Os demônios e os aprendizados

Posted by Renan Reis on fevereiro 4, 2009 | 4 Comments

Visão

Dentro das práticas enteogênicas podemos encontrar diferentes formas de obstáculos, seja o medo, a “loucura espontânea” ou a completa decepção com o que se viu e com o que se vive. É muito comum ouvirmos falarem que plantas como as daturas e a amanita muscaria (sem contar quase todos os enteógenos e sintéticos alucinógenos) somente provocam aquilo que chamamos de “bad trip”.

Entretanto, podemos encontrar outra visão se formos procurar pelo conhecimento antigo ou até mesmo se formos procurar por Thimoty Leary na obra “A Experiência Psicodélica”. Seguindo esta perspectiva, podemos ver estas “bad trips” como um dos aspectos do que Carlos Castaneda definiu como “realidade não comum”. Este “aspecto’ seria a própria manifestação do que compõe o “pólo negativo” da realidade, o “lado negro da força”, o “mal” necessário para haver o “bem”. Ou seja, são aspectos elementares do que constitui a realidade como um todo e se fazem presentes em nós.

O que todos temos que ter em mente com estas “bad trips” é que muitas não passam de arquétipos presentes em nosso subconsciente. Aprender com elas é quebrar estes aspectos, é moldar o paradigma da realidade de modo a permitir que ela (a “bad”) se mostre de forma pura.

A primeira emoção que sentimos com as “bad trips” provocadas por diversos enteógenos é o medo. Este é o primeiro inimigo do indivíduo que busca o caminho do conhecimento. Medo este que se entende como o receio de perceber que tudo aquilo no qual se viveu e acreditou podem ser completamente desconexos com aquilo que se esta experimentando.

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