ENTRAR e fazer parte da Comunidade AYAKAMANAKAM no ORKUT!
(Clique na imagem para AMPLIAR)
Em Breve no Blog …
(Clique na imagem para AMPLIAR)
25 fev
Desculpem a demora para repostar, mas não pensem que o Blog ficou inativo durante esses quase 20 dias ou mais. Tivemos 5 Edits importantes no post do Terence Mckenna. Com os edits agora a gente tem um mega post sobre o Terence Mckenna com muita informação fundamental, verdades e segredos revelados…
Um Ponto de Luz e Referência na Internet. Com Certeza muitos psiconautas, seguindo as trilhas de sua consciência passarão por aqui e irão parar para olhar esta Placa escrito Terence Mckenna…
Nos próximos posts, Coloco aqui senão eu esqueço, eu vou Explanar o Calendário Ayakamanakam, o Glossário Ayakamanakam, Kaaya - O Código Ayaka, As 5 Liberdades Ayakamanakam e mais muito mais…
Iremos também analisar as 6 afirmações de Grão Oniro sobre o Ayakamanakam.
As 6 Afirmações de Oniro são:
Ayakamanakam é Todo
Ayakamanakam é Honestidade
Ayakamanakam é Conhecimento
Ayakamanakam é Luz
Ayakamanakam é Sonho
Ayakamanakam é Dança
Neste post Começaremos pela primeira afirmação…
8 fev
Conheça Terence McKenna…
Clique em Leia mais e saiba tudo, leia os livros, veja os vídeos, e observe as imagens desse fantástico avatar da psicodelia!
Edit: Já coloquei os vídeos espalhados pelo post, falta o E-Book e alguns vídeos que ficaram faltando! Aproveitem…
Edit 2: Agora vou colocar o link dos livros para Download.
Edit 3: Estou colocando mais vídeos para vocês assistirem no you tube, e é tudo, foi tudo que consegui reunir de Terence Mckenna!
Edit 4: Artigo Sociedade Psicodélica no final do post…
Edit 5: Vídeo A Natureza Ama Coragem e Livro Retorno a Cultura Arcaica (25/02/09)
8 fev
Para o pessoal que chegou da Euphoria…

Você que chegou da Euphoria deve estar cansado, eu sei que foi só 12 horas e isso é pouco para quem já curtiu mini festivais de 24 horas. Parece que quando você tá começando, a festa acaba. É foda, a sensação quando o som para é a de que seu coração para junto. Até porque as vezes acaba do nada, aí fica aquele silêncio, aquele silêncio insuportável porque através dele você contempla o vazio, os sorrisos falsos, as pupilas dilatadas e o lixo no chão. A Grama é Lama. Nessas horas até o toque do celular te consola. Felizes são os donos de um iPod!
Mas aí surge o primeiro som vindo do estacionamento. Corre todo mundo para lá. Todo mundo dançando em volta do carro. É como se você estivesse em um filme, tudo parece meio emborrachado, plastificado, e tudo parece estar no lugar exato onde deveria estar, como se houvesse uma intenção por traz de tudo. Como se a qualquer momento fosse aparecer um Diretor falando corta e todos fossem parar de Atuar.
Mas aí chega o segurança e fala “Circulando, Circulando!”, a galera protesta mas se rende e parte geral pro posto de gasolina mais perto e depois uma After. A festa nunca para! A festa nunca termina.
7 fev
Introdução ao Blog
No Post anterior eu fiz uma pequena Introdução ao Ayakamanakam. Nele expus algumas idéias e conceitos que moldam o Ayakamanakam, mas acredite ainda preciso lhes contar muita coisa. Mas vou contar aos poucos, como pretendo postar com frequência e como o Blog não vai acabar amanhã não pretendo bombardear vocês com Doses massivas de Ayakamanakam!
Cultura Psicodélica para o novo milênio, está escrito lá em cima.
3 fev
“Veja o ego morrer, o sol nascer, o vento passar e a onda bater “
(Grão Orion, Ano 100 DDH*)
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Cap. 1 – O QUE É AYAKAMANAKAM?
“Ayakamanakam é luz, sonho e dança” (Grão Oniro)
Muitos de vocês já devem ter se perguntado, ora mas que raios é esse negócio de Ayakamanakam. Provavelmente você leu em algum texto, ou alguém que você conhece soltou essa misteriosa palavra.. Se você freqüenta o Fórum você provavelmente já teve um maior contato com essa palavra, mas oras que raios de palavra esquisita é essa? Então você foi lá no Google procurar uma resposta e você não encontrou absolutamente nada que te levasse para fora do Plurall….
Pois é, O Motivo disso é que não existia Ayakamanakam antes do Plurall.
AYAKAMANAKAM NÃO é uma RELIGIÃO, NÃO é uma SEITA e muito menos um grupo de AUTO-AJUDA…
O Ayakamanakam é antes de tudo um Estado Alterado de Consciência (EAC) caracterizado inicialmente pelo aumento da percepção e dos sentidos. Com os sentidos ampliados e potencializados, podemos obter uma maior compreensão da realidade ao nosso redor, assim como uma mudança na percepção de estruturas e das hierarquias sociais. Em um momento mais profundo acontece a dissolução do ego, isso provoca uma perda de contato com a noção do eu. Você sente que sua consciência está livre da prisão do corpo e você tem a experiência do todo. Ao entrar no Ayakamanakam você abre as portas até então trancadas do seu Inconsciente, ao abrir essas portas você descobre um mundo novo de Imagens, Arquétipos e Símbolos que falam sobre você. Esses Arquétipos muitas vezes se manifestam em formas de alucinações visuais, auditivas, ou cinestésicas e são normalmente confundidos com entidades, deuses ou monstros e etc… mas não, é apenas o inconsciente conversando com você através de sua própria linguagem, a linguagem dos símbolos. Se você souber decifra-los e lidar com eles você irá sair do Ayakamanakam renovado, se você não souber é grande a possibilidade de você sair com mais perguntas do que entrou…
Quem busca o Ayakamanakam está buscando 3 coisas, Consciência de Si Mesmo, Consciência Cósmica e a Verdade Interior…
A Verdade Interior é um conceito um tanto quanto subjetivo e varia de pessoa para pessoa.. No entanto, assim como para os outros dois, existem algumas técnicas.
O Ayakamanakam pode ser alcançado de diversas maneiras, por exemplo a meditação. Porém existem 3 maneiras oficialmente reconhecidas para se atingir o Ayakamanakam, a Dança do Ausente (Shakalaka-lá), a Hipnose Cósmica e o Titereio.
Isso será discutido mais a frente, mas é preciso considerar que:
O Ayakamanakam é um Estado Alterado de Consciência que pode ser conseguido através da Dança do Ausente, da Hipnose Cósmica e nos Titereios.
2- A TEORIA AYAKAMANAKAM Leia o resto deste post »
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