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Antigo 11-03-2010, 14:20
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Padrão Se não agirmos vão roubar nossos Royalties

Amigos do Plurall (principalmente do estado do RJ)

Ontem foi aprovada na câmara dos deputados em Brasília uma emenda que divide os royalties e participação na exploração do petróleo mesmo fora do pré-sal.

Infelizmente esse assunto não é de interesse de muita gente dentro de nossa tribo tranceira, mas não consigo me calar...

Caso essa emenda seja aprovada no Senado e pelo presidente Lula, o Rio de Janeiro vai ter suas receitas anuais reduzidas em nada mais nada menos que 4,8 BILHÕES de reais. O governador Sérgio Cabral ja se manifestou contrário à esse absurdo que inclusive vai afetar nosso serviço público. Nossa educação, saúde, segurança pública.... todos os serviços públicos terão reduções de orçamento e muitos serviços podem até ser extintos.

A emenda logicamente foi criada por um deputado de outro estado que está de olho em faturamento sem ter muito direito. No caso o deputado Ibsen Pinhiero do PMDB-RS.

Os mais sensatos juram que caso essa emenda passe no senado o Lula veta na hora, mas não custa a manifestação popular carioca em pról do que é nosso.

É bom deixar claro que nas leis atuais todos os estados e municipios ja tem sua fatia no bolo, visto que o petróleo também é da União, mas do jeito que querem deixar, vai ter estado ganhando horrores sem mover uma palha, ao passo que nosso estado vai perder BILHÕES anualmente, mesmo tendo toda uma responsabilidade e representatividade na produção de petróleo no país.

Abaixo a matéria para maiores esclarecimentos

PAZ


G1 > Política - NOTÍCIAS - Câmara aprova emenda que divide royalties para Fundos de Participação

Câmara aprova emenda que divide royalties para Fundos de Participação

Proposta aumenta montante a estados e municípios não produtores.
Projeto trata da mudança de modelo do pré-sal e segue para o Senado.

10/03/10 - 22h07

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) uma emenda ao projeto de lei que altera a divisão dos royalties e participações especiais da exploração de petróleo, mesmo fora do pré-sal. A polêmica emenda de Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) redistribui os recursos que não são destinados diretamente à União entre todos os estados e municípios de acordo com critérios dos fundos de participação. A emenda foi aprovada por 369 votos a favor e 72 contra. Houve ainda duas abstenções.

Com a emenda, o estado do Rio de Janeiro e seus municípios são os maiores prejudicados pela nova divisão de recursos. O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), porém, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetará o texto, se ele for mantido pelo Senado.


A emenda faz parte do projeto que muda o marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal alterando o modelo de concessão para partilha de produção, onde a União recebe diretamente parte da produção. O projeto segue agora para o Senado, para onde já foram enviados os outros três projetos que tratam do pré-sal.

A disputa sobre royalties atrasou por meses a votação do projeto. Em dezembro de 2009, o texto principal foi aprovado, mas o governo temeu a derrota e evitou a votação da chamada emenda Ibsen. Ao longo deste tempo, travaram-se batalhas regimentais e judiciárias, mas a votação desta noite decretou a derrota adiada pelo governo.

A União apostava suas fichas em um acordo fechado em dezembro com líderes na Câmara e governadores de diversos estados. Por este acordo, seria preservado em parte o privilégio de estados e municípios produtores de petróleo e aumentaria o percentual de quem não produz.

Nas áreas já concedidas, o acordo de então reservava 26,5% dos royalties para os estados produtores, 18% para os municípios produtores, 5% para os municípios afetados por operações de embarque e desembarque, 20% para a União, 22% para os estados que não produzem e 8,75% para os municípios não produtores. Na participação especial, espécie de tributo que é cobrado no modelo de concessão, a União ficaria com 35%, os estados produtores com 40%, os municípios produtores com 10%, os estados não produtores com 10% e os municípios não produtores com 5%.

O acordo abrangia também as novas áreas do pré-sal, onde pretende-se implantar o modelo de partilha. Nestas áreas, a União ficaria com 22%, os estados produtores com 25%, os municípios produtores com 6%, os municípios afetados por embarque e desembarque com 3% e os estados e municípios não produtores com 44%.

Este acordo, no entanto, não atendeu a reivindicações de bancadas estaduais. Os parlamentares viram na discussão a possibilidade de aumentar recursos para suas regiões e encamparam a emenda Ibsen. Com a emenda, a União ficaria com os percentuais que tem atualmente nas áreas concedidas: 40% de royalties e 50% de participação especial. Todo o restante seria dividido de acordo com critérios dos fundos de participação. A emenda abrange também as áreas já em exploração fora do pré-sal.

Rio e Espírito Santo prejudicados

Estudo feito pela assessoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) mostra que 86 municípios cariocas teriam grande perda de arrecadação. O governo do estado do Rio de Janeiro também seria fortemente prejudicado e perderia já no próximo ano cerca de R$ 4,8 bilhões em arrecadação. O Espírito Santo é o outro estado que sai prejudicado. Os outros 24 estados e o Distrito Federal receberão mais recursos com a emenda.

O líder do governo, no entanto, afirma que Lula vetará o texto da emenda, se o Senado não realizar alterações e construir um novo acordo. Um dos principais argumentos é que o estado do Rio de Janeiro e municípios tem contratos fixados com base nas receitas do petróleo, que não poderiam ser rompidos. Caso Lula cumpra a ameaça de veto, a redistribuição ficaria como é hoje, onde os não produtores dividem apenas 7,5% do total de royalties.

Além do veto, a bancada dos estados e municípios prejudicados pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). Eles alegam que a Constituição trata os royalties como compensação e, por isso, os produtores devem ter tratamento diferenciado. Eles questionam também o trâmite regimental da emenda, que foi protocolada sem as assinaturas necessárias para a tramitação.
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