Re: O futuro das grandes festas: Entrevista exclusiva com o pessoal da Tribe Achei as respostas muito boa e bem madura. Você percebe que eles fizeram o dever de casa. São sem duvida profissionais experientes e de sucesso no que fazem. De toda forma, meu lado romântico, que ainda habita aquela festa precária com meia dúzia de pessoas dançando com o dj na sua frente, no mesmo nível do solo, com poucas luzes negras e algumas simples, mais caprichada decoração. Olha com uma certa desaprovação pra essas produtoras e seu legado. Pra min, as festas gigante são bem ruizinhas, apesar de realmente apresentar qualidade em sua estrutura, elas não alimentam minha imaginação e por mais interessante que seja o artista que integra o line, nessas festas eles perdem seu encanto, já que adaptam sua apresentação pra agradar o maior numero de pessoas, afinal não podem perder a oportunidade colocando um som mais introspectivo, com viagens profundas, ou algo mais experimental, e correr o risco de ver a pista murchar ... A apresentação do artista fica limitada a “bombar”. Ta certo que é pra isso que a maioria das pessoas escolhem ser produtor musical ou dj, pra animar a pista e colocar o maior numero de pessoas dançando. Porém nesses eventos esse pensamento fica banalizando e nada de novo, nada de conceitual, transformador é criado ... é melhor ouvir seu cd em casa, sem tumulto, sem risco de briga ou de ser tratado como marginal pela equipe de segurança.
E outra coisa ... essa convergencia que as festas grande tem proporcionado, como diz na reportagem, é muito da ruinzinha ... o line-up é composto pelos mesmos artistas de sempre, só que agora tocam um som "convergente"... rs ... ou seja, dj de psy-trance, querendo convergir com nossa paciencia é pedir demais de quem tem bagagem musical. Quero ver trazer atrações de fato especializadas nessa tal "convergencia". Artistas que criam a convergencia, não os que seguem. |