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Antigo 22-11-2009, 19:17
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Roosevelt Soares Roosevelt Soares está offline
poesia ou morte!
 
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Padrão SUBversos - Psychedelic Underground

Fazer um review da própria festa que ajudou a criar é no mínimo suspeito.
Mas assumo as suspeitas e lembro que estamos em um fórum ultra democrático. Então se minhas palavras forem inverdades ou demasiadamente fantasiosas, fique a vontade pra bater o martelo contra =]

Não sabendo que era impossível, foi lá e fez - Jean Cocteau

A SUBversos surgiu com o simples objetivo de unir pessoas que curtem um som psicodélico, mesmo sem saberem ao certo o que diabos é isso. Pois psicodelia não se defini. É sentida e compartilha. Não são rótulos que unem seres psicodélicos. Nem o local que freqüentam ou as roupas que usam, são capazes de sinalizar totalmente os amantes da psicodelia.
E sim a vontade louca de se aventurar, ser sonhador por vocação, realista por opção e acreditar profundamente que não precisamos de asas pra sair do chão.



Vamos então escolher um local pra unir essa tribo – e rodamos todo o Rio de Janeiro – Vamos transformar esse ambiente urbano em uma cápsula mágica – e só um verdadeiro artista, que ainda respira psicodelia poderia cumprir essa missão.
E o som?. . . Não poderia ser nada que nos lembrasse da música de radio. Nada que nos lembrasse dos ídolos da ultima semana. Nada que forçasse uma emoção plástica, com vozes angelicais, pianinhos e riffizinhos melosos. Nada que fosse básico demais pra ser decifrado ou complicado de mais que fosse chato ... E assim, devidamente o espírito psicodélico possuiu de vez a mente dos DJs.



No sábado do dia 14 de novembro de 2009. Um sol poderoso e fervilhante fez os cariocas soarem a ponto de desidratar. E foi nesse clima que acordamos. Foi nesse clima que nos trancamos no local da festa, o Espaço Marum, o sobrado mais bombante do Catete. Ao chegar la descobrimos que o Marum não para. Estava em festa direto desde quinta feira e teríamos apenas 6 horas pra decorar todo o espaço, depois sem intervalo, abrir as portas, receber o público, tocar como djs, desarmar toda a decoração e finalmente entregar o Marum pra uma festa que iria começar logo ao amanhecer.

Um calor insuportável. As ruas cheias de pessoas andando grudadas em suas garrafinhas de água. E la dentro no Marum o artista responsável pela decoração, Ralfa Life e seu ajudante inseparável, montavam a decoração enquanto derretiam derramando gotas de pura psicodelia. E nós, ali, ja babando ao ver surgir um novo mundo dentro daquele ambiente estraho que é o Marum.



As 22 horas e trinta minutos, sem tempo pra respirar, apenas uma pequena pausa pra comer um sanduíche e dar uma lavada no rosto, abrimos as portas do Marum.
De portas abertas o público foi chegando ao poucos.
O olhar de cada um deles, não escondia o desagrado com o tempo quente e a desconfiança de terem escolhido o programa errado, por estarem entrando em um ambiente fechado, em uma das noites mais quentes do ano.

Desconfiança que logo era substituída pela certeza de estarem no lugar certo, pois no segundo andar um ar condicionado mega gelado mantinha em clima de montanha um dancefloor alienigena, totalmente fluorescente, cercado por arte psicodélica por todos os lados.



A primeira frase que mais se ouvia naquela noite era: “Caramba, o Ralfe destruiu na decoração. Mandou muito bem”. A segunda frase era “Posso fumar na varandinha? Ahhh porque não”

Pois é a lei anti-fumo apesar de ter sido sancionada só no dia 18, já estava com fiscalização em cima de todos os bares e boates do Rio. Por isso não era possível fumar dentro do Marum. Porém já antecipando esse fato, distribuímos pulseiras pra que as pessoas pudessem sair da boate e fumar na rua em frente. De inicio essa ação causava uma leve estranheza, mas logo o pessoal se acostumou. O duro foi à noite ir passando, o álcool ir subindo a cabeça e a tarefa de ter que descer e subir escadas toda hora que fosse fumar, ia virando uma aventura de muito equilíbrio... risos ... mas todo mundo seguiu a lei, sem cair, e o fumodromo improvisado bombava em conversas a respeito de tudo.



A noite foi passando rápido. A música do dancefloor era totalmente hipnótica e imprevisível. Em um momento você estava imerso em sons que desafiavam a sua compreensão e em outro você nem sentia as músicas, apenas se percebia dançando, como se aquilo fosse à coisa mais natural do mundo. Assim a noite voou.
E a pista que parecia lotada de irmãos e irmãs, dançando de uma forma que parecia que um antevia o movimento do outro e repleta de sorrisos que só em momentos especiais se unem, foi aos poucos se esvaziando, mas a grande parte ficou ali, ate o ultimo som.

E assim foi a primeira SUBversos. Uma experimentação, que entre erros e acertos, em sua maioria deu certo pra sua primeira edição e que já se prepara pra uma nova celebração em 2010.



Muito obrigado a todos que sairam de suas casas e foram viver essa noite com a gente. É possivel uma noite psicodelica indoor no Rio de Janeiro. É possivel uma decoração rica em detalhes. É possivel festejar longe de toda a banalisação que fizerem em cima de algo tão simples, como uma festa de espirito livre.
..


Confira mais fotos no álbum do Plurall por Isa Martins


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Última edição por Charlie LG; 23-11-2009 às 08:56.
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